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Aeroporto em Alcochete dura o dobro que na Ota


LEONOR MATIAS


Alcochete pode ter quatro pistas, contra duas na Ota O Campo de Tiro de Alcochete permite a construção até quatro pistas, contra apenas duas na Ota. José Manuel Viegas, responsável pelas acessibilidades do estudo promovido pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), disse ontem durante a apresentação do documento, que a grande vantagem de Alcochete é a de permitir expansões futuras, o que não acontece na Ota, que ao fim de 40 anos deverá atingir a sua capacidade máxima e sem possibilidades de expansão.

Em Alcochete, face à disponibilidade de terrenos (7500 hectares) e às suas características (planas) será possível construir quatro pistas, quando as duas iniciais ficarem esgotadas. José Manuel Viegas referiu que os aeroportos devem ser planeados para 50 anos, neste caso a infra-estrutura na margem Sul pode ao fim deste tempo receber investimentos para se manter em funcionamento mais 50 anos. Ou seja, no Campo de Tiro, o aeroporto pode durar até 100 anos, e na Ota apenas 40.

O estudo da CIP apresenta um cronograma de obras comparativo entre as duas localizações, onde estima que o aeroporto da Ota só deverá entrar em funcionamento em 2019, contra a expectativa do Governo de inaugurar a obra em 2017. As expropriações e o desvio de infra-estruturas, como o gasoduto, linhas de alta tensão e três ribeiras e o realojamento de pessoas, são apontadas como as causas para a derrapagem a que se junta os quase três anos de movimentações de terras e colocação de estacas. Em Alcochete não são necessárias expropriações (os terrenos são do domínio público), movimentação de terras ou realojamentos.

O estudo já está na posse do Governo, e Mário Lino, ministro das Obras Públicas, confirmou que o vai enviar para o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), "para que depois o possa ter em conta nas suas conclusões". O LNEC está a desenvolver um estudo comparativo entre a Ota e Alcochete, que deve estar pronto a 12 de Dezembro.

Pelas contas da CIP, Alcochete é possível ficar pronto em seis anos, tendo início em 2011, para entrar em operações em 2017, contra os 8,5 anos necessários para concluir a Ota. Para a CIP o aeroporto pode ser feito por fases, arrancando apenas com uma pista sendo construído à medida que diminuem as operações na Portela. O projecto prevê uma ponte ou um túnel imerso ferroviário entre Beato/Montijo, para passagem de comboios suburbanos e de alta velocidade para ligar Lisboa ao Porto e a Madrid. Esta solução seria inferior entre 30 a 40% da defendida pelo Governo para construir a ponte Chelas/Barreiro. Na proposta da CIP, o Barreiro ficaria ligado ao Montijo por uma ponte rodoviária. A CIP defende ainda a construção de uma quarta ligação rodoviária no Tejo, entre a Trafaria e Algés, mesmo sem o novo aeroporto.


in DN

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