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Reabilitação de imóveis prospera no mercado imobiliário

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O tema tem sido objecto de inúmeros debates, envolvendo os mais diversos agentes do sector Imobiliário. O investimento na reabilitação está a crescer.

A reabilitação na edificação é uma aposta crescente no sector da Construção, segundo dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística no boletim 'Estatísticas da Construção e Habitação 2006', e tem vindo a merecer a atenção de agentes ligados ao sector Imobiliário como construtores, promotores e mediadores imobiliários.

Os projectos de reabilitação Destilaria do Álcool e Rei Ramiro Terraces, geridos pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield, e com data de conclusão prevista para 2009, são um exemplo recente de investimento neste tipo de intervenção.

Ambos os projectos, promovidos pela Squarestone Atlantic Regeneration LLP, estão localizados na zona ribeirinha de Gaia. Os edifícios devolutos serão reabilitados e convertidos em empreendimentos residenciais de luxo com tipologias de T1 a T4.

No âmbito da reabilitação, o Grupo FDO, com a empresa FDO-Construções, tem dado provas a este nível. A reconstrução do Bairro da Bouça, no Porto, mereceu mesmo o Prémio INH/IHRU 2007, pelo Instituto Nacional de Habitação. O projecto, da autoria de Siza Vieira e António Madureira, contemplou 72 fogos, e contou com a colaboração dos moradores de origem, 30 anos após a sua concepção e execução parcial.

Pedro Seabra, director geral da CB Richard Ellis, considera que a reabilitação «é sem dúvida valorizada», sendo «uma actividade muito importante, que tem vindo a crescer em detrimento da construção nova». Contudo, ainda há muito a fazer nesta área.

«A reabilitação 'de verdade' em Portugal é um verdadeiro acto de heroísmo. É preciso deixar o mercado funcionar», afirma. Para acontecer, a reabilitação exige «matéria-prima», e que a intervenção seja feita «a nível do quarteirão», de uma forma integrada, e não «prédio a prédio». Só assim «tem sentido» pois só assim poderão criar-se as «infra-estruturas» de que as pessoas necessitam, entende Pedro Seabra.

E o mercado? Aprecia o produto reabilitado? «Muito. Mas é caro porque é difícil de produzir». E a localização «também tem o seu preço». «O preço do centro de cidade é superior ao dos arredores», tal como também é superior «o preço daquilo que é raro».

O mercado quer a reabilitação? «Quer, claro. E os promotores também. Mas é preciso que não se complique, e que as intervenções sejam mais a nível do quarteirão do que de uma forma pontual».

De futuro, Pedro Seabra acredita que a reabilitação em Portugal terá uma actividade positiva, sobretudo nas grandes cidades. «Haverá um mercado interessante e interessado» neste tipo de produto.

Fonte: Casa Sapo

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