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Apesar de vivermos a silly season, o sector parece não parar. As eleições para a presidência da Ordem dos Arquitectos, agendadas para Outubro, já começam a fazer correr tinta. Nesta edição temos, em exclusivo, a primeira entrevista do primeiro candidato oficial à presidência da Ordem dos Arquitectos, Luís Conceição. A sua candidatura baseia-se na frase "por uma ordem de valores".

O arquitecto afirma querer fazer uma campanha "prepositiva", não querendo ser contra ninguém. No entanto, sabe-se que esta é uma linha diferente daquela que Helena Roseta defende. Para quando uma candidatura mais próxima da linha de Roseta? Será Manuel Vicente, que entretanto assumiu a presidência da Ordem, ou será desta que o arquitecto João Rodeia avançará finalmente para uma candidatura? Os próximos meses serão bastante interessantes para se saber que ideias, serão apresentadas pelas candidaturas à Ordem dos Arquitectos.

Também durante esta estranha silly season o novo presidente da Câmara de Lisboa tomou posse. Apesar da nova linha de governação começar a ser sentida apenas daqui a umas semanas, algumas ideias já vieram a público. Sobretudo o acordo político entre Costa e Sá Fernandes para a consagração, através da revisão do PDM de Lisboa para a obrigatoriedade de inclusão de uma quota mínima de 25% para habitação a custos controlados.

A FEPICOP já levantou a voz contra esta ideia, refutando que irá aumentar ainda mais o preço da casas e que será ainda mais caro viver em Lisboa. Discordo da FEPICOP. Esta obrigatoriedade é algo praticado há muito em muitas das cidades mais avançadas do mundo. Nova Iorque ou Paris, por exemplo. É uma medida muito interessante a nível social e que a curto/médio prazo trará mais pessoas a viver para as urbes. Quem está no mercado da construção sabe, desde há muito, que não se pode continuar a construir habitações novas.

Existem outras actividades, como a reabilitação e a internacionalização, para onde as empresas se devem virar. Porque todos nós gostamos de viver em cidades bonitas e equilibradas entre o betão e o verde. Este acordo fará uma transformação social que há muito urge para a sociedade portuguesa. Tem de haver lugar para tudo, para o luxo, para o mediano e para o económico. E ultimamente, viver em Lisboa passou a ser um luxo ao alcance de apenas alguns. Ou seja, não será por este acordo que a crise se irá agravar no sector.

Fonte: NetPress Ordem dos Arquitectos

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