lllARKlll Posted June 5, 2007 Report Posted June 5, 2007 São 500 hectares a esvaziar, dentro de 10 a 12 anos, a dois passos das Avenidas Novas de Lisboa, quando o actual Aeroporto da Portela se mudar para outros terrenos mais afastados do centro da capital. A Trienal de Arquitectura, recém-inaugurada, desafiou sete equipas de arquitectos, paisagistas e urbanistas, portugueses e estrangeiros, alguns já canonizados, outros ainda à procura da consagração pública, a proporem uma solução para o Aeroporto da Portela, a pensar em 2050. A preocupação ecológica passa por quase todos. Mas alguns conservam-lhe ainda uma das pistas. Vai ser difícil que o Estado faça orelhas moucas. P2 Que fazer com o aeroporto da Portela? São 500 hectares. A esvaziar, dentro de 10 a 12 anos. Ali a dois passos das Avenidas Novas de Lisboa. A Trienal de Arquitectura desafiou sete equipas de arquitectos, paisagistas e urbanistas, portugueses e estrangeiros, alguns já canonizados, outros ainda à procura da consagração pública, a proporem uma solução para o aeroporto da Portela, a pensar em 2050. A preocupação ecológica passa por quase todos. Mas alguns conservam-lhe ainda uma das pistas. Vai ser difícil que o Estado faça orelhas moucas. Adelino Gomes E se os terrenos ocupados hoje pelo aeroporto da Portela, em Lisboa, viessem a transformarse num parque ecológico, lúdico mas também produtor de energias renováveis? Ou numa incubadora que reduza emissões de carbono e consumos de energia, abrindo caminho para troca de créditos de CO2 com a China ou a Índia? Ou num local em que, entre outras valências, o passageiro possa fazer o check-in para a viagem que vai iniciar na Ota, onde demorará a chegar em 15 minutos? Ou se, ao lado de uma grande avenida urbana (a actual pista maior, que tem 3600m), se mantiver operacional a pista mais pequena (1400m), para voos de médio curso, jactos privados e helicópteros? Ou se a intervenção for reduzida ao mínimo, porque se deixam algumas opções para as gerações vindouras, a quem desde já se oferece um espaço em que é permitido à natureza ditar as suas regras, criando condições para que vão crescendo, ao lado da pista principal, carvalhos e outras espécies da flora autóctone que só a Tapada da Ajuda ainda conserva? Ou nada disto, e se, aceitando a sugestão de um grupo de arquitectos recém formados na Lusíada, fossem os habitantes da cidade a indicar as funções que devem ser destinadas aos 500 hectares de área situada na parte norte de Lisboa, os quais, um ano destes, podem tornar-se em imenso vazio urbano ou em pesadelo urbanístico ao sabor das mais diversas pressões imobiliárias e/ou de soluções de oportunidade política? Para quem tivesse dúvidas ou alimentasse esperanças, o Primeiro-ministro, José Sócrates decretou-lhe, quinta-feira passada, no Parlamento, o encerramento a prazo: "A Ota é irreversível." O aeroporto internacional que serve Lisboa vai, pois, desaparecer da paisagem lisboeta tal qual esta é associada à capital portuguesa desde o início dos anos 40 do século passado. Em nenhum momento da sua intervenção no debate mensal na Assembleia da República, o chefe do Governo emitiu qualquer sinal que permita adivinhar qual o fim que pode vir a ser atribuído aos espaço. Mas já o fez o até há poucos dias seu número dois, António Costa. Antes mesmo de ganhar a câmara ou de ter tido tempo sequer para se debruçar com profundidade sobre o dossier, o candidato do PS à presidência da principal autarquia do país admitiu que aquele espaço poderá dar lugar a um segundo "pulmão verde" que complemente o primeiro - o Parque Florestal de Monsanto, que foi criado pelo autor político do actual aeroporto (desenhado por Keil do Amaral), Duarte Pacheco, ao tempo, simultaneamente, ministro das Obras Públicas e presidente da Câmara de Lisboa. Achas para a fogueira António Costa está isolado, entre os 12 candidatos à eleição de 15 de Julho próximo. Embora com gradações no tom, os outros 11 concorrentes opõem-se à retirada do aeroporto internacional da cidade de Lisboa. Mas a Trienal de Arquitectura, inaugurada esta quinta-feira, no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa - por ironia, à hora em que Sócrates terminava o debate parlamentar, o que o impediu de assistir ao acto, como prometera - pode vir a lançar para a fogueira do debate importantes achas, eventualmente favoráveis ao candidato socialista. É o caso de um dos seis núcleos de exposição, sediados no edifício concebido por Álvaro Siza para a Expo-98. Denominado Paisagem- Lugares de Transferência: Espaço, Ideologia, Acção, este núcleo exibe sete vídeos com projectos apresentados por outras tantas equipas de arquitectos, urbanistas e paisagistas, convidados a pensarem como e por quê deverá ser preenchido aquele espaço, caso se concretize, como leva a crer a determinação do actual Governo, a sua substituição pela Ota. "Estas coisas não acontecem muitas vezes na vida de uma cidade", observa o paisagista João Gomes da Silva, recordando o vazio inicial no centro de Berlim a seguir à queda do muro. "Agora em Lisboa, como se houvesse um evento brutal, há 500 hectares que de repente ficam livres no meio de uma região densa. O que vamos fazer deles em termos de cidade?" Catarina Raposa, que comissária a exposição juntamente com Cláudia Taborda, esclarece que não as alimentou a ideia de lançar "propostas concretas, exequíveis, e que possam dar resposta a esta oportunidade política". Utilizaram este espaço como "suporte de reflexão". Podia não ser um aeroporto, "ou podia ser um aeroporto na Coreia do Sul". O objectivo "é a experimentação, do ponto de vista ideológico, do que é fazer cidade na contemporaneidade e lançar esse repto". O comissário-geral da exposição, José Mateus, é ainda mais prudente. "Há uma grande mediatização deste núcleo, mas recordo que os 'vazios urbanos' são o tema central da trienal. Lembro, por exemplo, a extensão, na Cordoaria Nacional, sobre espaços públicos nos vazios urbanos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto." Canonizados e nem tanto O primeiro passo de Cláudia Taborda, 41 anos, e Catarina Raposa, 32 anos, ambas paisagistas e docentes universitárias, consistiu em definir os critérios de selecção dos autores dos projectos que iriam convidar. "Não queríamos os canonizados internacionais - as Zaha Hadid, os Jacques Herzog", diz Catarina. "Preferíamos trazer a lume o trabalho de equipas que, apesar de serem bem conhecidas nos contextos particulares, permanecem relativamente desconhecidas do público em geral. E que trazem novas abordagens." Foram convidadas as equipas dos ateliers Chora, em Londres, e Field Operations, em Nova Iorque. A primeira é constituída por urbanistas que "andam entre a teoria e a construção prática"; a segunda, que integra a portuguesa Sílvia Benedito, é animada por James Corner - um universitário britânico residente nos EUA e que tem reflectido sobre a paisagem na contemporaneidade, contrapondo ao urbanismo consagrado modelos de construção mais sustentada. No plano nacional, o critério misturou figuras já "canonizadas" e equipas jovens. Catarina Raposa representa estes dois pólos por Nuno Portas e Gonçalo Byrne, que debatem a cidade há anos, e um colectivo de jovens que tem um trabalho "muito experimental" e dá pelo nome Embaixada - oito recém-licenciados da Universidade Lusíada, com idades entre os 29 e 30 anos. Para além daqueles dois nomes e do grupo, assinalam-se também as presenças do urbanista portuense Manuel Fernandes de Sá e dos paisagistas João Gomes da Silva (que convidou um consagrado para o acompanhar, o arquitecto Carrilho da Graça), João Nunes e Carlos Ribas (Proap, vencedor recente do concurso para a porto de Antuérpia) e Leonor Cheis, José Veludo e José Lousan, do atelier NPK, um grupo que, nota a comissária, "começa a ter visibilidade decorrente da qualidade de trabalho no espaço público". De não-lugar a lugar "As pessoas quando pensam em Lisboa, não se lembram do aeroporto", sustenta Nuno Grande, crítico de urbanismo, docente universitário e comissário da exposição Portugal. O facto de a Portela ter sido lugar de peregrinação dos lisboetas, fascinados com os aviões que aterravam e levantavam ali a dois passos de suas casas, não chega para que integre o complexo aeroportuário na cultura dos habitantes da capital. As modificações sofridas padronizaram o espaço. "Os aeroportos são 'não-lugares', no sentido que lhes deu [o etnólogo francês, n. 1935] Marc Augé: são iguais em todo o mundo", diz o arquitecto portuense. " Daí, o facto de as pessoas não se identificarem com ele; daí, que tenham que procurar para eles nomes de políticos ou de figuras históricas." Como e que este "não-lugar" vai ser um dia um lugar? Como é que de "espaço de exclusão", a Portela poderá passar a espaço público utilizável por todos? Quando chegou a hora de ir ao terreno, o "não-lugar" Portela constituiu uma surpresa, para muitos dos convidados da trienal, incluindo as autoras do desafio. "Um aeroporto é um lugar de transitoriedades, um ponto de partida entre a cidade e outras geografias. Nenhum de nós conhecia aquele território, quando começámos a ir lá. Não tínhamos consciência do total dele", conta Catarina Raposa. Convidado a fazer o registo fotográfico, Paulo Catrina, cuja exposição abre o núcleo, ficou "abismado com a dimensão do espaço urbano" que lhe cabia ilustrar por imagens. Habituado a trabalhar com arquitectos, em Portugal e na Grã-Bretanha, este fotógrafo diz-se impressionado com os 12 quilómetros de perímetro, que atravessam dois concelhos (o outro é Loures), os 12 milhões de passageiros por ano que se movimentam num constante descolar e aterrar de 42 voos por hora. Por um preço "quase simbólico" (expressão do comissário-geral José Mateus, usada também por alguns dos convidados que não quiserem revelar o quantitativo oferecido) as equipas mantiveram-se mobilizadas para a elaboração do projecto entre Janeiro e a data da inauguração da trienal. Boulevard na pista Gomes da Silva e Carrilho da Graça focam-se, inicialmente, na pergunta central: como é que se pode voltar a encontrar um certo sentido de cidade ("cidade significa concentração de serviços, de funções, vivências, experiências pessoais") num território que lhe serve de suporte? "A nossa reflexão partiu do deslizar da cidade ao longo deste território, durante milhares de anos, subindo o rio até ao planalto [hoje ocupado pelo aeroporto]", diz Gomes da Silva. É aí, e não na divisão consagrada administrativamente, que acaba o espaço natural de Lisboa. Não foi por acaso, pois, que os militares aí colocaram a estrada militar quando se tratou e estabelecer a linha defensiva de Lisboa, conclui o urbanista. O projecto que apresentam articula a cidade nas suas diferentes dinâmicas ecológicas, apontando para que a zona passe a ser central na cidade. A ritmo semanal (mais do que uma vez, nalgumas semanas) Nuno Portas passa, por seu lado, a reunir-se com os elementos do atelier NPK. Já lhes conhece o trabalho, pois fez parte, com Leonor Cheis, da equipa de Manuel Salgado, que recentemente apresentou um projecto para a Romanina, o bairro que vai constituir uma nova centralidade da capital italiana. O título dado ao projecto da trienal - Utopia da Realidade - é muito caro a Portas, 73 anos, recentemente jubilado como professor. Embora pareça uma contradição nos termos, a expressão significa um respeito especial para realidade. "Nós gostamos tanto da realidade que não a pomos de parte", diz, citando os neo-realistas italianos. Aplicada ao projecto, a consigna sustenta uma certa indefinição de propostas de futuro: "Temos convicções que vão até aqui, e eu posso desenhálas; e outras, que só daqui a uns anos se definirão. Não as desenho, mas indico-as. Isto é o contrário da utopia, que define logo tudo no momento zero." Por estas razões, diz, o seu projecto será aquele que aparece mais pobre de soluções. A questão mais premente para os autores desta solução chama-se tempo. E este conta em diferentes dimensões. Primeira delas, a da -> própria decisão. "Não haverá nenhuma, antes de 2015", garante o urbanista. Baseado num dado simples: "Ninguém deita fora um aeroporto que está a funcionar." Este tempo de espera condiciona todas as outras escolhas. "Não estamos perante os dados que vão marcar as decisões lá para 2015, na véspera do aeroporto fechar", insiste. "Há colegas que já meteram a 5a [velocidade]", ironiza, chamando a atenção para saltos tecnológicos que desactualizarão propostas entretanto avançadas. Uma das mais originais (e arriscadas?) soluções do projecto - que faz questão em deixar "gravada no chão" uma homenagem a Keil do Amaral e a Duarte Pacheco - consiste em "entregar à natureza" um largo espaço da Portela, induzindo ali o crescimento de castanheiros e outras espécies autóctones da região de Lisboa. "Vamos ali construir um tipo de parque completamente diferente do que se vê", diz Leonor Cheis. "O que seria a paisagem de Lisboa há alguns milhares de anos, se pudesse crescer espontaneamente?", pergunta a paisagista, que tem 38 anos e é docente universitária. Mais do que exercício Os resultados podem ser apreciados nos vídeos projectados em contínuo (ver descrições nestas páginas). Todos se mostram preocupados com a auto-sustentabilidade das soluções apresentadas. Apenas um, explicitamente (Byrne/ Manuel Fernandes de Sá), e outro implicitamente (Portas/NPK), admitem a preservação da função aeroportuária. O primeiro, na pista mais pequena; o segundo, nas instalações militares de Figo Maduro. Um terceiro, do atelier Proap, inventa uma relação simbólica com a futura Ota, mantendo o cordão umbilical da Portela ligado à ideia de aeroporto. Planalto, da dupla Gomes da Silva/Carrilho, Eixo Aeroportuário, de Byrne/Fernandes de Sá e TOPO- Life, de James Porter/Sílvio Benedito, mereceram especial atenção de Nuno Grande, num visionamento efectuado a pedido do P2. "São os que vão mais longe." Gomes da Silva/Carrilho da Graça assentam na implantação de "uma malha muito rígida, criando uma espécie de cidade nova cujo vazio central é um parque rodeado de construção"; Byrne e Manuel Fernandes de Sá seguiram o caminho de Ressano Garcia nas Avenidas Novas (século XIX), cozendo a nova malha à malha existente, na tentativa de adaptarem o actual a um futuro aeroporto "em escala mais pequena". Ribeiro Teles, presente logo na hora da inauguração, ficou satisfeito com o que viu. Em vídeo. Nomeia, em particular, o projecto de Carrilho da Graça e de Gomes da Silva. Mas o problema é esse mesmo. Trata-se de projectos de arquitectos, não de uma decisão de quem pode decidir. Apesar de já haver até legislação nesse sentido. Declarações do candidato António Costa, indiciando simpatia pela implantação naquele espaço de uma espécie de segundo pulmão e Lisboa, embora meritórias, deixam-no, por isso, relativamente indiferente. É preciso englobar a Portela num quadro mais vasto que abarque a cidade de Lisboa, defende. O decano dos arquitectos paisagistas portugueses espera, aliás, que na terceira semana deste mês a Assembleia Municipal se pronuncie sobre o trabalho de uma comissão a que presidiu e que apresentou um plano de estruturação verde da cidade de Lisboa. Quanto às suas próprias ideias para o local, Ribeiro Teles aponta, paradoxalmente, para um projecto que passaria pela reserva do espaço da Portela para o entulho das demolições que é necessário fazer na cidade de Lisboa e que iriam modulando ali uma elevação Nenhuma das equipas considera o seu trabalho acabado, muito menos definitivo. "É uma especulação teórica baseada em informação e com potencialidade para ser aplicada. Está enraizado numa necessidade e num desejo [da população, previamente inquirida], mas não pode ser aplicado assim", avisa Sílvia Benedito, 34 anos, um mestrado em Harvard. Tanto os responsáveis da exposição como os autores dos projectos, ouvidos pelo P2, concordam com a definição de "exercício académico" destas propostas. Luís Tavares Pereira, docente universitário em Coimbra e um dos comissários para a exposição "Países Convidados", considera "extraordinário" o aproveitamento da oportunidade para discutir a Portela. "Sendo paisagistas, as duas comissárias estabeleceram a ligação entre arquitectos, paisagistas e urbanistas. Trata-se de disciplinas complementares. Uma trienal de arquitectura é um momento ideal para abordar um tema destes. Será um exercício académico, mas pode contribuir para uma reflexão independente." A elaboração dos projectos fora do habitual ambiente de pressão dos vários interesses e, por consequência, o "absoluto descomprometimento" por parte das equipas envolvidas é sublinhado, por outro lado, como um dos seus traços positivos. José Mateus lembra que não é a primeira vez que os arquitectos portugueses intervêm em situações polémicas - Feira Popular, Alcântara XXI, Parque Mayer, só em Lisboa e em anos recentes. O dimensão da Portela, contudo ("pode ser equivalente a uma mega instalação como foi a Expo-98"), e o impacto político, técnico e social que inflama o debate sobre a escolha da Ota, conferem-lhe uma projecção maior. Talvez não por acaso, é estrangeira a única proposta que claramente evoca as pressões. O vazio deixado pela saída do aeroporto internacional da Portela, dizem os projectistas britânicos do Chora, constituir-se-á em "câmara de eco" dos desejos e ganâncias de muitos promotores imobiliários, antigos proprietários, municípios e vizinhanças", se nada for feito, com tempo, para o prevenir. Nuno Grande acrescenta-lhe o facto de a OTA ter sido discutida até agora, "apenas enquanto obra pública". Este esforço discursivo sobre o núcleo da paisagem, nota, "é uma tentativa para colocar o debate ao nível do território (a cidade) e da paisagem (o ambiente) e não como mera obra pública". Um concurso que a Ordem dos Arquitectos fez, há uma década, para as frentes ribeirinhas do Tejo "anteviu, de alguma maneira, o impacto que viriam a ter o CCB e a Expo-98", recorda. Por isso, não acredita que esta intervenção pública sobre a Portela se confine a um piedoso exercício académico. "É académico porque não existe uma encomenda real. Mas estão a fazê-lo os maiores urbanistas portugueses - Manuel Fernandes de Sá, Gonçalo Byrne, Nuno Portas - numa associação a paisagistas habilitados a resolver problemas de grande escalas. Parece-me difícil que o Governo não os ouça."Fonte: MyNetPress Ordem dos Arquitectos Quote
asimplemind Posted June 6, 2007 Report Posted June 6, 2007 é deveras interessante! Fiquei particularmente inclinado para a ideia de se deixar o espaço ao sabor da natureza, que a própria vegetação se aproprie dos espaços do aeroporto, das pistas e daqui a, quem sabe, 20 ou 30 anos se fazer um magnífico parque urbano com as ruínas do que hoje é o aeroporto. Parece-me uma visão bastante interessante e que poderia ser aplicada. Também a ideia da criação de um parque ecológico seria interessante, conservando aspectos do equipamento actual como as pistas e outros elementos. Quote
shaki Posted June 7, 2007 Report Posted June 7, 2007 deixar o espaço ao sabor da natureza parece uma ideia muito interessante, sim, mas acredito que passado 1 ano aquilo ja tivesse sido alvo de marginais e sei la mais o que, acabando por se tornar num enorme "lixo " urbano, e depois de certeza que ninguem vai pegar naquilo, a nao ser alguem com muito dinheiro que nao o estado. Quote
asimplemind Posted June 7, 2007 Report Posted June 7, 2007 é claro que isto teria de ser feito nao deixando o espaço ao abandono da cidade, mas cercando-o como obra em progresso. Quote
shaki Posted June 7, 2007 Report Posted June 7, 2007 é um espaço muito grande, e torna-lo impenetravel iria ser muito complicado, mas nada é impossivel. vale pela ideia! Quote
JVS Posted June 11, 2007 Report Posted June 11, 2007 Ja fui ver as propostas. A do Carrilho da Graca era pouco elucidativa. A da PROAP tinha muito trabalho mas ... A da Embaixada nao percebi... Gostei da proposta do Byrne. Concordo plenamente com a proposta dele apesar de ter pena de ele nao ter desenvolvido mais aquele projecto. Quote
marco1 Posted June 12, 2007 Report Posted June 12, 2007 Bem o futuro é no futuro a ideia de se pensar como ponto de partida, imaginar soluções globais para aquela grande zona, assusta-me. Acho errado. o ponto de partida deveria ser, ver desde já, o que aquele espaço poderia dar á sua envolvente para resolver eventuais problemas da cidade, ligações etc e depois sim, o residual ir sendo objecto de ideias, especulações etc. Quote
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