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Intervenções na Cidade – Praça de Espanha
Ivo Poças Martins

http://img263.imageshack.us/img263/5929/ic011espanha1b4edcfxg0.jpg

http://img263.imageshack.us/img263/2084/ic011espanha2b4f9e5hu0.jpg

A proposta (resumo):
(...) A praça de Espanha, embora situada no interior da cidade, tem um significado de lugar de transição. Funciona como um grande vazio urbano: um espaço arborizado contornado e cruzado por vias de grande fluxo. No seu centro, um arco triunfal, reaproveitado de outro local de Lisboa, marca timidamente que este espaço é também uma porta. O Arco triunfal, para além de lembrar algum esquecido feito histórico, celebra a ausência de muros: o seu derrube ou simplesmente o facto de não serem precisos. A liberdade de movimentos aumenta à medida que se expandem e diluem os limites da cidade. O espaço público representa uma conquista colectiva e a porta giratória monumental (à escala do espaço que serve) no lugar do antigo arco, relança o debate sobre a necessidade de conquistar este lugar de transição. A rotunda e a via rápida deixariam de existir como resposta imediata no desenho da cidade.

Fica no entanto a memória do ritual antigo: o monumento, que se quer estático, induz o movimento de rotação dos carros. Os painéis de vidro e alumínio misturam as imagens que enquadram à transparência com as que reflectem. O museu, a embaixada, o teatro, a mesquita, o mercado e as casas ganham aqui um novo espaço de interacção à medida que o jardim isolado que escondia um monumento antigo vai sendo redescoberto. A praça recupera o seu significado de fórum servindo de suporte às actividades que a limitam.


O que disse o júri:
Excepcionalmente admitiu-se uma proposta de carácter “escultórico”: uma “porta giratória” sobredimensionada, para a Praça de Espanha, no lugar da Porta existente que se propõe deste modo devolver ao seu local de origem (São Bento). A Praça de Espanha pouco tem de praça, com esta proposta afirma-se o seu carácter de passagem rápida e motorizada, e chama-se atenção para o actual desenvolvimento das cidades inerente a uma ausência de “portas” ou limites. Bem argumentada, esta escultura é também uma metáfora que actualiza o sentido de Porta Romana numa Europa sem fronteiras.


Contributo para uma reflexão:
A intervenção de Ivo Poças Martins constitui-se como provocação urbana; uma grande peça escultórica – a “porta giratória” – serve de metáfora para um espaço de transição que, desse modo, se vê abandonado de um uso real. Um vazio preenchido de movimento, uma não-praça oculta pelo ritmo da vida quotidiana.

Fonte:
Blog _ Trienal de Lisboa

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