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Intervenções na Cidade – Investimentos Imobiliários de Intervenções
AUZProjekt

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A proposta:
A i.i.i. – Investimentos Imobiliários de Intervenção põe ao seu dispor uma vasta gama de espaços prontos a servir os seus projectos. Agora os seus sonhos já podem ter lugar; escolha o sítio que mais convém à sua ideia. É fácil e é de graça! Ver para crer! Aproveite já esta oportunidade! Pois, esta é uma oferta limitada ao stock existente.

2 O nosso intuito é incentivar o vislumbre das potencialidades da cidade actual para servir o carácter colectivo das aspirações das populações. A procura do verdadeiro benefício de um uso público assume, nesta proposta, a materialidade das coisas simples. Simples de pensar e executar. Abrem-se velhas portas! Na exposição de uma alternativa ao esquecimento (ocultação pública) queremos (quereremos mesmo?) requalificar as expectativas de justiça. Dar outro sentido ao urbano; menos contentor de acontecimentos, mais vida. Uma manifestação duma vontade comum emergente da leitura do discurso de uma identidade colectiva.

3 Mais que o diálogo alargado (afinal é de intervenção concreta que oferecemos), pretende-se que o re-revelar de desejos incite à observação do encolher de ombros (em vez do abrir dos braços). Em vez de uma resposta, espera-se o silêncio imposto pelas crenças na impossibilidade de construir com as próprias mãos. E todos têm o direito. Porque nunca é de mais relembrar que sabemos, que cidade temos. E se os fogos devolutos são 16% dos fogos ocupados, não podemos escondê-lo. É preciso exibir essa grande parte da cidade, enorme campo de homogéneo e omnipresente vazio.

4 Porque quando por todo o corpo da cidade os sinais se multiplicam, até que cada ponto singular (vazio de sentido) enforma uma mancha única de carácter ribossomático (rizoma à escala do território), esta confunde-se com a própria aura de Lisboa. É nas reticências do etcetera deste lugar (à parte dos pedaços definidos do organismo) que mora a oferta quantitativa oculta no movimento do acontecer que se toma como local de intervenção.

5 Na dispersão de um problema específico de sobre-urbanidade abrem-se espaços que “desdensificam” a cidade instituída e permitem potencializar a participação num ordenamento alargado. Na verdadeira apropriação física do vazio urbano, toda a cidade é de todos. Destruir construindo! (Ou melhor, construir destruindo!) Porque são os valores dos contextos transaccionais destes lugares que os esvaziam enquanto espaços e os tornam objectos, para, a seguir, num movimento reverso, a unidade do seu vazio pedir a actuação duma chave-mestra, objecto de salvação para a cidade.

6 De novo, arquitectura objecto (para um lugar sem forma definida). De novo, o arquitecto defende a cidade, já não empenhado no desenho da muralha da fortaleza, mas actuando nela. E como Vitrúvio ocupamo-nos do desenhos das armas que defenderão a cidade. Não expulsaremos desta República (outra vez pública) todos os poetas (não somos platónicos), ...apenas, eliminamos algumas portas. (Processo de subtracção – menos é mais). Por que é melhor o vazio de um não-projecto que a contínua manufactura da projecção de uma produção que, densificando o imaginário, o atravanca funcionalmente lançando-o no encantamento de uma deriva sem retorno à própria lógica de cidade.

7 O objecto final produzido (talvez uma escultura) compreende essa dupla dimensão ética. Assume-se como lápis, ferramenta para o projecto, mas torna ridículo o problema da folha em branco. O medo do vazio criativo é quebrado pela posse e manipulação da arma (aríete). Nas novas condições técnicas o cidadão-arquitecto percepciona uma realidade capaz de se abrir para a construção Da Justiça. Então o vazio torna-se imperativo ético e cabe a cada um (o mesmo é dizer a todos) decidir. Oportunidade única! Invista! (na verdadeira acepção da palavra) O vazio espera por nós!

O que disse o júri:
Pelo modo crítico como aborda um problema social – a imensidão de casas devolutas (vazios) numa cidade onde a habitação de qualidade é inacessível a grande parte dos seus cidadãos; a atenção sobre a quantidade destes vazios expostos; a reivindicação da sua ocupação traduzida na metáfora da construção de um “aríete-lápis” responsabilizando o arquitecto no desenho destes vazios suscitou a unanimidade do Júri.

Contributo para uma reflexão:
Uma participação provocadora – o lápis como metáfora para um instrumento destruidor da ausência de intervenção. O debate lançado pela AUZProjekt reside afinal num apelo à turbulência criativa, ao serviço de uma sempre urgente regeneração urbana.


Investimentos Imobiliários de Intervenções
AUZProjekt


Fonte:
Blog _ Trienal de Lisboa

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