3CPO Posted April 12, 2007 Report Posted April 12, 2007 Margens do médio Tejo tem 23 projectos Depois de dois dias de reunião à porta fechada no núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos, o júri presidido por Gonçalo Byrne foi consensual. Destacam-se três dos 23 projectos que concorrem ao Concurso Internacional para a dinamização do rio nas margens do Médio Tejo. O júri constituído por grandes nomes da arquitectura portuguesa e mundial foi consensual. Depois de dois dias de reunião à porta fechada na semana passada, com uma manhã de visita ao território a ser intervencionado, o júri presidido por Gonçalo Byrne e constituído ainda por Luís Moreno Mansilla, Manuel Aires Mateus, João Ferreira Nunes, António Marques em representação da CCDRLVT, Pina da Costa, vereador da Câmara Municipal de Abrantes em representação dos municípios de Abrantes, Constância, Vila Nova da Barquinha e Chamusca e Rui Serrano em representação das associações de desenvolvimento local foi unânime. Três projectos dos 23 que concorrem à iniciativa destacam-se, estando por isso definido quem vai ocupar o primeiro, segundo e terceiro lugar. Recorde-se que o Concurso Internacional para a dinamização do rio nas margens do Médio Tejo surge com o objectivo de potenciar os 34 milhões de investimentos, patrocinados pelo PORLVT - Programa Operacional para a Região de Lisboa e Vale do Tejo, em concreto pela acção VALTEJO, no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio (2000-2006), já efectuados e previstos para as margens do médio Tejo. O território tem 24 quilómetros e vai do Arripiado a Abrantes. Criar uma identidade em torno do rio, contribuir para um maior desenvolvimento de toda a região, promover e qualificar a imagem da região, potenciar a vertente turística e económica e consolidar os investimentos no âmbito do Parque Almourol e Aquapolis eram as consequências esperadas desta iniciativa, que perspectivava o desenvolvimento de uma região viva ligada pelo Tejo. De acordo com os membros do júri os projectos vencedores cumpriram esse objectivo. Foram 213 pessoas, incluindo ingleses, alemães e espanhóis, que inicialmente levantaram a documentação que permitia depois elaborar o projecto que se pretendia multidisciplinar. Foram 23 os que efectivamente apresentaram projecto. Para Rui Serrano, da organização do concurso, o número é “interessante” tendo em conta “a dimensão do território e a respectiva abrangência, assim como a obrigatoriedade de ser pensado por uma equipa pluridisciplinar.” A sessão pública de apresentação será feita no mês que vem, em data a anunciar.“Um território maravilhoso” e “uma paisagem privilegiada”Luís Moreno Mansilla, arquitecto castelhano cujo nome alcança cada vez mais referência a nível mundial, considera o território objecto do concurso “maravilhoso.” Para o arquitecto, que caracteriza o concurso como ambicioso tendo em conta que “é muito raro trabalhar numa escala tão grande”, estão em causa elementos importantes como “a natureza, o rio que é fantástico, um património arquitectónico e pessoas” aos quais é preciso dar unidade, mas com a preocupação de manter a diferença. Moreno Mansilla não tem dúvidas que mais que “um problema arquitectónico” este concurso trata “um problema político.” Refere que da análise dos projectos resulta a conclusão de que existem “propostas muito equilibradas.” O presidente do júri, arquitecto Gonçalo Byrne, dispensa apresentações. O nome grande a arquitectura portuguesa reforça a importância do concurso que pretende criar “pontos de união de uma série de episódios pontuais que têm um grande potencial.” Gonçalo Byrne diz que o concurso traz uma situação “não muito comum em Portugal”, concretamente “a convergência importante dos municípios que estão na zona” e defende que “o trabalhar em rede é fundamental a qualquer projecto desta natureza.” Preocupação do júri é que seja possível “sem uma enormidade de meios através de intervenções suaves, mesmo económicas” como refere Gonçalo Byrne, “desencadear um processo de valorização.” O arquitecto refere-se ao território como “uma paisagem privilegiada, mas que tem um grande potencial que era importante pôr em evidência ou valorizar.Um projecto de qualidade mas exequível” Pina da Costa, vereador da Câmara Municipal de Abrantes, também membro do júri refere que a preocupação era a de conseguir “um projecto de qualidade mas exequível.” Pina da Costa reforça o outro lado do concurso, ou antes as suas consequências: as quatro autarquias envolvidas “têm que se comprometer neste projecto conjunto” e por isso a importância do “realismo” do projecto. Para Pina da Costa a proposta vencedora deve “estar ao alcance das próprias autarquias, sem exigir verbas muito elevadas e que eventualmente esteja dentro da própria filosofia do próximo Quadro Comunitário de Apoio.” O vereador elogia o concurso pela visão de uma intervenção integrada que traz que ao território. “Nós tínhamos a esperança que este concurso nos desse, e com certeza vai dar, a possibilidade de unirmos todos os investimentos ao abrigo do VALTEJO.” António Marques, representante da CCDRLVT e gestor do programa VALTEJO, membro do júri reitera: “era importante que as propostas que aparecessem não introduzissem novos elementos mas fechassem, preenchessem de uma forma coerente este território.” António Marques refere que “este concurso foi importante no sentido em que fez pensar mais além e foi também a prova evidente de que há uma nova apetência e uma nova viragem para o rio.” Acrescenta que os projectos garantem “condições para um novo espaço de turismo e de lazer.” Convicção de António Marques é os projectos vão “pôr a região mais bonita, mas também mais rentável.” Fonte: Jornal Regional Quote
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