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Vivemos num período de vazios ideológicos em que a única ideologia é confrontada com a não ideologia, ou seja a Religião. A única ideologia que existe neste momento é o Capitalismo. O Comunismo, o Socialismo e outras tantas ideologias estão a desaparecer ou a continuar em neologismos ideológicos que se vão em alguns paises a misturar-se com a religião provocando misturas de carácter populista e fundamentalista. A Religião que nalguns casos é considerada uma ideologia mas desta vez de carácter religioso. Há quem afirme que os islamismo é o terceiro movimento totalitário que visa a conquista do mundo. Existe acima de tudo um regresso á essencia das coisas, á essencia de nós mesmos ao humanismo natural do homem. O Ideal está a ser abandonado em nome da essência humana. E quando refiro Essência Humana refiro á Religião, refiro ás disciplinas que prezam pelo o Homem tal como ele é e não pelo Homem Ideal. Acontece que na Arquitectura vemos uma reacção á evolução. Neste momento evoluimos para a espiritualidade, para a religião. O problema desta evolução baseia-se nos fundamentalismos. Os fundamentalismos crescem em redor do vazio provocado pelo Capitalismo que assume-se como o vencedor nesta Guerra Ideológica. Na Arquitectura vemos os neologismos do modernismo e do pós-modernismo. Vemos arquitecturas que analisam o modernismo e o pós-modernismo e que confrontam ambos neologismos até eles se misturarem. Noutros casos tentam capitalizar o vazio, tentam capitalizar a religião, criando representações tridimensionais de coisa alguma, do ideal, da sátira, da reacção á reacção, de performances, de atitudes materializadas com base no Vazio ideológico provocado pelo Capitalismo. A Arquitectura neste momento procura reagir ao vazio das mais variadas maneiras criando ela própria um periodo de decadência e de transição. E nesta reacção ao vazio existe um grupo de arquitectos que abandona a beleza. A beleza deixa de fazer sentido e daí começa a existir uma idolatria estranha á ausencia da beleza. No inicio estava a pensar que existia uma idolatria pelo feio mas na realidade é a ausência de beleza. Os arquitectos deixaram de se interessar pela beleza pois é uma atitude anti-capitalista, anti-comercial. Uma vã tentativa de revelar uma ideologia que se confronte com o Capitalismo mas na realidade é o Anti-Capitalismo... é uma ideologia do contra...

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Na minha opinião vivemos um tempo de transição. O modernismo e o pós-modernismo são duas ideologias antagónicas que confrontam entre si. A primeira é muito católica e conservadora. A outra é protestante e mais liberal. Mas vivemos numa época em que os arquitectos tanto de um lado como do outro estão naquilo se podia chamar de Modernismo Académico e de Pós-Modernismo Individualista Académico. E existem os comerciais que estão de fora deste conflito. Como a história nos ensina em cada movimento que começa a ficar decadente, demasiado internacional, demasiado repetitivo, começa a haver uma transição para algo novo. Começam a haver arquitectos que começam a arriscar no abandono de alguns parâmetros rigidos do academismo modernista e pós-modernos apostando na essência da arquitectura. O que é realmente a arquitectura? Começam a tentar analisar o que é realmente Arquitectura sem qualquer critério ideológico e voltando ao inicio. Estamos numa época em que pensadores começam a investigar o inicio tal como Nietzsche começou a estudar os pré-socráticos. Os pensadores da arquitectura começaram a estudar o que significa Construir, o que significa o Habitar, o que significa Morada, ... Heidegger, A Poética do Espaço, Mircea Eliade,... existe um regresso ao inicio. Um regresso á essencia do Homem... assumir o homem tal como ele é e abandonar o Homem Ideal idealizado pelas ideologias e pelos neologismos ideológicos... É neste período de transição que a arquitectura começa a atravessar... há quem refira nestes pensadores mas há quem refira superficialmente ... uma coisa é ler o texto outra é ver a arquitectura...

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Fiquei com a impressão que ele era uma espécie de Mestre Supremo da Arquitectura. Que sabe de tudo e que pretende estar sempre actual. O método dele é superficializar a actualidade politica, social e financeira na arquitectura e fica-se por aí. E há quem o considere um guru. Ele é o passado. Já foi. Não interessa a ninguém. Um homem que não liga á afirmação da religião no mundo e á Decadência do Capitalismo é alguém que´ainda está no Passado. Poderia dizer que ele é último grande arquitecto. Ele´representa o Não Capitalismo Capitalista ou o Capitalismo Não Capitalista. É alguém que pretende estar de fora estando dentro. É alguém que afirma que está dentro dos temas da actualidade. Alguém que faz um projecto dizendo que está preocupado com a ecologia e propõe uma solução...

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