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Promontório Arquitectos
Edificios de Habitação - Lisboa - 1997

Os dois edifícios de habitação são resultado do 1º lugar num concurso por convites promovido pela cooperativa de habitação Coociclo sob uma volumetria imposta pelo plano de pormenor da zona. Independentemente da formalização burocrática da volumetria e implantação, a proposta de projecto submetida a concurso propunha tipologias exclusivamente em duplex em que as varandas–pátio—uma revisão crítica do modelo Corbusiano do immeuble–villa—funcionam como jardins suspensos. Face a uma localização urbanisticamente hostil, entre vias rápidas e a indistinta e saturada mancha resultante do inventário pós-moderno, o conjunto funciona como um condensador social capaz de gerar novas formas de habitar o conceito de “bloco de apartamentos”. A varanda—o espaço proscrito do subúrbio pós-Carta de Atenas—reconquista aqui uma condição de habitabilidade para lá do mero aggiornamento compositivo. Pela profundidade, altura dupla e sistema de protecção móvel, as varandas funcionam efectivamente como pátios onde as pessoas se podem encontrar em termos muito semelhantes aos de um quintal de uma moradia unifamiliar.

A fachada, inicialmente concebida exclusivamente em varandas-pátio para as tipologias duplex, densifica-se para incorporar as tipologias simplex através da sobreposição de um sistema híbrido de janelas singulares e dispersas. A esta aparente alietoriedade fazem-se corresponder os requisitos funcionais de cada piso. A complexidade compositiva do conjunto é formalmente sistematizada pela representação das lajes e pela ostensiva monotonia dos materiais—eternit cinzento, betão aparente e alumínio natural—num contraste decisivo com a vulgaridade multicolor da envolvente.

Em última análise os edifícios encerram as expectativas do nostálgico paradigma burguês da moradia urbana na irreconciliável cultura metropolitana de congestão. Broadacre vertical, Levittown em altura ou degenerescência do immeuble-villa—são reconfigurações de um modelo hiper-democrático de gestão colectiva do projecto, inflectido no sistemático exercício das vontades individuais dos cooperantes.

Absorvido na mancha saturada e indistinta de um inventário suburbano, o conjunto renuncia a distinções formais específicas que não advenham da insólita banalidade imanente do cumprimento do complexo tecno-funcional.

Cliente: Coociclo, Cooperativa de Habitação, CRL.
Arquitectura: promontório arquitectos
Projectistas: João Perloiro, João Luís Ferreira, Paulo Perloiro, Paulo Martins Barata, Pedro Appleton
Colaboração: Luis Teixeira
Estruturas: Miguel Braga, Eng.IST


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Fotografias de: Rui Moraes de Sousa


Desenho Técnico:
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Fonte: EuropaConcorsi

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