JVS Posted January 20, 2007 Report Posted January 20, 2007 Estrada de Chelas Na semana passada aventurei-me no autocarro 794 da Ordem dos Arquitectos até ao atelier onde trabalho. Em primeiro lugar quero referir que foi uma péssima escolha pois existe o metro... por outro lado revelou uma lacuna no meu imaginário da cidade de Lisboa. O autocarro segue aquele caminho e de repente começa a ir numa estrada paralela da Av. Infante Dom Henrique. Mais tarde entra num beco e aí começa a aventura pela Estrada de Chelas. E o que é que esta estrada tem de tão especial? Não meus caros leitores, não mete drogas, nem delinquentes, nem ladrões com navalhas... a Estrada de Chelas revelou um mundo que pensava não existir em Lisboa... o mundo rural. Aquilo era tudo menos Lisboa. Pensava eu que me tinha enganado no autocarro e estava na Arruda dos Vinhos ou coisa parecida. O mundo rural ali no meio de Lisboa. Impressionante. Mais tarde começava a ver os edificios tipicamente Chelas e entrei no Bairro de Chelas. Bairro de Chelas Aqui deu para ver que o Bairro de Chelas é relamente um horror. Um conjunto de grandes empreendimentos arquitectónicos com as melhores intenções cheios de vazios entre eles. Penso, e aqui estou a escrever segundo aquilo que ficou na memória, Chelas é um bairro com um granbde vazio no meio. Divide Chelas Sul e Chelas Norte. Chelas Norte tem uma saida de Metro que se chama Chelas. Uma estação desenhada pelo arq. Troufa Real. Um Bairro cuja via principal tem uma vivência bastante interessante que encontramos nos subúrbios... perguntamos por vezes se aquilo é Lisboa... é. Mas não devia ser. Tem uma relação urbanistico-arquitectónica próxima da dos Olivais. Tem bons exemplos de arquitectura. Chelas Sul é um deserto. Chelas Norte também com excepção da via que referi anteriormente. O Vazio de Chelas... uma Grandeza de Vazio coroada por um conjunto arquitectónico próprio de Chelas. O que fazer com aquele Grande Vazio. Um Grande Nada. Vou ver se coloco imagens. Quote
JVS Posted April 18, 2007 Author Report Posted April 18, 2007 Toda a zona em branco e um conjunto de espacos vazios. Vazios compostos por baldios e principalmente com espacos horticolas desorganizados. Um grande conjunto de vazios que nos leva a pensar o que fazer com estes espacos vazios. O que fazer? Por um lado existe a possibilidade de fazer uma segunda Monsanto ou edificar um conjunto urbano composto de bairros com as populacoes que sairam do centro para a periferia. Nesta imagem podem ver como esta esta zona de Lisboa. Um espaco abandonado, residual entre as varias Lisboas e os varios bairros de Lisboa. Quote
luis ferreira Posted April 20, 2007 Report Posted April 20, 2007 Realmente os "espaços vazios" são muito grandes. Mas essa existência dessa ruralidade dentro da cidade de Lisboa não se restringe só a Chelas. Na zona do Lumiar, um pouco mais cá em baixo na zona de Alvalade e Areeiro conrinuam a existir lugradouros cuja a intensão seria a de criar espaços verdes para os residentes mas que foram ao longo do tempo ocupados por cultivos horticulas. É uma apropriação do espaço que é diferente ao que se passa em Chelas, mas que não deixa de ser curiosa. Relativamente à descontinuidade que se verifica na zona de Chelas tem sido uma pedra no sapato da cidade de Lisboa. É um problema que não me parece ter uma solução à vista nos proximos dez ou vinte anos. Toda a zona oriental da cidade encontra-se degradada e descontinuada, com a excepção da zona do Parque das Nações (mais um bom exemplo de intervensões urbananas no nosso país, mas com alguns problemas que poderiam ter sido evitáveis). Além disso, outro problema presiste que é o de ligar aquela parte da cidade com o resto. Já ouvi falar da intensão de liga-la através de um corredor verde que começava nessa zona e ia até Monsanto. É uma proposta interessante mas que não passa do papel das revistas. Quote
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