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Protocolo de Quioto deve continuar depois de 2012


AQuercus aplaudiu, ontem, as decisões tomadas em Nairobi e que abrem caminho para a continuidade do Protocolo de Quioto após 2012. A organização ambiental criticou, porém, o "ritmo demasiado lento" que não corresponde à urgência do problema das alterações climáticas.

Num balanço feito após a sua participação na Conferência sobre Alterações Climáticas das Nações Unidas, que terminou ontem na capital do Quénia, a Quercus elogiou as decisões que asseguram um mandato para negociações no período pós-Quioto (cuja vigência termina em 2012).

"As decisões abrem caminho para que a continuação em vigor do Protocolo de Quioto depois de 2012 venha a ter lugar nos próximos anos", sublinham os ambientalistas, notando, no entanto, que o ritmo "lento" continua a "não corresponder à urgência do problema para a Humanidade".

Francisco Ferreira, da Direcção Nacional da Quercus, enalteceu a abertura demonstrada pelos países em desenvolvimento, como Brasil e China, cujos esforços, em termos de eficiência energética e renováveis, ultrapassam os de países desenvolvidos que não ratificaram Quioto, como os EUA e a Austrália.

"Vários países em desenvolvimento começam a estar abertos, mesmo que de forma discreta, a assumir que mais cedo ou mais tarde será também responsabilidade deles limitarem as emissões de gases com efeito de estufa (GEE)", sublinhou.

Pela negativa, o dirigente diz que se destacaram países como os EUA, a Arábia Saudita, a Austrália e o Canadá e possíveis ameaças aos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL).

Em causa estão propostas "polémicas", que pretendem incluir a captura e armazenamento de carbono e autorizar plantações massivas de árvores à custa de floresta natural secundária.

Já o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, que chefiou a delegação portuguesa, salientou que "a comunidade internacional está a preparar-se para a próxima fase do combate global às alterações climáticas".

"A Europa continuará a liderar este esforço, que terá de ser global mas multifacetado, de forma a respeitar as capacidades de resposta dos diferentes países", disse, citado pela Lusa.


IN http://jn.sapo.pt/2006/11/18/sociedade_e_vida/protocolo_quioto_deve_continuar_depo.html

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