JVS Posted November 18, 2006 Report Posted November 18, 2006 Quintas senhoriais resistem à especulação imobiliária Cláudia Monteiro Seixal Num concelho com mais de 150 mil habitantes e densamente urbanizado resistem quintas senhoriais onde, até meados do século XX, eram produzidos azeite, cereais, frutas, vinho e madeira, mas que eram também um símbolo de riqueza e local. Hoje, a Câmara do Seixal promove um passeio aos quatro espaços deste género que resistiram ao abandono e à pressão imobiliária. Com um custo de dois euros, "simbólico, para que os 33 inscritos compareçam", esta é uma iniciativa que visa "dar a conhecer o património edificado e as histórias que esconde", avança Margarida Nunes, técnica de turismo da autarquia. A primeira paragem será na Quinta de Cheiraventos. Situa-se na freguesia da Amora, no alto de uma colina e daí o nome. A Quinta Cheiraventos tem uma imponente vista sobre o sapal de Corroios e ocupa cerca de dez hectares. A propriedade foi adquirida em 1877 pelo infante D. Augusto (filho da rainha D. Maria II, fundadora do município do Seixal). Ali construiu um palácio com mais de quarenta divisões, na mesma altura que o seu pai, D. Fernando II, mandava erguer o Palácio da Pena, em Sintra. Depois da sua morte, em 1889, a quinta foi vendida a um médico da Casa Real. Mais tarde, o espaço foi adquirido pela família Sande Lemos, na posse da qual se mantém há três gerações. Em 1974, o palácio foi ocupado e utilizado como escola. Como é propriedade privada, encontra-se fechado ao público. Seguindo pela Estrada do Talaminho, que desemboca na EN10, do lado direito surge a Quinta da Princesa. Com largas dezenas de hectares, é considerada "o pequeno pulmão da zona", conta Margarida Nunes. O nome da quinta, que já teve 15 proprietários, deve--se a duas princesas, D. Maria Francisca Benedita e D. Isabel Maria de Bragança. Além da produção de fruta, legumes, cereais, batata, tremoço ou amendoim, o espaço chegou também a ter o seu próprio portinho náutico. A quinta permanece nas mãos da família Bragança. Na Arrentela, defronte para a baía, encontra-se a Quinta da Fidalga, a "jóia da coroa do concelho", adquirida pela autarquia em 2001 por 1,8 milhões de euros, sendo actualmente utilizada para a realização de conferências e outras activida-des do município. Aberta ao público das 10.15 às 17.45 entre Outubro e Abril e até às 19.45 no resto do ano, os visitantes podem passear pelos jardins. A Quinta a do Álamo é propriedade da diocese de Setúbal e utilizada para retiros, iniciativas das paróquias, campos de férias e cursos do Instituto Português da Juventude. São 18 hectares que se prolongam até ao rio e onde, além das frutas e do vinho, os campos de flores chegaram a ser uma das fontes de rendimento da quinta. IN http://dn.sapo.pt/2006/11/18/cidades/quintas_senhoriais_resistem_a_especu.html Quote
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