JVS Posted November 18, 2006 Report Posted November 18, 2006 Lisboa do futuro aponta às indústrias tecnológicas Luísa Botinas Para uma Lisboa do futuro próximo (2012) a equipa de revisão do Plano Director Municipal de Lisboa (PDM) na sua visão estratégica aposta agora em actividades mais ligeiras e "limpas". Assim, segundo os estudos sectoriais e nos workshops realizados no âmbito da revisão do documento, verifica-se que a capital é uma cidade com potencialidades para albergar e atrair alguns clusters de actividades como a biotecnologia, as tecnologias de informação e os media. Devem ser criadas condições para a instalação e desenvolvimento destes sectores de actividades. Isso mesmo é sustentado em estudos elaborados por especialistas para a revisão do PDM. Lisboa pode e deve ser uma cidade "criativa, da saúde e dos media", disse Teresa Craveiro, directora de Planeamento Estratégico do município, durante uma sessão com os jornalistas. Curioso é que, em dez anos de vida do actual PDM de Lisboa, não houve uma indústria que solicitasse a licença para instalação no zonamento definido para aquele uso: a área oriental da cidade. Neste período, a realidade global mudou e houve uma falha quando se pensou que a estratégia subjacente ao documento se coadunaria à conjuntura. A intenção de instalar uma plataforma logística ficou por aí. De acordo com aquela responsável, foram vários os trabalhos que sustentaram a proposta a apresentar formalmente ao executivo municipal nas próximas semanas. Os contributos para uma visão estratégica - uma ideia de cidade, daqui a dez anos - foram dados por consultores e por 12 workshops temáticos. Nesses encontros, que vieram colmatar a ausência de um fórum consultivo, grupos de influência e forças vivas da cidade deram a sua opinião sobre o que pensavam do futuro de Lisboa e articulou-se a sua participação no plano. As áreas analisadas foram as da mobilidade, reabilitação urbana/ /Agenda Local 21, distribuição e logística, actividades económicas, cargas e descargas, educação, ensino, habitação e acção social, comércio e abastecimento e arqueologia e turismo. Daqui a metodologia adoptada apontou para a realização de estudos sectoriais. Assim, no âmbito da revisão do PDM, foram feitos estudos urbanos e elaboraram-se as cartas do comércio, dos equipamentos desportivos e de ensino, nas quais estão registados os existentes e a reserva de terrenos para a instalação de novos. Realizaram-se igualmente previsões demográficas, especificamente para os equipamentos de ensino e, neste particular, Teresa Craveiro destacou o facto de haver uma previsão de crescimento populacional para 2012. Espera-se que vivam em Lisboa nessa altura 750 mil habitantes. Ainda no que diz respeito a estudos para a revisão do PDM, foram realizados na área do risco sísmico, da mobilidade, da estrutura ecológica e até já foi proposto um zonamento acústico para a cidade de Lisboa. Política Ultrapassado que está o "enguiço" de não haver PDM, Gabriela Seara, vereadora responsável pelo pelouro do Urbanismo, está confian- te na aprovação deste documento. Segundo a autarca, a proposta necessita de "contributos e de uma discussão com todas as forças políticas, para ter flexibilidade suficiente para aguentar a realidade". Garantindo que da sua parte e do PSD não haverá "cedências em toda a linha para ver o PDM aprovado", Seara defende que o documento tem de "ser muito discutido para se encontrar uma proposta equilibrada para todos". A proposta de revisão do PDM e os vários estudos realizados para a sua elaboração vão estar num site que será lançado na próxima semana, onde haverá um espaço de discussão e recolha de comentários que podem ser inseridos na proposta final. A discussão pública do documento será em Julho de 2007. IN http://dn.sapo.pt/2006/11/18/cidades/lisboa_futuro_aponta_industrias_tecn.html Quote
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