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"Qualquer que seja o modo de aproximação, pelo ar ou por terra, só a pura escala e a complexidade do que aqui foi enfrentado e conseguido são factores a não subestimar". Foi com estas palavras que o júri do prestigiadíssimo Prémio Stirling de Arquitectura distinguiu, sábado à noite, o arquitecto britânico Richard Rogers pelo novo terminal do Aeroporto de Barajas, em Madrid.

http://img141.imageshack.us/img141/533/terminal20four20barajasgr0.jpg

Atribuído pelo RIBA (Royal Institute of British Architects) a projectistas da União Europeia cujos edifícios contribuam para desenvolver a Arquitectura no Reino Unido, este galardão no valor de 20 mil libras (30 mil euros) vem juntar-se ao Leão de Ouro que Rogers conquistou há um mês na Bienal de Veneza.

Com mais de um milhão de metros quadrados e mil milhões de euros de orçamento, o novo terminal (1997-2005) foi concebido para servir 35 milhões de passageiros/ano, transformando Madrid no centro de convergência das principais rotas europeias e aeroporto de ligação preferencial à América Latina.

O desenho modular, a cobertura em aço pré-fabricado que recria o efeito de ondas, a cuidada distribuição da luz natural ao longo de corredores com mais de um quilómetro e a conjugação de materiais como o vidro, metal e bambu levaram a melhor sobre o projecto que, segundo o The Guardian, era o favorito desta edição: o Phaeno Science Centre de Wolfsburg, na Alemanha, da arquitecta Zaha Hadid.

A shortlist incluía ainda a Assembleia Nacional de Gales, em Cardiff (também de Rogers), e três obras em Londres: a casa Brick (de Caruso St. John), a biblioteca Idea Store (Adjaye Associates) e o Hospital Pediátrico Evelina (Hopkins Architects).

"Em resposta ao maior desafio - assegurar eficazmente o constante fluxo de passageiros em trânsito e a inerente circulação de bagagens -, o edifício apresenta um avançado diagrama linear, na forma de clara sequência de espaços espectaculares, tanto para os passageiros de partida como para os que chegam", considerou o júri do Prémio Stirling.

Este galardão vai, todavia, ser reformulado em breve, face a problemas detectados em obras premiadas nos anos anteriores. Caso de desadequada exposição solar, infiltrações de água ou deficientes soluções de circulação, adianta o The Guardian. "De certo modo, o Stirling tornou-se uma competição gráfica de imagens brilhantes de edifícios, que não funcionam necessariamente", afirmou àquele diário George Ferguson, ex-presidente do RIBA.

Fonte: dn.sapo.pt

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