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Viver um calvário para recuperar casa na Baixa
errorpic.gifRicardo Blanc reabilitou casa na Rua D. João IV (a do meio na foto), mas está farto de ter problemas Arquitecto conseguiu modernizar casa antiga

Inês Schreck</B>, Fernando Timóteo</B>

á cerca de três anos, Ricardo Faria Blanc decidiu comprar uma casa em ruínas na Rua de D. João IV, na Baixa portuense. A ideia era reabilitá-la e ali se acomodar, longe da confusão da capital. Arquitecto de profissão, Ricardo Blanc sempre teve "uma enorme paixão pelo Porto". Meteu mãos à obra, mas depressa descobriu um mundo novo de dores de cabeça. Dificuldades burocráticas sem fim e eternos problemas com vizinhos que, agora, deixam-no a lamentar o dia em que decidiu fazer as malas e rumar ao Norte.

"A desilusão tem sido monstruosa", afirma o arquitecto, sem saber bem por onde começar a contar as peripécias que tem vivido. A casa que adquiriu estava em ruínas, tal como os imóveis contíguos. "Ainda deu para aproveitar alguns materiais de estrutura, mas a maior parte teve de ser substituída", conta Ricardo Blanc. A primeira surpresa chegou com o pedido de licença para restauro.

A resposta não apareceu e o arquitecto optou por começar a obra mesmo sem autorização camarária. "Se não o fizesse, ainda estava à espera e a pagar renda num sítio qualquer", argumenta.

Alguns meses depois, foi visitado por um fiscal da Câmara e nova surpresa "Fui notificado porque consideraram que estava a construir área a mais", explica, rejeitando a acusação referente a um anexo nas traseiras do edifício.

"Já estava construído, só o modifiquei", assinala Ricardo Blanc, que aproveitou o espaço para ganhar dimensão na cozinha e também luz natural com a colocação de uns vidros de alto a baixo da parede. Por outro lado, recebeu uma "reprimenda" da autarquia por ter substituído a caixilharia de alumínio das janelas que dão para a rua "por outras conforme o original".

Infiltrações da casa ao lado

A par dos problemas com a Câmara - a obra lá andou - o vizinho acabaria por lhe tirar o sossego. Da casa do lado, em avançado estado de degradação, começaram a surgir infiltrações na parede. Primeiro umas marcas escuras, depois umas "bolhas". O cheiro não deixou dúvidas sobre o tipo de líquido esgoto.

A coluna vertical do saneamento da casa contígua estava entupida e o local onde desemboca também. Ricardo Blanc falou com o inquilino da casa, sem sucesso. Chamou os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, enviou cartas para a Divisão de Salubridade da autarquia e para o delegado de Saúde e, em último recurso, pediu ajuda aos bombeiros. Nada. A resposta foi sempre a mesma "Se na casa ao lado não abrirem a porta não podemos entrar".

"Se fosse um incêndio, pelo menos, os bombeiros entravam", rebate o arquitecto que, entretanto, depois das infiltrações secarem, arranjou as paredes. Mas, agora, a ameaça está aí de novo. Umas pequenas manchas começaram recentemente a alastrar na parede que suporta o imóvel vizinho.

"Vai começar tudo de novo e já não sei a quem recorrer", desespera Ricardo Blanc. "Estou farto disto, a pior asneira que fiz foi recuperar uma casa no Porto", desabafa.



in http://jn.sapo.pt/2006/11/15/porto/viver_calvario_para_recuperar_casa_b.html

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