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Lisboa troca ecopontos por ilhas

Isabel Oliveira

Queixas dos munícipes levam Câmara de Lisboa a substituir Ecopontos por recolha selectiva porta-a-porta.



Colocar o lixo nos Ecopontos pode ser uma tarefa árdua porque, em muitos casos, os contentores onde devemos depositar os resíduos para reciclar ficam longe da nossa habitação. Mas não é apenas a localização que afasta as pessoas das boas práticas ambientais: inúmeras vezes, estão atulhados, vandalizados, mal-cheirosos, transformados numa autêntica lixeira a céu aberto.
Os cidadãos mais conscienciosos procurarão depósitos alternativos, mas a maioria tende a desistir. Não admira, pois, que Portugal apresente taxas de reciclagem bastante aquém das que são exigidas pela União Europeia, apesar de no nosso país existirem mais Ecopontos do que Multibancos: cerca de 27 mil contra 11.200 caixas. Curiosamente, isto representa um por 350 habitantes (nos melhores casos) e 500 (nos locais onde existem menos contentores).
No Grande Porto, há perto de três mil Ecopontos; em Lisboa e nos concelhos a Norte da capital – Amadora, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira – para lá de 2250. Quem tem acesso à Internet, pode visitar o «site» www.omeuecoponto.pt e conferir qual é o centro mais próximo de casa: só tem de indicar o distrito e o concelho em que mora para receber a lista de Ecopontos que servem a localidade. Como se demonstra, o problema não reside na quantidade, mas na distribuição dos Ecopontos, que é da responsabilidade das autarquias ou das entidades gestoras dos sistemas multimunicipais de recolha e tratamento de resíduos.
Ciente dos “efeitos adversos” dos Ecopontos – colocação indevida de resíduos em seu redor, actos de vandalismo, queixas de que os contentores não têm uma abertura suficientemente grande para inserir o lixo – a Câmara Municipal de Lisboa quer substituí-los a todos pelo sistema de recolha selectiva porta-a-porta até 2009. Este sistema tem a vantagem de aproximar os locais de deposição selectiva dos munícipes, tal como é efectuada, em grande parte da cidade, a recolha do lixo comum. Já vigora em alguns bairros históricos e de moradias, bem como em zonas residenciais com edifícios de alto porte, abrangendo 35 mil habitações.

VIDRÕES DE NOVA GERAÇÃO
Esta semana, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) iniciou a substituição dos Ecopontos por Eco-Ilhas, que consistem num conjunto de contentores de grande capacidade (1100 litros) para colocação dos diferentes tipos de resíduos. Estas ilhas vão ser colocadas junto dos já existentes caixotes para resíduos indiferenciados (lixo comum). Deste modo, os munícipes da capital passarão a ter próximo de si e num só local, além dos contentores do lixo, outros com tampa amarela (para embalagens de plástico, metal e líquidos alimentares) e com tampa azul (para papel/cartão), bem como ecovidrões. Estes equipamentos – instalados desde quinta-feira nas freguesias do Beato e de Marvila – servirão, para já, um universo aproximado de 40 mil pessoas. Os cidadãos poderão depositar os resíduos nas Eco-Ilhas à hora que mais lhes aprouver, uma vez que os contentores estão permanentemente na via pública. Quando este sistema se estender a toda a cidade, o número de locais para colocação de lixo irá duplicar.


in http://expresso.clix.pt/FazFavor/Interior.aspx?content_id=371695

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