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Ar condicionado aquece Expo
Manuela Goucha Soares


Um "monopólio" na rede de frio e calor na zona da Expo, fez parar a construção de nove prédios de escritórios.

O controlo do fornecimento da rede de calefacção e refrigeração de edifícios na zona da Expo (Lisboa) está a provocar uma guerra judicial entre o fundo de investimento Norfin e a Climaespaço, empresa que até aqui detinha a concessão, em regime de exclusividade, da distribuição de frio e calor para aquela área da capital. A primeira consequência foi o embargo na construção do futuro Office Park da Expo — uma obra avaliada em 150 milhões de euros, para onde deveriam mudar, entre outros serviços públicos, todos os que funcionam actualmente no Tribunal da Boa-Hora.
Para se entender esta guerra entre a Norfin e a Climaespaço temos de recuar a 1995, época em que a Parque Expo projectou as infra-estruturas da área e lançou um concurso internacional para a construção de uma central de frio e calor, capaz de garantir a calefacção, refrigeração e água quente a uma boa parte dos edifícios do Parque das Nações. Até 2004 não houve problemas de maior, pois todos os residentes e utilizadores comerciais aceitaram o fornecimento e tabelas de energia da Climaespaço, empresa responsável pela construção e gestão da já referida central de energia.
O conflito em torno do negócio do ar condicionado (o que está verdadeiramente em causa são os dividendos resultantes do aquecimento e arrefecimento de edifícios) só começa a esboçar-se em Julho de 2004, altura em que o fundo imobiliário Norfin comprou à Parque Expo um gigantesco lote de terreno para escritórios. O ponto três da escritura de aquisição diz que o “comprador não está obrigado, regulamentar ou legalmente, à sua efectiva adesão e ligação a esse sistema (de frio e calor), podendo projectar, construir e equipar os imóveis com um qualquer sistema autónomo e independente de climatização”. O problema é que a Climaespaço não aceita a pretensão da Norfin de construir uma central alternativa para o dito parque de escritórios, e interpôs uma providência cautelar que embargou a obra em Agosto último.
Agora, a Climaespaço alega a utilização de boas práticas ambientais e que o investimento que fez (60 milhões de euros) na construção da central lhe assegura direitos naquela zona, enquanto a Norfin diz que a lei está do seu lado e que esta lhe garante o direito de construir uma central alternativa para calefacção e refrigeração do futuro parque de escritórios. Tudo porque a Norfin diz que a construção de uma central própria permite preços 30% mais baratos dos que os praticados pela Climaespaço.


O AR CONDICIONADO DA EXPO

O Oceanário, Casino, Hospital da Cuf, hotéis, escritórios e 50% dos edifícios de habitação no Parque das Nações recebem água e ar quente e frio da Climaespaço, durante um período mínimo de 25 anos.



http://expresso.clix.pt/FazFavor/Interior.aspx?content_id=372078

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