lllARKlll Posted October 29, 2006 Report Posted October 29, 2006 A «falta de exigência e qualificação técnica» na construção civil é uma das grandes responsáveis pelos avultados prejuízos resultantes do mau tempo que vem afectando todo o País. A acusação parte do presidente da Ordem dos Engenheiros, que pede mais «competência e exigência» no futuro para evitar estas situações. Também a Liga dos Bombeiros retirou conclusões do caos vivido em algumas localidades: «o Sistema de Protecção Civil tem indisfarçáveis vulnerabilidades», entre elas a falta de planeamento do risco a novel municipal. SOCIEDADE Para a Ordem dos Arquitectos, «exigência e qualificação técnica» evitariam prejuízos Estragos do mau tempo devem-se a erros feitos pela construção civil Liga dos Bombeiros está preocupada com «indisfarçáveis vulnerabilidades» da Protecção Civil. O não planeamento do território e a «falta de exigência e qualificação técnica» na construção civil são as principais causas para os elevados estragos provocados pelo mau tempo que tem assolado o País, acusa o presidente da Ordem dos Engenheiros. A Rádio Renascença, Fernando Santo garantiu que o problema não é a falta de regras, porque Portugal «tem dos melhores regulamentos europeus, até para casos de sismos». «A competência técnica tem de tocar toda a cadeia produtiva de uma obra. Se forem aplicadas boas práticas e se houver exigência efectiva, podemos garantir que, no futuro, as nossas construções não terão estes problemas», acrescentou. Bombeiros contra sistema Para a Liga dos Bombeiros, o mau tempo evidenciou que o Sistema de Protecção Civil tem «indisfarçáveis vulnerabilidades». Alerta atempado às populações, articulação entre entidades, falta de medidas preventivas na previsão de ocorrências e défice de planeamento de risco a nível municipal são as falhas apontadas. Já a Associação de Municípios atribui os prejuízos às alterações climatéricas e não à desatenção das autarquias. Até ao princípio da tarde de ontem, a Protecção Civil registou 49 inundações, 21 quedas de árvores, dois deslizamentos de terras e dois desabamentos. Oito pontes foram destruídas em Leiria. JOÃO MONIZ jmoniz@destak.ptFonte: Ordem dos Arquitectos Quote
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