Jump to content

Recommended Posts

Posted

Lourdes Castro e Castro Rodrigues vencem Prémios AICA

De acordo com o presidente da secção portuguesa da AICA, arquitecto Manuel Graça Dias, Lourdes Castro foi escolhida na área das artes visuais, enquanto na área da arquitectura o júri elegeu Francisco Castro Rodrigues.

Os prémios são atribuídos anualmente a duas personalidades “cujo percurso profissional seja considerado relevante pela crítica, e cujo trabalho tenha estado particularmente em foco no ano a que diga respeito”.

O júri deste ano foi presidido pelo arquitecto Manuel Graça Dias, presidente da secção portuguesa da AICA, e ainda Leonor Nazaré, vice-presidente da associação, e os críticos Lúcia Marques e Paulo Pires do Vale nas artes visuais, e Ana Vaz Milheiro na arquitectura.

Os prémios AICA, no valor de 10 mil euros para cada uma das áreas, são atribuídos por esta entidade com o patrocínio, desde 1996, do Ministério da Cultura, através da Direcção-Geral das Artes (DGA).

Nascida no Funchal em 1930, a artista Lourdes Castro foi alvo de uma grande exposição, em 2010, intitulada "À Luz da Sombra", no Museu de Serralves, no Porto, mostra que o júri do Prémio AICA destacou.
“A exposição constituiu um expoente significativo da forma simples e autêntica com que Lourdes Castro transfigura os gestos do quotidiano”, justifica o júri da AICA.
No final dos anos de 1950 Lourdes Castro partiu para Munique e depois para Paris onde fundou, com René Bertholo, a revista KWY.
A obra da artista ficou marcada pela produção de objectos plexiglas, na fixação de silhuetas e no jogo com as transparências, além das sombras projectadas em lençóis bordados, bem como o Grande Herbário de Sombras, a par dos projectos de encenação.

Na área da arquitectura foi premiado o arquitecto Francisco Castro Rodrigues, nascido em 1920, em Lisboa, e cuja obra o júri considerou ser “de grande relevância cultural na cena portuguesa, ainda que pouco conhecido das gerações recentes".
A maior parte da obra construída por Castro Rodrigues está em Angola, no Lobito, "cidade à qual imprimiu um forte carácter urbano a partir dos anos de 1950”, sublinhou o júri, recordando que se destacou logo em 1947, quando liderou um grupo refundador da Revista Arquitectura.

A edição do ano passado do Prémio AICA ficou marcada pela polémica devido à recusa do fotógrafo Paulo Nozolino, premiado na área das artes visuais.
O criador recusou o galardão como protesto por ser obrigatório o pagamento de um imposto de dez por cento de IRS sobre os dez mil euros.
Entre 1968 e 1972, a AICA atribuiu os prémios SOQUIL de artes plásticas, através de um júri fixo constituído por José Augusto França, Rui Mário Gonçalves e Fernando Pernes.
Interrompido durante oito anos, o prémio regressou em 1981 por iniciativa da Divisão de Artes Plásticas da Direcção Geral da Acção Cultural/Secretaria de Estado da Cultura, em moldes que ainda se mantêm.
(ES)


in http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=8071

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.