JVS Posted March 30, 2011 Report Posted March 30, 2011 Lourdes Castro e Castro Rodrigues vencem Prémios AICA De acordo com o presidente da secção portuguesa da AICA, arquitecto Manuel Graça Dias, Lourdes Castro foi escolhida na área das artes visuais, enquanto na área da arquitectura o júri elegeu Francisco Castro Rodrigues. Os prémios são atribuídos anualmente a duas personalidades “cujo percurso profissional seja considerado relevante pela crítica, e cujo trabalho tenha estado particularmente em foco no ano a que diga respeito”. O júri deste ano foi presidido pelo arquitecto Manuel Graça Dias, presidente da secção portuguesa da AICA, e ainda Leonor Nazaré, vice-presidente da associação, e os críticos Lúcia Marques e Paulo Pires do Vale nas artes visuais, e Ana Vaz Milheiro na arquitectura. Os prémios AICA, no valor de 10 mil euros para cada uma das áreas, são atribuídos por esta entidade com o patrocínio, desde 1996, do Ministério da Cultura, através da Direcção-Geral das Artes (DGA). Nascida no Funchal em 1930, a artista Lourdes Castro foi alvo de uma grande exposição, em 2010, intitulada "À Luz da Sombra", no Museu de Serralves, no Porto, mostra que o júri do Prémio AICA destacou. “A exposição constituiu um expoente significativo da forma simples e autêntica com que Lourdes Castro transfigura os gestos do quotidiano”, justifica o júri da AICA. No final dos anos de 1950 Lourdes Castro partiu para Munique e depois para Paris onde fundou, com René Bertholo, a revista KWY. A obra da artista ficou marcada pela produção de objectos plexiglas, na fixação de silhuetas e no jogo com as transparências, além das sombras projectadas em lençóis bordados, bem como o Grande Herbário de Sombras, a par dos projectos de encenação. Na área da arquitectura foi premiado o arquitecto Francisco Castro Rodrigues, nascido em 1920, em Lisboa, e cuja obra o júri considerou ser “de grande relevância cultural na cena portuguesa, ainda que pouco conhecido das gerações recentes". A maior parte da obra construída por Castro Rodrigues está em Angola, no Lobito, "cidade à qual imprimiu um forte carácter urbano a partir dos anos de 1950”, sublinhou o júri, recordando que se destacou logo em 1947, quando liderou um grupo refundador da Revista Arquitectura. A edição do ano passado do Prémio AICA ficou marcada pela polémica devido à recusa do fotógrafo Paulo Nozolino, premiado na área das artes visuais. O criador recusou o galardão como protesto por ser obrigatório o pagamento de um imposto de dez por cento de IRS sobre os dez mil euros. Entre 1968 e 1972, a AICA atribuiu os prémios SOQUIL de artes plásticas, através de um júri fixo constituído por José Augusto França, Rui Mário Gonçalves e Fernando Pernes. Interrompido durante oito anos, o prémio regressou em 1981 por iniciativa da Divisão de Artes Plásticas da Direcção Geral da Acção Cultural/Secretaria de Estado da Cultura, em moldes que ainda se mantêm. (ES) in http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=8071 Quote
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