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Jardins flutuantes poderão limpar rios da Europa

Isabel Palma (16-02-11)

O conceito foi desenvolvido por Vincent Callebut. Este arquitecto pretende alertar a população mundial para a urgência de protegermos os rios do planeta e assegurarmos um fornecimento seguro de água doce no futuro.

A população mundial continua em crescimento pelo que haverá problemas sérios de abastecimento de água num futuro não muito distante. A nossa sobrevivência depende de um fornecimento regular e seguro de água potável.

As Nações Unidas referem que cerca de 4 mil crianças morrem todos os dias devido à ingestão de água contaminada ou falta de higiene. Em 2050, segundo o Relatório Mundial do Desenvolvimento da Água, pelo menos um quarto da população mundial poderá viver num país afectado pela escassez crónica ou recorrente de água doce.

Tendo em atenção a estes factos, o arquitecto Vincent Callebut desenhou o Physalia, um jardim anfíbio que poderá limpar os rios à medida que viaja nos cursos de água da Europa. O projecto estrutural do navio foi inspirado no Physalia physalis (um cnidário vulgarmente conhecido como caravela-portuguesa).

À medida que a embarcação navega entre o Danúbio, Volga, Reno, Guadalquivir, Eufrates ou Tigre, uma rede hidráulica no casco permitirá filtrar a água do rio e depois encaminhá-la para a parte superior do navio onde estão plantas que serão responsáveis pela purificação natural da água.

Está previsto que o Physalia poderá arrastar-se para fora de água e operar em terra, no entanto, não é discutido como esta proeza será exactamente conseguida.

O navio será auto-suficiente energeticamente. Como fonte de energia terá painéis fotovoltaicos colocados na parte superior da embarcação e turbinas subaquáticas para recolha da energia das correntes dos rios.

O interior do navio será dividido em quatro jardins temáticos representado os quatro elementos. A entrada principal abrirá para o Jardim de Água onde poderão decorrer exposições. O Jardim da Terra servirá como laboratório para iniciativas de investigação internacionais aquáticas. Abaixo do nível da água estará o Jardim do Fogo para exposições dedicadas e onde os visitantes poderão observar o ambiente do rio através de janelas debaixo de água. Por fim, um anfiteatro no Jardim do Ar poderá acolher conferências e reuniões.

O arquitecto não entra em grande detalhe sobre como as várias tecnologias serão integradas no Physalia. Concentra-se mais em como ficará deslumbrante. Teremos que esperar para ver se este projecto deixará de ser apenas um conceito e passará a navegar nos rios europeus.


Fonte: www.gizmag.com

in http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=30674&bl=1

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