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GAIA

Armazéns do centro histórico dão lugar a apartamentos de luxo

por A.T.16 Novembro 2010

Autarquia prossegue requalificação com o apoio de privados. Os preços das novas habitações vão dos 120 mil euros aos 255 mil.

A Câmara de Gaia prossegue com a requalificação urbana da frente ribeirinha da cidade com a ajuda dos privados. Uma forma do autarca Luís Filipe Menezes de contornar a falta de financiamento por parte da administração central que apoiou apenas os projectos de renovação dos centros históricos de Lisboa e Porto. Ontem, o reparo foi mais uma vez feito pelo autarca na inauguração do empreendimento imobiliário Cais da Fontinha, onde os apartamentos à venda têm um custo que vai dos 120 mil euros (tipologia 0) aos 255 mil euros (T2).

Depois de séculos de bulício naval, seguiram-se décadas de abandono, fruto, essencialmente, da deslocação da actividade portuária da barra do Douro para o Porto de Leixões. Ficaram as casas e inúmeros armazéns. Os agora recuperados transformaram-se num condomínio fechado e o projecto tem a assinatura do arquitecto Alexandre Burmester, respeitando a estética tradicional, numa comunhão com a natureza uma vez que os edifícios se encontramquase ao nível do rio. Foram as características do local que motivaram a Soares da Costa para o projecto, como salientou ontem na inauguração o presidente do conselho de administração da empresa, Pedro Gonçalves.

A Câmara de Gaia diz que, apesar do promotor ser um privado, "é quase como se se tratasse de uma obra municipal", pois vem alterar a imagem do local "que há uma década estava mergulhada na escuridão". Ao mesmo tempo, quando a autarquia, encetou o plano de requalificação da sua zona histórica não recebeu "qualquer tipo de contributo da administração central, tendo os investimento sido canalizados para as quatro sociedades de reabilitação urbana de Lisboa e para a do Porto".

Luís Filipe Menezes recorda mesmo que no final do mandato de Durão Barroso "foram injectados 125 milhões de euros no projecto da cidade do Porto". Gaia teve de seguir com o seu plano "numa lógica voluntarista" e apelando ao interesse de privados, mes- mo estrangeiros.

A opção mereceu algumas críticas, pois a requalificação é cara e o custo final dos empreendimentos destinam-se a uma elite e não aos moradores tradicionais da zona histórica. No Cais da Fontinha existem cinco T0, a preços a partir dos 120 mil euros. Quatro T1, a 195 mil, e nove apartementos/duplex a partir de 255 mil euros.

in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1711587&seccao=Norte

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