JVS Posted September 28, 2010 Report Posted September 28, 2010 Uma casa nova para a música em Coimbra O edifício, que começou por parecer um corpo estranho, integra agora de forma pacífica a nova imagem e volumetria da Quinta das Flores. Com uma estética marcada, o projecto de arquitectura do novo Conservatório de Música de Coimbra, assinado por José Paulo dos Santos, integra também um propósito de habitabilidade e eficácia assinalável. Pronto e a postos para receber alunos e professores, o que acontece já na próxima segunda-feira, 13 de Setembro, a escola está agora dotada de “condições óptimas” para o ensino/aprendizagem da música, como Manuel Rocha destacou ontem ao DIÁRIO AS BEIRAS. O director da escola do ensino artístico agora integrada num mesmo projecto educativo com a Secundária do Vale das Flores, num sistema novo, inovador e, ao que já foi possível perceber, vantajoso, expressou uma imensa satisfação pelo salto qualitativo extraordinário. Em 25 anos de condições sempre dificitárias, o conservatório “transita” neste novo ano lectivo da Escola D. Dinis, onde se encontrava a funcionar em blocos adaptados, para o novo edifício do Vale das Flores, que, na segunda-feira, recebe os seus 700 alunos. “Eu arriscaria dizer que estas instalações, para além de definitivas, serão ao nível do ensino da música, juntamente com a Escola Superior de Música de Lisboa, as melhores em Portugal”, sublinhou Manuel Rocha, chamando a atenção para a “responsabilidade” que tal facto acarreta: “Se até aqui dávamos o litro, agora temos de dar o quilolitro, porque as condições são, de facto, as ideais”, disse. Ensino profissional Mas com a instalação no Vale das Flores, o Conservatório de Música de Coimbra consegue ainda, destacou Manuel Rocha, um outro objectivo: a diversificação da oferta educativa, nomeadamente através da criação de cursos profissionais para alunos a partir do 9.º ano, com uma turma já em funcionamento para o ano lectivo que agora começa. “O que se está a fazer do ponto de vista educativo é novo em Portugal e é muito interessante”, disse o responsável, referindo-se “à ligação estreita” com a Quinta das Flores, numa experiência pioneira, traduzida numa “união de facto” absoluta. As vantagens do ensino integrado – numa mais-valia que os alunos vão perceber em coisas simples como o tempo “ganho” para o ensino e a prática da música –, irá ainda evidenciar-se noutros projectos. Ao DIÁRIO AS BEIRAS, Manuel Rocha apresentou o magnífico auditório, com 400 lugares, que estará disponível para toda a comunidade escolar, mas que irá igualmente avançar com um projecto de programação artística na área da música dirigida à cidade e assumida pela Liga de Amigos do Conservatório de Música de Coimbra, entidade já em formação e que deverá facilitar o acesso a apoios. in http://www.asbeiras.pt/?p=6098 Quote
JVS Posted September 28, 2010 Author Report Posted September 28, 2010 Segundo com formação na área da dança Conservatório de Música de Coimbra começa o ano a funcionar em casa nova e definitiva 18.09.2010 - 09:14 Por Maria João Lopes O estabelecimento esperou 25 anos por instalações que o seu director considera "um palácio". Este será o segundo conservatório do país com formação na área da dança. O Conservatório tem um auditório com capacidade para 400 lugares O Conservatório tem um auditório com capacidade para 400 lugares (Foto: Paulo Ricca/arquivo) Na sala de orquestra, à qual também se chama "pequeno auditório", só se ouve o violino de Sara Petronilho. O espaço amplo, cheio de luz natural, tem uma acústica que agrada à aluna de 18 anos, que começou a aprender música aos 9. A estudante de Medicina conheceu as instalações provisórias que o Conservatório de Música de Coimbra teve na Sé Velha e ainda na Escola Secundária D. Dinis, mas estas, no Vale das Flores, são "melhores". "Esta sala tem uma sonoridade melhor", diz. O Conservatório de Coimbra esperou 25 anos por instalações definitivas, mas agora está num "palácio". Quem o afirma é o director, Manuel Rocha, enquanto percorre os corredores do edifício, que foi desenhado para albergar dois estabelecimentos de ensino: a escola de música e a Escola Secundária com 3.º ciclo Quinta das Flores - não é necessário andar na escola para frequentar o Conservatório. Partes da nova infra-estrutura foram construídas de raiz, outras remodeladas ou ampliadas, a partir da escola que já existia no local. Só a construção, financiada por fundos comunitários e pelo Ministério da Educação, e concretizada pela empresa Parque Escolar, no âmbito da segunda fase do programa de modernização das escolas do ensino secundário, custou cerca de 25 milhões de euros. Sessenta salas "Estou admirado com as instalações, pelo menos para as aulas de instrumentos de sopro, que têm bastante poder sonoro, têm boas condições acústicas, o que faz toda a diferença em termos de estudo do instrumento", diz o professor de saxofone Paulo Almeida. Só para o conservatório há 60 salas de instrumentos que, devido à "qualidade acústica", ajudam os alunos a ter uma "noção mais objectiva do som que o instrumento tem", acrescenta a professora de violino Clara Dias. O arquitecto José Paulo dos Santos, que assina o projecto, explica que os espaços para aulas de música estão distribuídos, no corpo principal, pelos corredores dos pisos um e dois, nas extremidades dos quais estão as salas que requerem "volumetria mais generosa e acústica particular" - a de dança e a de orquestra - e as que exigem "tratamento acústico ainda mais particular" - é o caso da percussão e do coro. "Foi preocupação do projecto que as salas específicas de instrumento tivessem boas condições acústicas e de insonorização, independentemente dos instrumentos alocados a cada espaço, mas que simultaneamente permitam que se sinta - a quem frequenta o edifício ou o visita - que se vive a música", diz. Com uma sala especificamente vocacionada para a dança, o Conservatório de Coimbra será a segunda instituição pública do país, a seguir a Lisboa, a dar formação na área. Em Janeiro, deverão abrir as inscrições para um curso livre dirigido a cerca de 30 crianças do 1.º ciclo. Depois, os alunos que optarem pelo plano de estudos da dança - "muito exigente", diz Manuel Rocha - terão que frequentar a Quinta das Flores. A nova estrutura tem espaços autónomos para as duas escolas, mas muitos são comuns, como a sala dos professores, o refeitório, a biblioteca ou a reprografia. Apesar de o ano lectivo já estar a decorrer, ainda falta terminar um bloco de aulas, os balneários, alguns arranjos exteriores e as instalações desportivas. Em Janeiro, quando as obras estiverem concluídas e a nova casa do Conservatório for oficialmente inaugurada, deverá ser conhecida também a programação do auditório, um espaço com capacidade para cerca de 400 pessoas sentadas que vai acolher concertos abertos a toda a cidade. Para cumprir uma programação "ambiciosa", está a ser formada uma associação de amigos do Conservatório, apta a concorrer a apoios para a Cultura. in http://www.publico.pt/Local/conservatorio-de-musica-de-coimbra-comeca-o-ano-a-funcionar-em-casa-nova-e-definitiva_1456497 Quote
JVS Posted December 9, 2010 Author Report Posted December 9, 2010 Isabel Alçada e Gabriela Canavilhas em uníssono no novo Conservatório de Coimbra Numa cerimónia conjunta com a ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, Isabel Alçada fez questão de salientar que "numa turma, como numa orquestra, as pessoas têm que se ouvir umas às outras". Segundo nota da agência Lusa, a ministra da Educação considera que o projecto de integração pedagógica entre o Conservatório e a Escola da Quinta das Flores, assumido pelos respectivos directores, Manuel Rocha e Francisco Sobral Henriques, constitui "o exemplo de um ensino articulado". "Estamos a ver a realidade a ultrapassar o nosso sonho", disse Isabel Alçada sobre a nova infraestrutura educativa, concebida pelo arquitecto José Paulo Santos, salientando que "o ensino da música é vital para o país". Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura, corroborou as palavras de Isabel Alçada, dizendo que "a música é uma área do ensino artístico que tem de ser cuidada com muito carinho". Canavilhas disse ainda que o ensino artístico em Portugal, designadamente da música, deu nos últimos anos "uma salto qualitativo extraordinário". Mas Gabriela Canavilhas não deixou os seus créditos por mãos alheias e durante a visita às instalações, perante um dos vários pianos existentes no edifício, sentou-se e executou a "Valsinha", do brasileiro Chico Buarque de Holanda. Para Gabriela Canavilhas, importa que Coimbra, "a partir daqui, se projecte cada vez mais no terreno do ensino artístico" em Portugal. Na cerimónia intervieram os directores das duas escolas que ali funcionam, Sobral Henriques e Manuel Rocha, bem como o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação. Zita Ferreira Braga IN http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=7138 Quote
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