JVS Posted July 2, 2010 Report Posted July 2, 2010 Edifício para receber turistas da UC pronto em 2011 Projecto superior a dois milhões de euros tem financiamento assegurado. Estrutura vai ser “porta de entrada” para centenas de milhar de visitantes e inclui restaurante, loja, auditório e livraria. O Centro de Interpretação e Divulgação da Universidade de Coimbra (CIDUC) vai estar pronto em 2011, cumprindo assim o prazo original de construção, isto depois de vários impasses e incertezas. Nesta altura o CIDUC está em fase final de licenciamento, sendo a fase seguinte a conclusão do projecto de execução, explicou ao Diário de Coimbra fonte do Gabinete do Reitor da Universidade de Coimbra (UC). O edifício destinado a receber os turistas da UC vai nascer no Largo dos Colégios, entre a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e Colégio de S. Jerónimo, numa zona onde actualmente existe um parque de estacionamento (ver fotografia). O local de construção tem sido visitado pelos peritos nos últimos dias. O financiamento de mais de dois milhões de euros chega exclusivamente via PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central), no âmbito do Programa de Requalificação da Alta Universitária. A equipa reitoral da Universidade de Coimbra encara a nova estrutura como um dos projectos mais importantes para o futuro da instituição. O CIDUC vai funcionar como uma espécie de “porta de entrada” da Universidade, destinado às centenas de milhar de turistas que visitam a UC anualmente. O novo espaço vai colmatar assim uma das principais lacunas da instituição, que não tem um espaço exclusivamente destinado a receber e a orientar os visitantes nacionais e internacionais. O projecto do arquitecto Gonçalo Byrne engloba valências na área do turismo, restauração e cultura. Um restaurante de qualidade acima da média, uma livraria da Imprensa da Universidade de Coimbra com 180 metros quadrados, um auditório, um posto de informação e uma loja com lembranças são alguns exemplos do que vai nascer no CIDUC. Segundo a Universidade de Coimbra cerca de 600 mil pessoas circulam anualmente no Paço das Escolas, um dos espaços museológicos mais visitados em Portugal. Por ano há cerca de 200 mil bilhetes emitidos e pagos, mas o número real de visitas é bem superior, uma vez que muitos dos turistas optam apenas por circular na zona, sem comprar bilhete para visitar locais específicos. O Centro de Interpretação e Divulgação vai “explorar” em toda a linha o enorme fluxo de turistas que chega anualmente à Universidade de Coimbra. Se o projecto tiver sucesso vai traduzir-se num significativo encaixa financeiro para a instituição. A construção do CIDUC está inserida numa série de obras orçadas em cerca de 30 milhões de euros com arranque previsto para este ano, incluídas no programa “Cidade/Univers©idade”. O objectivo é requalificar a zona da Alta Universitária, avançando com a candidatura a Património Mundial da UNESCO. Diário de Coimbra in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1085527&page=2 Coimbra A Alta precisa é de moradores Coimbra A Alta precisa é de moradores Debate sobre o património público e religioso analisou velhos problemas do centro histórico Os moradores da Alta de Coimbra são hoje tão poucos que praticamente todos se conhecem. A debandada foi acentuada nas últimas duas décadas, saíram serviços, comércio, farmácias e muitas pessoas mudaram-se para bairros da periferia da cidade. A falta de moradores acaba por ser causa e consequência do abandono e da degradação que atacam o nosso como outros centros históricos do país. Esta foi a ideia forte do debate promovido quinta-feira à noite pela Associação para o Desenvolvimento e Defesa da Alta de Coimbra (ADAC), onde se analisaram problemas já antigos – e desesperantes – mas também onde se anteviram mudanças. Em torno da candidatura da Universidade de Coimbra (UC) a Património Mundial da Unesco, vários projectos estão a surgir, envolvendo a autarquia, a Universidade, a Santa Casa da Misericórdia e a Direcção Regional da Cultura, entre outras instituições. Adriano Baganha, membro da Comissão Fábrica da Igreja da Sé Velha e morador da Alta há 40 anos, ainda se lembra de ver encher de gente as ruas de ligação à catedral aos domingos. Armando Gonçalves lamenta que a sua rua, outrora de mais 17 famílias, tenha apenas três moradores actualmente. Os mais idosos vão falecendo, os novos não chegam. As casas vazias atraem quem não interessava atrair e «muitas pessoas vivem aterrorizadas com medo de assaltos e intrusões», acrescentou Armando Gonçalves, pedindo mais «polícia, e a pé nas ruas». A segurança, mas também a desordem do estacionamento, o lixo nas ruas foram questões apontadas ao longo do debate, com todos os intervenientes a concordarem que a Alta precisa de reconquistar moradores e dinâmica para contornar todos estes problemas. Por outro lado, também ficou claro que os novos moradores só vão instalar-se quando algumas mudanças tiverem sido feitas. António Jorge, da Fábrica da Igreja, lembrou as carências financeiras da Comissão e os cada vez menos contributos dos turistas, que dificultam projectos de limpeza e de recuperação de pinturas interiores e património móvel da velha catedral. Renovação em curso «Os centros urbanos antigos são uma mais-valia e não podemos fazer outra coisa senão preservá-los», disse Raimundo Mendes da Silva, vice-reitor da Universidade de Coimbra. O professor de engenharia lembrou que a candidatura a Património Mundial é da UC apenas de nome, uma vez que o projecto é de toda a cidade, envolve não só um conjunto de âncoras físicas da Universidade – que vão da Alta à Rua da Sofia – mas também a sua envolvência histórica e cultural, as pessoas, do Fado de Coimbra e todo o património intangível. Raimundo Mendes Silva congratulou-se com intervenções que estão a ser desenvolvidas para potenciar esta candidatura, coordenadas pelo Gabinete para o Centro Histórico da Câmara Municipal de Coimbra, e lembrou alguns dos projectos da UC. A recuperação da Torre da Universidade, a recuperação das fachadas do Colégio de Jesus (no interior será criada a segunda parte do Museu da Ciência), a criação de um centro de interpretação e divulgação para receber os turistas da Alta, as intervenções no Pátio da Universidade, na Rua Larga, na Cerca de S. Jerónimo (arranjo de espaços verdes) e no exterior dos edifícios de Física e Química (com salas de estudo e espaços de lazer nocturno) são algumas das obras a efectuar e que prometem contribuir para a revitalização do centro histórico. Luís Alcoforado, da empresa municipal Turismo de Coimbra (TC), lembrou que ali estão as principais referências turísticas da cidade, a Universidade, a Sé Velha, o Fado de Coimbra. Confiante no que está a ser feito para atrair cada vez mais visitantes, o presidente da TC garantiu estar empenhado na promoção de eventos que emocionem ainda mais as pessoas, as façam promover a cidade junto de outros e regressar. «É preciso uma política integrada e sustentada, que perdure no tempo, e é preciso fazer a mudança com as pessoas», referiu, justificando a sua participação no debate com a necessidade de «ouvir as opiniões das pessoas da Alta». Rendas de cinco euros não pagam reparações As rendas antigas – na Alta ainda existem de três e cinco euros – e uma lei de arrendamento pouco “amiga” dos proprietários, que dificulta acções de despejo mesmo que os arrendatários estejam há vários meses sem pagar, foram apontados como principal causa da degradação dos edifícios privados nos centros históricos. José Vieira, vice-provedor, admitiu que os imóveis da Misericórdia não são excepção. «Com rendas de dois ou três euros, quando nos pedem para trocar um vidro podemos gastar a renda de quatro anos», referiu. Luís Fernandes, comerciante da Baixa e antigo morador, frisou que «os proprietários foram descapitalizados ao longo de décadas», sendo agora incapazes de investir. José Vieira sugeriu, à semelhança do que acontece já no centro histórico do Porto, que os investimentos em recuperação dos imóveis sejam partilhados entre proprietários, autarquias e Instituto de Reabilitação Urbana. Afinal, só com casas recuperadas é possível manter os actuais e atrair novos moradores. Olívia Linhares, moradora na Rua António Aguiar, estranha, no entanto, que existam já tantas casas recuperadas e que não são arrendadas pelos proprietários: «Há casas para a gente nova, os senhorios é que não alugam». A questão do património privado na Alta será, aliás, tema do próximo debate que a ADAC pretende promover, esperando contar com a presença de vários proprietários. Diário de Coimbra in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1085527 Quote
JVS Posted December 9, 2010 Author Report Posted December 9, 2010 Escrito por Bruno Vicente UNIVERSIDADE DE COIMBRA Pátio das Escolas “vai ter a dignidade desejada” As obras que a Universidade de Coimbra está a realizar no Pátio das Escolas evoluem a bom ritmo e, se tudo correr como previsto, vão estar concluídas em Março. A intervenção de 580 mil euros «vai finalmente devolver a dignidade desejada ao espaço, permitindo que o local seja plenamente ocupado pelas pessoas, o que já não acontecia desde o Estado Novo», referiu fonte da Reitoria ao Diário de Coimbra. O Pátio das Escolas volta a ter uma configuração concreta, depois de ter servido «provisoriamente» como parque de estacionamento durante décadas e de, nos últimos anos, ser apenas um terreiro. O projecto, do arquitecto Gonçalo Byrne, prevê a criação de uma série de caminhos de pedra que se entrecruzam e que vão ligar as várias estruturas do pátio, facilitando a circulação dos cidadãos. Numa das alas está a ser plantada uma fileira de árvores. A empreitada, que começou em Outubro e deverá terminar em Março, vai, de resto, recuperar um pouco a antiga imagem do espaço. Além de um aspecto mais digno, os responsáveis da Universidade esperam que as mudanças tenham consequências positivas a nível do fluxo de turistas. A intervenção de 580 mil euros inclui também a requalificação das Escadas Minerva. O acesso à prisão académica e ao próprio Pátio das Escolas vai ser facilitado. As obras, que dão uma “cara mais lavada” à instituição de ensino superior, surgem no seguimento das intervenções realizadas na Torre da Universidade e na Via Latina. in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=10261&Itemid=135 Quote
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