JVS Posted April 2, 2010 Report Posted April 2, 2010 Inaugurado núcleo arqueológico do Castelo Nova oferta turística leva a revisão de preços dos bilhetes na entrada 2010-03-19 TELMA ROQUE O núcleo arqueológico do Castelo de S. Jorge, em Lisboa, que integra um "bairro islâmico" e ocupações de outros períodos que remontam à Idade do Ferro, foi ontem, quinta-feira, inaugurado pelo presidente da Câmara António Costa, 14 anos após as primeiras escavações. O "processo foi longo e parecia impossível", mas ficou agora totalmente rematado, assemelhando-se a uma maqueta em tamanho real, conforme explicou Carrilho da Graça, o arquitecto responsável pelo projecto de musealização do núcleo arqueológico, descoberto durante a construção de parque de estacionamento. Após anos de escavações e de investigação, o terreno foi deixando a descoberto um bairro islâmico, datado dos séculos XI-XII, composto por algum casario e duas construções mais imponentes onde ainda é possível vislumbrar estuques pintados nos compartimentos que serviam de salão e recepção aos convidados. Mas há ainda vestígios habitacionais da Idade do Ferro, de ocupações fenícias e romanas e ainda ruínas do Palácio dos Condes de Santiago (são visíveis pavimentos de várias remodelações). Carrilho da Graça optou por não ter uma intervenção intrusiva. Um muro de aço define o espaço cenográfico e várias "construções simples e abstractas" ajudam a proteger as ruínas e a criar a ideia da espacialidade interior, como no caso das duas casas islâmicas de aspecto mais nobre. O núcleo arqueológico agora inaugurado junta-se assim ao núcleo museológico que abriu há mais de um ano, também no Castelo e que reúne muito do espólio que foi encontrado durante as escavações, entre cerâmicas, moedas e outros objectos do quotidiano de todas as ocupações. Miguel Honrado, presidente da EGEAC (empresa municipal que tem o pelouro da animação cultural da cidade) admite que a autarquia está a estudar um ajuste de preços nos bilhetes que são cobrados à entrada do Castelo, decorrente de mais uma oferta cultural aos visitantes. "O preço será integrado. Paga-se apenas uma vez, mas o aumento não está definido. Não será, contudo, substancial, mas de poucos euros", disse. António Costa, sublinhou, por seu turno, que a inauguração do núcleo arqueológico "não é um projecto isolado" e que reforça a identidade da cidade como uma "encruzilhada de mundos". Deu como exemplo, o núcleo museológico aberto há mais de um ano, referindo que estão inseridos na mesma estratégica que pretende fazer nascer o museu judaico em Alfama, o centro cultural africano na Avenida 24 de Julho e a casa de crianças refugiadas na Bela Vista. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1522540 19 Março 2010 - 00h30 Património: Núcleo arqueológico inaugurado ontem Castelo revela as suas ruínas Num cenário que cruza a força da História com a beleza do Tejo, em fundo, inaugurou--se ontem o núcleo arqueológico do Castelo de São Jorge, que conclui um projecto iniciado em 1996, aquando dos primeiros achados naquela zona alta das muralhas. O evento foi protagonizado por António Costa (presidente da Câmara de Lisboa), Elísio Summavielle (secretário de Estado da Cultura) e Carrilho da Graça (Prémio Pessoa 2008), arquitecto responsável pelo projecto. O espaço arruma-se em 2600 metros quadrados, onde se cruzam vários períodos e culturas: séc. VII a.C. (Idade do Ferro), sécs. XI e XII (Bairro Islâmico) e sécs. XV-XVIII (Palácio dos Condes de Santiago). "Este é um momento muito importante que culmina um longo processo", frisou Carrilho da Graça, sublinhando o romantismo do cenário. O espaço é recortado por um muro de aço corten (anticorrosivo) que limita as escavações e as estruturas modernas e simples, edificadas "para proteger e permitir o entendimento da espacialidade do interior" das ruínas. Já António Costa, autarca de Lisboa, enalteceu o cruzamento de culturas de um projecto "inserido numa estratégia que integra outras iniciativas" que reforçam a identidade de Lisboa. DETALHES Escavações desde 1996 Os primeiros vestígios arqueológicos foram encontrados no Castelo em 1996. Projecto de 1,4 milhões O custo dos núcleos museológico (inaugurado em 2008) e arqueológico ronda 1,4 milhões de euros. Novecentos mil euros provêm da autarquia e o restante do Plano Operacional de Cultura (POC). Equipa de arqueologia Ana Gomes e Alexandra Gaspar, da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, lideraram os arqueólogos. Sofia Canelas de Castro in http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=B084F691-3363-4241-89A9-9773311A71E6&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013 Quote
JVS Posted September 28, 2010 Author Report Posted September 28, 2010 Projecto no Castelo de São Jorge Projecto de Carrilho da Graça distinguido com o Piranesi Prix de Rome 13.09.2010 - 15:56 Por Alexandra Prado Coelho O projecto do arquitecto João Luis Carrilho da Graça para o núcleo arqueológico do Castelo de São Jorge, em Lisboa, foi distinguido com Piranesi Prix de Rome 2010. O júri italiano considerou que a intervenção demonstra “uma grande clareza na qualidade da solução adoptada, tanto na relação física entre arquitectura e arqueologia, bem como na relação entre intervenção volumétrica e paisagem”, explica o texto de divulgação do prémio. O projecto no Castelo de São Jorge O projecto no Castelo de São Jorge (Pedro Cunha) O trabalho de Carrilho da Graça (de que é co-autor o arquitecto paisagista João Gomes da Silva) foi seleccionado entre um grupo de 18 obras nomeadas, do qual constavam projectos de Rafael Moneo, Gigon & Guyer, Vasquez Consuegra, Paredes & Pedrosa. O núcleo arqueológico reúne vestígios de três épocas muito diferentes: o período islâmico, do qual existem duas casas, a Idade do Ferro (do século VII a.C ao século III a.C.) e ainda as ruínas do Palácio dos condes de Santiago (século XV a XVIII), que ruiu com o terramoto de 1755. Na zona das casas islâmicas a opção do arquitecto foi criar uma estrutura de casa, com dimensão aproximada à que teriam as originais, mas com um sistema que não toca nas ruínas, não interferindo portanto com o material arqueológico. O Piranesi Prix de Rome, adianta ainda o comunicado, foi criado em 2003 “como reconhecimento à alta formação clássica e em continuidade com a experiência académica francesa do Grand Prix de Rome (criado inicialmente para pintores e escultores, em França, no século XVII) – e este ano, pela primeira vez, foi dedicado a projectos de arquitectura construídos. Um dos objectivos é distinguir trabalhos de valorização do património arqueológico através de um projecto contemporâneo. O prémio não tem valor monetário. in http://www.publico.pt/Cultura/projecto-de-carrilho-da-graca-distinguido-com-o-piranesi-prix-de-rome_1455619 Quote
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