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Requalificação do Mercado Municipal com apoio dos comerciantes

– Assinado o contrato para a elaboração do projecto de requalificação do Mercado Municipal da Figueira da Foz

– Comerciantes manifestam empenho e apoio para a requalificação do Mercado Municipal.

Teve lugar no dia 23 de Março de 2010, na Câmara Municipal da Figueira da Foz, a assinatura do contrato para elaboração do projecto de execução (arquitectura e especialidades) de requalificação do Mercado Municipal Eng. Silva. Acto contínuo à assinatura do contrato, teve lugar a primeira reunião de trabalho com os técnicos da empresa que vai executar o projecto de requalificação do mercado local.

Segundo nota de imprensa da autarquia, João Ataíde, Presidente da Câmara Municipal, “destacou a importância do mercado no contexto da sua localização e na vida dos figueirenses, assumindo ao longo de toda a sua intervenção uma atitude de indiscutível adesão à requalificação do Mercado Municipal e promovendo o empenhamento de todos na boa concretização do projecto”.

Para o Presidente da Câmara, trata-se de “um projecto destinado a servir mais e melhor, tanto os que ali trabalham, como todos os que procuram o mercado”. Contudo, alertou, “ estamos numa luta contra o tempo, embora a parceria que fizemos com a Estruturas e Investimentos do Mondego, Agência de Desenvolvimento Regional (EIM), nos dê a todos motivos para acreditar que tudo vai correr pelo melhor”.

O presidente do conselho de administração da Sociedade Instaladora de Mercados Abastecedores, S.A. (SIMAB), Rui Manuel Serodio, destacou a larga experiência da sua empresa em projectos desta natureza, realçando que, no caso do mercado municipal da Figueira da Foz, o projecto prevê a preservação geral do edifício, quer no que toca à sua volumetria, quer no que respeita à solução estrutural central, identificada com a designada “arquitectura do ferro”.

O objectivo central é “contribuir para a dinamização da actividade dos operadores de produtos alimentares e proporcionar as necessárias condições de higiene, dotando as instalações com equipamentos modernos que favoreçam a eficiência das operações e uma adequada e atractiva exposição dos produtos, garantindo aos clientes uma qualidade superior dos produtos, maior diversidade de oferta de serviços de apoio e maior comodidade no acto das compras”.

Fernando Cardoso, presidente do conselho de administração da Estruturas e Investimentos do Mondego, Agência de Desenvolvimento Regional (EIM), manifestou toda a disponibilidade e empenho na concretização do projecto, considerando que “o mercado será a loja âncora do centro da Figueira”. Sublinhou ainda os prazos apertados em que todos terão de trabalhar: “ até 7 de Julho o projecto de arquitectura e das especialidades têm de estar pronto e entregues na CCDRC”.

No âmbito da referida reunião, Custódio Cruz, em nome dos comerciantes do Mercado Municipal, referiu que “Não estamos aqui para levantar problemas nem queremos ser vistos como empecilhos”. E, ainda em nome de todos, o mesmo comerciante disse que “não é difícil para nós perceber que há que aproveitar esta oportunidade”, embora alertando os responsáveis pelo projecto para a importância da “preservação dos aspectos culturais e históricos” daquele espaço.

A O Figueirense, Custódio Cruz acrescenta que alertou para os responsáveis para a necessidade de acautelar os interesses dos concessionários, nomeadamente a preservação de lugares, “porque há comerciantes que têm o seu negócio no mesmo sítio há muitos anos” e, na eventualidade de o mercado se «estender» pra o primeiro piso, a manutenção dos comerciantes já instalados no mercado no rés-do-chão. “Se quiserem atrair outros comerciantes para o primeiro piso, óptimo, porque negócio chama negócio, mas os que já cá estão têm obviamente todo o interesse em manterem-se no piso térreo”, explica. Custódio Cruz lembra ainda que o mercado municipal foi alvo de uma intervenção “há menos de dez anos”, e “àparte algumas situações pontuais, derivadas da actual legislação comunitária”, considera que não se justificam obras de grande dimensão. “Defendemos sobretudo que se preserve o mercado como património histórico, cultural e humano”, conclui.

in http://www.ofigueirense.com/seccao.php?id_edi=172&id_sec=3

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