JVS Posted January 28, 2010 Report Posted January 28, 2010 Edifício Natura Towers revolucionam mercado Ana Baptista 20/01/10 00:05 A recepção das Natura Towers é em mármore preto e além do painel de plantas e de uma pequena cascata, tem uma escadaria em espiral. A MSF - Moniz da Maia, Serra e Fortunato acaba de comemorar 40 anos e para celebrar a data mudou-se para um edifício promovido e construído pela própria empresa. Um investimento de 30 milhões de euros que além de albergar todos os trabalhadores do grupo é o primeiro edifício totalmente ‘verde' em Portugal. Concebidas pelo atelier de arquitectura GJP, as Natura Towers ficam em Lisboa, no Alto da Faia, entre Telheiras, Lumiar e o Eixo Norte-Sul, e não é pela altura que se destacam mas sim pelo ‘design' e pelo facto de consumirem menos 60% de energia do que um edifício normal de escritórios. Como? Simples. Cada uma das torres que compõem este empreendimento tem uma fachada dupla que permite uma melhor circulação do ar e ainda painéis fotovoltaicos na cobertura e na fachada. Além disso, conta com uma faixa de 35 metros de altura de relva com rega incorporada. Mais, no pátio do edifício no exterior e em ambas as recepções tem painéis de plantas e flores de cerca de 160 espécies diferentes, o que faz com este edifício seja "uma verdadeira planta", sublinhou Joaquim Fortunato, presidente do grupo MSF, durante a inauguração das torres no final do ano passado. José Fortunato, administrador do grupo responsável pelo imobiliário, disse ao Diário Económico que este é o primeiro edifício do País que conjuga a poupança energética com a redução das emissões de CO2. "As fachadas verdes produzem oxigénio, o que ajuda a absorver CO2 e ainda temos, entre outros equipamentos, um sistema de armazenagem de água da chuva e um sistema de iluminação que reflecte a luz", adiantou. Segunda torre para arrendamento A primeira torre será totalmente ocupada pela MSF, mas a segunda está para arrendamento, estando já três dos oito pisos já pré-arrendados, segundo adiantou José Fortunato. Aliás, o edifício tem estado a suscitar tanto interesse no mercado que a MSF já recebeu propostas para comprar a totalidade da segunda torre, que deverá ficar concluía dentro de dois meses. "Não queremos vender. Por questões emocionais e porque acreditamos que o mercado de escritórios vai valorizar", disse. A MSF está inclusivé empenhada em replicar o conceito das Natura Towers nos empreendimentos turísticos e de habitação promovidos pelo grupo. "Temos feito alguns testes na Marina de Lagos", que é um dos mais importantes projectos do grupo em termos de imobiliário. A MSF é ainda das poucas empresas de construção nacionais que continua a dar grande importância a este sector. ‘É uma área do grupo em que queremos investir", conta José Fortunato, adiantando que actualmente têm em curso, entre obras realizadas e por realizar - projectos de 350 a 400 milhões de euros. O grupo MSF - A MSF elebrou 40 anos e além da nova sede, criou um novo logotipo e alterou o nome da participada do grupo para a Construção e Obras Públicas, para MSF Engenharia. - O grupo apresenta hoje uma facturação anual acima dos 358 milhões de euros, 57 % desta gerada fora de Portugal, em seis países distintos, na Europa e em África. - Conta com 33 empresas e um total de 2.553 colaboradores, sendo que a construção, o iobiliário e as concessões são a prioridade do grupo. - No imobiliário, a crise obrigou a rever o plano estratégico previa investir mil milhões de euros em dez anos. - Em Dezembro arrancaram com a construção do ‘resort' Royal Óbidos, cuja primeira fase - golfe e hotel - estará pronta dentro de dois anos. As características das Natura Towers Consumo As Natura Towers aliam o ‘design' às soluções de sustentabilidade disponíveis no mercado. Os dois edifícios de escritórios que compõem o empreendimento conseguem poupar 41% do consumo no aquecimento e um total de 60% nos consumos totais do edifício, desde energia às águas sanitárias. Altura Cada uma das torres do empreendimento da MSF tem 35 metros de altura, mas estão localizadas num piso elevado - no Alto da Faia - o que as torna mais visivéis, principalmente à noite que estão iluminadas, tanto nas fachadas como através de iluminação em ‘leds' colocada no átrio exterior. Área Com arquitectura do atelier GJP, cada uma das torres tem oito pisos e seguindo a tendência actual de escritórios com pisos mais amplos, apresenta um total de 700 metros quadrados por cada andar, divisivéis em quatro fracções. A área bruta locável (a área em uso) total é de 11 mil metros quadrados. Rendas O preço que a MSF está a pedir pelo arrendamento da segunda torre - a única que está para arrendar, uma vez que a primeira torre será toda ocupada pelo grupo MSF - é de 17 euros mensais por metro quadrado, um valor justo para o mercado, tendo em conta a qualidade do edifício e sua localização. Plantas No interior das torres e no pátio exterior existem painéis de pequenas bolsas com inúmeras espécies de plantas, algumas com flor. De acordo com José Fortunato, "as plantas são escolhidas uma a uma e em função da sua estética e propósito para o desempenho do edifício". No total, há cerca de 160 diferentes espécies. Custo O empreendimento Natura Towers representou um investimento para o grupo MSF de 30 milhões de euros, "25% superior ao custo de um edifício normal", disse José Fortunato. Contudo, não foram apenas os equipamentos de sustentabilidade que encareceram o projecto, mas também as questões estéticas. in http://economico.sapo.pt/noticias/natura-towers-revolucionam-mercado_79179.html Quote
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