JVS Posted December 18, 2009 Report Posted December 18, 2009 Arquitecto brasileiro desenhou edifícios para Chelas, no início dos anos 90António Costa não vai desistir de projecto de Niemeyer em terrenos que tem ao abandono 16.12.2009 - 10:54 Por Ana Henriques O arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer comemorou ontem, de forma discreta, 102 anos de idade. O acontecimento foi noticiado em Portugal, até porque o mestre da arquitectura brasileira continua a desenhar. O que ninguém recordou é que o terreno de Lisboa onde esteve para surgir aquela que seria a sua única obra no país - Niemeyer nega a autoria do casino da Madeira - está ao abandono vai para uma década. Questionado pelo PÚBLICO sobre o assunto, o presidente da câmara, António Costa, diz que a autarquia "continua interessada em construir" o projecto em questão, concebido no início dos anos 90 para albergar a Fundação Luso-Brasileira. Nesse sentido, o município "continua à procura de entidades, nacionais e brasileiras, com quem possa estabelecer uma parceria" para levar por diante o trabalho de Niemeyer. António Costa assegura que a autarquia gostaria de ter na cidade uma obra do homem que se tornou conhecido no mundo inteiro pelas curvas sensuais que imprime ao betão armado. O projecto, no qual se empenharam figuras como Mário Soares, incluía, além do edifício-sede, um anfiteatro em forma de cilindro, uma zona comercial, espaços para exposições e biblioteca. Na quinta existia um palácio cuja reconstrução devia ter sido feita pela fundação, para nele instalar um instituto de formação de quadros dos países lusófonos. Situado em Chelas, o terreno de 16 mil metros quadrados na Quinta dos Alfinetes foi entregue pela Câmara de Lisboa à Fundação Luso-Brasileira para que esta ali fizesse a sua sede. Niemeyer não só ofereceu o projecto como fez algo inédito, recorda o então presidente da fundação, Pedro Rebelo de Sousa: viajou até Lisboa de avião, apesar do seu pavor de voar. A obra até começou, só que o milhão e meio de contos (7,5 milhões de euros) necessários para que prosseguisse nunca apareceram e os trabalhos pararam em 1999, estavam já feitas as fundações, o primeiro piso e várias colunas de ferro apontadas ao céu. "Não houve vontade nem empenho das autoridades portuguesas, dos diferentes Governos", observa Rebelo de Sousa. "E as empresas brasileiras que tinham prometido donativos foram entretanto privatizadas e entenderam que já não deviam contribuir". Goradas foram, também, as hipóteses de instalar no local outras instituições, como o Instituto da Cooperação. Têm dez anos os escombros do que devia ser a obra de Niemeyer em Lisboa. O ex-presidente da fundação considera o processo lamentável. Os terrenos foram devolvidos à autarquia em 2004, em troca de 750 mil euros, que serviram à instituição luso-brasileira para pagar as dívidas às construtoras. O local permaneceu vedado, ao abandono, até há cerca de ano e meio, altura em que vândalos rebentaram com as protecções para se apoderarem das placas de metal que ali existiam. Foi mais ou menos por esta altura que a Quinta dos Alfinetes se tornou também local de deposição clandestina de entulhos. "O local necessita urgentemente de voltar a ser vedado", reclama o presidente da Junta de Freguesia de Marvila, Belarmino Silva. "A câmara deve resolver este assunto". in http://www.publico.clix.pt/Local/antonio-costa-nao-vai-desistir-de-projecto-de-niemeyer-em-terrenos-que-tem-ao-abandono_1414138 Quote
JVS Posted August 4, 2010 Author Report Posted August 4, 2010 Sede da Fundação Luso-Brasileira Niemeyer pode vir a Lisboa terminar único projecto em Portugal, parado desde 1999 23.07.2010 - 10:41 Por Lusa, PÚBLICO O arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer, 102 anos, continua esperançado de ver terminada a sede da Fundação Luso-Brasileira, em Lisboa, o seu único projecto em Portugal continental, e está disponível para se deslocar à capital portuguesa para falar com as autoridades locais. A obra, nos terrenos da fundação em Chelas, está parada desde 1999. Em 2001, as obras paradas em Chelas Em 2001, as obras paradas em Chelas (Rui Gaudêncio) No final do ano, Niemeyer tenciona ir a Espanha para a inauguração do Centro Cultural de Avilés, nas Astúrias, disse o arquitecto carioca num encontro que manteve com o conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal em Brasília, e admite seguir depois para Lisboa. O conselheiro Carlos Fino, que foi recebido pelo arquitecto no seu atelier no Rio de Janeiro, disse à Lusa que Niemeyer mostrou a disponibilidade de passar por Lisboa, se houver interesse das autoridades locais em retomar o projecto concebido no início dos anos 1990. Em Dezembro passado, o PÚBLICO questionou o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, sobre as suas intenções quanto ao projecto. E Costa dse que a autarquia "continua interessada em construir" o projecto, estando a autarquia "à procura de entidades, nacionais e brasileiras, com quem possa estabelecer uma parceria" para o levar por diante. O projecto incluía, além do edifício-sede, um anfiteatro em forma de cilindro, uma zona comercial, espaços para exposições e biblioteca. No terreno em causa, na Quinta dos Alfinetes (16 mil metros quadrados) em Chelas, existia um palácio cuja reconstrução devia ter sido feita pela fundação, para nele instalar um instituto de formação de quadros dos países lusófonos. Niemeyer ofereceu o projecto e a obra chegou a começar, só que os 7,5 milhões de euros necessários para que prosseguissem os trabalhos nunca apareceram. A obra parou em 1999 e os terrenos foram devolvidos à autarquia em 2004, em troca de 750 mil euros, que serviram à instituição luso-brasileira para pagar as dívidas às construtoras, como escreveu em Dezembro o PÚBLICO. in http://www.publico.pt/Cultura/niemeyer-pode-vir-a-lisboa-terminar-unico-projecto-em-portugal-parado-desde-1999_1448438 Quote
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