JVS Posted December 11, 2009 Report Posted December 11, 2009 Projectos Tabernáculo do século XXI 06 Dezembro 2009 Mobile Performance Venue" (MPV), da autoria do colectivo de arquitectos noruegueses "Vários Arquitectos", foi um dos grandes vencedores, na categoria Futuros Projectos Experimentais, do Festival de Arquitectura do Mundo, realizado este Novembro em Barcelona. A ideia do MPV é simultaneamente simples e ambiciosa: utilizando um recinto móvel facilmente transportável e que se monta e desmonta em qualquer parte do mundo, apresentar uma performance designada "Identidade da Alma", baseada no poema épico "Terje Vigen" , de Ibsen, publicado pela primeira vez em 1857 e noutro poema, "O soldado sonha lírios brancos", do palestino Mahmoud Darwish, desaparecido recentemente. O conteúdo desta proposta é uma mensagem universal, transcultural, de reconciliação fraternal entre povos e de união entre Norte e Sul, Oriente e Ocidente. O recinto permite a instalação de um ecrã gigante, com 12 por 7 metros, onde se projectam imagens de um actor a recitar os poemas. Em frente, o palco onde um grupo de actores e bailarinos executam a parte performativa da peça. Além de permitir esta actividade, a estrutura do colectivo norueguês pretende ser, ela própria, um objecto representativo da cultura contemporânea, efémera ou, segundo os seus criadores, "uma estrutura única e icónica" e a maior do mundo. Com uma forma oval - "dinâmica", segundo o colectivo - de 90 por 60 metros de comprimento e largura, respectivamente, e uma altura que varia dos 10 aos 17 metros, o MPV apresenta uma estrutura fixa com 3900 metros quadrados, com capacidade para albergar uma audiência de 3 500 pessoas. E poderá ser subdividida ou aumentada, consoante as necessidades e o local, versatilidade só possível graças ao seu engenhoso sistema estrutural: divide-se em 20 segmentos autónomos, que podem ser combinados de forma a permitir lotações e áreas de ocupação que variam entre 2000 e 3900 metros quadrados. A leveza e a facilidade de transporte são outras das mais valias do projecto norueguês. Conforme indicam os arquitectos, cabe inteiro em 30 ou 40 contentores. O material da estrutura, em tubos insufláveis de PVC, é durável e 100 por cento reciclado, apontam os arquitectos, que recorrem a uma leve estrutura em alumínio para reforçar pontualmente o recinto. Funcionalmente, o MPV é uma estrutura composta por uma grande praça de acesso, onde se localizam a bilheteira, bengaleiro e áreas de espera, coberta por seis hexágonos que formam uma "mézzanine" , transformável em cafetaria, espaço expositivo ou zona VIP. A partir da praça, transpõe-se a malha que delimita o edifício, composta por uma estrutura baseada no hexágono regular - forma geométrica infinitamente distribuível pelo espaço bidimensional - e acede-se ao recinto performativo. A área coberta permitirá experiências sensoriais que, de acordo com os promotores, "falam de vingança e apelam à reconciliação, identidade e redescoberta da alma", traduzidas em cinco línguas, incluindo o árabe. Aqui, a forte presença da malha geométrica hexagonal reforça o sentido do carácter universal da Geometria e do próprio conceito da performance do MPV. A ideia não é nova. Durante o Êxodo e até aos tempos do rei David, um templo portátil desdobrava-se e montava-se a cada paragem, para conter a Arca da Aliança e outros objectos sagrados. Curiosamente, prevê-se que a estreia do MPV aconteça no Egipto e, depois, na Síria, mais de 2000 anos após a narrativa bíblica do mais importante recinto móvel que já existiu para preservar a memória de uma cultura, ainda que fechada. Ideia Estreia do MPV deve acontecer no Egipto, dois mil anos após a narrativa bíblica Proposta Mensagem universal , transcultural, de reconciliação entre Norte, Sul, Oriente e Ocidente IN http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1440352&seccao=Arquitectura Quote
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