JVS Posted October 23, 2009 Report Posted October 23, 2009 Rentabilização do recinto construído para o Euro 2004 é dor de cabeça sem remédio à vista. E já há quem admita uma solução radical: deitar abaixo a obra de Tomás Taveira "Como rentabilizar o estádio municipal ?" A questão anima, ciclicamente, as hostes políticas e desportivas em Aveiro. O recinto de-senhado por Tomás Taveira e construído para o Euro 2004, com lotação de 30 mil lugares, recebe quinzenalmente pouco mais de 2000 pessoas para os jogos do Beira-Mar, na II Liga. E não consegue mudar a imagem que lhe está associada: um monte de betão colorido deixado ao vazio. Agora, há quem defenda em Aveiro uma solução radical - a demolição. O recurso ao camartelo já se tornou o primeiro grande debate do novo mandato autárquico e foi assumido muito a sério pelo líder concelhio do PSD, partido que comanda a autarquia. "A implosão do estádio não é uma aberração completa, mas não quer dizer que a defenda", disse Ulisses Pereira, actualmente deputado também na Assembleia da República, que faz depender essa "hipótese" da avaliação de "outras soluções" e de um referendo local aos aveirenses. O exemplo não é inédito, lembra Ulisses Pereira, ao dar conta do caso de uma cidade suíça onde haverá uma consulta idêntica em preparação."O estádio tem valor negativo, todos os anos acumula prejuízos", justifica o presidente concelhio do PSD, não vendo "nesta fase de crise" que surjam parceiros interessados no equipamento "sem o remodelar ou dotar de multifuncionalidades"."Não sei o que será mais barato, adaptar ou fazer de raíz", insiste Ulisses Pereira O presidente reeleito da Câmara, Élio Maia, "não comenta" a polémica instalada pelas declarações do líder concelhio do PSD, mas a oposição exige medidas. Pelo PS, Raul Martins, diz ser "competência" da autarquia encontrar as medidas adequadas, considerando, por isso, "não fazer sentido" referendar o futuro do estádio. António Regala, do PCP, já defendeu "a venda" do estádio, "mas apenas para caricaturar" o ponto a que se chegou, colocando a hipótese da implosão "ao mesmo nível". O Bloco de Esquerda, único partido a votar contra a construção do estádio, apressa-se "a responsabilizar", através de Nelson Peralta, os outros decisores políticos. "O referendo seria para lavarem as mãos dos problemas que criaram", acusa. DN Ideia de demolir estádio municipal de Aveiro tem poucos apoiantes A ideia de demolir o Estádio Municipal de Aveiro, devido aos elevados encargos com a manutenção e conservação deste equipamento, já se tornou no primeiro grande debate do novo mandato autárquico, mas a hipótese não parece colher muitos apoiantes. A ideia de demolir o Estádio Municipal de Aveiro, devido aos elevados encargos com a manutenção e conservação deste equipamento, já se tornou no primeiro grande debate do novo mandato autárquico, mas a hipótese não parece colher muitos apoiantes. O assunto que surgiu na praça pública através do presidente da Concelhia de Aveiro do PSD, Ulisses Pereira, tem sido discutido não só nas mesas de café, como também nas bancadas do próprio estádio, como aconteceu no último Domingo, durante a realização do jogo entre o Beira-Mar e o Torre de Moncorvo a contar para a Taça de Portugal. "Não faz sentido nenhum pensar numa coisa dessas com o dinheiro que se gastou aqui da Câmara, do Estado e de toda a gente", dizia João Gonçalves um dos 350 espectadores que assistiam ao desenrolar da partida - pouco mais de um por cento da lotação do estádio. Este sócio do Beira-Mar há 40 anos admite que o estádio "é um elefante branco", mas diz que isso se deve ao facto de a autarquia ter "parado no tempo", referindo-se ao facto de os projectos complementares que estavam previstos para a área envolvente ao estádio não terem saído ainda do papel. " Nos últimos quatro anos não se investiu aqui nada do que estava projectado e isso podia ajudar a chamar mais pessoas para que o estádio tivesse rentabilidade. É isso que falta", diz. Este adepto afirma também não estar convencido com a conversa de que o estádio fica muito caro ao fim do mês e que a Câmara não aguenta: "Isso é pura mentira, porque vamos olhar para Leiria, para Coimbra... então essas Câmaras não podem?", questiona. José Ferreira também discorda da ideia de deitar abaixo o estádio. "Acho que foi uma ideia infeliz, porque está aqui muito dinheiro empatado e acho que é um desperdício", diz este adepto que sugere que, para rentabilizar melhor este espaço, se siga o exemplo de outros estádios com a realização de espectáculos, por exemplo. Uma ideia partilhada por António Trindade, de Angeja, que defende que é preciso estudar outras alternativas para rentabilizar este equipamento. "Em Coimbra ainda agora vão fazer um concerto e criam eventos, que se também fossem criados aqui iam ajudar a pagar as despesas. É preciso serem criativos e Aveiro tem pouco disso", diz este adepto. "Com tanto dinheiro aqui empregue é um absurdo falar-se assim", afirma António Trindade, lembrando, por outro lado, as "muitas pessoas que foram expropriadas e venderam os seus terrenos pelo preço da uva mijona para se construir isto". Atento à conversa, um outro adepto, sentado numa fila de cadeiras mais abaixo, comentava com o seu vizinho de bancada: "Já viste que se tivéssemos de acabar com todas as coisas que dão prejuízo neste País...". O presidente da Concelhia de Aveiro do PSD, Ulisses Pereira, que sugeriu na passada semana a demolição do estádio, já veio esclarecer entretanto que não defende a implosão do equipamento, mas diz que essa hipótese deve ser estudada porque "pode ter algum sentido". "Devem ser estudadas todas as alternativas possíveis para viabilizar aquele equipamento desportivo, incluindo a eventualidade de o substituir integralmente por um outro equipamento de menor dimensão", defende Ulisses Pereira, actualmente deputado também na Assembleia da República. Neste cenário, o social-democrata admite que a substituição integral pressupõe a demolição, que segundo o mesmo responsável, pode ser feita de várias formas, nomeadamente a implosão. Jornal de Negócios com Lusa Demolir Estádio de Aveiro?! Conforme notícia avançada nos jornais da uma das televisões generalistas portuguesas, os dirigentes da cidade de Aveiro estão a pensar seriamente em demolir o estádio que foi construído para o Euro 2004 para acabar, dizem eles, com os prejuízos! Mas que raio de solução é esta?! Um estádio construído de raiz, com apenas 6 anos de vida, bonito, confortável, e dentro de todas as normas desportivas, é para destruir? Não há forma de o rentabilizar? As pessoas em Portugal, pelo que se vê, até de pensar estão divorciadas! Se pensarem, seriamente, em rentabilizar o estádio não encontrarão soluções compatíveis e que acabem com os prejuízos? Não é obrigatório que lá só se jogue futebol, pois podem efectuar-se inúmeras outras coisas e muitos outros eventos. Por exemplo, os U2 vão a Coimbra, porque não irem também a Aveiro?! Não encheriam o estádio? E conforme falei nos U2 porque não outros? Que soluções teriam vocês para acabar com os prejuízos, ou minorá-los? relvado via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=984622&page=2 Quote
JVS Posted November 20, 2009 Author Report Posted November 20, 2009 Técnicos e políticos "seguram" o estádio 2009-10-25 JOÃO PAULO COSTA Discordam da implosão e sugerem novos equipamentos para rentabilizar infra-estrutura. O que fazer para reanimar um "elefante branco" de 60 milhões que quinzenalmente leva mil pessoas ao Estádio de Aveiro. Ulisses Pereira sugeriu a implosão. Outros, políticos e técnicos, preferem rentabilizar o espaço com novos equipamentos A ideia de Ulisses Pereira, presidente da Concelhia de Aveiro do PSD e deputado na Assembleia da República, de implodir o novo estádio de Aveiro para construir um mais pequeno por ser um "fardo para o Município e para o Beira-Mar" não tem seguidores. Mesmo estando em causa um estádio que se transformou num "elefante branco", sem vida e quase sem público, com o número médio de espectadores de futebol a rondar os mil (ver caixa) numa região que tem 400 mil pessoas a 20 minutos do estádio. Demolir uma infra-estrutura inaugurada em 2003 e que custou 60 milhões de euros é considerada inadequada pelos vários responsáveis políticos e técnicos contactados pelo JN, que defendem a necessidade de rentabilizar o espaço e a zona onde está localizado. O presidente da Câmara de Aveiro que tomou a decisão de avançar para um novo estádio considera a ideia um "disparate". Alberto Souto (PS) acredita que "ela própria (a ideia) já implodiu" e realça a importância de "não confundir a conjuntura desportiva e económica com a visão a médio e longo prazo necessária para mobilizar a região do Baixo Vouga, onde 400 mil pessoas estão a 20 minutos do estádio". Diz Souto que "não perceber isto é ter visão curta", embora reconheça que é importante que o Beira-Mar estabilize para chegar à I Liga, sendo igualmente fundamental apostar nos espectáculos. O actual presidente da Câmara, Élio Maia (PSD-CDS/PP) disse ao Diário de Aveiro que só poderia equacionar essa possibilidade se todas as alternativas falhassem, nomeadamente a alteração do PDM (que apenas permite equipamentos desportivos na zona) para que possam surgir investidores numa eventual zona comercial. Revela que o estádio custa 50 a 60 mil euros por mês à Câmara e fala dos direitos de autor (arquitecto Tomás Taveira), revelando ter mantido reuniões com Taveira em relação às hipóteses que se colocam para o futuro, acrescentando "temos de contar com o envolvimento do autor do projecto". A lei não obriga a um consentimento por parte do autor do projecto relativamente a alterações ou à destruição da obra, neste caso o estádio. Questionado pelo JN, Nuno César Machado, Consultor Jurídico da Ordem dos Arquitectos da Secção Regional Norte, diz que o Código do Direito de Autor refere que o proprietário (neste caso a Câmara de Aveiro) "tem de informar o autor da sua intenção de alterar o projecto e o modo como o irá fazer, sob pena de, não o fazendo ter que indemnizar o autor por perdas e danos". Depois de consultado, defende o advogado, o autor não pode opor-se às modificações que o dono da obra queira introduzir, incluído a demolição. Tomás Taveira não respondeu em tempo útil às perguntas do JN. Questionado pelo JN sobre a implosão, Ribau Esteves, presidente da Comunidade da Região de Aveiro, diz não perder tempo a comentar "anormalidades". Mano Nunes, ex-presidente do clube, também defende a manutenção do Estádio. "Mas é necessário rentabilizá-lo e isso só é possível se ali for criada uma nova centralidade", refere. Isso, especifica Nunes, passaria pela construção, na zona do estádio, do pavilhão e das piscinas do clube, da academia de futebol do Beira-Mar e pelo aproveitamento dos espaços interiores do estádio para um centro de dia e para uma creche e escola". Segundo Mano Nunes, "dois milhões de euros chegariam para construir o pavilhão, as piscinas e a academia". O dinheiro, defende, "teria de ser conseguido através de uma parceria entre a Câmara e o Beira-Mar". Esta discussão é vista como uma "oportunidade para a cidade aprender a gerir este equipamento", considera José Carlos Mota, professor de Planeamento Regional e Urbano da Universidade de Aveiro, que defende a organização de um evento para "reflectir e ouvir boas práticas nacionais e internacionais". Ricardo Vieira de Melo, delegado da Ordem dos Arquitectos em Aveiro, considera ser prematuro deitar abaixo um edifício que "não está em mau estado" e considera que atendendo às excelentes acessibilidades (A25, A17 e A1), o estádio tem capacidade para ser aproveitado. Dá o exemplo do Municipal de Coimbra, na organização de mega concertos musicais, e defende que a zona envolvente "poderia servir para acolher equipamentos que fazem falta à cidade, nomeadamente um parque desportivo e de lazer". in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Aveiro&Concelho=Aveiro&Option=Interior&content_id=1400626 Quote
JVS Posted April 2, 2010 Author Report Posted April 2, 2010 Utilização do estádio municipal de Leiria divide opiniões As opiniões divergem quanto à sua utilização, mas todos concordam que o Estádio Municipal de Leiria está subaproveitado. Construído com capacidade para acolher 25 mil pessoas, o estádio apresentava, no final de 2009, uma 'factura' para a câmara de Leiria acima dos 90 milhões de euros. A utilização do Magalhães Pessoa é, pois, questionada por diversas associações e mesmo pela população, deixando ao Diário de Leiria algumas sugestões para a sua rentabilização. Recentemente, o presidente da administração da Leirisport, Leonel Pontes, colocou como cenário possível a transformação do estádio num pavilhão multiusos, numa tentativa de rentabilizar a sua utilização. Paulo Sousa, presidente da Acilis - Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós - defende a rentabilização do estádio "de várias formas", desde o atletismo, ao futebol, passando por eventos culturais. "Dá para muita coisa que não se tem feito, aproveitando Leiria como centro do País", disse ao nosso jornal. Paulo Sousa considera que "utilizar o estádio só para espectáculos culturais parece uma ideia perigosa", defendendo, por isso, a realização actividades de diversa índole. "Supondo que o estádio era rentabilizável", Ribeiro Vieira, presidente da Nerlei - Associação Empresarial da Região de Leiria - partilha a sugestão de transformar o espaço num pavilhão multiusos, apesar não estar tecnicamente preparado para o afirmar. "Penso que tudo o que for para reduzir o custo público do estádio de Leiria é uma solução viável, incluindo se fosse necessário, a sua implosão, porque é uma obra de arquitectura deplorável e com a qual sempre fui contra pelo custo que tinha", disse Ribeiro Vieira, mostrando-se "sempre favorável à utilização do estádio para outros fins". Ribeiro Vieira mostra-se ainda "preocupado com os custos do estádio e da Leirisport", defendendo, por isso, que a empresa municipal fizesse parte de uma divisão da autarquia, "um serviço da câmara de Leiria que permitisse reduzir os custos". Anabela Graça, presidente da Adlei - Associação para o Desenvolvimento de Leiria - tem registado o aparecimento de várias propostas que, na sua opinião, "precisam de ser consideradas do ponto de vista da sua viabilidade". "As soluções apresentadas têm de ser devidamente estudadas para, assim, com mais acerto, podermos dar uma opinião", referiu Anabela Graça, considerando, porém, que a Adlei iria ver, "com muito interesse, o surgimento de propostas que contribuíssem para a dinamização e sustentabilidade económica do estádio municipal". Associações desportivas defendem modalidades Júlio Vieira, presidente Associação Futebol de Leiria, sempre olhou para o estádio como "a maior sala de espectáculos da região". "Uma vez construído, era fundamental que se tivesse essa visão e se encontrassem formas para torná-lo mais rentável. Há muita coisa que acontece naquele estádio e que as pessoas não sabem", disse, considerando que o espaço "tem estado subaproveitado". "Penso que rentabilizá-lo seria através do desporto e da cultura", defendeu, considerando, porém, que "abandonar o futebol e transformar o equipamento apenas e só num pavilhão multiusos parece de difícil execução e não foi a função primeira dos investimentos". "Ideal era conciliar as práticas desportivas com as actividades de índole cultural, permitindo um acréscimo de receita. Era a solução mais adequada", salientou. Opinião diferente tem Aníbal Carvalho, presidente Associação Distrital de Atletismo, que defende a "dinamização de mais competições distritais e nacionais para potenciar o equipamento e ganhar gosto pela prática desportiva". "Penso que também se podia inserir o estádio em circuitos pedonais", sugeriu, aquele responsável, defendendo a rentabilização do espaço através da prática desportiva, nomeadamente na área do atletismo, e na captação de estágios e utilização do Centro Nacional de Lançamentos. Para José Benzinho, ex-administrador da empresa municipal Leirisport, "tudo o que passa por atrair para Leiria eventos de maior dimensão, sejam jogos de futebol da selecção nacional, ou os campeonatos da Europa de atletismo, são importantes". "Na área do desporto, tem de se continuar a fazer um esforço para os atrair para Leiria e, no futebol, um esforço ainda maior para atrair mais espectadores, que não compete à Câmara Municipal ou à Leirisport", disse ao nosso jornal. "Tenho pena que a União de Leiria não consiga atrair mais pessoas ao estádio", frisou. Câmara de Leiria “deve procurar soluções” Uma das vozes que sempre se levantou sobre a rentabilização do estádio de Leiria é Henrique Neto. O empresário defende que "a câmara de Leiria deve procurar soluções que rentabilizem o espaço", considerando a criação de um pavilhão multiusos "uma das soluções, visto que o estádio de futebol é caro de manutenção". Por outro lado, e "estando Leiria entre Lisboa e Porto, espectáculos de certa dimensão que não justifiquem a realização em vários locais, a cidade leiriense podia ser um local privilegiado e conhecido para os acolher", sugeriu. "Faz todo o sentido uma utilização dessas ou outra. O que não deve acontecer é o estádio continuar a ser um custo", disse. in http://www.diarioleiria.pt/20868.htm Quote
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