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Aldeia solar em Odemira experimenta tecnologia para se libertar dos combustíveis fósseis



No Monte Cerro, próximo de Colos (Odemira) estão a ser experimentados vários protótipos tecnológicos para tornar uma comunidade de 50 pessoas auto-suficientes a nível energético. A Aldeia Solar é um projecto da comunidade de Tamera e vai ser inaugurada amanhã.

“A ideia é viver um ano inteiro com esta tecnologia, ver como funciona e encontrar os pontos fracos e fortes, para poder projectar um modelo para a Tamera inteira”, explica Barbara Kovats, coordenadora da Aldeia Solar.

O campo de testes conta, por exemplo, com uma estufa multifuncional que, além de permitir o cultivo de alimentos com baixo consumo de água, também aquece óleo vegetal, que é armazenado num recipiente, permitindo assim captar e distribuir o calor entre um motor Stirling, que produz electricidade, e a cozinha.

Outro protótipo em testes no Alentejo, região escolhida em parte por ser “rica” em exposição solar, é a bomba de água que funciona apenas com energia solar termal.

Junto da cozinha, construída no âmbito do projecto, um grande espelho, com cerca de dois metros de diâmetro, desperta a curiosidade: “É um espelho de foco fixo, que vai reflectir o Sol para um tacho próprio, que aquece água em cerca de 30 minutos”. O esclarecimento é dado por Fabian Deppner, também membro da Tamera e colaborador no projecto, que explica tratar-se de uma tecnologia antiga, mas ainda usada na Índia, num local onde se cozinha para 30 mil pessoas.

Barbara Kovats garante que “estas tecnologias podem adaptar-se a todas as partes da Terra, possibilitando o desenvolvimento regional e a independência das grandes multinacionais da energia”. “É remar um bocadinho contra a maré, mas é exactamente essa a ideia, criar estes modelos alternativos”.

As tecnologias utilizadas na Aldeia Solar foram na sua maioria inventadas pelo alemão Jürgen Kleinwächter, que colabora com esta comunidade residente no Alentejo, a qual acaba por ser o seu “campo de ensaio”. Até ao momento, em Tamera estão ainda a ser utilizadas as fontes de energia “normais”, à base de combustíveis fósseis, mas com que a comunidade “quer acabar”. Barbara Kovats assegura que, com a Aldeia Solar que vão testar, estão “a meio caminho” para se descomprometer, sendo que “o próximo passo” será encontrar “patrocinadores”, para desenvolver a tecnologia e planear a sua reprodução.


http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405498

margarida duarte

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