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Arquitectura.pt


Rui Leite

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Posts posted by Rui Leite

  1. Olá Pode-se utilizar apenas betonilha como acabamento, mas a maior parte das pessoas poderá julgar que o pavimento não está acabado, mas antes esperando acabamento (assentamento de mosaico, p.ex.). Há muitos espaços de garagem com esse acabamento. A betonilha afagada dá uma textura rugosa, mas sem estereotomia. Permite alguma absorção de água. A betonilha polida (usualmente com uma máquina de lâminas circulares (que alguns chamam "helicóptero") dá um acabamento liso, mas só é aplicável na prática em superfícies grandes. Tem mais resistência a absorção de água. Por vezes misturam-se aditivos endurecedores ou impermeabilizantes à argamassa, para melhorar o comportamento da betonilha. A betonilha esquertelada é como a afagada, mas dividida em quadrados ou rectângulos, gerando uma esterotomia que podemos definir. É muito utilizada em passeios. Convém prever juntas de execução/dilatação no exterior ou em grandes superfícies, pois caso contrário teremos fissuras aleatórias devido a expansão/contracção do material (no máximo 5m de espaçamento entre juntas). Estas juntas podem ser menos espaçadas e ter diferentes configurações, gerando uma esterometria, mas convém evitar ângulos muito agudos, que se tornam frágeis. Cumprimentos, Rui Leite

  2. É uma notícia que me deixa satisfeito. Não porque o edifício seja pavoroso, porque desses há muitos, e então não teriamos mãos a medir com tantas demolições... mas porque é um passo importante na luta contra a política do facto consumado, que os promotores e empreiteiros tanto apreciam, e que as câmaras municipais mostram-se incapazes de contrariar.

  3. Realmente o teu comentário faz sentido, era um pouco isso que procurava estabelecer na minha reflexão.

    Considero esta casa "estranha" ao terreno, na medida em que se assume como objecto artificial pousado num contexto natural. Não pretende integrar-se rigorosamente nas irregularidades, pretende antes estabelecer um diálogo pacífico na medida em que se solta ao máximo da terra. É uma caixa, é uma moda. Poderá ser... mas se o é então ainda bem que não é branca e que tomou realmente uma posição perante a paisagem.

    Considero esta abordagem tão válida quanto uma casa da cascata que pretende agarrar e fazer parte do terreno propriamente dito, criando uma relação extrema com o lugar e tornando-se ela própria o lugar.

    Vejo qualidades em cada uma das posições, tudo depende da sensibilidade e trabalho do autor. Mas também considero que tanto uma como a outra posição a partir do momento em que implantam no local, marcam de tal forma uma área que se torna impossível fazer outro tipo de intervenção dentro de um raio de distância do objecto inicial.


    Concordo consigo quanto a validade das posições, dependendo, como sempre da qualidade da resposta de cada autor. Concordo também quanto a necessidade deste tipo de objecto possuir uma área livre de outras intervenções ao seu redor, e desejo sinceramente que isto aconteça neste caso...

    A minha reflexão sobre a moda ia no sentido de questionar o porque da proliferação de um determinado tipo de resposta, enquanto outras abordagens (como a da casa da cascata) raramente são vistas. Claro que a casa Kauffman é um projecto excepcional, uma das melhores obras de um arquitecto que considero genial, e portanto não pretendo estabelecer comparações. Penso no entanto que é consensual que o conceito da "caixa(s)", um ou mais volumes simples, tem sido claramente predominante na produção mais recente.

    Por fim, também concordo em outro ponto: ainda bem que não é branca !
  4. Pode-se gostar mais ou menos, mas parece-me sem dúvida um projecto cuidado. No entanto gostaria de levantar a questão dos extremos e da(s) moda(s). Parece-me que valorizamos muito as respostas extremas ao sítio, do qual esta casa seria um exemplo ao assumir-se como objecto que quase flutua, evitando tocar no terreno, e daí sua colocação transversal à pendente. No extremo oposto estaria outra hipótese que facilmente nos ocorre, a da casa semi-enterrada, que tenta desaparecer na paisagem, e que se implantaria acompanhando as curvas de nível... Estas respostas extremas parecem-me conter um desejo de simplificação, muito distante da casa da cascata, que na sua complexidade consegue afirmar-se simultâneamente como objecto e integrar-se na natureza envolvente, de tal forma que uma valoriza a outra, e vice-versa. E daí a reflexão que muitas vezes me ocorre...porque valorizamos (onde me incluo) estas respostas extremas ao sítio ?

  5. Supondo que o espaço proposto seja um volume autônomo, elementos exteriores (p.ex. palas de entrada e/ou sombreamento) são considerados como volume? PS. : Parabéns pela iniciativa e pela escolha do tema!!! :clap:

  6. A mim o que mais chateia é a Denominação de Centro Cultural que aqui é claramente usada abusivamente para dar suporte a uma operação de carácter eminentemente comercial. Assim, como é "cultural" e para rentabilizar toda essa "cultura" permite-se uma volumetria muito superior àquilo que seria razoável ou aceitável ! Tenho praticamente a certeza que se um promotor apresentasse tal proposta seria imediatamente chumbado ! Aliás, para criar ali um espaço cultural a volumetria existente é mais que suficiente. Bastaria reabilitar a construção, mantendo paredes, coberturas, desníveis e criando as infraestruturas e apoios mínimos (sistemas de iluminação e segurança,casas de banho, etc) e com 1 ou 2 milhões de euros tinhamos um excelente espaço para manifestações culturais... mas claro que não tinhamos um Hotel, Cinemas e Lojas...

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