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Arquitectura.pt


nuno westa

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Posts posted by nuno westa

  1. Não pá, o esquiço não é desta época, o anacronismo está apenas aí! (Quem conhece os rigorosos/esquiços do Le Corbusier sabe que hoje em dia são raras as pessoas que desenham assim, cheira a fuma, já chegaste lá?).

    Que eu saiba, não tiveste contacto com os esquiços à 50 anos atrás...mas poderei estar enganado acerca da tua idade?

    Desculpa lá, a confusão é apenas tua, tens mesmo razão: "abrir a boca sem pensar, é estupidez sair ou mosca entrar"


    eu sei que na minha ultima entrada disse no fim que não voltaria a falar sobre isto.
    mas...
    cum catano, estás perante um texto, fotos e links (que coloquei logo no inicio) para informação pormenorizada sobre duas obras que espelham o Génio Humano. O GÉNIO HUMANO, (não esta tua patética questão de semantica rocambolesca em que estás mergulhado).
    e em vez de discutires aquilo que verdadeiramente nos devia reunir aqui no arquitectura.pt, ficas aí feito pobre agarrado a um raciocínio, que confesso ainda não percebi qual é a utilidade, não deitas-te uma unica palavra sobre as obras em si mesmas, os burocratas também são pessoas, também têm direito a dizer o que têm lá dentro, mas não são interessantes.
    quando e se nos voltarmos a encontrar vais ficar a falar sozinho.
    não é amuo, (já não tenho idade) é uma questão de inteligência e educação.

    passar bem
    nuno westa
  2. Este teu anacronismo, esquiços com meio século...o esquiço por norma é uma coisa feita exactamente antes da construção...


    sabedoria pop: "abrir a boca sem pensar, é estupidez sair ou mosca entrar".

    anacronismo é um erro de cronologia; é atribuir erradamente a uma época o que pertence a outra. (percebeste o que é um anacronismo?)"...o esquiço por norma é uma coisa feita exactamente antes da construção..." (sim e... está bem).quer dizer, para o caso de não saberes o projecto é de 60 a "construção" teve inicio em 1975 mas esteve abandonada até 2003, quando foi retomada com fim das obras à um ano atrás.um esquiço não deixa de o ser por ter "meio seculo" ! ou 60 e tal anos.um esquiço é um esquiço, não muda de nome com a idade.!!dou por finda a questão.obrigado

    http-~~-//img165.imageshack.us/img165/9474/lecorbusierfirminy99zc2.jpg
    Fonte: http://ahahh.blog.lemonde.fr/2006/11/
  3. toda a gente a correr atrás disto, mas é dificil.
    orson welles depois de citizen kane deixou todos a pensar que era fácil fazer um filme genial, nem mesmo ele voltou a igualar-se.

    http-~~-//img113.imageshack.us/img113/8238/sydney20opera20housext1.jpg

    vejam a correria que foi:

    http-~~-//static.flickr.com/38/80308036_6dbbe56171.jpg
    http://architechnophilia.blogspot.com/

    já para não falar de coisas absolutamente lamentáveis:
    http-~~-//img522.imageshack.us/img522/9307/tenerife1smcs6.jpg

  4. "habitação social"
    é interessante como estamos formatados, mas enfim a coisa é assim mesmo, desde o momento em que somos crianças; e se é menino recebe um carrinho, se é menina leva uma barbie, (claro que depois no caso dos homens queremos as duas coisas, mas isso é outra conversa), a expressão "habitação social" aqui usada no sentido pejorativo serviu para mostrar que "EU SÓ GOSTO DAQUILO QUE CONHEÇO", se não estou formatado para uma determinada (imagem-coisa), aquilo é mau, é o outro, é aquele que está fora de mim, é "habitação social", são os "óculos", os "vagabundos".
    toda esta conversa para quê?
    eu nunca conheci uma pessoa que fosse inteiramente má. e quando me cruzo com pessoas detestáveis, quase sempre têm amigos e de entre eles há sempre alguém que podia ser meu amigo. o que me leva a concluir que com tempo, paciência e querer, talvez este edificio tenha mais qualidade do que parece (e tendo em conta a envolvente...) e que tem.
    os meus parabéns a quem promoveu, projectou e trouxe até mim esta (imagem-coisa).

    http://www.adoisg.com/Ematosinhosobra.htm

  5. aqui onde pratico a coisa, diz-se que:
    "o que a arquitectura não resolve, a massa (cimento) tapa"
    (isto em obra).

    quando ainda (em projecto), a técnica mantêm-se: o que o desenho não resolve, o discurso tenta tapar.

    digo isto sem querer entrar em polémicas, mas é em casos destes que mais se nota a ineficiência em juntar "arquitectura de umbigo" à "arquitectura para as massas".
    como diz a sabedoria pop: "é no meio que se encontra a virtude" e talvez seja, há uma terceira via, que não é uma coisa em si mesma, palpável, independente do local é um sentir, uma amizade que o edificio estabelece comigo.
    a cordialidade que há entre dois seres só acontece depois de mutuo contacto, não em conceito, por isso é sempre tão dificil saber se um projecto de arquitectura se vai revelar ARQUITECTURA.
    só nos resta a intuição.
    que também é a ela (intuição) que recorremos quando conhecemos alguém, é quase instantâneo sabermos se essa pessoa, vai ser nossa amiga, se tem ar de quem vai, ou pode, ou ainda merece ser nossa amiga.

    para o pessoal cá de casa a coisa ARQUITECTURA também funciona assim.

    http://arte-rite.spaces.live.com/

  6. Mesmo depois do “Inquérito” e de toda a polémica à volta de Raul Lino, ainda surgem estas frases...
    Como isto é um Fórum de discussão, elucida-nos sobre o que entendes ser: "casas portuguesa tradicionais."


    o edifício necessita de vivacidade , que está enraizada nas casas portuguesa tradicionais.



    saudações
    "se não fosse para ganhar..."

    http://arte-rite.spaces.live.com/
    http://dontfollowthewhiterabbit.blogspot.com/
  7. mau... estão a desautorizar-me? :D Se o arquitecto for bom saberá resolver esta situação facilmente. A unica coisa que acho que deves falar é sobre a maneira como queres viver na tua casa, se das mais importancia a espaços amplos ou reduzidos, quais os espaços q priveligias.. coisas desse genero.


    és um bocado básico na abordagem.
    não estás a ver que a grande massa construida está no estado actual precisamente porque se dão receitas instantâneas para problemas que nem sequer se conhecem.
    a tua atitude não ajuda.
    não reparaste no pudor que todos se apressaram a mostrar perante a ideia de catalogo.
    desculpa o tom airisco mas este genero de coisa...:evil:
  8. Se tiveres mais dúvidas zelia, podes sempre falar com um arquitecto...:D


    pois a coisa para correr bem, passa por escolher alguém que esteja à frente do projecto q tenha noções de arquitectura.
    porque para quem se lembra das aulas de "ambiente" da faculdade há sistemas passivos que se anulam entre si.
    por isso é necessário cuidado na escolha de quem vai projectar a coisa.
    os cocktails nestas coisas não costumam funcionar.
    e nisso os "chico espertos" são especialistas.
    misturam tudo à vontade do fregues e depois o dinheiro que se poupou no projecto vai-se pagando todos os dias em ineficiência.

    desde já louvo a iniciativa de no acto de arranque estar subjacente a ideia de ecoCASA.

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  9. pois mas o que este arquitonto ainda se não deu conta é que a experiencia de estar agarrado aos "objectos" da sua paixão se dá dentro de um ambiente contruido pelo homem (dentro de arquitectura) porque se ele estivesse no meio da savana ou na floresta tropical os "objectos" rápidamente se transformariam em armas de arremesso contra as feras que o atacavam. só a arquitectura permite que nos abandonemos à fruição e ao ocio e aos "objectos" da nossa paixão. num meio hostil não dá vontade, nem de praticar o amor. somos animais acossados. e os animais acossados não se entregam à procriação. lol

  10. Desculpa la... que projecto eh esse que apresentas.


    desculpa devia ter mencionado o nome.
    pensei que toda a gente o conhecia.
    este projecto l' église Saint-Pierre
    é juntamente com a fundação Iberê camargo, dois projectos que sempre realizaram comigo um convite ao enamoramento.
    enquanto estudante de arquitectura tive contacto com os desenhos (esquiços, rigorosos...) e especialmente com as maquetes durante anos a fio, até que um dia as fotos destes projectos em construção me entram pelos olhos dentro e provocam o lembrar.
    é uma das grandezas da arquitectura invocar a memória, como a história do Borges; o miudo que muitos anos depois volta à familia de onde tinha desaparecido. familia que já não reconhecia como sua, até que o levam em frente da casa que era a sua antes do desaparecimento anos antes. os rostos dos pais não os reconheceu, mas de repente corre para a casa sobe as escadas entra na sala leva a mão atrás da chaminé de onde tira uma navalha de cabo de osso.

    este é o poder da arquitectura "não se pode dizer propriamente que tenha uma mensagem, porque a mensagem é ela própria: sua presença ante mim, silenciosa, irredutivel; criadora de um ambiente, uma envolvência, de um contexto. Ela nada diz que não seja já meu, nada que eu não possa assimilar à minha pessoa (porque senão não a entenderia), nada que não seja descoberta em mim." Prof.Pedro AbreuTese de doutoramento.

    "descoberta em mim". eu descubro coisas em mim. através de pedras eu descubro coisas em mim,... é extraordinário.

    voltando atrás estes projectos foram para mim reveladores porque agora que se transformaram em pedra (e se transformaram em arquitectura) podem me acolher e me permitirem realizar o abandono pós enamoramento.

    http://arte-rite.spaces.live.com/
  11. 3 pintores: egon schiele toulouse lautrec jenny saville http://imagesource.allposters.com/images/pic/RIC/1500-14539%7EThe-Artist-s-Wife-Posters.jpg http://aubistrotducoin.canalblog.com/albums/l_art_nouveau___toulouse_lautrec___peintures___dessins__/m-Toulouse_Lautrec_____La_toilette.jpg http://www.midnightuniv.org/midfrontpage/images/UGpicture1.jpg

  12. Imagem colocadahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Gray1166.png

    “A humanização da natureza deriva da necessidade de pôr fim à perplexidade e ao desamparo do homem frente as suas forças temíveis, de entrar em relação com elas e, finalmente, de influenciá-las. (...) O homem primitivo não tem escolha, não dispõe de outra maneira de pensar. É-lhe natural, algo inato, por assim dizer, projectar exteriormente a sua existência para o mundo e encarar todo o acontecimento que observa como manifestação de seres que, no fundo, são semelhantes a ele próprio.” Sigmund Freud
  13. “Não quero é estar dentro de casa como se estivesse lá fora, como se o meu ideal de habitar fosse uma grande gaiola de vidro.”

    “Tenho uns amigos que moram para os lados do Restelo; chega-se, pára-se o carro e vê-se o que se vê do Alto do Restelo. Depois entra-se em casa e quando se sobe as escadas tem-se outra vez o Alto do Restelo todo dentro da casa: na sala, na cozinha, na casa de banho, no quarto. Lembro-me que a primeira vez que lá fui, a primeira coisa que fiz, (mas espontaneamente, não foi para ser original), fui sentar-me de costas para a janela! Agora imagine-se que a casa tinha umas janelas quaisquer, do século XVIII, estrelinhas, com os tais panos a esvoaçar: depois de ter subido as escadas, ia às janelas para ver como se via o Restelo daquela casa! Porque, então, já seria uma vista do Restelo escolhida, seleccionada, orquestrada...”

    “a agricultura e o urbanismo são dois modos de intervir profundamente sobre a natureza; de dominar a natureza e de a conformar.”
    “...não me interessa uma vista que não seja intencional, que não corresponda a uma vontade de forma, a uma vontade de significação, a uma vontade de composição!...o campo é sempre um sítio muito angustiante, muito solitário, porque não está significado.”
    “...onde é que acaba o mundo dos detritos, e onde é que começa o mundo dos não-detritos... Como é que podemos chamar alguma coisa ao mundo dos detritos se não tivermos um limite?”
    Manuel Vicente

  14. não sei bem porquê mas há projectos, nos quais dá vontade de bater. este para mim é desses. até visitar o corpo, suspendo este acto de violencia ociosa e gratuita, até porque aquela criatura da luzinha no dedo, depois não tinha forma de voltar para casa. enfim, pelas imagens que já vi, tristemente concluo que estes objectos são como aquelas eskulturas, (com KAPA) que não é necessario as circundar. atrás só têm a capa, vendo a face o resto facilmente se adivinha. objectos para o dubai, china, "arquitectura" que apresenta quem eu sou, como um vestido de lantejoulas, cheio de imagem sem corpo de conteudo. bem diferente: http://www.ecofirminy.com/httpdocs/eglise%20st%20pier%20035.jpg

  15. cuidado.
    mais vale um canudo de médico na gaveta que um diploma de arquitectura na parede.
    caro diogo, aqui por estas bandas só vais ouvir coisas bonitas sobre o nosso metier.
    mas daqui a 5 anos é preferivel descobrires que o médico estagiario não se sente completo, do que estares a dar cliques no rato às 3 da manhã num atelier de vão de escada que te paga 300€ por mês.
    um médico pode estar a tirar um curso de arquitectura, já o contrário ´NÃO é possivel.
    dentro de outras áreas, falo por experiencia própria.
    mas vai e segue o teu querer.
    no fim estamos sempre sós, no momento de decidir.

    http://dontfollowthewhiterabbit.blogspot.com/

    nuno westa

  16. algures pelo meio de cálculos, engenharias financeiras, diplomacia de pato-bravo, engolidores de sapos, anões, cavalos amestrados e as incontornaveis ninfas do tejo.
    ainda temos a... poética do espaço.
    a arquitectura é muda mas fala.
    o corpo fisico, concreto, provoca um sentir.
    e é isto antes de mais que te deves perguntar:
    há edificios que "mexem" comigo?
    depois em caso de resposta positiva, é só escolheres uma escola para te dar um mapa.
    e com tempo e querer vais descobrir o que é esse "sentir" e como se pode reproduzir em novas construções.
    esta foi a minha resposta, a perguntas que também andaram cá dentro.

    dá aqui um salto.

    http://dontfollowthewhiterabbit.blogspot.com/

    nuno westa :!:

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