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fadadolar

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Posts posted by fadadolar

  1. Também conheço o edifício e, da obra do Siza, é dos exercícios mais desinspirados de arquitectura dele, cinzentão, impondo-se sobre o terreno e com os tiques de linguagem todos do homem. Quanto à forma ser parecida com a do Pavilhão Carlos Ramos, só se fecharmos muito bem os olhinhos é que lá vai: o Carlos Ramos não tem os braços ortogonais, e as salas abrem completamente sobre o pátio interior, não são só janelas. Já a FAUP, apesar de todos os seus defeitos, é uma obra a sério.

  2. Podem, não, têm de. É uma pena as universidades não prepararem os alunos para outra função que não a de projectista quando cada vez mais os arquitectos terão de ocupar outros cargos se quiserem ter emprego dentro desta área.

  3. Engana-se, Pedro, podem-se e devem-se comparar as condições de vida nos diversos países, com base numa relação em duas coisas: custo de vida e salários médios, e pelo menos entre Portugal e a Holanda, ao nível da arquitectura há duas coisas a reter, os salários lá são muito mais altos e o custo médio de vida é só ligeiramente mais alto, sobretudo ao nível de serviços e habitação (bens essenciais é mais ou menos a mesma coisa). Desmistifique-se a ideia de que Portugal é um país barato, porque na proporção entre esses dois factores saímos sempre a perder. Outras coisas quanto ao papel dos arquitectos na Holanda é não haver projecto de arquitectura sem um plano ao qual se cingir e serem uma classe respeitada e procurada pelas mais diversas entidades públicas e privadas. Há mais exemplos: em Londres há um conselho consultivo liderado pelo Richard Rogers cujo papel é sugerir estratégias de desenvolvimento urbano do qual constam arquitectos que, não sendo estrelas, são dos muito bons ao nível do planeamento. A algum lado temos de ir buscar bons exemplos para contrariar os maus que temos neste país e pedir que os arquitectos por conta de outrém sejam tratados decentemente e tenham salários dentro do razoável não me parece mal. Quanto ao 73/73, já disse por várias vezes o que achava daquilo que a Ordem deixou passar e sim, a proposta abre a hipótese do planeamento ser feito sem acompanhamento de arquitectos e da direcção e coordenação de um projecto de arquitectura ser feita por um engenheiro ou construtor civil. Não atiremos poeira para os olhos das pessoas... Mas enfim, somos 15000, não há trabalho ao nível de projecto para todos, está na altura de cada um procurar as melhores alternativas possíveis.

  4. Há que dispersar os campos de influência dos arquitectos... não estamos cá apenas para fazer projectos de Arquitectura, existem outros mercados... Direcção de Obra, Avaliação de imóveis, HST, Consultadoria técnica, delegado comercial/ marketing de materiais de construção... CRIAR O PRÓPRIO EMPREGO/ EMPRESA... Dedicar-se à politica... Fazer de mulher/ homem a dias... Empreiteiro de Construção Civil, Desenhador especializado para Arquitectura e Engenharia...

    Com o mercado de trabalho como está... não existem grandes alternativas... podem sempre ir para serventes... LOLOL


    Ah, pois é, e com a proposta do 73/73 como está já nem direcção ou coordenação de obra e desenho urbano fica nas mãos dos arquitectos.
    Eu trabalhei na Holanda, onde não existe propriamente uma tabela fixa que os ateliers sigam (lá não é obrigatório pertenceres a uma ordem de arquitectos), mas um estagiário académico recebe em média 450/500 euros por mês, com almoço no escritório e parte do seguro de saúde pago, um arquitecto júnior receberá uns 800/1000 euros limpos e um sénior vai de 1200 euros para cima, mas os contratos são anuais e, se no fim desse ano não atinges objectivos de produtividade, vais à procura de emprego.
    Não te acontece é o mesmo que cá: se fizeres um bom trabalho eles vão-te convidando para ficar desde estagiário até te quereres ir embora, e raros são os exemplos em que se aproveitam de ti para "menino de fotocópias".
    Além disso, mesmo com €500 euros por mês consegues ter uma vida na Holanda, a partilhar uma casa e cá dos 500 que te dão parte vai para segurança social.
    Mas depois é ver os patrões nas revistas com um ar muito sério a falarem do trabalho que lhes custou a obra e tal...
  5. O divórcio entre a Ordem e os arquitectos é óbvio já há muitos anos, em parte porque as direcções da Ordem usaram o poder que tinham não em prol da prática profissional de 15000 mas ou de arranjarem mais trabalhos nos seus ateliers ou como rampa de relançamento político, apostando em aparecer em todas as ocasiões meidáticas possíveis mas depois não fazendo nada de jeito dentro da Ordem. Sejamos sinceros, há 15000 arquitectos e outros 1000 saem das faculdades por ano. Num país com 10 milhões de habitantes e uma legislação que permite a engenheiros e contrutores civis fazerem arquitectura (aconselho-os vivamente a verem aquela revista "Anteprojectos", é uma boa dose de realidade) com outra prestes a avançar que não só permite isso como ainda tira a direcção de obra, coordenação de projecto e desenho urbano aos arquitectos, não há trabalho para toda a gente e a Ordem não tem apoiado ninguém. A isso junta-se a existência de ateliers que se aproveitam do estágio obrigatório para terem mão-de-obra de graça a fazer projectos para eles se vangloriarem nas revistas da obra acabada. Misturas com um bocadinho de "Ah, e tal, houve muitas coisas que não foram resolvidas antes por incompatibilidades com a Direcção Nacional, mas olha para mim a concorrer agora de novo com eles." É preciso mais que dizer que se quer as coisas mudem, e não é com eventos para atirar poeira para os olhos das pessoas que se consegue. Vamos ver como isto corre.

  6. Há que dar os parabéns aos vencedores e esperar que façam um bom trabalho, representando com excelência todos os 15000 arquitectos e não só aqueles que os elegeram ou que fazem parte da lista de apoiantes. Há que dar os parabéns aos vencidos por terem mostrado que há alternativas ao rumo seguido.~ Pessoalmente, é meu desejo sincero que a revisão do 73/73 deixe de ser a borrada que a direcção anterior fez; que tenham coragem para apresentar as contas da Trienal e da própria Ordem; que reformulem a admissão de forma racional, pensando não só no futuro da profissão mas também no mercado de trabalho; que os conselhos de Disciplina sejam órgãos sérios e preocupados com os constantes atropelos profissionais, sem medo de expôr e julgar com mão pesada situações melindrosas; que a divulgação da arquitectura portuguesa deixe de estar centrada num grupo de 15 ou 20 arquitectos; que haja uma abertura do mundo da arquitectura ao público em geral, sem discursos herméticos ou bacocos; que a newsletter passe a ser recebida no mês certo (e não no fim do mês dos eventos anunciados); que não usem a Ordem como mecanismo de auto-promoção ou trampolim político. No fundo, que se preocupem com a classe e a sua valorização junto das pessoas. Quanto à participação, é lamentável ver que os arquitectos se preocupem tão pouco com o futuro da sua Ordem que nem se dêem ao trabalho de marcar uma cruz num envelope, assiná-lo e enviá-lo pelo correio, sem custos nem chatices. Nem sequer se podem justificar com o facto da Ordem se ter distanciado da maioria da classe e pelas dificuldades sentidas em encontrar apoio na Ordem, sobretudo fora de Lisboa e Porto, porque para isso teriam votado na Lista B (que pregava a mudança) ou em branco. Todos deviam ter votado.

  7. JVS, esta será provavelmente a lei mais importante que terá de debater enquanto arquitecto: aquela que dirá que trabalhos poderá, e todos os outros 15000 arquitectos, ter. É nesta revisão do decreto que decidiremos que tipo de profissão pretendemos representar, se uma com poder e capacidade criativa, fundada na pluridisciplinaridade e cooperação entre áreas de projecto, se uma de subordinação a ofícios sem competência para lidar com o espaço. Se a revisão for aceite tal como está, com que cara entrará o JVS num estaleiro de uma obra desenhada por si só para descobrir que o construtor civil vai alterar materiais, vãos e até o espaço e que não pode fazer nada por isso, porque é ele o coordenador do projecto, escolhido pelo dono da obra? Mais do que o Poder ou a Revolução, a Esquerda contra a Direita, cada um terá de escolher se prefere a continuidade ou dar o benefício da dúvida aos que falam de mudança. Cada um terá de fazer o seu balanço do trabalho da Ordem nos últimos anos, se os grandes projectos ( a Trienal, o IAPXX, o acesso à Ordem, a divulgação dos arquitectos portugueses -todos, não só alguns- a revisão do 73/73) correram bem ou mal. Mais curioso que a Direita não ser de direita, é a Lista A ter nos lugares cimeiros críticos e professores de arquitectura que não exercem há muitos anos, se é que exerceram alguma vez. Vote, vote, mesmo que haja fila, é muito importante.

  8. Estive na Holanda e não era complicado arranjar estágio, pelo menos há uns anos.
    Eram remunerados (contrato de seis meses, mínimo de 300 euros por mês, mas não te deixes enganar a média para estágios académicos rondava os 500 euros por mês, com almoços incluídos -a maioria dos ateliers oferece almoço no escritório- e a maior fatia do bolo do seguro de saúde, que é obrigatório ter na Holanda; se tiveres sorte e disseres que já acabaste o curso pode ser que te considerem arquitecto júnior e aí o ordenado limpo é no mínimo 800 euros).
    Quanto aos escritórios, OMA é para passares o tempo todo a trabalhar, não teres vida e seres um burro de carga a fazer projectos onde vais aprender pouco. Os Architecten Cie, os Claus en Kaan em Amesterdão, os Maxwan, os Mecanoo, o Kees Christiaanse, os MVRDV dão boas condições de trabalho. Os Neutelings-Riedijk dão excelentes condições de trabalho, mas é complicado entrar, preferem gente que fale bem francês e alemão.

    Se tiveres uma bolsa Leonardo, o melhor a fazer é não o mencionares na entrevista: se o teu possível patrão sabe disso pode sempre dizer que, como tens bolsa, vai-te pagar menos.
    Há patrões que não fazem isso e te tratam muito bem, fazes parte da equipa do projecto e fazes o mesmo trabalho que os outros, há outros que te põem a fazer maquettes durante seis meses e, se gostarem de ti te dão depois um contrato por um ano a ganhar melhor, há outros que te exploram por seis meses.
    Convém que acordes com o patrão as condições de trabalho, ou que ele te explique, e que o contrato tenha pelo menos a duração do estágio.

    O melhor é enviares portfolios ou se puderes, envias por mail o portfolio e vais passar uns dias à Holanda, avisando os escritórios para onde enviaste e a pedir uma entrevista nas datas em que lá estiveres. Eu consegui umas quantas assim e, com excepção dos MVRDV, a maioria demora pouco tempo a responder.
    Se puderes entregar os portfolios em mão, às vezes até te fazem a entrevista no momento.
    Vai a www.archined.nl e vê que ateliers pedem estagiários.
    Os maiores raramente põem anúncios, por isso para esses é enviar à aventura.

  9. Toda a gente tem de ir votar, uma classe profissional mobilizada tem maior peso político junto dos governos na altura de se tomarem decisões. E ao votarem estão a mostrar que se interessam pelo rumo da vossa carreira profissional. Votem A ou B (sinceramente, votar em Branco neste caso parece ser favorecer quem já lá está, ou seja a Lista A, para isso mais vale votar declaradamente numa das listas). Alguém sabe onde se pode ouvir o debate de hoje à tarde?

  10. Pedro, Pedro, Pedro, Pedro....
    Estamos a falar de coisas diferentes.
    É certo que o urbanismo é uma área pluridisciplinar, mas só existem em Portugal duas classes com preparação específica para tratar os problemas do território: os arquitectos e os geógrafos, só que estes últimos tratam o território do ponto de vista da análise, não da proposição, e falta-lhes competência ao nível do desenho.
    Ninguém está a defender que um plano tenha de ser feito somente por arquitectos, o que aliás, não é possível nem faz sentido (não sei se alguma vez fez planeamento na vida, mas para dividir os arquitectos entre “arquitectos” e “arquitectos urbanistas” aposto que não).
    Obviamente que alguém tem de fazer projectos de infraestruturas ou espaços públicos num plano (estou a falar à micro-escala), ou analisar o desenvolvimento infra-estrutural e ecológico (à macro-escala) e não são os arquitectos com certeza, mas a coordenação tem de ser feita por alguém que saiba ler o território: os arquitectos (é que não sei se sabe, mas os paisagistas não sabem fazer nem isso nem enquadramento urbano, por muito que jurem a pés juntos que sim, e os engenheiros também não) e a presença de arquitectos devia ser obrigatória na elaboração de qualquer plano.
    O problema não está na pluridisciplinaridade das equipas, está naquilo que a Ordem aprovou como proposta de revisão do 73/73: que haja planos que sejam feitos sem terem um arquitecto na equipa (já nem digo enquanto coordenador, que era o lugar deles).
    Se isto for para a frente, o Pedro passa a ter loteamentos, Planos de Pormenor, PDM ou quaisquer outros feitos por equipas compostas por paisagistas (que, lá está, só têm preparação para desenhar espaços públicos, praças, jardins, parques,coisas do género), engenheiros técnicos e engenheiros, sem qualquer recurso a um arquitecto.
    Já os arquitectos, se quiserem fazer um plano vão ter de, obrigatoriamente constituir equipas com essas três classes.
    Isto para si faz sentido, mas não faz nem para o candidato da sua lista, nem para o da Lista B, nem para o Estatuto da Ordem dos Arquitectos, nem para a legislação europeia, nem para a restante classe, nem para a direcção da Ordem da qual faz parte:

    Esta visão restritiva e desconfiada do papel dos arquitectos é agravada pela confusa definição de projecto e autor de projecto, criando-se uma distinção entre “projectos de edifícios” e “projectos de outras obras” para confinar a intervenção dos arquitectos aos projectos de edifícios. É uma proposta incompreensível e totalmente alheia ao normativo comunitário e nacional sobre a arquitectura e o papel dos arquitectos. Seria ridículo que os arquitectos mal pudessem, ou deixassem mesmo de poder, desenhar praças, ruas, áreas de lazer, frentes de mar, ambientes urbanos, espaços públicos…Mas seria esse o resultado da manutenção da actual redacção da proposta de lei.

    Só me pergunto se andaram a dormir nas reuniões com as outras ordens profissionais para terem deixado isto passar, e um dia, esfregaram os olhos, acordaram e disseram: "Epá, fizemos asneira, esta proposta que também é nossa não é nada favorável aos arquitectos. Vamos lá escrever um comunicado em tom de indignação e fingir que não tivemos nada a ver com estas decisões".

    Como já disse atrás, cada macaco no seu galho: os arquitectos fazem arquitectura e urbanismo, os paisagistas tratam da paisagem e os engenheiros das engenharias, mesmo que aplicadas a um plano, mas a coordenação tem de pertencer a alguém que consiga interpretar o território e montar a sua estatégia, e adivinhe lá quem, em Portugal, é formado para isso? Os arquitectos.....

    O melhor é abrir um thread sobre este tema do 73/73, já que este era sobre as eleições.
    Alguém ouviu o debate? Ninguém quer dar a sua opinião?Sabem onde é possível ouvi-lo? Não fui a tempo.
  11. Caro Pedro, eu até me mobilizava, mas como afirmei no meu primeiro post, nem sequer votar posso.
    Não que não quisesse, mas não posso.
    Isso não me impede, no entanto de me preocupar e muito com as questões à volta da minha profissão, sobretudo quando o que está em causa é o retirar de competências, ou melhor, distribuir competências que deviam ser exclusivas dos arquitectos (o urbanismo é da exclusiva competência dos arquitectos, não dos paisagistas, não dos engenheiros e muito menos dos engenheiros técnicos).
    Para afirmar tal coisa, baseio-me no Estatuto da Ordem dos Arquitectos, que tem o valor de lei ou decreto-lei, continuo sem me lembrar:

    Artigo 42º - Exercício da profissão
    1. Só os arquitectos inscritos na Ordem podem, no território nacional, usar o título profissional de arquitecto e praticar os actos próprios da profissão.
    2. Para efeitos de inscrição na Ordem devem os arquitectos demonstrar possuir as capacidades e os conhecimentos descritos no artigo 3º da Directiva nº 85/384/CEE, do Conselho, e respectivo diploma de transposição.
    3. Os actos próprios da profissão de arquitecto consubstanciam-se em estudos, projectos, planos e actividades de consultadoria, gestão e direcção de obras, planificação, coordenação e avaliação, reportadas ao domínio da arquitectura, o qual abrange a edificação, o urbanismo, a concepção e desenho do quadro espacial da vida da população, visando a integração harmoniosa das actividades humanas no território, a valorização do património construído e do ambiente.
    4. A intervenção do arquitecto é obrigatória na elaboração ou avaliação dos projectos e planos no domínio da arquitectura.


    Acho piada é que a Ordem não tenha sequer tentado fazer valer este ponto e o tenha dado ao desbarato.
    As soluções de compromisso são boas, mas nunca, jamais, em tempo algum, pode uma ordem abrir mão do âmbito das competências dos seus membros para outros partidos.
    Chama-se a isso defender os direitos e deveres de uma classe profissional, Pedro.
    Foi para isso que foram eleitos.

    Quanto às eleições, o que a Lista B pensa disto eu já sei, já o afirmaram publicamente, acham que foi um erro tremendo, já a Lista A, tendo em conta que eram em parte os que lá andavam quando foi apresentada esta proposta, não sei o que defendem ao certo.

    Eu acredito que tenha muitas reticências, todos temos, aliás, tem tantas que é provavelmente o único membro da Ordem dos Arquitectos que acredita veementemente que não só os arquitectos não têm competência para fazer planeamento, como o deviam deixar aos urbanistas (que cá em Portugal são arquitectos), aos paisagistas e aos engenheiros.
    Agora olhe, aguentemo-nos à bronca e que, ganhe quem ganhar, consiga ainda dar a volta à asneira.

    Houve hoje um debate no Rádio Clube Português, não sei se dá para ouvir uma retransmissão ou podcast pela net, mas foi no programa apresentado pela Ana Sousa Dias.
    Vou ver se consigo ouvir, já que não apanhei a tempo.

  12. Mas, na revisão do 73/73, os ATAE e afins... não vão poder assinar projectos de Arquitectura e/ ou Especialidades...

    Os planos não são só desenho urbano... muitas vezes de desenho urbano nada têm... A coordenação pode ser efectuada por outro técnico, com competências, experiência demonstrada, desde quando um ARQUITECTO , tem formação de base para coordenar um Plano de gestão territorial?!?
    Tal não se coloca a m Urbanista, um Arquitecto de planeamento de gestão territorial, etc....


    Epá, tem piada, mas lá na minha terra os únicos cursos que têm preparação específica em urbanismo e planeamento urbano do ponto de vista do desenho e da montagem de estratégias de desenvolvimento territorial são os de Arquitectura, mas eu devo ser de um sítio diferente que o Pedro, que defende os pontos 1 do artigo 11º da proposta de revisão do 73/73 que afirma, e parafraseando:

    1. Os projectos de outras obras não previstas no artigo anterior (os que não são de edifícios, espaços exteriores, estruturas e restantes engenharias) devem ser elaborados, em equipa de project, por engenheiros, engenheiros técnicos e arquitectos paisagistas, com epsecialização adqueada à natureza do projecto em causa, sem prejuízo de outros técnicos a quem seja reconhecida, por eli especial, habilitação para elaborar o projecto.

    Isto foi mesmo uma simpatia da Ordem dos Arquitectos, deixar que um loteamento ou os Planos de Pormenor sejam feitos por engenheiros e paisagistas, e, se calhar, porventura, com alguma sorte, com a participação de um arquitecto na equipa.
    Num mercado saturado, em que há ateliers de gente experiente a fechar por falta de trabalho e jovens arquitectos que não conseguem ter uma carreira, o melhor é mesmo oferecer os nossos campos de acção a outras áreas que para isso não têm competências.
    Pode ser que a Virgem de Fátima ao ver a bondade dos arquitectos faça o milagre da multiplicação dos projectos como recompensa.
    Isto é que foi a defesa dos interesses dos arquitectos que a Ordem teve? É isto que a Lista A defende? É que a lista B, pelo site e publicidade já foi bastante contundente a dizer que isto não pode ser.

    Quanto aos ATAE, bem, lá lhes deu também a Ordem um período de cinco anos a contar da publicação da legislação (não sei se prorrogável ou não por mais cinco anos) para irem fazendo arquitectura à vontade.
    Nós no fundo somos é uns tipos porreiros que gostamos de de ajudar toda a gente, até a dar-lhes trabalho na nossa área.
    Sim, devia existir um período de transição, mas tendo em conta que o Estatuto da Ordem, equivalente a decreto-lei ou lei (não me lembro) e a directivas europeias afirmam (há pelo menos 20 anos) que só os arquitectos podem fazer arquitectura, é uma aberração que estes casos ainda sejam contemplados.
    Estas eleições são mais de que uma mera contagem de votos: a próxima direcção terá de levar a cabo o que restará das negociações desta revisão, e, se possível, limpar a borrada feita pela última direcção neste campo.
    Não só é preciso e urgente que as pessoas votem, para que a direcção eleita tenha maior peso político, como é preciso que os eleitores digam de sua justiça que caminho querem seguir.

    Quanto à Trienal, afinal aquilo é de quem? Da Ordem? Mas então a Lista A diz que só vai ajudar a organizar. Ajudar como? Dinheiro? Logística? A Trienal deu lucro? Foi vista por muita gente? Quantos eram arquitectos?

    O Inquérito vai-se manter nos mesmos moldes para obras no estrangeiro? Nome do autor e data? Nem um pingo de análise crítica? E as restantes obras em Portugal que não foram inventariadas?

    Os estagiários vão continuar a servir de mão-de-obra grátis para ateliers que não se conseguem manter sem eles? Ou a fazer de maquettistas e rapazes de fotocópias e cafés?

    O sistema de acesso à Ordem vai ser revisto como? Facilitando ainda mais a entrada de pessoas cujos cursos são mal estruturados e com corpos docentes sem qualificações?

    A situação é grave, toda a gente o afirma, da Lista A, com excepção do Pedro, (e apesar de já terem estado na direcção cessante que levou a esta situação) à Lista B, mas convinha que ambas as listas esclarecessem bem estes pontos e muito mais.

    Votem, gente. É necessário e muito importante. Nem que seja em branco.
  13. Quanto ao 73/73, e tendo em conta que o Pedro Barradas defende tão fervorosamente que devemos todos ter uma visão mais alargada do Mundo, deixo só aqui alguma últimas considerações: 1. Quanto à "solução de compromisso" que esta revisão do decreto apresenta: a Ordem é um organismo corporativo criado para defender os direitos e deveres dos arquitectos, não para abrir mão desses mesmos deveres para classes que não têm competência para tal. Os arquitectos têm como direito fazer projectos de arquitectura e desenho urbano, os paisagistas têm como direito fazer projectos de parques e jardins, os engenheiros têm como direito fazer engenharia. E mais nada! Os construtores civis não têm, nem podem ser autorizados a assinar projectos de arquitectura, e muito menos assiná-los enquanto Agentes técnicos de Arquitectura e Engenharia quando existe um acórdão do Supremo Tirbunal que exige que eles se apresentem como construtores civis. O que eu acho espantoso é que a Ordem tenha aceite este projecto de decreto que vai contra os seus estatutos e retira competências básicas aos arquitectos, nomeadamente no que à coordenação e ao desenho urbano diz respeito (desde quando é que um paisagista tem formação para fazer planos de pormenor? Ou um engenheiro agrónomo?). O seu a cada um. 2. Não entendo como é que a direcção cessante da Ordem lança esse comunicado depois de ter participado na revisão do decreto. O que se passou? Não foram às reuniões? Não se aperceberam do que estava a contecer? Abriram mão de uma série de direitos que, segundo o estatuto da Ordem são, e muito bem, inalienáveis à condição de arquitecto e depois queixam-se? 3. Eu não sei se a Lista B é boa ou não, mas como é que é possível que a Lista A, que é em parte composta por pessoas que já estavam nos órgãos directivos da Ordem, e que se afirmou como um movimento de continuidade relativamente À direcção anterior vir agora defender que estão preocupados com a revisão? Não foram tembém às reuniões da revisão do decreto? Não leram o que lhes apresentaram antes de assinarem? É que esta revisão foi acompanhada pela Ordem... E quanto às minhas outras dúvidas? A trienal, os estagiários, o acesso à ordem, o Inquérito, quais são as posições das duas listas?

  14. A Minha opinião pessoal:

    Pq é q haveria de haver exclusividade na coordenação dos Projectos por parte do ARQUITECTO?! a exclusividade nunca existiu... ou existe? parece-me q não.

    Ninguém tira competências a ninguém.

    Arranjos exteriores: concordo consigo e tb não, os paisagistas pretendem um lugar na construção, é do seu direito, tal como o arquitecto procura o seu lugar...
    O colega,só não escolhe o revbestimento exterior se não quiser... Se fôr o coordenador de projecto (O clinte é q vai escolher o coordenador de projecto, ou a Empresa que faz a adjudicação dos serviços) é para isso que tem o pode de decisão/ negociação, tal como num projecto multidisciplinar... é esse o conceito. Ninguem é rei e senhor, mas existe um coordenador do TODO, que fará a ponte com o cliente (dono de obra), analisa os desejos e estipula mimites afim de conseguir a melhor realção qualidade/ custo...

    a arquitetura faz parte dum bolo multidisciplinar... esta orienta muitas frentes de trabalho, mas também é orientada por outras. em certos casos com mais peso que a propria Arquitectura.

    Por exemplo, não me parece bem que numa obra de Engenharia hidraulica, como é o caso de uma barragem, seja um arquiotecto a coordenar o projecto geral... é possivel, e acontece concerteza que o porjecto deva ser coordenado por um Engenheiro civil, do ramo de estruturas ou de hidráulica...

    Tal como um grande parque urbano, com grande componente do âmbito do paisagismo, urbanismo e do meio fisico , possa e deva ser coordenado por um arquitecto Paisagista.

    Não podemos ter uma visão redutora do mundo.


    Acho que o debate se começa a centrar muito na revisão do 73/73 e não nas outras propostas todas (gostaria que nos elucidasse sobre as dúvidas de pus uns posts acima), mas de qualquer das formas há coisas que continuo a não entender:
    Se este decreto foi uma solução de compromisso, então porque é que só a parte respeitante à arquitectura saiu lesada?
    Senão vejamos:

    a) A última proposta de revisão afirma que projectos com áreas de construção inferiores a 400m2 e menos de 4 pisos, desde que não seja reabilitação de edifícios, possam ter projectos assinados por agentes técnicos de arquitectura - ora tanto quanto sei, em Portugal só as pessoas inscritas na Ordem dos Arquitectos têm, segundo o ponto 42 do Estatuto da Ordem, as habilitações para fazer projectos de Arquitectura:

    Artigo 42º - Exercício da profissão

    1. Só os arquitectos inscritos na Ordem podem, no território nacional, usar o título profissional de arquitecto e praticar os actos próprios da profissão.
    3. Os actos próprios da profissão de arquitecto consubstanciam-se em estudos, projectos, planos e actividades de consultadoria, gestão e direcção de obras, planificação, coordenação e avaliação, reportadas ao domínio da arquitectura, o qual abrange a edificação, o urbanismo, a concepção e desenho do quadro espacial da vida da população, visando a integração harmoniosa das actividades humanas no território, a valorização do património construído e do ambiente.
    4. A intervenção do arquitecto é obrigatória na elaboração ou avaliação dos projectos e planos no domínio da arquitectura.

    Portanto, quanto a isto, a solução arranjada pela direcção da Ordem (e, tanto quanto sei, defendida pela Lista A) foi ir contra o seu próprio estatuto.


    :D A revisão dá ao cliente poder de escolher que o coordenador de projecto seja um engenheiro mesmo nos projectos em que a maior componente programática seja a arquitectura, que passa a ser tratada como uma especialidade.
    Faz sentido ter um arquitecto a coordenar uma barragem? Tanto quanto a possibilidade de dar a um engenheiro a coordenação do projecto de um edifício de habitação.
    Mas de novo, deve ter sido uma situação de compromisso que permite a um engenheiro ter entrada num campo para o qual não tem preparação à custa dos arquitectos.

    Há uns anos ouvi um engenheiro holandês de largo currículo responder à típica pergunta da relação entre arquitectos e engenheiros, afirmando que o papel do arquitecto é desenhar, o do engenheiro é construir o que o arquitecto desenha, mas parece que a Ordem não entendeu que dar terreno a áreas que, mesmo complementare à arquitectura não têm a mesma preparação na definição dos problemas da cidade não é um caminho a seguir.

    Não estou a dizer que os arquitectos devam ser donos e senhores dos projectos, mas cada macaco no seu galho, e dar a hipótese de ter alguém que não o autor do projecto de importância principal a coordenar o projecto é um tremendo tiro no pé.
    Noutro thread perguntava porque é que um engenheiro agrónomo não devia poder coordenar o projecto de um parque. A resposta é fácil: porque um engenheiro agrónomo não tem preparação ao nível do urbanismo para tal.
    É uma questão de competências.
    Não podemos ter uma visão redutora do mundo, mas também devemos ter visão suficiente para reconhecer quando aquilo que estamos a aceitar é mau para toda uma classe de trabalho.

    E quanto às outras dúvidas que pus? O Inquérito, os estágios, a Ordem dar juízos de valor sobre projectos, mesmo quando não solicitada?
  15. A Minha opinião pessoal:

    Pq é q haveria de haver exclusividade na coordenação dos Projectos por parte do ARQUITECTO?! a exclusividade nunca existiu... ou existe? parece-me q não.

    Ninguém tira competências a ninguém.

    Arranjos exteriores: concordo consigo e tb não, os paisagistas pretendem um lugar na construção, é do seu direito, tal como o arquitecto procura o seu lugar...
    O colega,só não escolhe o revbestimento exterior se não quiser... Se fôr o coordenador de projecto (O clinte é q vai escolher o coordenador de projecto, ou a Empresa que faz a adjudicação dos serviços) é para isso que tem o pode de decisão/ negociação, tal como num projecto multidisciplinar... é esse o conceito. Ninguem é rei e senhor, mas existe um coordenador do TODO, que fará a ponte com o cliente (dono de obra), analisa os desejos e estipula mimites afim de conseguir a melhor realção qualidade/ custo...

    a arquitetura faz parte dum bolo multidisciplinar... esta orienta muitas frentes de trabalho, mas também é orientada por outras. em certos casos com mais peso que a propria Arquitectura.

    Por exemplo, não me parece bem que numa obra de Engenharia hidraulica, como é o caso de uma barragem, seja um arquiotecto a coordenar o projecto geral... é possivel, e acontece concerteza que o porjecto deva ser coordenado por um Engenheiro civil, do ramo de estruturas ou de hidráulica...

    Tal como um grande parque urbano, com grande componente do âmbito do paisagismo, urbanismo e do meio fisico , possa e deva ser coordenado por um arquitecto Paisagista.

    Não podemos ter uma visão redutora do mundo.


    Acho que o debate se começa a centrar muito na revisão do 73/73 e não nas outras propostas todas (gostaria que nos elucidasse sobre as dúvidas de pus uns posts acima), mas de qualquer das formas há coisas que continuo a não entender:
    Se este decreto foi uma solução de compromisso, então porque é que só a parte respeitante à arquitectura saiu lesada?
    Senão vejamos:

    a) A última proposta de revisão afirma que projectos com áreas de construção inferiores a 400m2 e menos de 4 pisos, desde que não seja reabilitação de edifícios, possam ter projectos assinados por agentes técnicos de arquitectura - ora tanto quanto sei, em Portugal só as pessoas inscritas na Ordem dos Arquitectos têm, segundo o ponto 42 do Estatuto da Ordem, as habilitações para fazer projectos de Arquitectura:

    Artigo 42º - Exercício da profissão

    1. Só os arquitectos inscritos na Ordem podem, no território nacional, usar o título profissional de arquitecto e praticar os actos próprios da profissão.
    3. Os actos próprios da profissão de arquitecto consubstanciam-se em estudos, projectos, planos e actividades de consultadoria, gestão e direcção de obras, planificação, coordenação e avaliação, reportadas ao domínio da arquitectura, o qual abrange a edificação, o urbanismo, a concepção e desenho do quadro espacial da vida da população, visando a integração harmoniosa das actividades humanas no território, a valorização do património construído e do ambiente.
    4. A intervenção do arquitecto é obrigatória na elaboração ou avaliação dos projectos e planos no domínio da arquitectura.


    Portanto, quanto a isto, a solução arranjada pela direcção da Ordem (e, tanto quanto sei, defendida pela Lista A) foi ir contra o seu próprio estatuto.


    :D A revisão dá ao cliente poder de escolher que o coordenador de projecto seja um engenheiro mesmo nos projectos em que a maior componente programática seja a arquitectura, que passa a ser tratada como uma especialidade.
    Faz sentido ter um arquitecto a coordenar uma barragem? Tanto quanto a possibilidade de dar a um engenheiro a coordenação do projecto de um edifício de habitação.
    Mas de novo, deve ter sido uma situação de compromisso que permite a um engenheiro ter entrada num campo para o qual não tem preparação à custa dos arquitectos.

    Há uns anos ouvi um engenheiro holandês de largo currículo responder à típica pergunta da relação entre arquitectos e engenheiros, afirmando que o papel do arquitecto é desenhar, o do engenheiro é construir o que o arquitecto desenha, mas parece que a Ordem não entendeu que dar terreno a áreas que, mesmo complementare à arquitectura não têm a mesma preparação na definição dos problemas da cidade não é um caminho a seguir.

    Não estou a dizer que os arquitectos devam ser donos e senhores dos projectos, mas cada macaco no seu galho, e dar a hipótese de ter alguém que não o autor do projecto de importância principal a coordenar o projecto é um tremendo tiro no pé.
    Noutro thread perguntava porque é que um engenheiro agrónomo não devia poder coordenar o projecto de um parque. A resposta é fácil: porque um engenheiro agrónomo não tem preparação ao nível do urbanismo para tal.
    É uma questão de competências.
    Não podemos ter uma visão redutora do mundo, mas também devemos ter visão suficiente para reconhecer quando aquilo que estamos a aceitar é mau para toda uma classe de trabalho.

    E quanto às outras dúvidas que pus? O Inquérito, os estágios, a Ordem dar juízos de valor sobre projectos, mesmo quando não solicitada?
  16. "acha bem numa obra em que 80% do investimento seja relativo a infr-estrutura de telecomunicações e afins e seja um arquitecto a coordenar, tlavez se justifique q seja um Eng.º Electrotécnico... Ou um Plano de pormenor, se tiver uma grande componente do foro do ambiente, porque não coordenada por um Eng.º Biofisioco, um Eng.º agronomo ou um Arquitecto Paisagista, se assim se justificar."

    Caro Pedro Barradas, o problema não está relacionado com investimento, se formos por aí 99% do investimento em construção não vem da arquitectura, mas das engenharias, logo pela sua lógica todos os projectos de todos os edifícios deviam ser coordenados por outros que não arquitectos.
    O problema nem vem da interdisciplinaridade que provém do desenho de um plano, seja de pormenor, seja director municipal, seja o que for.
    A questão é a seguinte: para todos os casos (e não estou a incluir infraestruturas viárias, pontes, barragens ou obras desse foro) o projecto de arquitectura é a base e não um complemento.
    Em segundo lugar, porque um engenheiro biofísico e um engenheiro agrónomo não têm preparação específica para os problemas do desenho de cidade, não como os arquitectos (incluo os urbanistas no grupo dos arquitectos).
    Obviamente que isto não impede, muito pelo contrário solicita, a ajuda de especialistas em outras áreas complementares à arquitectura e ao urbanismo, mas a base e o pensamento dos problemas específicos do ambiente urbano devem ser de quem está preparado para lidar com eles.
    E quanto a outro ponto da revisão do 73/73, e para se saber a posição dos engenheiros sobre a matéria, remeto para um abaixo-assinado feito por um grupo de engenheiros "segundo os seus autores, a proposta da Ordem dos Engenheiros prevê também que «as funções “director de obra” e “coordenador de fiscalização” possam ser exercidas por um construtor civil diplomado [formação básica] e proibidas a um arquitecto [formação superior]», o que é «simplesmente absurdo».
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