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Posts posted by Against


  1. O arquitecto Vladimir Plotkin mostrou recentemente no festival de arquitectura Archstoyanie em Nicola-Lenivets (Rússia) um modelo para uma casa flutuante.
    Plotkin explicou que a jangada e a casa propriamente dita são construções separadas, a jangada serviria para banhos de sol, BBQ, e convívio durante o dia. Depois poderia subir para a casa, onde encontra tudo que uma casa de férias precisa.

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    Parece-me bem! Já evita ter que acampar!


  2. Se o campismo vos chateia, se um Hotel é demasiado dispendioso, e se gostam de praia e ar livre, quando forem até Weymouth em Inglaterra podem sempre ficar neste "hotel de areia", no mínimo peculiar... Foi construído a partir de 1000 toneladas de areia, e custa a módica quantia de 10 libras por noite. Há quartos dulpos e solteiros. Foi construído em 8 dias por uma equipa de voluntários que trabalharam 14 horas por dia. Não se fazem é reservas...

    Imagem colocada

    Sou só eu, ou mais alguém acha que a areia é capaz de incomodar?

    Fonte


  3. Obrigada pela ajuda... Achas que me podes explicar o que é q eu vou encontrar de novo no curso? É que eu conheço-o muito pouco... :embarrassed:
    Já tentei procurar alguma coisa acerca dele mas não tenho tido muita sorte...
    Obrigada...



    Como assim o que vais encontrar de novo? Não sabes no que consiste um curso de arquitectura? I'm confused...

    Para saberes o tipo de currículo que vais ter (é isto que queres saber certo?) tens que consultar as várias universidades. :)

  4. Terminei hoje o meu primeiro ano na Universidade. :icon_chick: Entrei em arquitectura numa universidade que foi escolhida como a minha 5ª opção (aquelas que só colocamos por segurança). Como o meu percurso escolar não foi o mesmo que muitos dos meus outros colegas que vinham de artes, tive ideia que me iria custar mais, e que não iria conseguir atingir os meus objectivos tão facilmente. Também tinha ideia que me ia custar imenso adaptar-me a uma turma, em que grande parte dos meus colegas, eram mais novos.
    Como me enganei em relação a tanta coisa…
    Acabei o primeiro semestre com notas mais altas que muito dos meus colegas, a disciplinas a que eles supostamente teriam mais facilidades. Acabei o semestre de cabeça erguida e convencida que estava no rumo certo. Tinha-me distinguido a desenho e tornei-me “perita” a fazer maquetes. O segundo semestre foi invadido com trabalhos de grupo. Os “contactos” que fui fazendo no primeiro semestre foram o mote para a minha escolha, pessoas da mesma cidade (por comodidade) e que não se fossem opor às minhas decisões. Resultado: cheguei à conclusão que trabalhos de grupo são mitos. Não é verdade que há trabalho em grupo. Correcção, há trabalhos de grupo quando há o elemento grupo! Não quando se lida com crianças. No fundo, o que me choca é o nível de infantilidade com que se chega ao ensino superior. Já para não falar na falta de responsabilidade, de rigor e de seriedade. Ora os trabalhos de grupo acabaram por ser resolvido na semana antes da entrega. Para aligeirar o tom do meu discurso, deixo-vos as minhas desavenças e dissabores nestes trabalhos.

    Trabalho de grupo que teria uma parte teórica de pesquisa e uma maquete. A parte teórica foi desenvolvida por mim e uma colega. Andei o semestre inteiro à espera da parte dela (supostamente seria metade). Até que às 22h do dia anterior à entrega, recebo no mail a contribuição dela: um parágrafo de 5 linhas e uma imagem. O que me valeu foi ter previsto a situação e ter adiantado o trabalho. O que não me dispensou no entanto, de uma noitada para afinar o texto. Este trabalho ainda resultou no corte da mesa de café da sala, porque um dos elementos do grupo não sabia que o x-acto chegava à mesa (sem comentários). ;)
    Trabalho para a cadeira de materiais, e para este não resisto em citar aqui algumas pérolas da parte escrita (desta vez havia parte teórica para todos os elementos). A introdução que me foi apresentada: “Para este trabalho orientado para a disciplina de Materiais, tivemos com objectivo principal a selecção dos materiais a utilizar na habitação apresentada pelo professor. Para tal meta alcançar, tivemos que ter em conta vários aspectos: impermeabilidade, isolamento, terreno, clima, meio envolvente, entre outros factores que influenciaram para a decisão final. Como conclusão, temos neste trabalho uma tabela síntese de maneira a tornar mais explícito a variedade de materiais de construção especificamente escolhidos.” Quem é que acaba o 12º ano a escrever assim?
    O trabalho ainda tinha outras pérolas da língua portuguesa: “Nas cerâmicas, o interesse se situa no peso. (…)Em relação ao peso, por exemplo, há cerâmicas mais leves que a água, e outras de grande peso." , “Secagem: ao toque, em duas horas, de acordo com a temperatura e a umidade (…)”, e ainda escreverem “especificamente” listarem e acabarem com “etc”. Entre mais algumas que denotam a seriedade com que se fazem os trabalhos.

    Outra situação que achei curiosa foi o nível de conhecimentos com que se entra na universidade. Ouvi de tudo! Colegas que não sabiam o que eram as águas-furtadas, que não sabiam usam um X-acto e compravam um novo assim que a primeira lâmina deixava de cortar. Não conhecerem minimamente obras de arquitectura, não saberem como se escreve Siza, não terem ideia quem é o Tadao Ando ou o Byrne. No fundo entra-se para arquitectura por que é moda (foi esta imagem com que eu fiquei) e não porque se quer fazer disto vida. Não sabem escrever (ler as memórias descritivas era um gozo tremendo), tremem quando lhes é dito que têm que ler 4 livros e meia dúzia de fotocópias para uma frequência, não têm cultura musical (e não estou a dizer que só gostam de uma ou outra banda, mas sim que simplesmente não conhecem nada), não fazem ideia quem foi Hitchcock, e desconhecem filmes como Blade Runner ou Fight Club. Fazem o curso na onda de que o que interessa é passar e não é grave tirar 10 a tudo. Pensam que as imagens do Google são as melhores e que a wikipedia é a fonte mais fiável. Não têm interesse por arquitectura e isso fica visível assim que se tenta alguma conversa específica, porque não conhecem e não se interessam. Comprar livros de arquitectura com fotografias bonitas e avaliam os projectos pela fotografia. Enfim. :tired:


    No fundo não gostei, fiquei desiludida porque sempre acreditei que o carimbo de geração rasca era injusto. Mas não o é. E o que se verifica é que quem não o é, acaba por ser a excepção e não a regra numa sociedade em que o importante é entrar na universidade, depois é permitido mudar para qualquer curso, viajar de moda, design ou outro qualquer curso para arquitectura… No fundo tenho receio, receio que consigam acabar o curso e que venham a fazer arquitectura.

    Acabo assim o meu desabafo… E vou de férias!! :)


  5. Epa eu para pormenores tenho um olho do caraças! :) Não me escapa nada! Eu sei que já vi um filme demasiadas vezes quando começo a usar as expressões que eles usam! Por exemplo, há duas semanas eu não dizia "o quê?!" dizia: "In the quiet words of the virgin Mary, come again?!"! Dá mais trabalho, maaaaaaas tem mais pinta! ;) ;) :p

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