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Arquitectura.pt


Del70

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Posts posted by Del70

  1. Eu já não passava por aqui há muito tempo. Dei uma vista de olhos para ver se havia alguma novidade sobre o assunto. Devo dizer que estou estupefacto com algumas das posições e opiniões que por aqui vi. Compreendo que hajam aqui algumas pessoas que, quer pelas suas idades (juventude), quer por estarem já relativamente bem orientados, possam achar tudo isto muito correcto e pacífico. Ou então, “… eu já passei por isso… é essa a realidade… conformem-se!” Exigir-se a alguém que esteja 2 anos a trabalhar por conta de outrem de graça ou muito mal remunerado, “porque se está a aprender”!!!??? É absolutamente incrível e abominável! Participei desta discussão, não por esta situação me afectar pessoalmente. Mas, como tenho imensos colegas que, tal como eu, fizeram o curso a trabalhar 8 a 9 horas dias, pagando com o seu trabalho as suas propinas, dormindo 3/4h para poder cumprir com os trabalhos académicos, sacrificando os seus fins-de-semana e todos os tempos livres, ausentes das famílias (e filhos!) para poder cumprir com a imensa carga de trabalho que nos era exigido, agora se vêm na iminência de cumprir 2 anos de trabalho não remunerado porque “não aprenderam o suficiente na faculdade!!!???” MAS O QUE É ISTO??? Brincamos ou quê? Vários aqui o disseram: aqueles que escrevem esta opinião não tiveram que passar por isto. Os arquitectos que agora acham bem os 2 anos de estágio (e ainda + 3 anos sem poder assinar) fizeram a sua formação em apenas 5 anos. Será que era melhor do que a actual??? Duvido, e MUITO! Meus caros, isto é o mesmo que dizer a um pedreiro, carpinteiro, electricista, ou qualquer outro profissional de qualquer outra área: “Vais trabalhar para mim. Mas como ainda sabes pouco (só 5 anos??), estás aqui 2 anos sem ganhar. Depois, com o que aprendeste podes ir procurar emprego remunerado onde quiseres… Tens família, contas para pagar, queres comprar um carro? Opá, tem paciência, daqui a 2 anos podes começar a pensar nisso…” Ah! Mas os ateliers (os srs. Arquitectos muito conceituados) despendem o seu tempo a formar estes recém-licenciados! Certo. E por acaso não ganham nada com o seu trabalho??? (de novo) BRINCAMOS OU QUÊ!!! Como o Mark e outros referiram, trabalho gratuito, em qualquer parte do mundo civilizado é ESCRAVATURA! O tema em debate era os 2 anos de estágio. Sejam humanos! Não faz nenhum sentido! NENHUM! Se alguém sai verde e precisa de ganhar experiência, esse alguém tem que ter essa noção e procurar essa experiência, trabalhando por conta de outrem, onde a possa adquirir, mas – sem qualquer sobra de dúvida - REMUNDERADO!! Se é a recibos verdes, se é a contrato, se é como estagiário - trabalha! Tem direito a remuneração e todos os restantes direitos de um qualquer trabalhador deste estado de direito. Nunca abaixo de um salário mínimo nacional. E a “nossa” ordem tem apenas e só a obrigação de fazer com que os seus associados cumpram com esse dever do estado de direito em que vivemos. Sobre esta matéria nada mais direi, porque penso, que como cidadão português e de um mundo supostamente civilizado, é completamente inquestionável há mais de 100 anos aquilo que acabo de opinar. Lamento e muito que haja quem, estando ou conhecendo esta triste realidade, ainda consiga aceitar e concordar com as razões de quem a criou. Estágios sim, mas integrado na formação e que não a prolongue. Fora dela, só remunerados e sem serem impeditivas dos plenos direitos de exercer a profissão. A Ordem nem tem razão de existir, se não defender com humanismo os direitos cívicos de todos aqueles que fazendo uma formação específica para exercer esta profissão queiram de pleno direito pertencer à sua associação pública de natureza profissional. Peço desculpa por me ter alongado, mas seria difícil perceber esta minha posição de forma mais resumida. De qualquer forma, não pretendo alongar mais esta discussão, porque o que pretendi, desde o início, foi que a minha participação resultasse em acção. Não sei se foi esse o resultado obtido… Mas enfim, tentei.

  2. Caro the_arquitect. A noticia que trazes é óptima. Apenas fica uma coisa por esclarecer. Se tiveres nova oportunidade de falar com o Arq. Rodeia, era interessante perceber porque é que não é essa a mensagem transmitida aos alunos que têm ido pedir informação à OA. É que todo este alarme partiu de dentro da OA, de funcionários ou membros que fazem atendimento e esclarecimento aos que pretendem se inscrever. Atenção! Não entendam isto como uma provocação. Estou de facto surpreso. Porque já foram 2 os colegas a quem foi transmitida esta mensagem nas instalações da OA em Lx, por funcionários da dita. Isto já parece coisa de políticos: é! Mas não é bem assim... pode ser! Mas ainda não se sabe quando... Enfim. Quem está a gerar esta confusão? e porquê?

  3. Amigo X-acto. Não vou discutir experiências profissionais com ninguém. Mas. apenas para que conste, estou directamente ligado ao mundo da arquitectura há 16 anos. Terminei a minha formação o ano passado. Tive vários colegas de curso que vieram de outras áreas e tenho uma perfeita noção da complexidade em termos de aprendizagem de outras áreas de formação, quando comparadas com arquitectura. É nesse sentido que disse o que disse e faço muito mais que "puto de ideia"!! Lamento o comentário, porque ao que me parece, não fui incorrecto para ninguém. Naturalmente que pode haver muita complexidade na arquitectura. Mas não é, nem na formação que é dada pelas nossas universidades, nem nos 2 anos de estágio que agora se pretende implementar que se vai dominar esses casos de maior complexidade. Espero, muito sinceramente que todos possam contribuir de forma positiva para resolver este abuso e não nos distrairmos com questões menores.

  4. O meu colega que concluiu há pouco tempo o curso, foi na 3ª feira à OA. Foi lhe confirmada a intenção do alargamento para 2 anos de estágio.

    Vai ser discutida este mês (não sei exactamente por quem). Se for aprovado, não deverá entrar em vigor antes do final do ano. Foi isto que lhe foi transmitido.

    Caros Estudantes! Mexam-se! Isto não pode ser imposto assim sem qualquer explicação ou justificação plausível. Como disse no post anterior, desconfio muito da razão evocada - "aumentar a qualificação profissional". Pois...

    Quem é que ganha com isto?? Pensem um pouco.

    Se querem mais tempo de estágio - concordo!!! Integrem os estágios no tempo de formação - com uma avaliação e numa perspectiva de maior ligação ente o mundo profissional e o da formação. É o que se faz em quase todos os cursos minimamente bem estruturados.

    Agora, depois de 5 (ou 6) anos de esforço e desgaste psicológico, estar mais 2 anos sujeitos, na maioria dos casos, a trabalho de escravatura?? É deste modo que a "nossa" ordem pretende dignificar os seus profissionais? É esta a ideia que a nosso associação profissional tem para melhorar a qualidade da arquitectura em Portugal! É prolongando e adiando a entrada dos novos profissionais, dando mais um ano de mão-de-obra quase gratuita aos que tudo ganham???

    Quem afirmar que não é assim, ou é naif, ou provavelmente é parte interessada.

    Por isso apelo a quem leia isto, se for estudante divulguem e falem com os colegas. Procurem a sua associação de estudante e tomem uma atitude!

    Existe (ou existiu) uma Associação Portuguesa de Estudantes e Licenciados em Arquitectura (APELA). Encontrei notícias online sobre uma acção deles em 2006, relativamente à inconstitucionalidade do sistema de admissão à OA. Se alguém conhece ou sabe como contactar esta associação, acho que esta deverá ser informada e agir em conformidade.

    Pela minha parte, estou a fazer o que está ao meu alcance. Estou a divulgar e já informei um colega da imprensa especializada, sobre mais esta afronta dos "the powers that be" da Arquitectura Portuguesa.

  5. Caros amigos. Esse boato do estágio dos 2 anos chegou-me agora à pouco aos ouvidos. Também estou a fazer a dissertação p/ mestrado (situação que me foi imposta, pois os alunos n foram tidos nem ouvidos). Um colega meu que apresentou a dissertação há poucos dias e está tb a tratar de se inscrever, tb ouviu isso de outro que foi à OA a semana passada. Está um artigo no boletim da OA (ultima pág. da edição de Set09 - "Manifesto para as Eleições Legislativas 2009") que vai de encontro a esta ideia. A edição de Agosto trás informação sobre a Revisão de 2 estatutos da OA - Regulamento de Quotas e Estatuto de Membro Extraordinário. Nada se diz sobre este assunto. Ou seja, n consigo encontrar nada de especifico no site da OA sobre este assunto que me parece demasiado importante para ser apresentado como um facto consumado. Custa-me a acreditar. Mas, a ser verdade, alguém tem de fazer alguma coisa! Esta ordem para que é que serve? Para defender os interesses dos Arquitectos?? Onde? Quando? Alguém conhece algum caso de uma lei que levou 10 anos a entrar em vigor?? É precisamente o caso da lei que defende os direitos dos arquitectos à exclusividade na sua actividade profissional! E para consegui-lo ainda foi preciso uma enorme mobilização da sociedade civil. É para isto que serve esta ordem? Quase todos os outros cursos de outras áreas do ensio superior diminuíram 1 ano e integraram estágios nos currículos. Arquitectura - não! Para além dos 5, ainda fazes uma dissertação (coisa fácil) e mais 1 ano de estágio - seguramente 6 a 7 anos para poder exercer. Mas espera! Isto ainda está muito fácil. 2 anos de estágio! Assim é que está bem! 8 anos para poder ser autor de um projecto de arquitectura, que qualquer eng. técnico com 3 anos de formação e sem estágio está autorizado a fazer até 2014!!! (para não falar nos que nem eng. técnicos são e tb o podem fazer) Sinceramente isto indigna-me, pq sempre quis ser arquitecto, e por mt que valorize esta actividade, reconheçamos que não é propriamente a actividade profissional mais complexa que há... no entanto, estamos praticamente a par com medicina em termos de tempo de formação! Será isto realmente coerente?? A ser verdade o requisito dos 2 anos, estarei disposto a levar a situação até outras instâncias, pois isto não me parece algo feito no interesse da qualidade da arquitectura, mas sim noutro qualquer interesse menos legitimo.

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