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Posts posted by Dreamer

  1. Rmaa, antes de mais bem vindo ao arquitectura.pt.

    Quanto a legislação para hotéis, pades dar uma vista de olhos aqui (hoteis?) onde se falou já disso. Assim por alto, tens esta lista para te "entreteres":

    Decreto Regulamentar n.º 16/99 de 18 de Agosto:
    Altera Decreto Regulamentar n.º 36/97 de 25 de Setembro que regula os estabelecimentos hoteleiros.

    Decreto Regulamentar n.º 36/97:
    Regula os estabelecimentos hoteleiros

    Portaria n.º 1063/97:
    Aprova as medidas de segurança contra riscos de incêndio aplicáveis na construção, instalação e funcionamento dos empreendimentos turísticos e dos estabelecimentos de restauração e de bebidas

    Portaria n.º 1064/97:

    Aprova os procedimentos de instrução de pedidos de licenciamento dos empreendimentos turísticos no novo regime de instalação e funcionamento


    Portaria n.º1 069/97:

    Aprova o modelo, preço, fornecimento, distribuição, utilização e instrução do livro de reclamações para uso dos utentes dos empreendimentos turísticos, estabelecimentos de restauração e de bebidas, casas e empreendimentos de turismo no espaço rural e agências de viagens e turismo

    Portaria n.º 25/2000:
    Aprova os modelos, fornecimento e distribuição das placas de classificação dos estabelecimentos hoteleiros, dos meios complementares de alojamento turístico, dos parques de campismo públicos, das casas e empreendimentos de turismo no espaço rural, dos parques de campismo privativos, bem como das placas identificativas dos estabelecimentos de restauração e de bebidas.
    Revoga as Portarias n.os 1070/97, de 23 de Outubro, e 6/98, de 12 de Fevereiro

    Agora quanto ao resto, fico a pensar como é que é possível no nosso país alguém "entregar" a execução de um ante-projecto de um hotel rural a alunos de um curso de desenho digital 3D...

    ...dizes que o professor não quer saber e não sabes bem por onde começar...
    ...eu digo que sou capaz de perceber o teu professor, mas nem sei o que dizer da situação em que a escola vos meteu...
  2. Hard Club regressa em Novembro
    Obras no Ferreira Borges avançam no próximo mês, mas o centro cultural já tem a porta aberta na Internet

    CARLA SOFIA LUZ


    O Hard Club reabre em Novembro no Mercado Ferreira Borges com ligação à marca Porto. Os primeiros passos para o regresso são dados na Internet onde o centro de animação cultural possui as portas franqueadas aos novos talentos.

    Após três anos de ausência desde o encerramento em 2006 na marginal de Gaia, o Hard Club virtual já está aberto. Levantou-se, há duas semanas, a cortina do palco negro na Net onde os "amigos da casa" Moonspell tocam para mostrar o novo projecto com apelo à participação. Embora se mantenha fiel à origem em Gaia sendo a música a força motriz, abraçará novas valências através da programação para as crianças, as famílias e os turistas. A localização no Centro Histórico, classificado pela UNESCO, não é só uma morada. É uma oportunidade de juntar-se aos operadores turísticos na promoção do Porto e da região do Douro como centro de acolhimento aos visitantes.

    "Queremos promover a cidade, aproveitando, ao máximo, a ligação ao Centro Histórico. Estamos a trabalhar com a Universidade Católica e a Escola Superior Artística do Porto, pois serão os alunos a fazerem os filmes promocionais da cidade que serão exibidos no mercado", sublinha Paulo Ponte, responsável de comunicação do Hard Club. Os estudantes foram desafiados a filmarem a Zona Histórica e o amanhecer na Invicta. Aos universitários da Católica, foi concedida maior liberdade: "Podem filmar qualquer aspecto da cidade. Estamos muito curiosos para ver os filmes dos estudantes", continua. Os melhores serão mostrados no Hard Club, em especial no Verão.

    As raízes nacionais estarão presentes na restauração (menu do restaurante e prova de vinhos) e na programação, privilegiando-se, por exemplo, exposições sobre a região do Norte a trabalhos que abracem outras temáticas. Ainda assim, pretende-se que o centro de animação cultural possa oferecer um pouco de tudo. Mas a "música será o pilar central do Hard Club", salienta Paulo Ponte, tal como sucedeu em Gaia por onde passaram mais de cinco mil artistas, oriundos de 34 países.

    O novo site na Internet surge como uma ferramenta fundamental para o programador colher as impressões e os desejos dos futuros clientes do Hard Club. A requalificação do mercado municipal em centro de animação cultural, projectada pelo arquitecto Francisco Aires Mateus, começará no próximo mês.

    "Na Internet, o Hard Club já está aberto 24 horas por dia", sustenta. Os utilizadores são convidados a registarem-se no site e a participarem na sua construção, desde a troca de mensagens e a conversação no chat em tempo real até a usarem a página como montra dos seus trabalhos artísticos (música, teatro, cinema e exposições). Existem, também, links para a história do Mercado Ferreira Borges e para o projecto de Francisco Aires Mateus.

    "A B1HC é a rubrica que pretendemos ver crescer. É o espaço no site onde as pessoas podem participar", especifica o porta-voz do Hard Club. Os utilizadores poderão inserir o nome da banda que gostariam de ver actuar no futuro palco. "Se houver 500 pessoas que querem ver uma banda, tentaremos trazê-la. Muitos dos nomes introduzidos no site já passaram pelo Hard Club em Gaia. Serve para as pessoas se expressarem e será essencial para a produção ficar a conhecer o que mais interessa aos clientes", explica.

    Outra preocupação do centro de animação cultural será dar o primeiro palco a grupos musicais desconhecidos. A iniciativa "Uma Banda, Um euro" tem esses protagonistas como destinatários.E, neste caso, a Internet pode ser a porta de entrada no Ferreira Borges. "Os artistas podem colocar as suas músicas. Não há hipótese dos utilizadores do site fazerem o download das músicas, mas podem ouvi-las", atenta Paulo Ponte. Se agradarem, as bandas actuarão no renovado Hard Club.

    Link:
    http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1075827
  3. Apareceram agora mais informações sobre o novo Hard Club.

    Sugiro uma visita ao novo site para se ficar a conhecer melhor toda a iniciativa, desde as intenções futuras do espaço, à história do mercado, passando por uma análise mais aprofundada do projecto do Francisco Aires Mateus.

    Ficam aqui algumas renderizações retiradas do site, onde temos também acesso a desenhos técnicos e memória descritiva.





    http://www.hard-club.com/

  4. Hugo Cruz, antes de mais, sê bem vindo.

    Como deves compreender, o mais provável é não encontrares ninguém que te ajude nos moldes que pretendes, simplesmente porque é inviável desenhar seja o que for, dentro dos parâmetros da razoabilidade, sabendo apenas que "o terreno tem 14 metros de frente e 34 de comprimento, tenho de deixar 4 metros num dos lados e o restante pode ser a casa.
    Tem inclinação talvez de 7 ou 8% (no final da casa o terreno está mais baixo cerca de 2.5 metros)."
    Pensa que o dono do terreno desenhou para aí alguma coisa conhecendo o espaço, a envolvente, a realidade do local, a orientação solar, etc.

    Por outro lado, o que pedes, sendo mais ou menos "pro", é trabalho. Não assumas que são apenas "dois riscos", como muitos têm o apanágio de apreguar, porque nunca é assim tão simples, ou corres o risco de teres "desenhos" de algo que não tem nenhuma relação com o local em concreto.


    Não deve ser preciso dizê-lo, mas se tens dúvidas sobre o que é possível fazer e gostavas de ver várias opções, a minha sugestão vai para consultares um ou mais profissionais e pedires um estudo prévio para o terreno em causa. A quantos mais arquitectos te dirigires, mais ideias vais ter, mas lembra-te que esse estudo prévio também tem encargos, afinal, quem vai a um advogado, mesmo que seja só para pedir um primeiro aconselhamento, também paga essa "consulta".

    Se o que queres é a casa dos teus sonhos, não sejas menos exigente no processo para lá chegar...

  5. Filipa, além do que a Margarida disse, já existem aqui alguns tópicos sobre materiais para maquetes, aproveita e dá uma vista de olhos.

    Material para Maquetes
    Dúvidas - Maquete
    Criação de maquete(12ºano)

    Estes foram os primeiros que apareceram na pesquisa, mas é provável que exista mais algum. Utiliza a ferramenta de pesquisa no topo direito do ecrã e depois, se tiveres mais alguma dúvida ou questões que não foram aí levantadas, teremos todo o gosto em te ajudar.

    Boa sorte desde já para o trabalho.

  6. The Architecture
    The Nk.Mip Desert Cultural Centre is an architectural marvel sensitively constructed into a hillside.
    Through its unique design and use of local building materials, it gives a clear sense of the native people’s connection to the land.
    Designed by Hotson Bakker Boniface Haden Architects, the firm behind the internationally acclaimed redevelopment of GranvilleIsland and the Kelowna Rotary Centre for the Arts, the centre is a natural extension of the surrounding environment. Its green roof and outdoor sculptures reflect the local landscape of desert and vineyard. But perhaps no single feature more strongly represents the Nk.Mip.s role as stewards of the land than the Wall of Discovery.

    What is the Wall of Discovery?
    The Wall of Discovery . constructed of rammed earth and marked by a series of icons symbolising the Okanagan culture . greets visitors as they approach the interpretive centre. At its base, water flows along a gravel channel into a small pool.

    Why was rammed earth used?
    The Wall of Discovery was built by Meror Krayenhoff.s award-winning, Salt Spring Island-based firm, Terra Firma Builders. In using rammed earth to create undulating layers of gentle, earthy colours and variations in texture, Krayenhoff was able to craft a landmark that is unique, natural, and stunning.
    While the rammed earth technique is not traditional to the Nk.Mip, it is an ancient, environmentally sensitive building method that feels perfectly at home on Nk.Mip land.
    In fact, the rammed earth wall is an apt metaphor for the Nk.Mip people themselves. Rooted in tradition, rammed earth construction has easily adapted to modern use. Likewise, the Osoyoos Indian Band continues to change . very successfully . with the times. While traditions and heritage play an important part in their daily lives, improvements and modernization are fully embraced.

    What is the history of the rammed earth technique?
    Though new to Canada, rammed earth is one of the oldest construction methods in the world. It has been the standard in house construction in southern Europe and the Middle East since biblical times . and was even used to construct the Great Wall of China. Today, rammed earth remains a basic building material throughout much of the world.

    How is it used?
    Ordinary dirt is mixed with water, a small amount of cement, and pigment. The mixture is put into forms, then layer upon layer is pummeled and pounded until it morphs into a material as hard and durable as concrete. When the forms are removed, beautiful, solid earth walls remain.

    What are its benefits?
    Rammed earth is environmentally friendly, energy-efficient, and non-toxic. Because its main ingredient is simple dirt, it conserves other, more precious resources, such as wood. Rammed earth walls help maintain stable interior temperatures; they are strong, durable, weather-resistant, and chemical- and maintenance-free.

    Link:
    http://www.nkmipdesert.com/pdf/3-Backgrounder_%20Architecture.pdf
  7. Centro Cultural Nk’Mip Desert

    arquitectura: Hotson Bakker Boniface Haden architects + urbanistes
    localização: Osoyoos, Canadá
    responsável: Bruce Haden
    arquitectoprincipal: Brady Dunlop
    colaboradores: Norm Hotson, Stephanie Forsythe, Tina Hubert, Julie Bogdanowicza
    ano de projecto: 2006
    área do terreno: 1,600 acre
    áreaconstruída: 1.115,00 m²
    estrutura: Equilibrium Consulting Inc.
    construtor: Greyback Construction
    arquitectura paisagista: Phillips Farevaag Smallenberg
    cliente: Osoyoos Indian Band
    fotografia: Nic Lehoux photography




    The Nk’Mip Desert Culture Centre is located in the most endangered landscape in Canada. Its design is a specific and sustainable response to the building’s unique con­text - the spectacular Canadian desert found south of the OkanaganValley in Osoyoos, British Columbia. This 1,600-acre parcel of land, belonging to the Osoyoos Indian Band is the largest intact remnant of this unique habitat in Canada.

    The building features indoor and outdoor exhibits that honour the cultural history of the Band and are designed to be an extension of the remarkable site. The desert landscape flows over the building’s green roof and is held back by the largest rammed-earth wall in Canada. The partially submerged building is sited very specifically to focus the visitor’s eye away from the encroaching development of Osoyoos, with the height of the wall set to create a layered view of the desert, receding to the riparian landscape and the mountains in the distance. The project’s ambitious approach towards sustainable design also includes the use of bluestain pine, a habitable green roof, inslab radiant cooling and heating, low flow fixtures, waterless urinals and facilities for the Band’s award-winning rattlesnake research project.

    prémios:
    2007 Aboriginal Tourism Association of BC, Inspirational Leadership Award
    2007 RAIC Award of Excellence, Innovation in Architecture
    2007 AIBC Lieutenant Governor of BC Medal
    2007 Canadian Wood CouncilBC, Wood Design Green Award
    2007 BC Ready-Mix Concrete Association Award



    Link's:
    http://www.nkmipdesert.com
    http://www.hbbharc.com/

    GoogleEarth:
  8. Direito de resposta: Não haverá construção no Parque da Cidade

    Ao abrigo da Lei de Imprensa, o presidente da Câmara Municipal do Porto requer o seguinte direito de resposta e rectificação da notícia publicada na edição desta terça-feira, sob o título "Acordo permite construção de frente urbana no Parque" e que constitui a manchete principal da primeira página sob o título "Parque da Cidade vai ter construções":

    1 - Ao contrário do que afirma o Jornal de Notícias, não haverá construções no Parque da Cidade. O JN sabe que o extenso acordo que pretende pôr termo a todos os processos judiciais em curso desde há 12 anos, prevê, nesta matéria, apenas o cumprimento de uma sentença judicial que veio impor a validade de um PIP aoprovado pelo Eng.º Nuno Cardoso no penúltimo dia do seu mandato, relativo a um terreno lateral e fora do parque, junto à Avenida da Bovista.

    2- Como é do conhecimento público, as referidas habitações inserem-se num terreno privado lateral à fronteira do parque, e que, por isso mesmo, nunca foi previsto dele fazer parte, nem foi objecto de qualquer processo de expropriação, por se encontrar entalado entre construções já ali existentes há dezenas de anos. Mediante um parecer do professor Alves Correia, que considera ilegal o despacho de aprovação do PIP do Eng.º Nuno Cardoso para aquele terreno, o actual Presidente da CMP revogou o referido PIP, tendo, no entanto, o tribunal dado razão ao recurso apresentado pelos donos do terreno.

    3- É falso (e totalmente absurdo) que o valor das permutas para pôr fim aos processos judiciais seja acrescido da autorização para construir naquele terreno, pois é exactamente ao contrário. Tal só se verificaria se a CMP procedesse agora à sua expropriação, o que, ao longo destes 12 anos de processos, nunca foi previsto, porque, obviamente também não faria qualquer sentido. Ou seja, gastar mais uns largos miilhões de euros para expropriar uma parcela de terreno encravada entre construções já existentes há dezenas de anos, seria, no mínimo, uma estupidez.

    4- Ao insistir na publicação de notícias que apontam para construções no Parque da Cidade, o JN confunde os leitores, pretendendo passar para a opinião pública a ideia política que: "Rui Rio não cumpre o prometido". Ora, impõe a seriedade e o rigor jornalístico que se diga a verdade. E, nesta matéria, a verdade é que não haverá construções dentro dos limites do parque... e nunca esteve previsto, nem nunca foi prometido, por qualquer Presidente, a sua ampliação territorial. Não se prometeu aumentar o parque, prometeu-se, sim, defender o que existe.

    Link:
    http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1062904
  9. Frente urbana do Parque da Cidade sem consenso
    Algumas personalidades defendem a construção, outras consideram-na um mal menor
    CARLA SOFIA LUZ

    A construção da frente urbana da Boavista do Parque da Cidade do Porto divide opiniões. Entre as personalidades ouvidas pelo JN, há quem defenda a solução e há quem a veja como um mal menor para pôr fim ao conflito judicial.
    A obtenção de um acordo, após 12 anos de litígio, é encarada como uma notícia positiva pela maioria. O ex-presidente da Câmara do Porto discorda. Nuno Cardoso sublinha que o actual entendimento, firmado por Rui Rio, é pior do que a permuta a custo zero negociada no seu mandato. A Oposição permanece em silêncio para já, até conhecer, ao pormenor, os termos da conciliação.

    Vasco Morais Soares considera que, ao abrir a porta à frente urbana da Boavista, Rui Rio vem finalmente ao encontro do que o arquitecto tem defendido há mais de 15 anos. "Estava em profundo desacordo com Rui Rio no que dizia respeito às frentes urbanas. Mesmo fazendo parte da coligação, sempre defendi que devia construir-se no Parque. Seria uma construção contida e muito bem feita", recorda Vasco Morais Soares, assinalando a convicção de que não devia ser só a Boavista a ter uma frente urbana, mas também a Circunvalação.

    "É uma solução equilibrada e a continuidade da frente urbana existente", argumenta, por sua vez, Manuel Correia Fernandes. Da leitura do projecto de Souto Moura, não vê objecções à edificação de seis moradias geminadas e de um edifício de habitação com rés-do-chão, primeiro andar e recuado. No entanto, lastima a falta de debate nos últimos anos e o desconhecimento da cidade sobre as condições do acordo. "Em abstracto, um entendimento é sempre bom dependendo dos termos do acordo", acrescenta.

    Sem meios para avaliar o mérito da conciliação, o presidente da Associação Comercial do Porto não tem dúvidas de que "é bom resolver" este conflito antes das eleições. "Havia um passivo oculto que era preciso solucionar. Sem poder avaliar as compensações, saúdo, ainda assim, que haja um acordo. Era uma espada que pesava na cabeça dos portuenses", sustenta. Rui Moreira destaca a necessidade de honrar os direitos dos privados e espera que a construção na frente da Boavista seja coerente com as edificações existentes na avenida e com o futuro projecto da Via Nun'Álvares.

    Também Tiago Azevedo Fernandes atenta às "legítimas expectativas dos proprietários dos terrenos" no Parque da Cidade e na envolvente. "O simples facto de haver construção não me faz impressão. Pode ser uma solução de recurso para evitar um pagamento ainda maior. O importante é que não se adie mais esta questão. Os particulares não têm culpa das asneiras que a Câmara faz", argumenta o fundador do blogue A Baixa do Porto.
    Os ambientalistas Bernardino Guimarães e Nuno Quental partilham o lamento pelo facto de, volvidos sete anos, não ter-se conseguido evitar a construção da frente urbana da Boavista.

    "Não estamos a falar de torres, mas é a construção de uma das frentes previstas. E sabe-se hoje por causa do JN, pois não foi dito na conferência de Imprensa por Rui Rio, o que é de lamentar. Mas a minha atitude é de compreensão em relação ao esforço que a Câmara fez. Acho que esta negociação tinha de fazer-se", indica Bernardino Guimarães, sem calar o receio quanto aos 35 mil metros quadrados de capacidade construtiva, atribuídos ao consórcio no âmbito do acordo, na Via Nun'Álvares ainda sem plano.

    Embora considere positivo este passo para pôr fim ao litígio judicial, Nuno Quental admite que "nunca se fica completamente satisfeito com a solução, porque havia a promessa de não construir na margem do Parque". Uma vez que não há alternativa, sugere que a Câmara compense a cidade, executando o Parque Oriental. "É uma boa compensação para os portuenses", adianta. O ambientalista não poupa críticas à "escandalosa" lei da expropriação que beneficia os privados, sendo um "incentivo às câmaras para não construírem espaços verdes".

    Link:
    http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1062872
  10. O que o gelo faz numa subida...

    [ame]http://www.liveleak.com/view?i=478_1229522040[/ame]


    December 15, 2008, South Waterfront neighborhood, Portland, Oregon. Looking from our condo we can see cars attempting, and most failing, to climb up a hill to get out of the neighborhood. I decided to put together a montage of sliding cars. Portland had a recent snowfall and we are expecting more tomorrow.

  11. Acordo permite construção de frente urbana no Parque
    Município aprovará o projecto para a Boavista com seis vivendas e prédio com três pisos
    CARLA SOFIA LUZ

    O acordo entre a Câmara do Porto e o consórcio, proprietário de 170 mil metros quadrados de terrenos no Parque da Cidade e na envolvente, contempla a construção da frente urbana da Boavista, para além da permuta de terrenos.

    O entendimento extrajudicial, alcançado após quase um ano de negociações e assinado no dia 17 deste mês, inclui a execução do projecto do arquitecto Eduardo Souto Moura para a parcela (que ficou fora do acordo, como se indica na infografia) na margem da Avenida da Boavista. O JN apurou que o Município, liderado por Rui Rio, comprometeu-se dar o aval inicial à operação até 5 de Março do próximo ano. O pedido de informação prévia, considerado válido pelo Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto em 2006, propõe a edificação de seis moradias geminadas e de um edifício de habitação com três pisos acima do solo (rés-do-chão, primeiro andar e recuado). Já a frente da Circunvalação não será feita.

    Uma das obrigações municipais é, segundo informações recolhidas pelo JN, licenciar a construção daquela urbanização na margem do Parque da Cidade no prazo máximo de um ano. Assim, a factura da Autarquia para colocar um ponto final no diferendo judicial que se arrasta há 12 anos será superior aos 43,89 milhões de euros, anunciados por Rui Rio na passada sexta-feira. É que, à permuta de propriedades e ao pagamento de 240 mil euros em dinheiro, soma-se o valor da autorização para construir a frente urbana da Boavista. Este acordo custará cerca de 50 milhões. Contudo, estão hoje em julgamento pedidos de indemnização que totalizam mais de 150 milhões.

    Autorizado em Janeiro de 2002 pelo ex-autarca socialista Nuno Cardoso, o pedido de informação prévia para a frente urbana da Boavista foi revogado em Abril do mesmo ano por Rui Rio. Na campanha eleitoral em 2001, o social-democrata prometeu que não permitiria construções no Parque durante o primeiro mandato, sublinhando que a matéria seria alvo de debate público. Uma discussão que ficou por fazer.

    Em 2006, o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto deu razão ao consórcio das empresas Médio e Longo Prazo, Préstimo e Jardins de França. Anulou a decisão de Rui Rio e considerou que o pedido de informação prévia era válido. O autarca fez nova revogação em 2006 que não chegou a ser julgada e será revertida, caso o acordo chegue a bom porto.

    Embora seja tema polémico, a maioria da coligação PSD/PP na Câmara e na Assembleia Municipal do Porto deverá ser suficiente para viabilizá-lo. Só que não basta. Como noticiou o JN, o consórcio não está interessado nos activos. Se até 20 de Fevereiro não for possível transformar o património em dinheiro, corre-se o risco do entendimento extrajudicial ficar sem efeito. O conflito volta a ser dirimido nos tribunais.

    Além da construção na frente urbana da Boavista, foi concebida uma permuta. O consórcio dá um terreno à Câmara e abdica do direito de indemnização de mais duas propriedades já integradas no Parque da Cidade. Em troca, a Autarquia abdica dos 6,6 milhões de euros já depositados no âmbito das acções judiciais de expropriação e entrega ao consórcioo Edifício Transparente, o matadouro, 240 mil euros em dinheiro e propriedades no valor de 34,53 milhões na Restauração, no Campo Alegre, em Aldoar e na futura Via Nun'Álvares.

    Link:
    http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1062558
  12. A reportagem fotográfica está ao nível a que já nos habituaste, agora a casa em si, mesmo considerando que está naquele momento antes da apropriação, pareceu-me ter um ambiente muito frio e estéril, com uma iluminação natural muito controlada e coada. Muitos pontos de vista assemelham-se talvez mais a um espaço expositivo do que a uma habitação. Gostava de a ver daqui a uns meses, depois da apropriação, e ver como é que estes mesmos espaços se tornam mais humanos.

  13. Por isso é de lamentar ter de ler todos os dias sempre que sai uma notícia sobre o Mercado do Bolhão afirmar que o projecto que fez nos anos 90 é actual e adequado aos tempos em que vivemos?


    Gupyna, acho que te podes lamentar mais um bocado...

    "É uma cidade desertificada"
    Joaquim Massena mantém esperança de ver o seu projecto para Bolhão, aprovado em 1998, sair da gaveta
    LEONOR PAIVA WATSON

    Autor de um projecto arquitectónico para o Mercado do Bolhão, aprovado há 10 anos e, segundo ele, perfeitamente actual, Joaquim Massena não entende por que razão os contribuintes terão que pagar por um outro. O arquitecto garante que o facto de continuar a falar nisto é apenas um acto de "pura cidadania".

    Que comentário lhe merece a recente apresentação do presidente Rui Rio sobre o Mercado do Bolhão, no Porto?

    É uma mão cheia de nada. Quer dizer, a viabilidade financeira assenta na hipotética indemnização da TramCroNe (TCN); nos fundos comunitários, sendo que os fundos do Quadro de Referência Estratégica Nacional acabaram em Outubro; e na venda das acções do Mercado Abastecedor, não se sabendo quando serão vendidas e por quanto.

    E depois há a questão do programa, do projecto. Que programa, que projecto para o Mercado?

    Há um projecto para o mercado do Bolhão, que foi aprovado em 1998, que tem todas as condições para ser executado...

    Estará a falar daquele da sua autoria sobre o qual foi dito que, em alguns pontos, não defendia o património?

    Sim, estou a falar desse. E não é verdade que não defenda o património, caso contrário nunca teria sido aprovado pelo IPPAR, por exemplo.
    Deduzo que não entende como é que havendo um projecto, que, segundo o que diz, está pronto a ser executado, se espere mais um ano por um outro...
    Naturalmente. Não se compreende. Se há um aprovado, com todas as condições, pronto a ser executado, para que é que vamos começar tudo de novo? Acho, francamente que o presidente Rui Rio deveria explicar isso à cidade.

    Parece-lhe perseguição?

    Francamente, espero que não, até porque eu e o presidente Rui Rio não nos conhecemos de lado nenhum.

    Que ideia faz da gestão de Rui Rio?

    É uma gestão visível, que não cuida da cidade do ponto de vista do património e das pessoas. Esta é uma cidade desertificada e não há qualquer acção para a sua regeneração. É uma cidade triste, sem gente, onde se verifica a agressão das macro-estruturas às estruturas mais pequenas.

    Não teme que as pessoas pensem que está apenas a colocar-se em bicos de pé?

    Se eu quisesse ver executado um qualquer projecto meu teria aceite a proposta da TCN para trabalharmos juntos. E não aceitei. Por razões óbvias, porque o projecto deles passaria por demolir o mercado. O que eu quero é ver a cidade respeitada. Os meus alertas são um acto de pura cidadania.

    Fale-nos do projecto da sua autoria que foi aprovado em 1998 e que, como diz, tem todas as condições para ser executado...

    É um projecto onde se mantém toda a traça do Mercado do Bolhão, mas que visa a criação das infraestruturas para as acessibilidades. Mantém-se o mercado tradicional e criar-se-ia uma rede de frio para a conservação dos alimentos. Por outro lado, o projecto prevê a resolução da questão das cargas e descargas, o que acabaria por resolver o problema da higiéne alimentar. Visa também um parque de estacionamento para os comerciantes. Promete, finalmente, regenerar a edificação contígua ao mercado, que está devoluta. A intenção com esta última ideia é trazer as pessoas à Baixa, novamente.

    O presidente Rui Rio disse-lhe a razão pela qual não quer concretizar a sua solução?

    Não, mas deveria. Deveria dizê-lo à cidade e a mim. Gostaria de saber onde estão as anomalias do projecto de que sou autor. Mas eu vou perguntar-lhe. Já pensei em escrever uma carta a Rui Rio colocando exactamente essa questão. É um absurdo que se vá gastar dinheiro com um projecto novo quando há um, aprovado, com todas as condições para ser exequível. Não interessa se é a Câmara do Porto ou o Ministério de Cultura que o vai pagar, porque seremos sempre nós, todos nós.

    Mantém a esperança, por mais ínfima que seja, de vêr o seu projecto sair da gaveta?

    (pausa)Sim.


    Link:
    http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1061051
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