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sim, mas esse periudo seria de esperar, o que foi mau foi o longo processo ate aqui. Agora, nao podemos pedir a toda a gente que trabalha neste ramo a 30 anos que se ponha de parte um momento para o outro, da mesma forma que nao podemos assumir que todos sao maus profissionais.

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5 anos é sobretudo o tempo necessário para quem exerce arquitectura e não está habilitado para isso se actualizar, ou seja tirar o curso de arquitecto e entrar na ordem... não foi o bóbi dos arquitectos que forçou esta lei a andar para a frente, foi o lóbi das escolas de arquitectura.

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lllarqlll sabes que não podes, pura e simplesmente, dizer que a partir de hoje, todos aqueles que não eram arquitectos e assinavam projectos o vão deixar de fazer. porque não estamos a falar de grandes empresas que tanto lhes dá terem um arq ou um eng. tamos a falar de centenas de desenhadores, engenheiros, construtores, de pequenas cidades ou aldeias que ganham meio milhar de euros ou menos, por projectos, que não lhes basta agora a crise, como também os vão proibir de fazer uma coisa que eles fizeram toda a vida e não sabem fazer mais nada (dizemos nós, nem aquilo eles sabem fazer) não podes, do nada, dizer a um fulano desses, que nem sabe o que é uma lei, quanto mais o 73/73 que ele vai deixar de fazer aquelas casinhas que o cliente adora... é uma questão de respeito para com essas pessoas, que lhes alimentaste o futuro durante anos, que agora para alimentares o futuro doutros eles vão ter de dar por terminada a sua profissão 5 anos é mais que justo para essas pessoas, que vão ter de pagar pelo erro que os arquitectos e governantes fizeram durante, pelo menos 35 anos

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KWHYL, Vamos separar as aguas e ser objectivos: Os desenhadores nunca puderam assinar projectos, portanto para eles é igual. Não vão dar a assinar ao eng. dão ao arquitecto. Os eng. tinham nos proj de arquitectura um extra. Não acredito que possam haver muitos que só dependiam da arquitectura, portanto pouca diferença lhes faz. Os construtores, só se tiverem aquele curso de "tecnico de construção civil", mas ainda assim eles ganham a vida é nas obras. O fulano a que te referes que vive dos projectos das pequenas casinhas que assina, simplesmente não existe.(não literalmente, mas pela mínima expressão que tem)

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gibag

falha minha nos desenhadores, falha ao explicar, pois muito bem sabes que não me interessa a assinatura (se é do eng ou do arq) mas sim a qualidade, e sabes bem que o "cliente" do interior não gosta (porque não foi educado para tal) de arquitectura dos arquitectos, gosta da arquitectura dos desenhadores (que por trás tem um eng ou um arq) a assinar, mas que por tua vontade, amanha não ia existir

não sei se são 2, ou 100 ou 1000 esses fulanos, são e vão pagar a factura dos erros dos governantes e dos arquitectos durante pelo menos, repito, 35 anos

fora do litoral e das grandes cidades, não sei se sabes, não há propriamente arquitectura ou engenharia, há um gajo, que é o senhor engenheiro que é a figura profissional que faz com que a casa do desenhador exista, ele faz a engenharia e assina, e é pago, e mal pago, (ainda bem !) pela ***** que faz

o construtor, se é que ainda tem alguma coisa que fazer, desenha, constrói e pede ao senhor engenheiro que junto da câmara lhe valide a obra.
amanha, por tua vontade, esse senhor ia ganhar metade da miséria que ganha

não estou aqui a defender estas classes "profissionais", muito pelo contrario, estou apenas a dizer que eles, 2, 100 ou 1000 ou 5000, vão pagar a factura
vão pagar porque tu e eu, que representamos os arquitectos, os verdadeiros, não fomos capaz de em 35 anos de democracia explicar e educar a sociedade para a arquitectura

e a unica coisa que defendo aqui é que é justo darmos a esses 2 que sejam a oportunidade de, depois de nunca os termos ensinado o que era a arquitectura, para que servia, quem a devia fazer e porque, o tal "para que serve um arquitecto" terem 5 anos dignos para o perceberem e para se adaptarem a uma nova realidade que já tem 35 anos de atraso.

a culpa não é deles, é nossa, que só agora que somos muitos nos importamos.

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Para mim estes 5 anos já prorrogaram há muito tempo... os Arquitectos não são respeitados pura e simplesmente por este ponto, que teima (mais cinco anos?) em não desaparecer. A miséria de ordenados dos Arquitectos em início de estágio, que se resume entre não receber ou receber alguma coisa, leva à penúria e a loucura. E depois um gajo pergunta, estudar para quê? Mas ainda tem pena? Já não há espaço para a pena.

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Kwhyl, Não presumas tanto sobre mim, antes confirma. Conheço bem a realidade do interior profundo porque sou de lá originário. O Sr. dos projectos na minha terrinha é desenhador, tem um gabinete, e emprega arquitectos e engenheiros. Por várias vezes alertaste para a necessidade de educar a sociedade para a arquitectura. A intenção é sem dúvida muito boa, resta saber se a sociedade quer, de facto ser educada neste sentido. Agora presumo eu. Não me parece.

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gibag a questão da educação. se a sociedade quer ser educada? não tem de querer ou não querer uma pessoa educada, ou seja, que teve uma boa educação na ou nas escolas, e sobretudo em casa, está obviamente mais preparada para estas coisas da arquitectura, reconhece a posição do arquitecto, a sua mais valia, tem o sentido de gosto mais apurado e mais de encontro com a realidade contemporânea onde se insere, percebe de historia de cultura e evolução,certo? o que mais me questiono, hoje em dia, é o que que andamos a fazer há 35 anos depois do senhor de santa comba e os seus descendentes ideologicamente directos ter ido para debaixo da "terrinha".... como é que em 35 anos do que seria uma madura democracia nunca fomos capazes de educar os nossos, de criar mentes "criativas" para a cultura, para a história,para a inovação, para a simples preparação intelectual para agirem nas mudanças dos tempos? e hoje, nós, arquitectos, nos urbanistas, nos "fulanos" da cultura, nos fulanos da criatividade, nos fulanos da inovação pagamos a factura da nossa incapacidade comum de transformar este país em qualquer coisa... se por um lado, defendo que devemos "proteger" os desenhadores e afins, quero apenas dizer que não podemos desculpar-nos da ***** que andamos a fazer durante 35 anos e passar um pano por cima e pensar que lindo que vai ser a partir de agora só com arquitectos a fazer arquitectura há muito que fazer para além do 73/73 que não vai ser feito e que não é com berros de vitória dos arquitectos sobre o parolo e o desenrascado, que há 15 anos viu na falta de arquitectos uma oportunidade de carreira, que vamos lá temos que educar

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Aí é que reside a nossa discrepância. Esta visão de que a sociedade deve reconhecer o arquitecto e a arquitectura é um pouco corporativa, assim como todas as outras classes profissinais querem ser reconhecidas (como recentemente vimos com os prof.) Que papel é que os arquitectos podem ter na educação para tantas culpas?? Podem fazer pressão junto do ministério, organizar eventos públicos. Nem de nós conseguimos cuidar quanto mais da educação da sociedade. Mas pronto, respeito a tua opinião.

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A participacao dos arquitectos na sociedade deve ser essencialmente na questao do planeamento do territorio, no combate a corrupcao e na promocao da sustentatibilidade economica, social e ecologica. e isso so se consegue exigindo melhor trabalho dos politicos e do pessoal que esta nas Camaras, o ordenamento do territorio e o pilar de qualquer sociedade, se nao conseguirmos um bom ordenamento do territorio, todos os sectores sofrerao as consequencias. Ora este trabalho nao envolve apenas Arquitectos, envolve engenheiros, sociologos, geografos .... mas e certo que a falta de um plano nacional de ordenamento consistente e desenhado nos esta a afectar a todos.

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5 anos é um prazo demasiado longo para ser seguro. Até lá muita coisa muda, políticas, governos, pessoas, ideias. Em 2014, Muitos pensarão se não será demasiado precipitada esta mudança. Argos, Em relação a isto "A participacao dos arquitectos na sociedade deve ser essencialmente na questao do planeamento do territorio" tem a minha concordância.

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Só os arquitectos passam a poder assinar projectos Imagem colocada
14.05.2009 - 07h53 Alexandra Prado Coelho

Uma longa luta, de mais de 35 anos, dos arquitectos portugueses chegou ontem ao fim: o decreto 73-73, que permite o exercício da arquitectura a profissionais sem a qualificação necessária para isso, vai ser revogado. A proposta de lei 116/10 foi aprovada na comissão parlamentar de Obras Públicas e será votada amanhã pela Assembleia da República.

“É um momento muito importante na vida dos arquitectos. É um novo ciclo que se abre”, diz João Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos, declarando-se “muito satisfeito” com o desfecho do processo e, sobretudo, com o facto de a nova lei ter resultado de um acordo “inédito e histórico” com a Ordem dos Engenheiros.

Até aqui, a lei portuguesa permitia que projectos de arquitectura fossem assinados por pessoas sem formação específica na área – nomeadamente engenheiros. A nova lei “consagra a arquitectura para os arquitectos”. E vai mais além do que a revogação do 73-73, decreto maldito no mundo da arquitectura. Reconhece, por exemplo, o trabalho dos arquitectos nas áreas de urbanismo, fiscalização de obra e direcção de obra.

Vai haver ainda um período de transição de cinco anos, mas depois disso, explica Gonçalo Menéres Pimentel, assessor jurídico da Ordem, “qualquer obra, da ponte ao quiosque, tem que ter um projecto de arquitectura necessariamente subscrito por arquitectos”. As únicas excepções são a renovação de interiores em edifícios não classificados e obras “de escassa relevância urbanística”.

Cada obra deve também ter um projecto de engenharia. A fiscalização pode ser feita quer por engenheiros, quer por arquitectos, dependendo da “natureza predominante da obra”. “O que se consagrou – sublinha Menéres Pimentel – é que a actividade de projecto é multidisciplinar”.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1380514

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subscrevo o FINALMENTE! finalmente cada macaco no seu galho! tardou e muito mas "mais vale tarde do que nunca"...mas até ver... a ver vamos... Agora como aqui já alguns de vós disseram, para quê mais 5 anos de transição? não terão chegado estes 35 anos? e não terão chegado estes últimos 5/6 anos em que se começou realmente a tentar revogar o 73/73 e em que já estava tudo em cima da mesa para que os técnicos da construção civil se graduassem?! Pena? Pena dos oportunistas?!! E quem é que tem pena de nós caramba? Mas enfim, já foi uma grande vitória!

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