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HABITAÇÃO MÍNIMA (em Portugal?)


Há necessidade de redefinição das tipologias habitacionais actuais em Portugal?  

18 members have voted

  1. 1. Há necessidade de redefinição das tipologias habitacionais actuais em Portugal?

    • A tipologia do T3 ocupa mais de 70% da habitação em Portugal. Deve manter-se essa opção.
      1
    • Soluções mais rentáveis, com 30-50m2 seriam uma boa solução.
      12
    • Não há procura em Portugal para a adaptação da oferta mobiliária para tipologias com áreas mínimas.
      5


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O tema proposto deve-se à condição actual da habitação, entendida num contexto de crise, tanto económica como de valores.

A temática da Habitação Mínima encontra-se balizada temporalmente por pesquisas históricas referentes à ideia de Existenzminimum, desenvolvida no design e arquitectura alemães nos anos 30, afirmada no II CIAM de Frankfurt, no ano de 1929, sob o tema do “mínimo para a existência”. Tais pesquisas, entre outras, viriam a ter reflexos na habitação social modernista de todo o século XX (Portugal e SAAL incluído).

Desse modo e até ao presente tempo, a discussão na quantidade e qualidade da Habitação pública tem sido o programa mais sujeito a revisões. Actualmente, revisões no programa da Casa parecem ser necessárias, identificáveis pelo crescimento e legitima indignação de membros da sociedade que encontram diversas dificuldades quando se trata de encontrar a casa adequada onde viver, que vá de encontro tanto com as suas necessidades bem como com o orçamento disponível. Programas políticos diferentes, ao longo dos tempos, fornecem a oportunidade de explorar novas alternativas num processo baseado em modelos e regulações.

A Casa flexível, tecnologicamente desenvolvida, sustentável e, acima de tudo, com preços razoáveis, é um desafio à capacidade de pesquisa e imaginação de todos os agentes envolvidos no processo. O programa da Casa é uma oportunidade de promoção de diferentes escalas, intercâmbios entre as escalas individual e colectiva, diversos estilos de vida e do habitar, herança e compromissos futuros. De salientar que nos últimos anos, se registaram sinais de uma crescente tomada de consciência e mobilização colectiva relativamente à importância do Habitar, que não podem deixar de ser vistas como uma reacção à resposta arquitectónica às necessidades actuais do Usuário comum.

Entendendo a Habitação, não enquanto “a casa” ou “o lar”, mas como espaço criado na sua generalidade para o acto do Habitar, trata-se, acima de tudo, da discussão acerca da necessidade de (re)organizar as tipologias habitacionais, adaptadas a uma nova sociedade e incorporando novos conceitos energéticos, oferecendo como solução “ideal” a oferta de volume em vez de área/superfície habitável.

Será a Habitação Mínima uma solução para o contexto actual na Habitação em Portugal?

Quais os usuários alvo? Existe, a nível do panorama imobiliário português, oferta nesse sentido ou até mesmo população à procura desse tipo de habitação?

Poderá a Habitação Mínima, enquanto nova tipologia, funcionar como solução para a ocupação dos centros históricos das cidades, cada vez mais abandonados?

Estaremos perante o (re)surgimento da, infelizmente mal vista, habitação social? Partirá a iniciativa do Estado, com a criação de habitação pública, ou terão de ser iniciativas privadas?

Ficam aqui algumas questões, creio que interessantes, para a discussão deste tópico.

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realidade 1: vamos progressivamente tentado aproximando-nos da Europa. Queremos que as nossas cidades sejam quanto mais europeias possam e não pensamos que, se calhar podemos construir uma modelo mais português.

realidade2: a crise, mais uma vez a tal de crise, vai proporcionar essa aproximação com a Europa no sentido do arrendamento de pequenas tipologias do género transitório em detrimento da impossibilidade da compra da "casa para a vida" estilo americano.

realidade3: os centros, degradados e devolutos, e o mais significativo mal pensados já são e continuaram a ser o objecto alvo de reformulaçôes espaciais em aproximação a modelos Europeus. Aqui está o nosso momento de transformarmos a baixa na baixa de Paris, pensam eles, os senhores do dinheiro e influencia, erradamente

constatação: ainda não se parou para pensar. Há tanto tempo que as "baixas", os centros históricos, os lugares abandonados estão assim e não se parou para pensar. o que fazer com isto?
A solução dos senhores do dinheiro e da influencia é só uma
"estamos aqui a ser uns empreendedores porreiros, recuperamos as áreas degradadas das cidades, transformamos prédios de famílias grandes em minúsculos apartamentos para estudantes e essa corja culto-elitista que quer viver na baixa...e ainda ganhamos rios de dinheiro com estas parcerias estatais (sru´s e companhia)"

o espaço mínimo está a pouco e pouco a aparecer em Portugal, não porque seja verdadeiramente necessário, pois apartamentos grandes devolutos sobram por essas cidades, mas porque um conjunto de iluminados senhores do dinheiro e da influencia decidiu promover o modelo lá de fora.

realidade3: recentemente a "ordem" dos profissionais da construção civil, com a tal da crise a transformar os seus postos de trabalho em rendimento mínimo lembrou-se que os centros da cidade estavam degradados e que "ai, podemos ir por aí"
o que me entristece é que a reabilitação urbana, e sua consequente transformação em espaços mínimos não partiu nunca de nenhum grupo de pensadores, governantes, ordens profissionais, estudantes, professores, cidadãos, urbanistas, arquitectos...
partiu, está a partir digo dos senhores do investimento que a seu bel prazer decidem que estão cheios da periferia e dos shoppings e que os centros podem ser uma mais valia para o bom retorno do maus investimento

conclusão: Em Portugal temos ainda uma boa tradição, talvez das melhores que nos separam da Europa...casas grandes, vivemos em espaços grandes, arejados, com boa vista e luz...e eu gostaria que a reabilitação urbana não construísse o espaço mínimo mas pensa-se se o espaço mínimo é o modelo que queremos para evoluirmos.

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"realidade 1: vamos progressivamente tentado aproximando-nos da Europa. Queremos que as nossas cidades sejam quanto mais europeias possam e não pensamos que, se calhar podemos construir uma modelo mais português." O modelo português poderá passar pela "tradição, talvez das melhores que nos separam da Europa...casas grandes, vivemos em espaços grandes, arejados, com boa vista e luz..." No entanto, quando se fala de Habitação Mínima, não se poderia pensar em Habitáculos como os criados por Kisho Kurokawa, na 'Nakagin Capsule Tower' (1972). Tais áreas seriam incompatíveis com a própria cultura portuguesa, certamente. "realidade2: a crise, mais uma vez a tal de crise, vai proporcionar essa aproximação com a Europa no sentido do arrendamento de pequenas tipologias do género transitório em detrimento da impossibilidade da compra da "casa para a vida" estilo americano." Qual será a melhor opção? A compra da "casa para a vida", por parte de jovens que não sabem se terão o seu emprego passados uns anos e que terão de pagar um empréstimo para toda a vida (infelizmente, a obtenção de empréstimos é uma realidade/necessidade mais que presente no nosso país) ou, viver numa casa arrendada, com uma renda adequada às posses do Habitante? Devido a esses mesmos "senhores do dinheiro e influência", vulgo especulação imobiliária, os preços por metro quadrado, em Portugal, são equiparáveis e por vezes mais altos que em Espanha. Daí a "solução" de apartamentos com áreas menores, onde as condições de habitabilidade não sejam posas em causa. (não havendo políticas institucionais que o promovam, quem continuará a mandar serão os "senhores do dinheiro e influencia"...) "realidade3: os centros, degradados e devolutos, e o mais significativo mal pensados já são e continuaram a ser o objecto alvo de reformulaçôes espaciais em aproximação a modelos Europeus." Como referido na entrevista do geógrafo Álvaro Domingues, é "errado pensar que os nossos centros serão ocupados única e exclusivamente por habitação". No entanto, reformular os centros históricos poderia passar, para além dos espaços públicos, pela reabilitação da habitação, procurando um novo Usuário alvo, como estudantes, turistas, jovens, etc.

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penso que esse conceito de habitação mínima é um ponto de partida, quando começamos a pensar na habitação, mas nunca é um fim. A situação económico-social actual leva-nos a (re)pensar o espaço habitacional, mas esta situção é apenas passageira, portanto, não podemos pensar um espaço habitacional para o "hoje", mas sim para o "amanhã", por isso, o "espaço mínimo", que é o "hoje", não pode ser visto como o objectivo, mas sim o ínicio para o espaço do "amanhã". Agora esse espaço do "amanhã", o que será? Para mim, será um regresso ao género das habitações das zonas históricas, não na sua forma, mas sim no seu conteúdo. A nivel urbano, iremos regressar às cidades desenhadas para o homem, e não para o carro, iremos construir edifícios proporcionais ao homem, para que ele possa interagir com a rua e nada de arranha-céus, ruas cheias de carros, etc... A nivel do espaço arquitectónico, iremos regressar ao espaço bem definido, numa escala humana, de fácil leitura e nada de openspace, espaços ambíguos, etc... isto é apenas a minha opinião...

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Talvez em países com cidades grandes e em que a população é imensa essa tipologia seja como uma necessidade para uma pessoa, um casal, um estudante... Sazonais... Em Portugal não deve nunca ser assim!!! - Penso eu... O Arquitecto não se deve aliar ao economista mas sim ao sociologo, antropologo e principalmente pensar um pouco por quem irá e deverá utilizar o espaço de habitar. A parte de economia pode ser pensada nos custos da obra e acessessibilidade que terá quem necessitar de um espaço para habitar... Temos de pensar na humanidade e pensar na NOSSA Sociedade...Portugal!!! Se debatermos a diminuição populacional e as suas causas já obteremos respostas (?) Nós Arquitectos ou, como no meu caso, futuro arquitecto, somos os responsáveis por muitos problemas sociais e não vamos ficar de braços cruzados a acusar os capitalistas e senhores dos investimentos mas sim actuar, pensar em soluções crediveis e estender-lhas na mesa mesmo que o sistema podre deste país nos aponte o contrário... Fiquem bem! :D

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A habitação era uma questão chave do movimento moderno. Em Portugal, ainda tivemos o SAAL, mas depois a arquitectura passou a debruçar-se sobre monumentos. A arquitectura voltou-se (de novo) para o monumento. O que aparece em revistas, exposições, monografias do star system são os Centros Culturais, os Museus, os equipamentos. A habitação foi tomada pelo mercado como um produto, concebido em função do potencial cliente. Regulamentada pelos engenheiros, que pensam em termos de necessidades energéticas, sanitárias, acústicas, de segurança, falta-lhes a capacidade de entender variáveis não mensuráveis numa tabela excel. Faz-me lembrar n'"O Clube dos Poetas Mortos", a cena em que se avalia a qualidade de um poema de acordo com um gráfico.

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analisando superficialmente, ou seja, com olhos de investidor com fim ao lucro é fácil constatar que daqui a uns anos a baixa do Porto e Lisboa vão estar cheias de estudantes. jovens casais, hoteis, hostels, artistas e a tal "corja-cultural" a pouca que percebe a vantagem de lá viver.
as estes juntamos meia dúzia de velhotes que não querem ou não podem sair de casa, velha, suja, perigosa, imigrantes que mais não teem para onde ir senão para esse "tipo" de habitação e meia dúzia de familias ricas que adquirem uma grande porção de espaço e fazem uma tal "casa grande para a vida, ou de ferias"

de fora desta análise, objectiva e lucrativa fica o grosso da população, casais com filhos e com um quarto extra livre para a velhice dos pais...
ora para esses, repito, o grosso da população em portugal fica "preparado" a periferia com casas amplas quer em estilo de moradia tão perversamente apetecível, quer prédios de apartamentos com boas áreas, bons estacionamentos e parques verdes ou simples relvaditos para passear o cão e os filhos.

ora, como reabilitar o centro tendo em conta estas famílias teria de ser feito um grande investimento em espaço público, ou seja, mais uma reabilitação, serviços, segurança, bons parqueamentos automóveis, etc.......por parte ou do governo, ou de um mecenato cada vez mais difícil de arranjar, que apenas teima em aparecer na ajuda á extrema pobreza e não em prol duma qualidade de vida generalizada, estamos realmente condenados a que os centros das cidades sejam apenas a primeira realidade por mim transmitida, o que já não é mau, mas é pouco, o que revela a nossa parca capacidade de bom planeamento.

isto para não falar da quantidade de quarteirões anexados a ruas estreitas e escuras nos quais é impossível erigir habitação com qualidade e os quais é necessário pensar em programas alternativos para a sua transformação,
mas é como é, há sempre um jovem com pouco dinheiro sedento de viver no centro histórico que troca a comodidade pelo prazer de 20 m2. uma janela, a 2m da casa da frente, num 5 piso sem elevador e mesmo que houvesse força, uma caixa de escadas onde mal sobe o frigorífico quanto mais o sofá.


s
e certo é que o mundo vive de lobbys, e que não há maneira de o contrariar, está então na hora dos arquitectos, urbanistas, artistas, pensadores, antropólogos, sociólogos, ecologistas (moderados) criarem também um lobby para salvaguardar o bom ordenamento do território e a qualidade de vida num projecto chamado viver Portugal

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Concordo com o Márcio Ferreira q a habitação minima deve ser encarada como 1 ponto de partida e n como o ponto de chegada, mas é do confronto com as dificuldades, neste caso as áreas e os volumes reduzidos, q surgem as grandes ideias. Fazer o maximo com o minimo, faz-nos pensar e repensar, obriga-nos a optimizar o espaço. Nem q seja é um optimo exercicio de arquitectura!

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O actual contexto mundial, aliado a números recentes no que diz respeito ao panorama actual da Habitação em Portugal, parece ser motivo mais que evidente para uma nova oportunidade de explorar alternativas, num processo estancado de normas e modelos de há mais de 30 anos.
A casa flexível, tecnológica, sustentável, ecológica y, sobretudo, exequível e economicamente acessível é uma directriz que pede investigação e imaginação, na procura de novas respostas que a tornem numa realidade, quanto antes.
Quais as alternativas possíveis a habitação desse tipo, existentes em Portugal? Qual a oferta imobiliária/arquitectónica nesse sentido?
Parecendo haver quem não concorde com a ideia da "habitação mínima", por ser o oposto da casa tipo portuguesa, com "grandes áreas e muita luz", mas não acessível à maior parte da população, que para tal teria de aceder a empréstimos bancários ou, ainda, a empregos estáveis (...)
Porque não dotar os edifícios em áreas urbanas de marcada centralidade com possíveis alternativas de habitação (digo novas tipologias...) em regime de aluguer/rotatividade?

É essa mesma noção de espaço doméstico, referente à distribuição/programa da habitação que permanece inalterável, enquanto "mecânica rotineira" induzida pelas normas e suposta resistência dos usuários (diria mais dos "construtores tipo", que se limitam a reproduzir o que sempre fizeram...) a receber configurações diferentes, novas tipologias.

Com tais iniciativas, colocar-se-ia a hipótese da desejável "naturalização" da cidade, permitindo a integração de pessoas nos ciclos e processos urbanos, projectando num futuro imediato a chamada "cultura urbana", aí sim, em conjugação com os espaços públicos, equipamentos, etc.

Factos como o abandono por parte de 30.000 pessoas do centro histórico do Porto desde 2001(com base nos Censos nacionais) e a existência de cerca de 12.000 casas vazias na cidade de Braga, não serão dados que indicam a dificuldade que as pessoas têm poucos recursos para aceder a uma habitação? Falta de terrenos ou de promoções públicas, a inexistência de políticas de habitação social, bem como de projectos urbanos de reailitação urbana, a inflação sem precedentes do sistema imobiliário, a precariedade laboral, o envelhecimento da populaçãoe a evidente dificuldade de emancipação dos mais jóvens, entre outros, não serão factores suficientes?

Não tem o Habitante, dito "comum", direito a habitar uma casa projectada por um arquitecto? A uma casa que possa adaptar Às suas necessidades? Ou terão de continuar a ser elas a adaptar-se À habitação disponível? Por vezes, essas mesmas pessoas nem têm conhecimento da função social e activa que a Arquitecto deve desempenhar, bem como das suas obras... a obra de um arquitecto parece estar para sempre conectada com a ideia dos "projectos megalómanos, não acessíveis a qualquer pessoa" (como li num post de um blog, há dias...)

Citando joagin, "é do confronto com as dificuldades, neste caso as áreas e os volumes reduzidos, q surgem as grandes ideias. Fazer o maximo com o minimo, faz-nos pensar e repensar, obriga-nos a optimizar o espaço. Nem q seja é um optimo exercicio de arquitectura!"

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assim por alto, num pais com excesso de habitacao e onde as cidades estao feitas a medida do automovel, torna-se desmesurado pensar em questoes de habitacao minima, pode-se falar em solucoes de habitacao para um casal ou para uma pessoa so (os tais 35 ou 40 M2), mas isso nao e habitacao minima, por habitacao minima toma-se o chamado estudio que tera a volta dos 28 / 32 m2, porque e basicamente feito para acomodar o mesmo numero de pessoas mas numa area inferior. mas a grande questao nisto tudo, e que o Portugues em geral nao faz este tipo de vida, o Portugues nao passa vida nos pubs, exposicoes e cinemas, ate porque nao tem capacidade monetaria para tal, o numero de deslocados em Lisboa ou Porto nao e suficiente para fazer disto uma questao pertinente no Pais. aceitando que existe um nicho de mercado que ira com certeza alugar este tipo de casas, isso nao quer dizer que o mercado em geral ira adoptar este tipo de vida, ate porque, os precos que teriam de ser practicados para viabilizar a expansao deste tipo de tipologia, teria der ser orientado para jovens, estudantes ou nao, que ja neste momento preferem ficar em casa dos pais ao inves de procurar casa.

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assim por alto, num pais com excesso de habitacao e onde as cidades estao feitas a medida do automovel, torna-se desmesurado pensar em questoes de habitacao minima, pode-se falar em solucoes de habitacao para um casal ou para uma pessoa so (os tais 35 ou 40 M2), mas isso nao e habitacao minima, por habitacao minima toma-se o chamado estudio que tera a volta dos 28 / 32 m2, porque e basicamente feito para acomodar o mesmo numero de pessoas mas numa area inferior.

mas a grande questao nisto tudo, e que o Portugues em geral nao faz este tipo de vida, o Portugues nao passa vida nos pubs, exposicoes e cinemas, ate porque nao tem capacidade monetaria para tal, o numero de deslocados em Lisboa ou Porto nao e suficiente para fazer disto uma questao pertinente no Pais.

aceitando que existe um nicho de mercado que ira com certeza alugar este tipo de casas, isso nao quer dizer que o mercado em geral ira adoptar este tipo de vida, ate porque, os precos que teriam de ser practicados para viabilizar a expansao deste tipo de tipologia, teria der ser orientado para jovens, estudantes ou nao, que ja neste momento preferem ficar em casa dos pais ao inves de procurar casa.


Creio que os jovens preferem ficar em casa dos pais, dada a diminuta oferta na habitação no que diz respeito a casa acessíveis e em parâmetros que os satisfaçam... e são esses mesmo jovens que sim, têm um estilo de vida equiparável a estilos europeus. Não é necessário ter dinheiro para visitar galerias, exposições, ir a um bar com os amigos... o que fica caro são as deslocações aos locais onde a oferta cultural se encontra, tendo que ir de automóvel, colocando os carros nos parques pagos, dada a diminuta oferta de estacionamento gratuito nos centros ou mesmo nos ditos "shoppings"...

No que diz respeito à habitação mínima, talvez tenha razão..no entanto, como designar esses apartamentos de 35 a 40 m2???

E, infelizmente, não me parece que a questão se coloque no "numero de deslocados em Lisboa ou Porto (que) nao é suficiente para fazer disto uma questao pertinente no Pais." Centros históricos como os de Viana do Castelo e Braga, citando apenas duas realidades que também conheço, encontram-se completamente vazios À noite, maioritariamente devido a esse "êxodo" por parte da população que dantes aí habitava... se não, porquê a discussão por parte dos municipios para reabitar os centros?
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Creio que os jovens preferem ficar em casa dos pais, dada a diminuta oferta na habitação no que diz respeito a casa acessíveis e em parâmetros que os satisfaçam... e são esses mesmo jovens que sim, têm um estilo de vida equiparável a estilos europeus. Não é necessário ter dinheiro para visitar galerias, exposições, ir a um bar com os amigos... o que fica caro são as deslocações aos locais onde a oferta cultural se encontra, tendo que ir de automóvel, colocando os carros nos parques pagos, dada a diminuta oferta de estacionamento gratuito nos centros ou mesmo nos ditos "shoppings"...

No que diz respeito à habitação mínima, talvez tenha razão..no entanto, como designar esses apartamentos de 35 a 40 m2???

E, infelizmente, não me parece que a questão se coloque no "numero de deslocados em Lisboa ou Porto (que) nao é suficiente para fazer disto uma questao pertinente no Pais." Centros históricos como os de Viana do Castelo e Braga, citando apenas duas realidades que também conheço, encontram-se completamente vazios À noite, maioritariamente devido a esse "êxodo" por parte da população que dantes aí habitava... se não, porquê a discussão por parte dos municipios para reabitar os centros?


Estou a meter-me porque parece-me que há aqui varios equivocos:

Os jovens não saem de casa dos pais porque têm comida, roupa lavada, e casa limpa de borla.
E o tal estilo de vida que falam, para ser diário, só para quem não precisa de trabalhar ou trabalha poucas horas por dia.
Os centros históricos estão vazios à noite (contrariamente a Espanha) porque o pessoal fica em casa a ver a novela ou o futebol.
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Estou a meter-me porque parece-me que há aqui varios equivocos:

Os centros históricos estão vazios à noite (contrariamente a Espanha) porque o pessoal fica em casa a ver a novela ou o futebol.


Desculpa mas a culpa não é da televisão nem da inércia dos portugueses! Se não há motivo de atracção dos centros históricos à noite, porquê que havemos de lá ir?!
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gibag, acha mesmo que há assim tão grande diferença entre um português e um espanhol, para que um opte por nos seus momentos de lazer se passear nos centros históricos enquanto o outro vai para os centros comerciais?! As pessoas decidem aonde vão segundo a capacidade de oferta desses sitios na supressão das suas necessidades/desejos. Se neste momento os centros historicos portugueses não passam muitas vezes de estruturas-museu de salvaguarda daquilo que já foi, mas já não é, como é que isso pode vir a competir com um centro comercial ou com a tv? Em ambos é-nos oferecida novidade e duma forma simultaneamente cómoda- ou não saimos do sofá, ou se saimos temos estacionamento garantido e concentração de comércio e serviços. Dito isto o que quero sublinhar é que a culpa não é nem dos portugueses, nem da tv,nem dos centro comerciais...a culpa, isso sim, é toda dos centros históricos que não se sabem renovar!

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joagin, Eu não me atrevi a distribuir culpas, mas em relação às diferenças entre Portugal e Espanha quanto à apropriação do espaço público são óbvias. tenho essa experiencia vivida e não apenas estudada. A Espanha que conheço, não é apenas a balnear. Existe uma tradição de sair à noite, não só por parte dos jóvens. Saem familias inteiras, crianças, bebes e idosos. Idosos todos vaidosos, elas pintadas e eles bem vestidos. enchem as ruas e praças pedonais dos centro históricos ao anoitecer. O comércio mantêm-se aberto até tarde e os espaço oferecem condições apropriadas. Assim sendo tenho dúvidas que as pessoas só saem porque têm atracções nos centro históricos. Penso sim que o comércio floresce e os Ayuntamentos(Municípios) apostam na qualificação dos espaços porque as pessoas o justifiquam e exigem. Os factores que fazem determinada pessoa rumar para um centro histórico vão muito mais além que uma aposta na sua atracção. já foram feitas apostas nalgumas cidades portuguesas em investir na qualificação dos espaços e na dinamização do sector privado e os resultados apenas acontecem em Julho e Agosto o que se configura insustentável. quando dizes "As pessoas decidem aonde vão segundo a capacidade de oferta desses sitios na supressão das suas necessidades/desejos" tenho a referir duas coisas: A relação pessoa-desejo é mútua. A pessoa vai atráz do desejo assim como o desejo vai atráz da pessoa. Os hábitos adquiridos, as modas, as questões sociológicas, económicas e muito mais, têm uma infuência tremenda nas opções das pessoas.

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esta questao e engracada, porque por um lado as autarquias querem renovar os centros historicos, mas por outro lado a despromovem a densidade populacional. Ora, a bem dizer meus senhores, e impossivel ter as duas coisas. Assim como o espanhol geralmente nao tem de pegar no carro para ir ao centro historico. tudo isto se resume a questao de promover ou nao vida urbana, que ao que parece e um conceito de que muita gente tem medo.

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