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«Materiais, Sistemas e Técnicas de Construção Tradicional» de Gabinete Técnico de Apoio às Aldeias


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Entre 2001 e 2007, no âmbito do FEDER, desenvolveu-se um programa de revitalização dum conjunto de aldeias do Barrocal e da Serra algarvia. Foram constituídos dois gabinetes de suporte técnico (GAAT), um para o Sotavento outro para o Barlavento, tendo sido dado ênfase à reabilitação do espaço natural e do espaço construido (edifícios, moínhos, fornos, etc) , preservando sempre as técnicas e os materiais tradicionais.

O trabalho executado deu origem a duas publicações editadas pela CCDR Alg, sendo uma delas o registo das intervenções levadas a cabo in loco e a outra a síntese das técnicas tradicionais da arquiectura vernacular da região, as quais foram recolhidas pelas equipas responsáveis do projecto junto dos populares que muitas vezes se assumiram eles mesmos como agentes directos na construção das obras intervencionadas.

Os trabalhos são bastante acessíveis ( € 5.00 e €23.00), profusamente ilustrados e duma qualidade gráfica notável. Para quem se interessa por estas coisas e para quem acredita que há vida para além do betão, do aço e do tijolo, recomendo a aquisição dos mesmos, podendo ver no site da CCDR Alg um resumo das obras:

Sintese dos Trabalhos 2001 2007:

http://www.ccdr-alg.pt/ccdr/paramete...o_GTAA_Sot.pdf

(eu tive problemas em carregar este, talvez tenham mais sorte)


Materiais, Sistemas e Técnicas de Construção Tradicional


http://www.ccdr-alg.pt/ccdr/paramete...Materiais1.pdf


PS: Tive o oportunidade de ter estado no lançamento do livro, o qual contou, entre outros, com a presença do Arq. José Aguiar, presidente do ICOMOS Portugal e prof. na FAUTL.
Que o senhor tenha chegado meia hora atrasado, ainda se lhe pode perdoar; ter-se calado quando havia ainda tanta coisa para dizer é que já foi mais difícil de engolir.

... Felizes aqueles que têm (tiveram) aulas com gente deste calibre.

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Arquitectura tradicional algarvia inspira livros


hugo rodrigues

Equipa que produziu o livro «Materiais, Sistemas e Técnicas de Construção Tradicional»

Conhecer as técnicas milenares e os materiais utilizados na arquitectura tradicional da Serra do Caldeirão foi o objectivo do Gabinete Técnico de Apoio às Aldeias do Sotavento (GTAAS), desde que foi criado.

Um trabalho que foi agora imortalizado em dois livros, apresentados em Faro na segunda-feira, que pretendem transportar estes saberes para os nossos dias.

É um trabalho cujo mérito os oradores convidados para a apresentação dos livros, Cláudio Torres e José Aguiar, não se cansaram de gabar. As obras em causa têm os temas «Materiais, Sistemas e Técnicas de Construção Tradicional» e «Gabinete Técnico de Apoio às Aldeias do Sotavento: Síntese dos trabalhos 2001-2007».

«Estes livros são do que melhor se fez em Portugal nesta área. Aqui, os informadores são os velhotes, aqueles que sabem mesmo das coisas e são, muitas vezes, os únicos detentores da memória colectiva», referiu Cláudio Torres, director do Campo Arqueológico de Mértola.

Já José Aguiar, presidente do ICOMOS – Portugal, organização internacional de preservação do património, considerou que «estes levantamentos são fundamentais para o Algarve», até porque acredita que o futuro da região «vai passar pelo seu interior».

Uma informação preciosa para manter a cultura e identidade da região, através da recuperação do património construído, é o grande legado que estes livros deixam às futuras gerações de arquitectos.

Apesar de se poder pensar que, para fazer este trabalho, um arquitecto não precisará destes saberes milenares e apenas das técnicas mais modernas, isto não é verdade, como descobriram os técnicos do GTAAS.

Um dos cinco técnicos desta estrutura que estiveram presentes na sessão, explicou que, numa primeira fase, tentou levar-se a cabo pequenas obras em aldeias algarvias, mas as técnicas modernas usadas para replicar aquilo que se encontrava ali feito falharam. Só quando foram chamados mestres pedreiros locais é que as coisas passaram a correr bem.

Apoiados no saber destes mestres e também na memória colectiva dos habitantes mais antigos destas aldeias, os arquitectos, entre os quais uma paisagista, aprenderam e aplicaram estes saberes no terreno.

Alexandre Costa, um membros do GTAAS, contou a experiência de recuperação de um moinho de vento, utilizando apenas os materiais e técnicas que os construtores originais usaram. Uma acção relatada no livro e da qual foram feitos esquemas arquitectónicos pormenorizados, para os que vierem a seguir.

Já Marta Almeida, a arquitecta paisagista do grupo, descreveu aquilo que considera «o uso inteligente dos materiais disponíveis». Os aldeões continuam, ainda hoje, a preferir matérias-primas que se encontram facilmente nos arredores das localidades onde vivem.

Continuam a usar o xisto, o barro e a fazer estruturas em taipa e adobe, entre outros. No mundo moderno, isto pode parecer arcaico, mas conseguem, com isto, uma eficiência energética que dificilmente se encontra numa casa algarvia moderna, a baixos custos.

Na sessão, também deram o seu contributo Marta Santos e os dois coordenadores que este projecto teve, Vítor Ribeiro e Miguel Costa.

José Aguiar, na sua intervenção, deixou ainda o desafio a Cláudio Torres, para que pudessem, em conjunto, «propor este livro para um prémio».


15 de Abril de 2009 | 14:58

hugo rodrigues

in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=32171

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