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Concurso de Arquitectura para oferta de emprego


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Ola a todos,

No passado mês de Fevereiro vi publicado um anúncio no site da Ordem dos Arquitectos, para o qual me candidatei.
Passados poucos dias tive uma resposta de que tinha sido seleccionada de entre 250 candidatos para que fosse marcada uma entrevista.

No dia da entrevista o Arquitecto (dono do atelier) referiu que tinha estado nas ultimas semanas a entrevistar mais de 10 pessoas por dia mas que estávamos seleccionados 8 para a “final”. Não percebendo a que se referia, foi então que me explicou que para nos candidatarmos ao lugar que oferecia na sua empresa teríamos que ser submetidos a um “teste”.
Explicou-me que seria um pequeno exercício de concepção de uma moradia, que teria que ser feito numa semana, apenas para que lhe fosse mais fácil apreciar a rapidez, capacidade de trabalho e criatividade dos candidatos ao lugar.
Chegámos a acordo em relação a condições de trabalho onde incluía um salário atractivo e surpreendentemente (!) um contracto de trabalho e não os típicos recibos verdes.
Aceitei então participar no desafio do “teste” assumindo que seria um exercício hipotético e nunca para a elaboração real de um projecto de Licenciamento.

Uma semana depois deparei-me com um email enviado para um grupo oculto (não sendo possível confirmar o numero de pessoas a que foi enviado) com o título de “CONCURSO”.

O terreno e’ real assim como a construção da moradia T4 num Empreendimento existente.
No regulamento do concurso pedem que sejam respeitados índices atribuídos em Alvará, condicionantes legais e que seja entregue uma colecção de desenhos em papel e em formato digital.
Pedem um processo completo, devidamente instruído para uma entrega formal na Câmara, tendo antes que ser submetido a aprovação pelo atelier em questão.

Trata-se portanto de um concurso de Arquitectura em que o vencedor ganhara (ou não) um emprego.

Obviamente caberá a cada um decidir se irá participar ou não

Mas apesar de tudo gostaria de vos perguntar se será legal ou deontologicamente correcto que se aproveite a situação de “debilidade” do mercado de trabalho que se vive em Portugal, onde os candidatos desempregados em desespero de causa, preferem ou nem tem maneira de verificar a veracidade do concurso e respectivo premio final.

Aceito quaisquer que sejam as vossas respostas e opinioes. Desejo apenas estar devidamente informada para situações futuras como esta (visto que irão certamente aumentar!)

Obrigado.
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é mais um esquema para ter um bom projecto à borla :D. Escolhem o melhor projecto de entre 8 (acreditando na boa fé do entrevistador) e o dinheiro que recebem por esse projecto chega e sobra para pagar 6 meses de contrato (acreditando na boa fé do entrevistador e realmente contratem alguém...). Acreditando que um mês será passado a concretizar esse projecto, os restantes 5 meses são a custo 0 para o atelier. com estes numeros cada um faz o que quer :D 1989- 4000 arquitectos 1999- 8000 arquitectos 2009- 16000 (ate mais axo eu) arquitectos 2014- 16000+50%=24000 (este numero vai ser real. ja e impossivel de travar, quem ja iniciou o curso nao vai desistir concerteza) 2019- 32000 !? se nada for feito acredito que cheguemos la.. o numero tem dobrado a cada 10 anos.. 24000 / 10.000.000= 1 arquitecto por cada 416 habitantes por senso comum eu diria que o ideal seria 1 arquitecto por 1000 hab, ou seja 10000 arquitectos em Portugal (com o 73/73 revogado..)

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Caro colega, não vale a pena ser sincero com este tipo de pessoas, mandá-lo para "aquele sítio" no momento, só lhe vai infligir danos na sua pessoa. Passará por maluco, por simplesmente estar assistido pela razão. Simplesmente, decore o nome da empresa, nunca mais se esqueça do nome da empresa e por onde quer que passe, difame... na proporção da hipocrisia de que foi alvo. Este tipo de pessoas, estão-se a cagar "para o outro", provavelmente pedem créditos para ir de férias na Páscoa... mas, não obstante, não se importam de dizer "A Vida está difícil."

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A imaginação dos execráveis não tem limite.
Isso, para mim, configura uma absoluta ilegalidade. Se querem admitir um empregado, admitem; se se verificar que no periodo experimental ele não se adequa ao pretendido pela empresa podem sempre rescindir o contrato, sem indemnizações e sem mais nada...agora que o trabalho que o empregado desenvolveu nesse periodo experimental tem que ser pago, isso tem.

O que este "esperto" arranjou foi uma maneira para ganhar o projecto à borla, à conta do trabalho dos outros.

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. Se querem admitir um empregado, admitem; se se verificar que no periodo experimental ele não se adequa ao pretendido pela empresa podem sempre rescindir o contrato, sem indemnizações e sem mais nada....


Essa realidade mitíca, hà já algum tempo que se foi.... e viva a Ordem...hip hip Hurray hip hip Hurray.....
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Essa realidade mitíca, hà já algum tempo que se foi.... e viva a Ordem...hip hip Hurray hip hip Hurray.....


Isso não é uma realidade mítica. Isso é o que está plasmado na lei. A situação configura uma clara ilegalidade e dever-se-ia, para quem não tem medo, avançar com um queixa no tribunal de trabalho.

Quanto à questão da Ordem para resolver este tipo de casos parece-me descabido apelar a sua intervenção. As Ordens servem para regular e defender interesses sócio-profissionais da classe profissional que representam - no caso em referência, a dos arquitectos - independentemente destes serem patrões ou empregados. Pergunta-se: o arquitecto "mau" ao proceder assim violou algum dever estatutário, não respeitou a alguma obrigação deotológica ou ética determinada pela Ordem? Se não, não me parece que a Ordem tenha qualquer motivo para intervir num caso destesl.

O que neste momento está em causa reporta-se ao domínio das relações laborais (e é portanto uma questão sindical); este tipo de situações está sempre fragilizada porque não existe uma estrutura deste tipo. Reparem no caso dos médicos que para além da sua Ordem ainda têm duas estruturas sindicais que por sinal têm algum peso negocial em matéria laboral.
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apesar de aqui no forum, tratarmos intensamente as questões relacionadas com o emprego, falta dele, e as condições miseráveis e anti-éticas que nos propõem isto não deve estar assim tão mau ainda devem ser muito poucos os casos de precariedade de e no trabalho em Portugal senão alguém já teria tido verdadeira vontade de criar um sindicato, ou então a classe dos jovens arquitectos em Portugal é muito submissa e com pouca capacidade de reunião em torno de um problema comum, que lhe pode ser infligido ou então, pouco solidária com o problema dos outros espero que isto mude, com a crise há pouca construção e arquitectos a mais, a imigração qualificada,que até agora era encarada como um orgulho, deve passar a necessidade o desemprego e a precariedade chegou até nós, finalmente pareço o manuel alegre, não não estou interessado a fazer um sindicato mas têm o meu apoio...somos todos o manuel alegre até alguém passar das palavras e da denuncia anónima aos actos.

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Se estas propostas existem é porque têm aceitação. Concerteza que não falta pessoal que, com pouco que fazer, não se importa de fazer um projecto que até lhes pode dar emprego e ser concretizado. O problema é que esta questão dos abusos laborais não é vista como tal pela maioria do pessoal estagiario ou jovem arquitecto. Senão ja teria havido revoltas ou no mínimo, indignações mais explícitas.

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Acho de facto esta situação grave e por isso a quis partilhar com outros arquitectos. Mas não só me entristece este episódio como o TOTAL silêncio por parte da Ordem (seja do seu domínio ou não) a este mesmo email que lhes mandei há mais de um mês... (email esse assinado e com a empresa em questão devidamente identificada) Conforme expus esta situação 'a Ordem a quem pago cotas 'a mais de 8 anos e pensei ser quem (pelo menos) me encaminharia num caso destes, faço-o novamente onde me disserem que será o local indicado. E' por estas e por outras que não vivo nem trabalho em Portugal...e pelo "andar da carruagem" também não consigo voltar... e' triste, eu sei. Obrigado pelas vossas mensagens :D

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  • 2 months later...

Olá, sou arquitecta e trabalho por conta própria. Neste mundo já não há respeito e parece-me que poderia ser sujeito a processo disciplinar. Poderás sempre contactar a O.A. caso estejas inscrita e pedir uma consulta. O contracto que te fazem de trabalho é só depois. Será? e dura quanto tempo? Parece uma proposta indecente. Vai tu sozinha ao concurso então!

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Quanto à questão da Ordem para resolver este tipo de casos parece-me descabido apelar a sua intervenção. As Ordens servem para regular e defender interesses sócio-profissionais da classe profissional que representam - no caso em referência, a dos arquitectos - independentemente destes serem patrões ou empregados. Pergunta-se: o arquitecto "mau" ao proceder assim violou algum dever estatutário, não respeitou a alguma obrigação deotológica ou ética determinada pela Ordem? Se não, não me parece que a Ordem tenha qualquer motivo para intervir num caso destesl.

O que neste momento está em causa reporta-se ao domínio das relações laborais (e é portanto uma questão sindical); este tipo de situações está sempre fragilizada porque não existe uma estrutura deste tipo. Reparem no caso dos médicos que para além da sua Ordem ainda têm duas estruturas sindicais que por sinal têm algum peso negocial em matéria laboral.


Lamento, Vitor, mas o que este patrão fez rompe com as mais básicas regras de ética e deontologia estabelecidas no RD da Ordem, a começar pelo artigo 1º.

Isto é caso para queixa no Conselho de Disciplina da Ordem e no tribunal do trabalho.
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  • 8 months later...

Só cai nesta aldrabice quem quer! Deve ser denunciado este caso aos organismos próprios, visto ser uma ilegalidade! Se me enviarem qual a empresa que pratica tal acto, eu mesmo encaminharei a "queixa"!:p


se calhar muita das pessoas nem imagina que isso é ilegal, ou entao está tao desesperada por trabalho (sim ah quem precise de trabalho para viver) que nem sequer pensa que poderá estar a ser usado e aldrabado... penso que a ordem pelo menos deveria indicar o que fazer nestes casos... sendo ou nao da competencia deles...
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  • 2 weeks later...

Há uns bons anos, quando andava á procura de emprego calhou-me um desses mágicos, com o belo truque na manga de executar o projecto...Não caí porque é completamente disparatado contractar uma pessoa mandando executar um trabalho que foi destinado ao arquitecto. É igualmente inconcebivel avaliar um trabalhador nessas funções...
O mágico com o coelho na cartola acabei por ser eu, disse que sim trouxe todos os elementos para casa e definimos uma data. O tipo acabou por se mostrar mais inocente que eu própria propositadamente aparentava, já que caiu na farça que lhe iria fazer o combinado.
Fizes-te tu?? assim fiz eu...!! Ligou-me passado uns tempos a perguntar pelo trabalho, já devia estar com certeza todo entalado com o cliente, ao qual respondi; "Não estava á espera que eu caisse numa coisa dessas e fizesse o trabalho por si, pois não ?"
Nem dei espaço de manobras para mais conversas e desliguei o tlm na cara.

Só para avisar que ja la vão uns anos e o processo para entrar lá continua o mesmo, os parvos caem e fazem, quem quer trabalhar á séria, queima o tempo que deveria estar a ser escravizado por este verme a procurar mais emprego decente.

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