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Reinventar Caldas da Rainha


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Arquitectos e personalidades propõem-se a reinventar a cidade



O café concerto do CCC irá receber amanhã, a partir das 21h30, a primeira sessão do Projecto Caldas Welcome - reinventar a cidade. Trata-se de uma organização da JSD das Caldas da Rainha que, atenta às mudanças do mundo actual, vem “demonstrar aos cidadãos caldenses que tudo fará no sentido de contribuir para a resolução dos desafios com o objectivo de melhorar a qualidade de vida na nossa cidade”, refere o seu presidente, Paulo Ribeiro.
De acordo com o mesmo responsável, esta actividade pretende passar ao papel as propostas de pessoas que pensam a cidade, promovendo o debate de ideias e a busca das melhores soluções para o futuro.
Os oradores convidados irão apresentar propostas concretas para pontos da cidade onde há urgência em intervir, através de equipas criativas que “com a sua atitude critica e inovadora, certamente trarão mais-valia às Caldas”.
A primeira sessão contará com a presença de António Mendes Pedro, que irá falar sobre a “Psicologia do espaço e suas vivências” e de Flávia Cadete, que irá abordar a “Evolução da cidade ao longo dos tempos”. Será ainda apresentado o projecto da Câmara das Caldas para a recuperação do topo da Praça da Fruta.
Para 28 de Março está prevista uma abordagem à “Evolução da cidade contemporânea” por Nuno Antunes, e a “Cidade com identidade”, pelo atelier TraçoMais. Uma semana depois, a 4 de Abril, Álvaro Cidrais irá falar sobre o “Marketing territorial e o futuro das cidades” e os especialistas (projecto artístico e arquitectónico) apresentam o “Museu da Água”.
Por último, a 18 de Abril, o vereador do Urbanismo da Câmara caldense, João Aboim irá reflectir sobre a “cidade em movimento” e a Embaixada da Arquitectura irá apresentar o “novo parque da cidade”.






http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=25245

margarida duarte

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Bom dia, como engº Civil (estruturas) natural de Caldas da Rainha não posso ficar mais contente com, pelo menos, uma iniciativa que poderá impulsionar algo mais nesta cidade do que o futuro traçado de subúrbio de Lisboa à semelhança do que acontece em Torres Vedras.

Quem conhece e viveu nesta cidade sabe bem que nela se vive um sentimento singular de criatividade que deve ser aproveitado para lhe dar uma nova visibilidade. Não se pode ficar agarrado á noção de cidade Termal, ainda para mais, quando o sucesso da Terma em questão é bem falível.

Acredito que as Caldas se pode distinguir (e deve) na área das artes e design, tal como acredito piamente, que este é um dos caminhos a explorar pela arquitectura nas Caldas da Rainha (penso que já é suficiente a quantidade de lotes de apartamentos na zona do HiperMercado Modelo que ainda que muito bem planeados ficam aquem do espírito histórico que se vive no centro da cidade.)

Infelizmente não exerço actividade para esta bela cidade pois a ideia que tenho, pelo menos no domínio do projecto de estruturas, é que é um mercado bastante fechado onde se utilizam regras de dimensionamento e metodologias de trabalho ultrapassadas/obsoletas, para já não falar na utilização dos programas de cálculo de fazer chouriço. Isto tudo quando comparado com o mercado onde me insiro, em Lisboa.
Aproveito para perguntar se sentem o mesmo no projecto de arquitectura?

Vivo na esperança de um dia poder voltar e trabalhar nas Caldas sem ser atormentado por afirmações como as do Pres. Fernando Costa: "eu sei perfeitamente como estas coisas funcionam, primeiro nós (políticos) tomamos decisões e depois então chamam-se os técnicos (leiam-se engs) para validar"

Cumprimentos

RRufino

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Caldas Welcome quer reinventar a cidade



O vereador do planeamento e urbanismo, João Aboim, apresentou no passado sábado um estudo prévio do projecto da autarquia para o topo da Praça da Fruta.
Esta apresentação decorreu no âmbito da iniciativa “Caldas Welcome’09 – reinventar a cidade”, uma organização inicialmente da responsabilidade da JSD e do atelier caldense de arquitectura Traço, que por sua vez convidou dois ateliers lisboetas para partilhar ideias e buscar as melhores soluções para o futuro da urbe caldense.


O vereador e arquitecto João Aboim, em representação da Câmara das Caldas, defendeu neste primeiro debate a requalificação do topo da Praça da Fruta, transformando o local num mercado do produto certificado, alterando radicalmente o projecto anterior do seu antecessor Jorge Mangorrinha que, em Maio de 2002, para ali havia proposto a instalação do Arquivo Municipal.
Nesta nova intenção para o local da antiga PSP, o estudo prévio agora apresentado contempla espaços para um novo mercado do peixe, bem como para produtos certificados e zonas de cacifos de aluguer para o público. Prevê ainda a instalação de um escritório de apoio à praça e ao comércio electrónico.
Presentemente, acima do espaço da antiga PSP, mais propriamente nas antigas instalações da GNR, já está o Centro Hospitalar a construir instalações para o Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental.
O projecto contempla também uma zona de parqueamento automóvel em cave, com zonas exclusivas para os vendedores e mercado de peixe, assim como a requalificação da superfície como espaço público com ligação à mata e a reconstituição do aqueduto do chafariz das Cinco Bicas. João Aboim informou ainda que já foi solicitado ao artista Ferreira da Silva para desenhar o empedramento para a zona do estacionamento.
De acordo com o vereador caldense esta requalificação prende-se com os vectores agrícola e empresarial de desenvolvimento do concelho. “A Praça da Fruta poderá servir como espaço âncora”, afirmou, defendendo que é necessário potenciar a função do mercado, quer diário (com vegetais, pão, enchidos e peixe), quer especializado (com os produtos certificados).
Este estudo foi apresentado na primeira sessão do “Caldas Welcome’09” que se realizou no CCC e reuniu cerca de meia centena de participantes.

O que faz as pessoas gostar ou detestar as Calds?

“A partir de que ponto o espaço se transforma em lugar e nos diz alguma coisa?”, começou por questionar a arquitecta Flávia Cadete, que abordou a importância da memória na forma como se vê a cidade e na sua evolução ao longo dos tempos.
Na opinião da oradora, antigamente as cidades eram mais pensadas, dando-se uma importância maior aos locais de fruição e aos espaços de beleza. Esta intervenção acabou por gerar as mais diversas opiniões junto de um público bastante participativo, que levou o encontro a prolongar-se por mais de duas horas.
O psicólogo e docente universitário António Mendes Pedro, quis saber o que faz as pessoas “gostar ou detestar as Caldas?” Considera que a relação do cidadão com a cidade provoca um sentimento de pertença, que é definido por “eu sou de determinado sitio”. O orador pediu ainda aos presentes para fazer um mapa mental da cidade e depois a ligar cada um dos locais em termos sensoriais.
Em cada uma das quatro sessões do Caldas Welcome, será apresentada uma ideia de arquitectura para a cidade. O próximo encontro está marcado para 28 de Março, pelas 21h30, no café Pópulus, e nele será apresentado o projecto “cidade com identidade” pelo atelier de design, arquitectura e engenharia TraçoMais. Este contempla o centro das Caldas da Rainha, “numa tentativa de mudar a orgânica da cidade, o comércio e a vida das pessoas”, explicou Vítor Costa, deste atelier caldense e, simultaneamente, um dos organizadores da iniciativa, juntamente com Daniel Saavedra.
O arquitecto Nuno Antunes, com atelier em Lisboa, irá abordar a “Evolução da cidade contemporânea”.
No dia 4 de Abril os autores do projecto artístico e arquitectónico “Os Espacialistas” irão apresentar o “Museu da Água”, uma proposta para a entrada da cidade. O encontro, a ter lugar no café do CCC, contará ainda com a presença do geógrafo e consultor de empresas Álvaro Cidrais, que irá falar sobre o “Marketing territorial e o futuro das cidades”.
Por último, a 18 de Abril, João Aboim irá reflectir sobre a “Cidade em movimento” e o atelier lisboeta “Embaixada da Arquitectura” irá apresentar o “Novo parque da cidade”, planeado para a zona do Cencal. Esta sessão terá lugar no Mazagran Café, pelas 21h30.
A iniciativa inicial dos três gabinetes de arquitectura (Traço Mais, Embaixada e Os Espacialistas) foi lançada sob a égide da JSD local, que em comunicado que publicamos nesta edição, a devolve à sociedade civil caldense.


in http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=25324
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