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DEBATE - Arquitectura, profissão para ricos?


Curso de arquitectura - curso para ricos?  

108 members have voted

  1. 1. Curso de arquitectura - curso para ricos?

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    • Nao
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Isto parece o forum dos coitadinhos!
Já agora será que o pedreiro se tivesse "berço" de ouro andava nas obras?:p

XDXDXDXD

Gupyna... tu não entendeste nada. Eu explico::)

Berço de ouro = arquitecto com clientes:ninja:
Berço de Prata = Empreiteiro com trabalho ( mas só porque o arquitecto de berço de ouro tem trabalho)XD
Berço de cobre = Pedreiros, canalizadores, etc...:foto:

Os pobres = esses vivem do ar que respiram, tipo peixes. só muito pontualmente é que conseguem trabalhar. Quando arranjam trabalho, por muito bons profissionais que sejam, nunca veêm o seu trabalho reconhecido. Ou seja, estão condenados ao insucesso à partida pelos ricos.:s
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Berço de ouro = arquitecto com clientes
Berço de Palha = arquitecto sem clientes que nao lhe resta mais que ser assalariado de um arquitecto berco de ouro numa fase inicial da carreira.

Os pobres (...) Quando arranjam trabalho, por muito bons profissionais que sejam, nunca veêm o seu trabalho reconhecido. perfeito, estao condenados a subserviencia pelos menos nos primeiros anos de trabalho.
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gupyna nao tenhas medo. se vier por ai uma vaga de marxismo e perderes a posicao que tens eu dou-te trabalho no meu atelier :foto:. Preciso de operarios competentes que me facam bons projectos para ganhar muito dinheirinho. E nao te queixes, como as coisas andam ai fora, nem sabes a sorte que tens de ter um trabalhito (1) :s

1-Discurso da crise usado por milhares de patroes por esse pais fora.. haja crise ou nao.. :) desde 2004 que ando a ouvir essa lengalenga..

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Caro galfarro, Continua a insistir num erro muito simples, o da distinção entre arquitectos pobres e arquitectos ricos, digno de uma dicotomia marxista que há muito se provou ser limitada. Vamos ver se consigo expôr o meu ponto de vista melhor: 1. Quando falo do curso de medicina ter cargas horárias brutais, não digo no sentido de se fazerem umas directas de tempos a tempos para se entregarem trabalhos, mas sim no de trabalhar 250 a 300 horas por mês num hospital durante a residência e demorarem mais quatro anos, se não estou em erro, a fazer a especialização. 2. A pergunta que põe é extensível ao sistema social vigente todo, e a resposta é óbvia: sim, uma pessoa com dinheiro tem mais facilidade em abrir um negócio próprio, seja ela arquitecta, engenheira, médica, canalizadora ou o que quer que seja, daí o debate não ser polémico, mas apenas tonto. 3. Também é óbvio que uma pessoa rica tem potencialmente mais facilidade em arranjar trabalhos de arquitectura, já que se move num meio sócio económico mais propenso a possuirem meios para esse tipo de serviços, mas isso também é aplicável a todas as áreas de actividade. 4. Os dois pontos anteriores não invalidam uma coisa, contudo, e aí jaz o absurdo da questão: um arquitecto, por muito dinheiro que tenha, se não tiver qualidade no seu trabalho, poderá acabar cedo a sua carreira, e o dinheiro não é, na maioria dos casos um factor de decisão para subida de patamar dentro de um atelier, a qualidade do trabalho sim. 5. Os dados que o galfarro apresenta não são suficientes para fazer uma generalização como a que faz: ter tirado o curso há cinco anos e observar que os únicos colegas que têm gabinete próprio são os ricos, não é motivo suficiente para afirmar que existe uma divisão de classes em que os ricos têm clientes ricos, os da classe média tem clientes da classe média e os pobres não têm nada e contentam-se em ser técnicos de CAD: por cada Souto de Moura existe um Carrilho da Graça, e se for ver quem são as novas gerações de arquitectos divulgados, ainda menos têm a ver com o seu extracto sócio-económico de origem. 6. Todos os arquitectos, sem excepção, quando iniciam a carreira, são assalariados de outros arquitectos, porque não só o sistema de ensino assim o exige, como a preparação dada durante o curso não ser suficiente para que alguém se lance sozinho logo no início (não conhecem procedimentos administrativos, sistemas construtivos, disposições legais....tudo aquilo que se ganha através da experiência). 7. O galfarro não prevê ainda três hipóteses: 1. que os arquitectos ricos que conhece são efectivamente bons naquilo que fazem, o que lhes permite ter uma carteira de clientes estável, enquanto os restantes não são; 2. Que o sistema de exploração dos arquitectos pelos patrões não depende da classe social de onde provém, mas do carácter moral do patrão, culpado muitas vezes de não só não dar condições financeiras aos seus assalariados para que eles um dia se estabeleçam por vontade própria no seu gabinete, mas também de não expandir os conhecimentos dos trabalhadores, o que lhes limitará as opções futuras de trabalho; 3. Que os arquitectos com menos posses que conhece possam estar felizes e contentes no emprego que têm. 8. Não são ilusões achar que o trabalho por mim feito tem de ser bom, antes de mais nada, já ando neste mundo há demasiado tempo para ter ilusões sobre o papel dos arquitectos, mas é uma postura ética preocupar-me mais em desempenhar bem o meu trabalho do que com quanto ganham os meus vizinhos.

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Na minha opinião antes de avaliar a riqueza monetária e o meio onde o arquitecto se move, é preciso avaliar a sua riqueza intelectual. Porque não é o dinheiro que vai comprar essa riqueza, tal como na saúde que não compramos por ter muito dinheiro... Acho que basta estar-mos um bocado atentos passeando pelo nosso pais, verificamos os trabalhos que vão surgindo efectuados por arquitectos, não acredito que todos sejam ricos ou se relacionem com familias de muitas posses. Simplesmente julgo que com boas ideias surgem bons trabalhos.

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4. Os dois pontos anteriores não invalidam uma coisa, contudo, e aí jaz o absurdo da questão: um arquitecto, por muito dinheiro que tenha, se não tiver qualidade no seu trabalho, poderá acabar cedo a sua carreira, e o dinheiro não é, na maioria dos casos um factor de decisão para subida de patamar dentro de um atelier se comecar de baixo sim, mas nao se esqueça que o arquitecto "rico" ao abrir o atelier já está no topo dentro do atelier sem sequer ter desenhado uma linha, a qualidade do seu trabalho é completamente irrelevante, precisa apenas de bons operários , a qualidade do trabalho sim.

5. Os dados que o galfarro apresenta não são suficientes para fazer uma generalização como a que faz: ter tirado o curso há cinco anos e observar que os únicos colegas que têm gabinete próprio são os ricos, não é motivo suficiente para afirmar que existe uma divisão de classes em que os ricos têm clientes ricos, os da classe média tem clientes da classe média e os pobres não têm nada e contentam-se em ser técnicos de CAD: por cada Souto de Moura existe um Carrilho da Graça, e se for ver quem são as novas gerações de arquitectos divulgados, ainda menos têm a ver com o seu extracto sócio-económico de origem. e dos arquitectos não divulgados? :foto:

6. Todos os arquitectos, sem excepção, quando iniciam a carreira, são assalariados de outros arquitectos tenho amigos que só fizeram o estagio porque foram obrigados, no dia seguinte a acabar o estágio iniciaram-se por conta propria, não queriam trabalhar para ninguém, porque não só o sistema de ensino assim o exige, como a preparação dada durante o curso não ser suficiente para que alguém se lance sozinho logo no início (não conhecem procedimentos administrativos, sistemas construtivos, disposições legais....tudo aquilo que se ganha através da experiência). quando não se sabe uma coisa paga-se. Exemplo: recebo X pelo projecto, não sei esta parte, pago a quem sabe. Ainda fico com 90% de X. Ok, ainda ha mais uma coisa que eu não sei. Pago outra vez. Ainda tenho 80% de X. Certos arquitectos podem não saber nada de arquitectura mas de negócios sabem..

7. O galfarro não prevê ainda três hipóteses: 1. que os arquitectos ricos que conhece são efectivamente bons naquilo que fazem, o que lhes permite ter uma carteira de clientes estável, enquanto os restantes não são; nop, refiro essa possibilidade num post que escrevi dentro deste tópico, não sei agora exactamente em qual 2. Que o sistema de exploração dos arquitectos pelos patrões não depende da classe social de onde provém, mas do carácter moral do patrão, culpado muitas vezes de não só não dar condições financeiras aos seus assalariados para que eles um dia se estabeleçam por vontade própria no seu gabinete, mas também de não expandir os conhecimentos dos trabalhadores, o que lhes limitará as opções futuras de trabalho; 3. Que os arquitectos com menos posses que conhece possam estar felizes e contentes no emprego que têm. retórica

8. Não são ilusões achar que o trabalho por mim feito tem de ser bom, antes de mais nada, já ando neste mundo há demasiado tempo para ter ilusões sobre o papel dos arquitectos, mas é uma postura ética preocupar-me mais em desempenhar bem o meu trabalho do que com quanto ganham os meus vizinhos. se a deixarem trabalhar para si e não para os seu vizinhos, concordo, o mal é que no inicio da carreira não me deixam, ha sempre um momento que tenho de ir pedinchar trabalho ao arquitecto rico

.
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Que posso dizer, que capital à partida não apresenta vantagens? Reparem na História... Olhem para o lado... A conclusão é óbvia, mas também existem as sempre presentes excepções. Existe malta com talento, em todos os estratos sociais. P.S. Riqueza intelectual? Isso em Portugal ninguém liga a isso. Mais de 15000 Arquitectos e no entanto é a generalidade dos Portugueses é que vão avaliar as nossas obras.

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Absurdo!
JVS fecha este tópico!:foto:


...isso!!! - Pai e mãe 9...

O tópico ou a pergunta tem a sua pertinencia para discussão!!!

Quem acha absurdo é porque sente formigueiro em alguma parte do corpo...


Agora a minha resposta:

Arquitectura é para quem não tem medo de trabalhar/saber e sente vontade para tal!!!

Arquitectura é ter conhecimentos com todo o tipo de pessoas e de várias classes independentemente das suas crenças!!!

Arquitectura é socializar, humanizar, educar, descobrir, corrigir, vender, ser acima de tudo humilde - impondo de forma justificativa o conceito- , criar e não ir em ondas ou modas...

...estaria aqui a debater mais pontos mas ainda me aplidam de pobre ou então de arrogante...

Espero ter contribuído com alguma coisa da minha óptica para dar lógica sobre o que é trabalhar em arquitectura.
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Entendi "curso para ricos"...é de certeza porque gastei uma fortuna em material e livros na faculdade! A faixa social não têm nada com o sucesso do arquitecto!, mas sim a competência!!! Do outro lado da moeda (como testumunhei recentemente), foi de um cliente que me disse que "só contratava arquitectos caros", como se isso fosse um barometro de qualidade...

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Do outro lado da moeda (como testumunhei recentemente), foi de um cliente que me disse que "só contratava arquitectos caros", como se isso fosse um barometro de qualidade...


Sim. Não é um barómetro de qualidade para quem leva caro, mas é para quem leva barato.
Um arquitecto que leva barato está automaticamente a desvalorizar o seu trabalho e retirar qualidade ao mesmo, ou então é pouco experiente. Muitos clientes não confiam muito nos projectistas que levam muito barato. E no meu ponto de vista, com razão.
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É um arquitecto caro porque: tem que pagar licenças e autorizações de software tem que pagar colaboradores, e funcionarios, tem que pagar renda tem que pagar despesas que naturalmente poder ser interpretado como sinónimo de qualidade, não esqueça no entanto que existe tambem muitos arquitectos que trabalham "a partir de casa" com excelente qualidade... melhor será ver o portfólio e não o orçamento....

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Sim. Não é um barómetro de qualidade para quem leva caro, mas é para quem leva barato.
Um arquitecto que leva barato está automaticamente a desvalorizar o seu trabalho e retirar qualidade ao mesmo, ou então é pouco experiente. Muitos clientes não confiam muito nos projectistas que levam muito barato. E no meu ponto de vista, com razão.



Existe vários condicionantes dos honorários de um projecto (no meu ponto de vista), para não falar do desenvolvimento do próprio projecto.

Existem factores comerciais que vão condicionar esses valores:

procura / oferta
relação cliente / arquitecto
forma de pagamento
etc. etc. etc.
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Quando falo em orçamento barato, o que critico vai para além do cobrimento das despesas ou da suposta ginástica que se possa fazer para baixar o preço.

Pode parecer frase feita e muito batida mas.
Está simplesmente relaçionado com a dignificação da nossa profissão



Concordo plenamente, não gosto muito da ideia que só o que é caro é que é bom.

É necessário um pouco de bom senso quando vamos avaliar isso.
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