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Dificuldade em arranjar estágio!


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Sou recém-licenciada em Arquitectura mas longe vão os tempos em que uma licenciatura era garantia de empregabilidade. Hoje, isso não é mais verdade e candidatos a estágio são aos molhos todos os anos. Já devo ter enviado uns 50 curriculos desde que terminei o meu curso, há meio ano atrás, e nada. Só consegui umas 5 marcações para entrevista. E..ou são estágios não remunerados (e esses eu dispenso), ou exigem o domínio de uma série de programas que nem toda a gente domina, ou então a lista de entrevistados é enorme e o nosso nome faz como que parte de uma lista de participantes de um concurso ao qual será atribuido, se tivermos sorte, um prémio chamado "estágio". Bom..no meio de tanta concorrência, entre a diferença abismal que existe entre procura e oferta de estágios e mesmo de emprego, a questão que eu deixo é a seguinte: Onde param os recém-licenciados em Arquitectura no nosso país? :\ Quantas pessoas não estarão na mesma situação do que eu? Bom..está claro que isto é um tema que levanta muitas outras questões relacionadas, contudo queria apenas iniciar com esta questão.

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Eu acho que perante a concorrência aquilo que também poderias fazer era começares a dominar "uma série de programas que nem toda a gente domina".. não sei que programas te estão a pedir, mas quando procuramos um estágio temos de saber lidar com uma série de programas essenciais para o trabalho. Aí poderá estar algo onde possas evoluir para melhorar o curriculum

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Olá! Já terminei o meu estágio para entrar na Ordem dos arquitectos. Agora tento ter sorte com o estágio Profissional. Tenho visto os 2 sites da Ordem na oferta de emprego. A primeira impressão que tenho é que exigem conhecimento de programas que fazem o mesmo mas são de empresas diferentes! Leva-me a acreditar que nem têm consciência do que pedem!
Tenho conhecimento de pessoas que vão para o estrangeiro e que estão a regressar! Ou porque paga-se pouco e não há forma de se sustentarem ou porque não encontram trabalho. Sinceramente não sei . . . estou como tu …
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Penso que o assunto é muito sério, o mercado português não "aguenta" o numero de licenciados que saem das faculdades portuguesas, quer seja do estado ou pelas imensas privadas que abriram o curso só porque existe procura, porque dentro das Universidades nem o consideram curso superior?!!!
A Ordem tem obrigação de fazer um encontro nacional para discutir este problema dos recém-licenciados e "avisar" quem quer ser arquitecto que é um risco, porque não existe garantia de empregabilidade!
Continuo a achar que o estágio é um aproveitamento de mão-de-obra barata de arquitectos que só se preocupam com o seu umbigo!

A situação de trabalho fora de Portugal está a mudar, era muito fácil arranjar emprego na Holanda, Inglaterra, Suíça, ou seja países estáveis e com qualidade de vida, mas a oferta diminui e a procura por emprego é agora por países como Angola, Dubai ou até mesmo a China, e por serem regimes totalitários o grau de dificuldade de adaptação é grande (língua, cultura, moeda, insegurança, religião,...) e acrescido também pela distância, os amigos, família, a sua cidade.

Espero que a crise passe rápido porque acentua estes problemas de uma profissão difícil, e se o inicio começa mal, pode ser reversível pela maneira como encaramos a resolução dos problemas que se colocam no âmbito da arquitectura, acima de tudo somos arquitectos! :foto::s
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Eu acho que perante a concorrência aquilo que também poderias fazer era começares a dominar "uma série de programas que nem toda a gente domina".. não sei que programas te estão a pedir, mas quando procuramos um estágio temos de saber lidar com uma série de programas essenciais para o trabalho. Aí poderá estar algo onde possas evoluir para melhorar o curriculum



Bom..é claro que eu tenho a perfeita consciência desse facto. É certo que, a formação em arquitectura assim como em qualquer outra área é um processo contínuo que não termina, como é óbvio, na faculdade e que face às exigências do mercado de trabalho existe uma grande necessidade do recém-licenciado adquirir as ferramentas necessárias para o seu desenvolvimento profissional. Mas a questão é a seguinte: se nem todos os gabinetes utilizam o mesmo software, ou é autoCad, ou é Archicad, ou Revit, ou 3d studio, ou mais não sei o quê.

Se vamos cultivar o nosso cv para que tenhamos mais hipoteses de fazer face a estas exigências, não há carteira que aguente. Por esta ordem de pensamento andamos quase que a coleccionar uma série de cursos, dos quais um ou mais irão ficar na gaveta, com certeza. E eu sinceramente não tenho possibilidades financeiras para tal.

Agora eu penso sinceramente que este não é o factor x na dificuldade em conseguir estágio. Acontece que neste momento existem, penso que, por volta de umas 18 escolas de Arquitectura no país, existe como é obvio uma enorme sobrecarga de re(sem)-emprego na nossa classe.

Depois, ou consegue quem tem cunha (e isto é verdade, já ouvi da boca de um arquitecto), ou quem tem sorte, porque isto já não vai lá com esforço, nem com vontade, nem com formação, inteligência ou competência. Só quem tem sorte nos dias de hoje é que consegue encontrar um lugar no mercado de trabalho. Parece um tanto ou quanto ridículo fundamentar o pensamento com crenças deste tipo, mais ou menos supersticiosas mas, o que é certo é que, muitas vezes, o caminho que seguimos ou mais concretamente a(s) proposta(s) de trabalho que poderemos vir a aceitar advém, não de uma escolha por nós calculada e estimada, mas como sendo fruto, muitas vezes, da exiguidade de oportunidades que se nos colocam. Por isso é que muitos recém-licenciados em Arquitectura acabam por aceitar estagiar sem sequer serem remunerados.

Depois gera-se aqui um ciclo vicioso que, começa nos patronos que todos os anos colocam entre 1 a 3 estagiários a trabalhar nos seus gabinetes e todos os anos os substituem por outros tantos, colocando uma série de jovens arquitectos no desemprego, porque é deveras mais vantajoso colocar um arquitecto estagiário, em situação de 1º emprego, em regime de isenção, a trabalhar ora a custo de nada, ora com gratificações bastante diminutas, do que colocar um arquitecto com um "salário digno". Depois admirem-se os jovens arquitectos em inicio de carreira de não conseguirem encontrar trabalho. É verdade os estagiários estão a dominar a cena toda, pelo menos os que conseguem e os que aceitam trabalho a custo zero.

E é esta a visão com que nos deparamos, nós licenciados, depois de seis anos de curso? É esta a nossa condição, por perseguirmos incessantemente um sonho que se junta agora à necessidade de sobrevivência!

Porque os estagiários não se alimentam de ar, digamos não aos estágios não remunerados! E os arquitectos em início de carreira agradecem! Obrigado. :foto:


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A questao que colocadas é mto complexa! É extremamente injusto o facto se haver estagiarios a custo zero. Eu fiz o meu estagio em 2006 e terminei no inicio de 2007, a recber um vencimento pequeno, mas se queria aprender tive de me sujeitar um pouco,p dps conseguir vingar (n sei qd, la p os 40 anos). e tinha 2 hipoteses ou ficava por Lisboa(onde estudei), ou regressava a casa. Talvez por esse mesmo motivo regressei, porque Lisboa, e nao só, esta cansada de tanto Arquitecto, porque vingam mais os Arquitectos com experiencia. Ag como recem licenciado e mesmo sendo Arquitectos teremos sp um percurso mt temultuoso, pq temos de estar em constante aprendizagem, nao so de software, como de legislação e ate de novidades no processo criativo e construtivo. Se realmente queres vingar neste meio, tens de te especializar numa area, pq n o consegues fazer em todas, mas ao mesmo tempo saber um pouco do restante que diz respeito à nossa area! Eu tenho um atelier por conta propria, estou ha um ano e meio a exercer sozinha e nao é facil, pela concorrencia deslial, mas mesmo assim tento apostar numa prestação de serviços diferente, pq sei q um dia o cliente conseguirá dar o valor! Boa sorte!

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Rose: eu concordo inteiramente contigo. Mas penso que é praticamente impossível mudar esta situação enquanto não houver leis e actos reguladores da profissão que não permitam o emprego de profissionais sem ser pagos e acima de tudo sem contracto! Porque a questão é mesmo essa, como há ateliers que só necessitam de mão-de-obra e não de cabeças pensantes, lucram muito mais ao ter um estagiário que paguem muito pouco ou não paguem para lhes fazer o que mandam. Quando acaba esse estágio metem outro e o ciclo continua. Não há quem regule esta situação e a própria OA continua a fechar os olhos a esta realidade. Admira-me que a OASRN tenha alertado os seus membros para a falsidade do concurso em Vila Real e que admite punir os arquitectos que nele participem e ao mesmo tempo não demonstra essa autoridade perante os ateliers que empregam arquitectos e estagiários sem remuneração ou abaixo dos salários mínimos. É uma situação tão fácil de controlar que não é por impossibilidade que a OA não o faz. Não se admite que ateliers de Arquitectura tenham pessoas empregadas sem remuneração quando os Arquitectos-chefes vão de Porsche para o trabalho ou vão construindo as suas casas de férias aqui e ali.

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Eu algures, já não me lembro onde, lancei uma ideia para abrir mais hipoteses de trabalho aos arquitectos e não só, que era o seguinte: se houvesse legislação que "obrigasse" os projectistas envolvidos a serem pagos não só pelos projectos mas em acompanhar toda a obra em todos os seus aspectos e fases até á sua efectiva conclusão, tipo construtor ( alias era assim a pratica comum em tempos antigos e até hoje em dia em empreendimentos mais volumosos) haveria muito mais mais trabalho e menos projectos a granel e a propria qualidade das obras poderia melhorar.

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Portaria n.º 701-H/2008

de 29 de Julho


Marco,
Esta recente portaria, e também a anterior, prevé que a assistencia a obra faz parte dos compromissos dos projectistas quando iniciam o projecto. É uma questão pertinente porque sabemos que muitos projectistas se baldam nesta fase.

Mas o facto, e o que está na lei, é que temos de dar essa assistencia sempre que necessária sem cobrar mais por isso.
Mas isso não impede que se contrate uma assistencia mais permanente e intensiva com o Arquitecto, pena é que quando isso acontece é um engenheiro que fica com esse papel...
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Já devo ter enviado uns 50 curriculos desde que terminei o meu curso, há meio ano atrás, e nada. Só consegui umas 5 marcações para entrevista. E..ou são estágios não remunerados (e esses eu dispenso), ou exigem o domínio de uma série de programas que nem toda a gente domina, ou então a lista de entrevistados é enorme e o nosso nome faz como que parte de uma lista de participantes de um concurso ao qual será atribuido, se tivermos sorte, um prémio chamado "estágio".


Concordo plenamente, e depois a Ordem não mexe, não faz nada a não ser exgir tambem mais formações (pagas por nós). Todas as semanas (ou quase todas), aparecem anuncios no site da Ordem a pedirem estagiários, enviei curriculos, para os referidos anuncios (no dia em que eram afixados na pagina). E acho uma falta de consideração dos ditos ateliers de nem sequer dar uma resposta, e de a Ordem ter conhecimento disto e de nada fazer.
E mais ainda, da parte dos nossos colegas arquitectos, que não se dignam a nada, apenas pedem submissão e trabalho gratuito. Sinceramente sinto-me desiludido com este estado de coisas, não foi para isto que andei a estudar estes anos todos.
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Bom..Narayan eu estou atenta todos os dias e não falho uma visita ao site da Ordem e, digamos que, a lista de entidades patronais disponíveis para albergar estagiários é vergonhosa em relação ao número de recém-licenciados que todos as semanas entram às meias dúzias e dezenas. É uma concorrência bastante desleal quando a Ordem não faz nada, em relação ao facto de haver patronos que não remuneram os seus estagiários. Quando dizes que não te retribuem resposta(s) é fácil imaginar que da forma como está o mercado de trabalho na nossa área, assim como nós há outras tantas pessoas a encher os gabinetes com cv`s. Eu já enviei umas boas dezenas de cv´s e emails. As respostas que obtive foram muito poucas. É uma luta persistente todos os dias e só tenho pena que a OA tendo conhecimento desta situação não tome medidas que, poderiam começar logo com a abolição dos estágios gratuitos de forma a que o mercado de trabalho ficasse um pouco mais regularizado. Afinal a OA serve para nos representar, ou não? Eu acho que em volta disto tudo existe também uma grande dose de aceitação da situação!

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Como é evidente o problema não se deve apenas a este ou aquele factor, mas em todo o caso devo apontar um aspecto relevante, ou seja: 1º os novos licenciados procuram muito emprego e este mercado de trabalho tem a particularidade de não ser uma área de produção constante e depende de uma carteira de clientes muito flutuante, dai que acho que deviam procurar mais colaborações eventuais e assim ir penetrando no mercado. 2º geralmente tudo quer lisboa, lisboa, lisboa, porto, porto,.... 3º eu que já vou a caminho de quinze anos de prática, continuo a ter dificuldades na provincia de ver gente disponivel para trabalhar e tenho é sempre visto candidaturas a estágios e emprego e colaborações á distância. O que era útil era alguem que morasse na minha área e que estivesse disposto a trabalhar mediante uma percentagem e eventualmente, pois não posso prometer trabalho de uma forma continua. Assim penso que algo tambem tem de mudar na mentalidade de um recem licenciado, ou seja não se pode pensar que se tira o curso e que naturalmente o mercado deva assimilar esses novos profissionais.

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A sua resposta é pertinente, mas hoje em dia a maioria da população está na zona litoral do nosso pais, dai ser que as cidades situadas nesses locais estejam nas mais procuradas, principalmente Lisboa e Porto outra questão que acho importante é que hoje em dia não existe muita mobilidade por parte de quem procura trabalho, e na minha opinião o arquitecto deve ter mobilidade e capacidade para trabalhar em qualquer local, logo a forma de vida que temos hoje de compra de casa e fixação num determinado local, não será muito vantajosa.

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pois é mas vejamos que existe construção em todo o pais não só nas áreas metropolitanas e outro aspecto é que nem todos os licenciados são oriundos das grandes cidades, as suas "terrinhas natais"tambem precisam deles e dos seus novos conhecimentos. O problema é que se continua a ter uma visão idilica do mundo ocidental o sector terciário tem de se equilibrar novamente com o secundário e primário.

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Correcto, a construção vai existindo por todo o pais, se bem que neste momento está um bocado parada por todo o lado, o que acontece é que nos meio pequenos a visibilidade é menor, e hoje em dia também se procuram um reconhecimento imediato, que eu penso não ser possivel, pois este só me parece justo com o decorrer do tempo e a apreciação dos trabalhos elaborados durante um determinado periodo, independentemente do local onde tenham sido executados. Quanto aos sectores de actividade penso que o mais esquecido foi sem dúvida o primário, e como o próprio nome indica, é o inicio de qualquer concepção, logo este entrando em crise arrasta os seguintes.

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Na altura que eu estuda havia alguns colegas q diziam que nao queriam voltar p os locais de onde eram pq nao havia trabalho. A verdade é que outros foram para esse local e ainda la estao com trabalho e a primeira colega continua na capital, mas nem sp com boa sorte. Falam mto bem do reconhecimento imediato, mas nao é nas grandes cidade q se consegue, pq trablharam sp para um Arquitecto com nome, nunca terao o relançamento da propria imagem. hj em dia a informaçao chega a todo o lado no pais, talvez nalguns locais se tenha de trabalhar um pouco mais p a adquirir, mas ela existe e facilmente chegamos à capital. Mas talvez na "provincia" possamos gradualmente ser reconhecidos, plo menos na nossa zona, o trabalho é mesmo nosso, podemos assinar as nossas ideias, isso nao será prestigioso tambem? ou será so trabalhar com o arquitecto tal de renome? Eu falo por mim, ja trabalhei com arquitecto conhecido no estagio, foi mto gratificante, mas sentia-me fechada no atelier, faltava a ida a obra (onde se aprende mt) o contacto com a legislaçao e com a edificaçao das nossas ideias... mas tem um senao, ha uma preocupaçao maior e de mais responsabilidade, ha uma constante procura para estar actualizada para quando ocliente chega. Penso que cada um tem as suas vantagens e desvantagens...é uma opçao de cada um... Eu tinha uma visao, as circunstancias da vida mudam e a nossa visao tambem... podemos sp aprender e teremos sp de trabalhar p conseguir o que se quer, independentemente de onde se estiver... O estagio é a base da nossa profissao e nao é nele que se aprende o que a Universidade nao da, mas é no dia a dia q se encontra...e so talvez nos 20 e mtos anos de carreira podemos conseguir algum prestigio e reconhecimento....

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Quando se vê a oferta de emprego no site da ordem geralmente são empresas/gab da área metropolitana de Lx e do Porto ou pede-se preferência para pessoas da zona onde é o local do emprego. Tb há o lado pessoal de uma pessoa! exemplo:Se vivo no litoral norte é sempre mais "duro" mudar para o interior sul etc. . . Talvez este agrupar nas grandes cidades se relacione pela ideia ou pelo facto de o "dinheiro/investimentos" e as grandes obras se situar ai! Pelo que já li pode não ser bem assim! Talvez o problema na profissão seja o país ter excesso de arquitectos e não haver AINDA o reconhecimento da nossa profissão pelo resto da população. Se houvesse talvez até nem fossemos assim tantos . . Na formação da ordem aos estagiários, falou-se que já era tempo de haver um sindicato de arquitectos de forma a controlar as explorações dos estágios não pagos e dos recibos-verdes entre outras ilegalidades cometidas, ou acabaria por ser mais umas cotas a pagar-se e cada um a remeter o assunto para o lado e para o outro?! Actualmente fala-se na especialização de um arquitecto em determinada área como forma de dinamizar e abranger a profissão de arquitecto. Alguém sabe falar sobre isso? Sei que um arq pode-se especializar na área de construção, projecto, consultoria, fiscalização, coordenação, etc. . . mas isso não acaba em parte por ser a experiência? há cursos/ formações?

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Pois. Esse site já eu conhecia, realmente. Agora a questão que se coloca é que deve haver muito poucos recem-licenciados que têm possibilidade de ir estagiar ou trabalhar no estrangeiro. A par de uma série de questões que se colocam e que têm que ver com a adaptação ao local, à lingua, à cultura e outras que se relacionam com a distância à família, aos amigos, etc, existe uma questão fundamental que tem a ver com as possibilidades financeiras. Para muitos fazer faculdade já é um sacrificio de que nem todos se podem louvar, ir procurar trabalho/estágio para o estrangeiro então nem falemos. Portanto, sejamos realistas! :foto:

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A situação financeira é sp um ponto importante numa decisao de ir para fora, mas ha bolsas... Ainda no outro dia apareceu uma repostagem duma rapariga que queria seguir o seu sonho, foi p fora do pais e consegui c mto esforço e trabalho, porque nao? Fazem-se sp novos amigos. Desculpa a sinceridade, mas parece-me, RoseRed, que é mais facil para ti ver as dificuldades do q ultrapassá-las e fazer por isso... Sem trabalho nao se consegue nada...e hj cada x mais...

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Como tudo na vida, para poder ter umas coisas, por vezes não podemos ter outras, mesmo que não seja definitivo, mas em alguns momentos temos de fazer sacrificios para e abdicar de uma coisas em função de outras. Acredito é que nunca nos devemos acomodar e ficar á espera que as coisas venham ter conosco.

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parece-me, RoseRed, que é mais facil para ti ver as dificuldades do q ultrapassá-las e fazer por isso... Sem trabalho nao se consegue nada...


Primeiro, queria apenas dizer que não mencionei aqui o que tenho feito para ultrapassar ou não a situação e se o trabalho para tal tem sido muito ou pouco.

Não consigo, tão pouco, compreender como há pessoas que lançam sobre outras opiniões infundadas, sem conhecerem as suas condições e restrições, motivos, motivações e/ou pretensões e resolvem lançar desta forma despropositadas ilações acerca de uns e de outros.
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devido a falta de tempo vou resumir a minha resposta

-comparando a situacao de 2004 (qd acabei o curso) com a de hoje em dia:

2004
excedente de arquitectos + fase muito inicial de crise = mercado de trabalho muito dificil

2009
montanhas de arquitectos + crise brutal = deiam um tiro nos miolos (tou a brincar!)

e isto nao vai la com legislacao. a legislacao so vai ter utilidade qd acabar a crise. ate la
zaras e intermarches esperam por nos a nao ser que os papas paguem o estagio nao remunerado. porque ha sempre alguem que paga.. nao se vive do ar..
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Primeiro, queria apenas dizer que não mencionei aqui o que tenho feito para ultrapassar ou não a situação e se o trabalho para tal tem sido muito ou pouco.

Não consigo, tão pouco, compreender como há pessoas que lançam sobre outras opiniões infundadas, sem conhecerem as suas condições e restrições, motivos, motivações e/ou pretensões e resolvem lançar desta forma despropositadas ilações acerca de uns e de outros.



Foi apenas um comentario baseado no primeiro post, e em respostas dadas a comentarios/ajudas/ideias que foram aqui escritas... Apenas foi um comentario com base numa experiencia vivenciada, identica à descrita, e q como tantos outros arquitectos passaram e passarao e q todos tiveram de enfrentar e "dar o litro" para a superar.... cm os recem licenciados q vierem terão de enfrentar...infelizmente é assim...é injusto? pois é....mas ha tanta coisa injusta...

è verdade q deveriam, os recem licenciados, ter mais apoio da ordem, mas tb os arquitectos acham q deveriam ter...
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Teminei o curso em 1999, quando começou a ser obrigatório o estágio académico no 6º ano. Na altura não foi difícil e geralmente eram pagos, pouco mas eram. A realidade agora é bem diferente, quando entrei havia 3 cursos públicos (Lisboa, Porto e coimbra) e penso que duas privadas Lusiadas (Lisboa e Porto). Houve um descontrolo absoluto na abertura de novos cursos e o mercado não consegue absorver todos. Entretanto a ordem que não agiu na altura e procura agora "dificultar" o acesso á ordem aos recem licenciados. Os jovens licenciados não podem agora pagar pelos erros do passado e devem ser integrados como arquitectos, mas há que pensar em limitar o n.º de vagas de arquitectura, porque não é só com legislação que isto se resolve e não é revogando o 73/73 que surge trabalho para todos. A ordem dos médicos sempre foi muito insisiva na limitação de vagas (as vezes até demais) mas o facto é que quando saem das faculdades não são eles que procuram emprego, são os empregos que os procuram a eles.

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