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Setubal | Fórum Municipal Luísa Todi | Sérgio Dias


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O futuro Fórum Municipal Luísa Todi

São precisos mais de quatro milhões de euros para revitalizar a maior e mais carismática sala de espectáculos do Concelho. Modernidade e funcionalidade serão características do futuro espaço cultural.

O interior do Fórum Municipal há muito que está totalmente desmantelado, depois de retiradas as cadeiras, e desmantelado o palco e camarins.

O projecto de arquitectura beneficiou de alterações que vão tornar o futuro edifício num recinto mais funcional face ao traçado original, respeitando a legislação em vigor para as salas de espectáculo.
De acordo com o orgão oficial da Câmara de Setúbal, será no rés-do-chão que se encontrarão as alterações mais significativas: “Em vez de uma, passam a existir três entradas, sendo que as portas principais transitam para o alçado poente, onde existirá uma mini-praceta, permitindo um acesso mais directo à plateia, ao estilo das salas mais modernas”.

Ainda no rés-do-chão, será montado um espaço recreativo para crianças, equipado com consolas e outros materiais lúdicos, onde os mais novos poderão permanecer durante os espectáculos. O piso 1 passará a corresponder à plateia e palco.

A Câmara refere que o elevador externo de acesso ao segundo balcão ficará instalado no alçado poente, junto da Rua do Regimento de Infantaria 11. “Também nesta fachada, as típicas riscas verticais brancas da coluna central desaparecem, dado lugar, em toda a extensão da coluna, a uma parede de vidro.”

Na Rua Padre Joaquim Silvestre Serrão está o alçado nascente onde, segundo o projecto, passará a existir uma porta de acesso directo ao palco para a instalação de equipamentos, permitindo manobras de camiões TIR.

“Grande novidade será a disposição das sala polivalente, localizada no topo do edifício,” garante a entidade proprietária do imóvel, que assegura uma vista panorâmica para o rio. Esta sala, a construir de raiz e equipada com um bar, destina-se à realização de pequenos espectáculos, com capacidade para cerca de uma centena de pessoas.

in http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=278&id=10015&idSeccao=2285&Action=noticia



A remodelação do Fórum Municipal Luísa Todi resulta da necessidade de proceder a profundas alterações no edifício, por um lado, para travar o processo de degradação do imóvel, por outro, para modernizar este equipamento cultural, aumentando-lhe as valências e as capacidades de uso.

A intervenção, além da substituição de materiais e equipamentos, regista como principais intervenções a ampliação do palco e a instalação de uma sala polivalente, uma biblioteca e ciber-café e um elevador panorâmico, o que implica o acrescento de estruturas edificadas ao imóvel, construído no final da década de 50.
A ampliação do palco é feita de forma a obter 12 metros de profundidade (mais cinco do que a actual), com a demolição da empena nascente. Associado a este aumento, prevê-se o acrescento da teia e de todos os dispositivos de cena nomeadamente a chaminé de contrapesos, bem como a construção de novos camarins, aproveitando a área de gaveto formada pela ampliação do palco e a caixa de escadas existente.

Foi adoptada uma solução arquitectónica de respeito pela traça, acoplando à fachada novos elementos neutros em vidro e marcando a zona de ampliação do palco com elementos e linhas diagonais. A marcação é propositada uma vez que esta intervenção evidencia um ponto de viragem na vida e funcionalidade do Fórum.

Na cobertura da teia do palco será construída uma sala polivalente, com acesso a um terraço. No topo oposto, a área do actual foyer do 2.º balcão dará lugar a uma biblioteca e ciber-café com incidência em publicações sobre as artes do espectáculo.

A instalação de um elevador panorâmico e respectivos patamares envidraçados na fachada poente é, talvez, a intervenção de maior significado visual, do exterior, a que se associa a pintura do edifício com a possibilidade de substituição das chapas de fibrocimento por placas de madeira. Em termos de estrutura, será ainda colocada uma nova cobertura na área ocupada pelo auditório e zonas adjacentes.

A reestruturação do Fórum observa uma estratégia de melhoria das condições do auditório a nível de conforto, audição e segurança do espectador.

Desse modo, funcionará ar condicionado e há lugar a uma renovação do foyer, incluindo a área do bar, e das instalações sanitárias, ao nível de redes de águas e esgotos, equipamentos e azulejos.

Para aumento da segurança, serão colocadas portas e cortina corta-fogo e portas com barras anti-pânico. De assinalar ainda a eliminação das barreiras arquitectónicas com a construção de uma rampa de acesso ao edifício e auditório e instalações sanitárias para pessoas com mobilidade reduzida.

O amento do conforto para assistência aos espectáculos de diferentes géneros previstos para o recinto passa igualmente pela substituição das poltronas e da alcatifa.

O Fórum Municipal Luísa Todi, como o descreve o arquitecto municipal Sérgio Dias, autor do projecto de remodelação previsto, constitui-se por um grande auditório com uma lotação de cerca de 1000 lugares distribuídos por plateia, tribuna e 2º balcão.

As áreas de foyer e de circulação são amplas e revestidas com materiais nobres.

A zona do palco é constituída por camarins distribuídos em altura aproveitando o generoso pé direito do palco e da teia.

Quanto ao palco propriamente dito verifica-se uma desproporção entre largura e profundidade o que provoca restrições de ordem cénica.

No extremo oposto do palco localiza-se a cabina de projecção, sala de operadores e escadas de acesso ao 2º balcão. Este 2º balcão tem um foyer e instalações sanitárias próprias.

A fim de evitar a progressiva degradação enquanto edifício e sala de espectáculo, a Câmara Municipal decidiu-se pela respectiva aquisição nos finais da década de 80, passando aquele espaço a designar-se Fórum Municipal Luisa Todi.

Desde então o TAS-Teatro Animação de Setúbal, companhia de teatro ali residente apresenta anualmente uma temporada de teatro.

As sessões de cinema são regulares.

Muitas das iniciativas de carácter cultural da cidade continuam a decorrem neste espaço.

O passar dos anos deixou a sua marca sobretudo no que diz respeito aos equipamentos de som, de iluminação de cena e de ar condicionado, alguns dos quais se apresentam hoje ineficazes ou estão mesmo ultrapassados.

A legislação que rege actualmente rege o funcionamento das salas de espectáculos tem vindo a ser alterada, fazendo implementar novas especificações e exigências quer quanto ao nível do conforto quer quanto à segurança do espectador.

in http://www.mun-setubal.pt/diversos/Campanha_Forum_Luisa_Todi/projecto_remodelacao.asp

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O autor é Sérgio Dias, arquitecto municipal. Em termos de imagens do projecto de remodelação do fórum, penso que serão as únicas disponíveis na net, cheguei a vê-las em ponto maior nas vedações da obra, mas acho que já não se encontram no local... SketchUp... :foto:

http://www.mun-setubal.pt/diversos/Campanha_Forum_Luisa_Todi/projecto_remodelacao.asp

Cumps!

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  • 3 weeks later...

Projecto 'defeituoso' atrasa Fórum Luísa Todi

ROBERTO DORES, Setúbal

Setúbal. Esboço com menos um piso retardou obra e está no lixo

Empreitada vai custar, pelo menos, mais 400 mil euros

A presidente da câmara de Setúbal revelou ontem que a autarquia decidiu atirar para o "caixote do lixo" um esboço feito por um arquitecto do município para a recuperação do Fórum Luísa Todi, tendo recorrido a uma empresa exterior. Maria das Dores Meira justificou a decisão com o facto de existirem uma série de medidas "que não ligavam umas com as outras", sendo que "até faltava um piso". Porém, mesmo com base no esboço, foram feitos projectos na especialidade.

Um contratempo que se revelou determinante no atraso das obras da principal sala de espectáculos de Setúbal, que ontem recebeu a estrutura que irá permitir a demolição das paredes exteriores do edifício (que substitui as inexistentes fundações, impedindo assim a derrocada).

Contudo, ainda por causa do esboço, a autarquia viu-se obrigada a adiar a inauguração do imóvel para finais de Julho ou meados de Agosto, ainda a tempo de receber o Festróia, festival de cinema que terá lugar em Setembro.

Só que o objectivo inicial apontava para que as obras estivessem agora a ser ultimadas, a fim de o fórum poder abrir portas ao Congresso Mundial de Turismo, que, afinal, foi transferido para a Estalagem do Sado.

"O projecto - de restauro do fórum - teve que ser feito de novo, em dois meses. O que causa alguma estranheza, já que mesmo com esse esboço foram feitos projectos na especialidade de estruturas, todos eles muito inacabados e mal feitos", admitiu a presidente da câmara de Setúbal, revelando que o novo projecto encareceu o orçamento, que estava fixado em 3,6 milhões de euros, passando agora as obras a custar quatro milhões, mas conferindo ao edifício, situado na Avenida Luísa Todi, a possibilidade de acolher espectáculos que até agora eram inviáveis. O alargamento de palco em cinco metros abre, por exemplo, a possibilidade de virem a realizar-se ali espectáculos de ópera.

in http://dn.sapo.pt/2009/02/18/cidades/projecto_defeituoso_atrasa_forum_lui.html

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  • 1 month later...
  • 4 months later...

Novo fórum Luísa Todi apresentado pela primeira vez O projecto do novo fórum Luísa Todi foi apresentado pela primeira vez ao público. Paulo Ramos e Cidália Worm, arquitectos do atelier especializado em salas de espectáculos, Espaço, Tempo e Utopia, revelam que o fórum foi “ampliado com as proporções do volume original” e que procuraram “valorizar os elementos arquitectónicos mais relevantes e preservar a memória colectiva”. “É uma intervenção contemporânea, mas discreta”, conclui Paulo Ramos. Com o novo projecto, a entrada do fórum vai passar a ser efectuada pelo alçado poente, como “já acontecia no anterior teatro Dona Amélia”, revela Paulo Ramos. Esta opção é justificada com a existência de “mais espaço”, que torna o local “mais confortável” e que vai permitir que “os espectáculos transpareçam para fora”, com a criação de um arranjo exterior e um espelho de água que permite “acontecer pequenos happenings”. O novo projecto vai permitir ao Luísa Todi ganhar “novas valências”, como a ópera, congressos, café-concerto ou exposições. Para isso, foi aumentado o palco, “fundamental para que a sala possa estar inserida numa rede de divulgação de espectáculos”, e criada uma sala polivalente sobre a caixa de palco, com “vista panorâmica, mas que também pode ser obscurecida”. Além disso, vai ser criado um playground, onde os espectadores podem deixar as crianças. Com estas mudanças, Maria das Dores Meira, presidente da câmara de Setúbal, acredita que o fórum pode vir ser “a melhor sala de espectáculos do país”. Paulo Ramos acrescenta ainda a criação de “novas acessibilidades para pessoas de mobilidade condicionada, da eliminação da separação entre o balcão e a plateia e a modernização do equipamento cénico”. Além disso, revela que vai ser “conservado o tecto, a linguagem de horizontalidade e as letras identificativas” do fórum. Quanto ao revestimento, apesar de ser substituído devido às condições acústicas e térmicas, vai ser “mantida a palete de cores existentes”. Com todas estas mudanças, a lotação do fórum Luísa Todi vai ser reduzida, passando para 635 espectadores. Quanto aos problemas que levaram ao atraso nas obras, Pedro Ribeiro, engenheiro da a2p, empresa responsável pela estrutura do novo projecto, revela que alguns eram “expectáveis, mas não tantos”. Em relação às questões sísmicas, o engenheiro explica que o fórum Luísa Todi foi “uma das primeiras utilizações integrais em betão armado” e, como tal, “a disposição das armaduras não tinha capacidade de deformação durante um sismo”. Assim, foi necessário “o reforço pontual de uma área de intervenção brutal”, que exigiu um “esforço e um custo muito grande”. Pedro Ribeiro revela ainda que os relatórios mostravam que a água estava um metro abaixo do solo, quando na realidade está a 40 centímetros, algo que era imprevisto porque “a cave não mostrava sinais” de humidade. Esta água, “com uma produtividade imensa”, levantou “problemas complexos à impermeabilização e de como confinar a água”. No entanto, o engenheiro recusa falar em “derrapagens”, o que considera uma “discussão falseada”, uma vez que estes eram “problemas que existiriam sempre e tinham de ser resolvidos, mais tarde ou mais cedo”. Por sua vez, a arquitecta Ana Monteiro da Costa realça a complexidade do processo de arquitectura, considerando “estranho” que este seja, “por vezes, esquecido”. Quanto a uma possível data para a conclusão dos trabalhos de requalificação do fórum Luísa Todi, Pedro Ribeiro garante que a resposta tem de ser dada pela fiscalização e pelo empreiteiro da obra. Pedro Soares - 15-07-2009 12:17

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