Jump to content
Arquitectura.pt


Portalegre | Requalificação do Colégio e Igreja de S.Francisco | Arquiespaço


fadadolar

Recommended Posts

Fernando Sequeira Mendes e Jorge Catarino Tavares, em Arquiespaço – Arquitectura e Planeamento, lda.
Reabilitação e Requalificação do Colégio e Igreja de S. Sebastião e Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre
Prémio Nacional de Arquitectura Alexandre Herculano 2006
Prémio Turismo de Portugal “Valorizar o Espaço Público” 2007 – Categoria Ambiente Cidade
Menção Honrosa Prémios Excelência Autárquica 2007


Projecto Geral de Arquitectura:
Arquiespaço – Arquitectura e Planeamento, lda.
Co-autor e coordenador da equipa projectista: Fernando Sequeira Mendes, arquitecto
Co-autor do projecto: Jorge Catarino Tavares
Colaboradores: Gabriela Sandor, Rute Batista, Tiago Pereira, Gonçalo Robalo, Henrique Proença, Magda Mariquito, Alexandra Oliveira, arquitectos
Apoio Logístico e Gestão Integrada: Graça Semedo, Rita Costa
Projecto de Estabilidade:
João Appleton e Vasco Appleton, engenheiros civis em A2P lda.
Projecto de Instalações Eléctricas e Sistemas de Comunicação:
Rúben Sobral, Engenheiro Electrotécnico
Projecto de Instalações Mecânicas:
José Galvão Telles, engenheiro mecânico
Projecto de Abastecimento de Gás:
Fernando Correia, engenheiro civil
Projecto de Instalações de Águas Prediais, Pluviais e Residuais:
José Cantinho Pereira, engenheiro civil
Projecto de Sistemas de Segurança:
António Portugal, arquitecto
Fiscalização:
Jorge Castanheira, engenheiro civil; Dalila Calado, arquitecta; Ricardo Almeida, engenheiro mecânico
Contrutor:
Teixeira Duarte, S.A.
Fabricante das Cadeiras de Auditório:
Figueras International Seating
Restauro de Arte:
Carmen Almada, Luís Figueira em Junqueira 220 lda.
Dono da Obra

Câmara Municipal de Portalegre
Data de Conclusão da Obra

2006
Fotografias
Arquiespaço e Thorsten Humpel
Link to comment
Share on other sites

Parte 7: Memória Descritiva

ANÁLISE HISTÓRICA

D. João III eleva Portalegre a sede de bispado e, consequentemente, a cidade, colmatando um período de desenvolvimento que a levaria a assumir o papel central do território que se estende a norte da área de influência de Évora, até ao Tejo. D. Julião de Alva, bispo de Portalegre, instara em 1553, a fundação de um colégio na cidade cabeça do seu bispado.
Em 1604 os Padres Vasconcelos e Castro iniciam o trabalho de missionação na diocese, a pedido do bispo e do município, instalando-se de seguida em casas alugadas, próximas da Igreja de Santa Maria. A chegada de mais alguns membros e o aumento dos benefícios não permitiram a construção do colégio, limitando-se a uma residência.
Em 1631, o jesuíta P. Simão de Almeida, aplicou os bens que recebera em herança e, por essa doação, foi declarado o fundador do Colégio, começado a construir nos terrenos, edifícios e capela de S. Sebastião que os religiosos tinham entretanto adquirido.
Pouco chegou até nós sobre o desenvolvimento da obra e não conhecemos o arquitecto. Sabemos que nos finais do séc. XVII a Igreja não teria ultrapassado as fundações e que o colégio nunca foi terminado, faltando a ala poente e a totalidade da ala Norte.
Após a extinção da Companhia e consequente expulsão dos jesuítas, foram os edifícios adaptados a fábrica de lanifícios em 1771, por decisão do Marquês de Pombal, procurando tirar vantagens da possibilidade de obtenção da água necessária à manufactura das lâs. Em Janeiro de 1772, está em curso a sua adaptação e, em Abril dá-se início à tecelagem.
Até 1781, a fábrica foi administrada pela Junta do Comércio. De 1788 até 1820 passou a gestão privada, por sucessivas sociedades e proprietários. A Guerra das Laranjas com Espanha, em 1801, causou graves prejuízos à fábrica com o roubo e destruição de equipamentos, prejuízos agravados com as Invasões Francesas. Em 1819 a fábrica encerra, sem interessados na sua gestão. É então vendida à viúva de Joseph Larcher, tintureiro oriundo de Metz, na Lorena. A família Larcher e Honório de Lima aministraram a fábrica até 1882, no que foi o mais longo e próspero período da fábrica de panos de Portalegre.
A difícil situação financeira e o declínio profundo eram irreversíveis, quando em 1897 foi comprada por George Robinson, industrial inglês que fundara a primeira corticeira de Portugal: até à aquisição pelo município, em 2004, o Colégio e a Real Fábrica assistiram a um sem número de inquilinos e usos, numa senda de degradação e abandono que os conduziu à ruína.
O Colégio e Igreja de S. Sebastião

O Colégio de S. Sebastião é constituído por dois corpos, correspondendo o primeiro, a nascente, à igreja construída nos séc. XVI/XVII, com maior volume e perpendicular à rua,.
Segue o modelo que a Companhia de Jesus fez construir desde finais do séc. XVI, com uma nave, ampla, de quatro tramos e capelas laterais comunicantes, coro alto sobre a entrada, tudo sobrepujado por um clerestório de três janelões rectangulares. Segue a tipologia de igreja-salão, que podemos referenciar a Jesu em Roma, de Vignola, ou com S. Giovanni em Florença: repete-se a nave ampla, as capelas laterais comunicantes, os sistemas de acessos e a enfatização do altar-mor. Dividida em três pisos, por sobrados de madeira, violentada na sua estrutura funcional, alterados os vãos e fragmentados os espaços, a Igreja era irreconhecível à data da sua aquisição.

Adossado da Igreja para poente, fica o Colégio de S. Sebastião.

Os edifícios dos colégios não se regiam por um modelo arquitectónico fechado e repetível, mas antes por um conceito geral, que em cada país ou região se adaptava às arquitecturas locais ou às possibilidades do lugar ou do contexto onde se inseriam. Os edifícios de Portalegre reflectem o ideário e a acção da Companhia no varrer de seiscentos: austeros e despojados, seguindo os cânones do que o historiador alemão Kubler chamou a arquitectura portuguesa chã, com uma estrutura de espaço e qualidade construtiva notáveis, adaptados aos meios técnicos disponíveis, características que permitiram a sua adaptação a diferentes funções e garantiram a sua sobrevivência até aos nossos dias.

A ele se acede por um alpendre que dá acesso ao vestíbulo, de feitura posterior e gramática barroca. À direita do vestíbulo, um corredor perpendicular à fachada principal conduz a diversos compartimentos, o maior dos quais, a norte, seria sacristia. O corredor articulava a ligação entre a sacristia, a nave da igreja e os altares.

Do vestíbulo, agora em direcção a poente, sucedem-se os espaços abobadados que terminariam numa ala paralela à Igreja, a que se sucedia outra perpendicular, fechando um pátio, espaço claustral não terminado.Olhando a fachada Norte, percebemos falsos os dois últimos vãos da sequência das janelas de sacada, executados em argamassa imitando pedra, onde ficaria o arranque da ala poente.

A escada de aparato arranca do corredor e sobe ao piso superior. Aqui, a tipologia dos espaços continua a estrutura murária, com pé direito de 5m, contra os 6,4m em baixo, no fecho das abóbadas. É magnífica a sequência dos espaços na sua secura jesuítica, com os janelões dos corredores a rematar os topos.

Neste piso faltavam já algumas das abóbadas originais. A escada de caracol que conduzia à torre sineira permanece no cunhal da Igreja, conquanto as torres tenham, também elas, sido demolidas, deixando a fachada da Igreja sem escala e proporção.
Por cima do altar-mor, a Sala do Capítulo com abóbada de berço ainda conserva a decoração em baixo relevo original.
Embora não estejamos certos da autoria do projecto, é certo que o seu arquitecto estudou os modelos romanos e utilizou em Portugal técnicas construtivas e conceitos de espaço importados de Itália onde, com probabilidade, terá residido. Nomeadamente a Igreja e a sua abóbada, traduzem uma utilização e interpenetração de conhecimentos, que se estendeu pelo continente europeu.
A Real Fábrica de Lanifícios

O último quartel do século XVIII vê adossar um novo corpo à Igreja, desenvolvido na continuidade da fachada principal para nascente, três pisos e sótão, longo de mais de 50 metros, uma nave ampla com 11,5m até ao beirado e 17,5m na cumeeira, dividida em três pisos, protótipo das grandes naves industriais que veremos nascer nos finais do séc. XIX. As paredes em alvenaria de pedra suportam as cargas dos sobrados, a estrutura de madeira apoiando ainda em pilares de granito aparelhado. A estrutura da cobertura, em asnas complexas que descarregam a terças do vão os esforços sobre os pilares de granito, vencem os 18,3 m de largura da construção.
Por fim, adossadas à fachada norte da Fábrica Real, uma série de construções relativamente recentes, espúrias e de má qualidade, degradavam o conjunto e eram limitativas da intervenção, procedendo-se à sua remoção.
À data de aquisição pelo município o edifício estava em vias de aquisição como Imóvel de Interesse Público, pelo Ministério da Cultura de Portugal, e sujeito a medidas preventivas. O projecto e a obra foram aprovados pelo Instituto Português do Património Cultural.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO IMÓVEL ANTES DA INTERVENÇÃO

O estado de degradação torna complexa a descrição das sucessivas alterações feitas ao conjunto dos dois edifícios. Não será difícil entender que a passagem de um colégio jesuíta a fábrica de tecidos significou uma profunda alteração dos espaços. A esta violenta alteração juntam-se as sucessivas adaptações das diferentes e desajustadas utilizações ao longo do século XX para chegarmos ao resultado devastador, que as fotografias revelam. Identificamos dois períodos distintos: as intervenções de séc. XVIII e a depradação do século XX.
Na Igreja, do séc. XVIII, destacamos:
. a destruição do coro;
. a remoção dos altares;
. a demolição do corredor de circulação nascente;
. a destruição dos acessos entre os altares e a fachada Norte
. a demolição do janelão da cabeceira do altar na fachada norte e a abertura de uma porta;
. a demolição das paredes de alguns altares;
. a demolição das torres sineiras e do frontão triangular;
. a colocação da cornija na horizontal, abaixo do fecho da abóbada;
. a remoção dos pórticos de entrada;
. a demolição do nicho de St. Inácio de Loyola para inserrir escdas de acesso ao novo piso da Igreja;
. o tapamento de vãos;
. a introdução dos dois pisos intermédios, dividindo a nave em três pisos;
. o preenchimento do vazio dos altares com pedra e tijolo;
. a abertura de portas e janelas;
. a remoção de toda a iconografia cristã.
No corpo da Igreja, enfatizaremos, com especial relevância, a calamitosa intervenção de um armazenista de mercearias, arrendatário do espaço inferior da Igreja, demolindo altares, picando paredes que forrou a azulejos de casa de banho, introduzindo lajes em betão nas capelas laterais e nos altares, arrasando escadas, removendo frescos, colocando sobre o pavimento original da igreja uma camada de 30 cm de betão.
No Colégio, do séc. XVIII, destacamos:
. o tapamento dos arcos do claustro;
. a abertura do portão na fachada principal;
. a demolição de paredes divisórias entre as celas do segundo piso;
. a demolição de quatro abóbadas de celas do segundo piso;
. a demolição da escada de serviço;
. a introdução do sobrado no corredor de acesso, dividindo o espaço em dois pisos;
. o encerramento da escada nascente da Sala do Capítulo;
. a introdução do sobrado na Sala do Capítulo, dividindo o espaço em dois pisos;
. o tapamento dos janelões da Sala do Capítulo.
Na fachada principal da Fábrica Real, rasgaram-se dois portões e taparam-se alguns vão quando se adossaram construções pobres à fachada norte. O edifício encontrava-se em avançado estado de degradação, próximo do colapso estrutural, não sendo recuperáveis as estruturas de madeira, não visitáveis por ruína quando da aquisição pelo município.
A envolvente urbana a sul do edifício estava profundamente degradada: ao longo da fachada da Fábrica Real um muro, com um talude em cima limitavam a percepção da fachada, neutralizando a sua monumentalidade.
PRINCÍPIOS DA INTERVENÇÃO

O primeiro passo da intervenção consistiu na análise interpretativa profunda dos edifícios, através da sua leitura in situ, pela investigação histórica e por sondagens materiais. A investigação fundamentou como primeiro princípio da intervenção, o da restituição tipológica.
São essenciais à restituição tipológica a reintegração da estrutura murária primitiva com o seu verdadeiro traçado, bem como a recuperação das unidades espaciais que caracterizam os edifícios. Recuperar estas grandes unidades espaciais “pelo menos as fundamentais” é ratio sine qua non para que a intervenção tenha carácter de reabilitação tipológica. Para tanto, era fundamental eliminar compartimentações e subdivisões correspondentes, lotes funcionais de marcado carácter fragmentário, elementos agregados posteriormente e de construção pobre.
O princípio da restituição tipológica implica também que a solução de projecto deixa claramente documentado o que sobre todos os aspectos poderia ser o projecto primitivo (anterior ao séc. XIX). Este exercício pressupõe um esforço analítico que justifica as decisões operativas, formando parte da sua própria memória.
O segundo parâmetro é o da aceitação de um programa funcional, procedendo a ajustes ao plano de necessidades estabelecido, corrigindo e adaptando a solução em função da análise dos edifícios e do objectivo da sua recuperação tipológica. Este objectivo implica dar primazia à sua condição compositiva, sobre o programa funcional.
Investigação histórica e técnica

A descrição das etapas da investigação é demasiado complexa para poder ser resumida. Apoiada num levantamento arquitectónico rigoroso, no estudo das colecções de desenhos de projecto dos séculos XVII e XVIII, existentes na Biblioteca Nacional de Lisboa, e no estudo das colecções de projectos de colégios e edifícios da Companhia de Jesus, nomeadamente em Paris, na colecção do Cabinet des Estampes da Bibliothèque Nationale de France e em Roma, no acervo do Fondo Gesuítico, foi possível reconstituir o que teria sido o edifício original e encontrar soluções que garantiram os princípios de intervenção definidos.
Realçamos duas questões: a identificação da semelhança entre o Colégio do Salvador na cidade de Elvas e o Colégio de Portalegre, foi fundamental no entendimento do edifício e na definição das soluções de projecto: os dois colégios são do mesmo arquitecto, desenvolvendo-se neste momento investigação que poderá permitir atribuir sem reservas autoria dos dois colégios. Este facto leva-nos à segunda questão relevante: foi atribuída a autoria do Colégio de Portalegre a Mateus do Couto, Arquitecto Real de D.Afonso VI. Esta atribuição fundamentou-se nos desenhos de 1678 para uma igreja jesuíta em Portalegre, pertença da B.N. de Lisboa. Alguns dos desenhos desta colecção, que dataríamos do 1º quartel de seiscentos, são os do edifício existente, pelo que supomos tratarem-se dos elementos que chegaram até nós, do projecto original. O corte e o alçado, assinados por Mateus do Couto, não correspondem à igreja construída e são posteriores aos restantes desenhos.
O papel cultural, científico e civilizacional da Companhia de Jesus, com particular relevo no seu período inicial, desde a fundação por Inácio de Loyola até 1773, data da sua extinção pelo Papa Clemente XIV, foi de importância crucial para a sedimentação de uma identidade europeia e para expansão da influência dos países europeus no período da expansão marítima. Os legados desta odisseia civilizacional perduram ainda, pese embora os seus aspectos mais criticáveis, mesmo que avaliados à luz do contexto político e social do mundo de quinhentos a setecentos.
Na base deste esforço, de uma dimensão até então nunca vista - existiam no ano de 1749, 83 casas professas e casas de provação, 699 colégios, 176 seminários e pensionatos, 335 residências e 273 missões por todo o mundo, com particular incidência no espaço europeu – a Companhia de Jesus disponibilizou à Europa do Renascimento e do Barroco as bases científicas que necessitava para a sua expansão, integrando neste acervo de conhecimento o que de novo chegava de países e culturas distintas e distantes.
Trabalho de conservação e utilização de métodos construtivos tradicionais

Foi critério da intervenção a recuperação e restauro de todos os elementos de significado formal ou documental existentes. Foram submetidos a restauro os frescos da sala do piso 1 e os frescos da cabeceira da igreja que encimam o altar mor, bem como o tecto em baixo relevo da Sala do Capítulo. A porta de entrada do Colégio, com probabilidade do final do século XVII, que tinha sido retirada do edifício, foi restaurada e recolocada.
As quatro abóbadas em falta, no piso 1, foram reconstruídas com os materiais e técnicas de seiscentos.
O princípio da restituição tipológica, aproximando os edifícios da sua estrutura murária original, facilita a consolidação estrutural, na medida em que restabelece as continuidades dos elementos construtivos. Os completamentos de paredes entretanto demolidas e as ligações às estruturas existentes foram executadas com a inserção de grampeamentos e injecções de caldas de cimentos não retractéis e resinas de poliester. Todo o edifício incluindo as abóbadas, foi consolidado com armaduras de redes metálicas e betões não retrácteis. As coberturas foram executadas com estruturas de madeira laminada, reduzindo o peso e evitando asnas.
Materiais e resultados obtidos

Os dois edifícios utilizam um leque estrito de materiais: estuque branco, granito cinza de grão fino, idêntico ao existente, aço pintado a cinza, vidro, madeira de cerejeira em carpintarias e mobiliário e de bubinga em pavimentos ou vãos exteriores. Assume-se a contemporaneidade formal e material de todos os elementos construtivos que foi necessário introduzir, por não existirem os elementos originais: portas, janelas, fechamento do claustro, por exemplo. O granito utilizado é idêntico ao do edifício original e proveniente da mesma formação geológica. A linguagem desajectivada do desenho dos novos elementos procura ser consentânea com a secura formal e a austeridade patente quer no colégio jesuíta, quer na nave fabril.
A procura de um discurso formal coerente levou o projecto a um exercício de desenho integral. Como exemplo, a necessidade de cadeiras de auditório formalmente relacionadas com os materiais, as formas existentes e a espacialidade da igreja, levou ao desenvolvimento de um modelo próprio, que foi executado por um fabricante sediado em Barcelona. Posteriormente à obra começou a ser comercializada no mercado internacional, pelo fabricante.
A intervenção na Real Fábrica assumiu características distintas. Tratando-se de uma nave única, sem uma estrutura resistente, nem uma compartimentação de espaços, (as divisórias existentes eram elementos precários que resultaram das necessidades dos diveros utilizadores), o projecto procurou recuperar o conceito de espaço amplo, com os meios técnicos e os materiais actuais. Face aos 18m de largura, o edifício foi rasgado verticalmente ao centro, espaço que remata numa clarabóia na cobertura, pontuado nos extremos por dois núcleos de acessos verticais. recuperou-se a percepção da sobre dimensão da da nave, que as caixas dos elevadores e os elevadores integralmente em vidro, não interrompem.
Ocupado exclusivamente pelos serviços municipais, a compartimentação dos espaços é executada com divisórias amovíveis, permitindo a variação dos espaços em função da evolução da estrutura funcional do município.
O projecto envolveu materiais e equipamentos produzidos em todo o espaço europeu, nalguns casos desenvolvidos especificamente para os equipamentos aqui sediados, como é patente no desenvolvimento do modelo da poltrona do Centro de Congressos, ou na solução da tela de projecção, que sobe do pavimento, evitando perturbar a leitura do espaço da antiga Igreja.
Link to comment
Share on other sites

Please sign in to comment

You will be able to leave a comment after signing in



Sign In Now
×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.