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«Mundo Perfeito», exposição de Fernando Guerra

Cerca de cem fotografias de obras de arquitectos portugueses e estrangeiros (metade das quais de projectos de Álvaro Siza Vieira) constituem a exposição «Mundo Perfeito», que inaugura na galeria da sede da Ordem dos Arquitectos a 13 de Novembro.

Esta exposição, do fotógrafo e arquitecto Fernando Guerra, esteve no Porto (28 Abril a 6 de Junho) e, numa versão reduzida às obras de Siza Vieira, foi mostrada no departamento de arquitectura da Universidade de Coimbra, entre Setembro e Outubro.

Ela inclui imagens de obras dos arquitectos Souto de Moura, Alexandre Alves Costa/Sérgio Fernandez, Adalberto Dias, Manuel Graça Dias/gás José Vieira, João Luís Carrilho da Graça, João Mendes Ribeiro, entre outros.

O texto de apresentação («Reconfigurar o mundo» do arquitecto e comissário da exposição Luís Urbano) evoca a formação arquitectónica do fotógrafo Fernando Guerra para explicar o que os visitantes podem ver: «É um olhar de arquitecto (…) para compreender o espaço, os arquitectos, eventualmente com uma intencionalidade mais consciente que os simples utilizadores [que] circulam pelos edifícios».

Luís Urbano diz que as fotos «captam a espacialidade da arquitectura deambulando, perscrutando, fazendo associações de ideias, de formas, de dimensões» – sendo que, neste sentido, as fotos fazem o que fazem os transeuntes de qualquer espaço: deambulam e associam.

Contudo, Fernando Guerra, de acordo com Luís Urbano, acrescenta-lhe, nessa deambulação, uma «cultura arquitectónica» que distingue «um espaço significante da miríade de construções insignificantes que invadem o nosso campo visual»; oferece vários pontos de vista de um mesmo edifício, conferindo um efeito cinematográfico de narrativa [da construção de uma história num lugar].

Inclui pessoas nos enquadramentos, «por vezes anónimas, outras vezes os arquitectos, muitas vezes o próprio fotógrafo» – a primeira impressão disso é a escala das obras, outra é um efeito de humanidade presente nas superfícies construídas. É a «necessidade de dar sentido e escala a um determinado espaço que, na ausência de uma figura humana, se tornaria incompreensivelmente abstracto», diz Luís Urbano.

As figuras são difusas, «suficientemente indefinidas» como se estivessem lá e não estivessem ou como se estivessem de passagem. Ou se se desculpassem por estar a interferir num «Mundo Perfeito».

Luís Urbano diz que «a escolha do título da exposição, para além da ironia implícita, encerra uma certa radicalidade. A perfeição implica um estado limite, sem evolução possível. Quando se atinge a perfeição nada mais há a fazer senão contemplar o belo. Mas, ao mesmo tempo, a busca da perfeição pode ser um acto generoso. Quando se tem por objectivo encontrar as melhores imagens para representar a essência e o conceito de um edifício, está-se a responder aos desejos daqueles que o projectaram».

Reconfigurar o mundo - Luís Urbano


13 Novembro a 19 Dezembro
«Mundo Perfeito» Fotografias de Fernando Guerra
10h-19h (dias úteis)
Auditório da sede da Ordem dos Arquitectos
Travessa do Carvalho, 21-25
Tel. 213 241 140/5

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