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Exposição arménio losa. Cassiano barbosa. Arquitectos: "nosso escritório" [1945-1957]


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EXPOSIÇÃO ARMÉNIO LOSA. CASSIANO BARBOSA. ARQUITECTOS: "NOSSO ESCRITÓRIO" [1945-1957]
Inauguração
28-10-2008
28 OUT – 06 DEZ 2008
Museu dos Transportes e Comunicações
Edifício da Alfândega, Porto
Ter – Sex 10h – 18h Sáb + Dom + Fer 15h – 19h
Entrada Livre
Co-organização: FAUP – Centro de Documentação/ Secção Regional do Norte da
Ordem dos Arquitectos - OASRN
Investigação/ Projecto/ Coordenação: Arquitecto Manuel Mendes

Visita Guiada: 8 NOV, 17h30 com Arquitecto Manuel Mendes


A FAUP, Centro de Documentação e a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, OASRN inauguram no próximo dia 28 de Outubro, 3ª feira, pelas 22h00, no Museu dos Transportes e Comunicações (Edifício da Alfândega, Porto) a Exposição Arménio Losa. Cassiano Barbosa. Arquitectos: "Nosso Escritório" [1945-1957], dois autores referenciados na bibliografia relativa ao processo da Arquitectura Portuguesa do Séc. XX, que contribuíram na ampliação da cidadania da arquitectura, do seu ofício e saber, nas suas dimensões técnica e artística, política e social.

A inauguração vai ser precedida, às 22h00, por uma conferência pelo Arquitecto Manuel Mendes, na Biblioteca do Museu dos Transportes e Comunicações.

A exposição é realizada no âmbito das Comemorações do Centenário de Nascimento de Arménio Losa, uma das mais destacadas figuras no panorama arquitectónico português do século XX, promovida pela OASRN em conjunto com várias personalidades e instituições, numa homenagem onde terão lugar uma série de acções que pretendem divulgar a um público alargado a obra do arquitecto e a actividade do cidadão.

O ciclo, comissariado pelo Arquitecto Pedro Ramalho, integra exposições, conferências, debate, visitas guiadas, concurso de fotografia, e a edição do Mapa/Roteiro Arménio Losa na cidade do Porto.

Sobre a Exposição Arménio Losa. Cassiano Barbosa. Arquitectos: "Nosso Escritório" [1945-1957] "Tal como a praticou Le Corbusier, "a arquitectura é uma missão que exige dos seus servidores vocação. Que, consagrada ao bem da habitação [habitação que abriga os homens, o trabalho, as coisas, as instituições, os pensamentos], a arquitectura é um acto de amar, e não uma encenação".

Arménio Losa (1908-88) e Cassiano Barbosa (1911-98) são autores referenciados na bibliografia relativa ao processo da Arquitectura Portuguesa do século XX, sublinhando-se o seu contributo à ampliação da cidadania da arquitectura, do seu oficio e saber, nas suas dimensões técnica e artística, política e cultural.

No todo da sua obra entre 1945 e 1957, o edifício de casas-andar de habitação na rua da Boavista (1945), ou o edifício de ângulo para comércio, escritórios e habitação no encontro da rua de Sá da Bandeira com a rua de Guedes de Azevedo (1946), ou o edifício de contiguidade na frente urbana da rua de Ceuta (1950) testemunham compreensível exemplaridade, como testemunham, igualmente, certa excepcionalidade , se presente a arquitectura dos seus percursos formativos e profissionais. Excepcionalidade que, assim mesmo, sem a compreensão da sua razão de ser, tem servido a alguns para repetida evocação de um novo localizado. Um novo validado e divulgado pelo que reproduz de figuras ou modelos do que aqueles repetidamente entretecem como arquitectura moderna. Evocação que, por quixotesca sonhação na (a)ventura de alguma história e de alguma crítica, tem servido à confabulação desse mágico moderno localizado, contribuindo para o esquecimento da originalidade que é marca e ferida na exposição da modernidade (es)forçada característica da situação portuguesa.

A realização desta exposição quis-se como construção | estação provisória para um (re)conhecimento mais detalhado e rigoroso, de um período das suas vidas, na militância por uma arquitectura do seu tempo - a cidade, a casa, a profissão, a cultura.

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Obra singular de Arménio Losa mobiliza cidade

Ordem dos Arquitectos homenageia mestre nocentenário do seu nascimento com exposições e debates

MANUEL VITORINO

Um arquitecto modernista, autor de uma obra singular e feita de rupturas com visão tradicionalista do Estado Novo. São elogios feitos ao arquitecto Arménio Losa, alvo de homenagem na cidade onde viveu e deixou marca indelével.

"Andou sempre à frente do seu tempo". É a opinião mais vezes ouvida quando surge o nome de Arménio Losa, arquitecto, urbanista, autor de vários planos de urbanização de Gaia, Matosinhos e do Porto, cidadão empenhado em causas cívicas e políticas de combate ao Estado Novo. "Toda a sua vida foi marcada pela luta antifascista e sempre teve uma dimensão ética do exercício da profissão. Foi sempre um homem coerente", referiu, ao JN, Manuel Correia Fernandes, catedrático de Arquitectura da FAUP.

O mesmo ângulo de análise foi, igualmente, partilhado pelo arquitecto Nuno Portas, professor na FAUP e amigo de Arménio Losa. "Acompanhou desde sempre as mudanças do Porto no século XX. Foi um grande mestre e sempre teve uma visão metropolitana do espaço urbano", disse. "Deixou uma obra ímpar", atalhou, deixando implícita a ideia de que a vida e obra de Arménio Losa continua a ser uma referência para estudantes e jovens arquitectos.

Para Pedro Ramalho, arquitecto e comissário-geral das comemorações promovidas pela Ordem dos Arquitectos alusivas ao centenáriodo nascimento de Arménio Losa (1908-2008) o responsável do primeiro gabinete de Urbanismo da Câmara do Porto foi sempre um homem de rupturas. "No pós-guerra, o movimento modernista teve uma importância muito grande, já que introduz regras novas e faz um corte com a arquitectura tradicional. Arménio Losa esteve neste movimento e sempre teve evidentes preocupações sociais e políticas".

Impedido pelo Estado Novo de leccionar pelo Estado Novo - por razões políticas e ideológicas -, a sua obra sempre foi seguida com particular atenção e estudo. "Foi moderno, racionalista e adepto dos ideiais de Le Corbusier. Foi um homem de rupturas em relação ao passado. Pagou caro, mas até ao final da vida esteve atento à evolução e transformação da cidade", elogiou, ao JN, o arquitecto João Paulo Rapagão.

Entre os projectos mais marcantes na cidade e cujos testemunhos são referências na sua obra, conta-se os edifícios de habitação da Rua da Boavista, à Carvalhosa (1945), o prédio de escritórios nas ruas de Sá da Bandeira com Guedes de Azevedo (1946) e, ainda, o edifício modernista da Rua de Ceuta, desenhado em 1950.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1042147

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