Jump to content
Arquitectura.pt


Cidades sustentaveis


Recommended Posts

Uma cidade não é, nem será nunca, sustentável. Se por sustentável entendermos que se sustenta integralmente, ou seja que tudo o que se "consome" ou transforma dentro dos limites da cidade é nela produzido, por definição uma cidade não é sustentável. Nunca o foi. Existe a famosa "foot print" criada pela cidade, que pode ser várias ordens de grandeza superior à área da mesma.

Link to post
Share on other sites

O conceito sustentabilidade engloba varios factores, economico, social. ecologico etc etc. nao engloba a sustentabilidade integral mas sim o equilibrio entre perdas e ganhos destes factores. obviamente isto se se consegue com boa gestao. A aposta em infraestruturas de qualidade e num bom planeamento territorial sempre o primeiro passo para a sustentabilidade, mas isso so e possivel com saude economica.

Link to post
Share on other sites

As cidades tal como as conhecemos e entedemos dificilmente poderão vir a ser sustebtáveis, uma vez que não estão preparadas para tal. Durante anos cometeram-se erros urbanísticos e alimentaram políticas erradas de gestão territorial. Estes erros dificilmente poderão vir a ser ultrapassados. As cidades que mais condições teriam para trilhar o caminho da sustentabilidade têm na sua grande maioria um problema são grandes de mais para a população que albergam. Se não reparem, a dimensão das nossas cidades de média dimensão está completamente desadequada.

Link to post
Share on other sites
  • 1 year later...

Concordo plenamente que as cidades tal e qual como se demonstram neste momento não sejam capazes de ser sustentáveis, devido a imensos factores, essencialmente políticos e de gestão. Mas, em contra partida, até que ponto é que aldeias do interior do país, tal como Picote que até possui uma barragem, e toda uma estrutura montada para a fixação de população, como é o caso de Barrocal do Douro, podem promover a sua sustentabilidade?

Link to post
Share on other sites
  • 1 month later...
  • 1 month later...

Cara, é muito difícil tornar uma cidade sustentável.. primeiro porque precisa de conscientização da população sobre como pensar a cidade, como contribuir de maneira ecológica e não destrutiva. segundo porque se isso acontecesse, e digamos que todos queiram se adaptar* à sustentabilidade, levaria um bom tempo para que as condições econômicas se associassem a inciativa. Resumindo, acho utopia. Nosso dever, como arquitetos conscientes, é simplesmente fazer a nossa parte: construir pra viver em harmonia com a cidade, com a natureza. Não deixar um planeta destruído, sei lá.

Link to post
Share on other sites

sem duvida que leva seu tempo...e nem é pouco tempo..pois mudar a mente das pessoas demora e muito...dentro de um seio de amigos já é complicado, numa cidade nem se fala... possivelmente seria mais facil começar com um vilarejo...mas mm assim é sempre complicado... Claro que não conseguimos fazer muito...mas como arquitectos, urbanistas, cidadãos conscientes da situação actual do planeta, podemos e até é o nosso dever tentar ser o mais sustentável possivel no que construimos e projectamos...se que por vezes há impedimentos que nos transcende..mas dentro de nossas possibilidades e espaço de manobra vale sempre a pena tentar... enfim muita filosifia...e até utopia...

Link to post
Share on other sites
  • 1 month later...
  • 3 weeks later...
  • 2 months later...

Penso que, como já foi dito, é difícil torna algo sustentável que já esteja pré-existente. Apenas com o tempo conforme se vai reabilitando os edifícios se possa construir da forma mais sustentável possível de acordo com a tecnologia e o conhecimento na altura que permita isso. Mesmo assim seria impossível modificar o traçado urbano que apresenta grandes falhas a nível de sustentabilidade. Mas há tanto mais que vai desde o despejar uma garrafa de plástico para o lixo normal até à construção sustentável que tudo isto só será mesmo possível quando toda a gente pensar de forma diferente em todo o seu tipo de actos. É algo realmente complicado de pensar que leva o seu tempo.

Link to post
Share on other sites

Palavras vãs... é a minha opinião sobre a sustentabilidade.

Vamos imaginar um cenário... completamente ridículo... impossível num plano real... existe uma comarca em Portugal, que gasta cerca de 300.000.00 num garrafão de valor artístico, feito de aço, 300.000.00... 300ME... deve ser a coisa mais cara por m² ali na zona. As pessoas, que são sempre consideradas como estúpidas, por darem alguma importância as palavras, pensam:

É o Valor Artístico, uma mais valia para o Concelho...


Ora mais 300.000.00... menos 300.000.00 e de onde é que eles vieram, como foi financiado, não importa, o que facto importa no meio desta ***** toda, não é a sustentabilidade, não é os buracos na estrada e muito menos, a porra da derrocada que tornou impossível o trânsito normal na mesma durante vários meses... nada do que é realmente necessário, importa... nada, não liguemos as prioridades... para as prioridades nunca existe dinheiro, o dinheiro só é dispensável em tretas, que no fundo nada resolvem num plano funcional. O que conta em Portugal, é o Estilo e não a Solução.

Ainda bem, que esta história seria impossível em Portugal, seja 100ME, 200ME ou 300ME. Um disparate, que só poderia ter sido colocado aqui por mim.
Link to post
Share on other sites
  • 1 month later...

Na minha opiniao a melhor maneira de "fazer" cidades sustentaveis é precisamente partindo de uma pre-existente! Os nossos assentamentos de cidades foram feitos paulatinamente e devemos ter em atençao que antes da revoluçao industrial as coisas pensavam-se de forma muito sustentavel, o mais sustentavel possivel, nao havia entao energias para despediçar. Entao as cidades estao onde melhor tem acesso a agua, a terrenos ferteis, a boa exposiçao solar, a boa cominicaçao com outros lugares dai a sua normal proximidade com o mar ou rios. É tambem verdade que o boom urbanistico era já alheio a muitos destes conceitos, mas é materia existente e melhor que deitar fora é a reutilizaçao, ja sabemos. O conceito de sustentabilidade irá de braço com a reabilitaçao. Alem dos edificios ha que considerar as tambem as infraestruturas existentes. Ter em conta que gerar novas cidades implica impermeabilizaçao de novos solos e portanto aumentando o impacto ambiental. A reutilizaçao de bens existentes, a importancia crucial do transporte publico, a reduçao das necessidades de deslocaçao das pessoas, tanto para trabalhar como para fazer a vida normal de acesso a comercio, a serviços a equipamentos sanitarios educacionais, culturais...ou seja promover pequeno comercio e a vida de bairro multifuncional, e nao o modelo que tem vindo a prosperar das imensas zonas residenciais e imensas zonas comerciais a km de distancia. O direito que as pessoas tem de zonas verdes e acesso â natureza , e nao falo de jardins dentro de casa, nem canteiros em cima de parques de estacionamento... enfim muito trabalho a ser feito. É um tema que dá muito pano para mangas, que sem duvida exige mudanças de mentalidade, vontade politica que vem do nivel de exigencias da populaçao e a exigencia da populaçao vem do bem informada que está e sem duvida cabe-nos a nos arquitectos pensadores de espaços parte dessa responsabilidade. É sobretudo um excelente tremendo desafio para arquitectos, engenheiros e urbanistas.

Link to post
Share on other sites
  • 1 year later...
  • 10 months later...

Se entendermos a cidade como algo "vivo", que nasce, cresce, desenvolve-se e eventualmente "morre", a sustentabilidade é durante um período temporalmente definido. Penso que isso é possível, já existiram cidades sustentáveis num determinado período de tempo. 

Entender a cidade como uma máquina que se sustenta a si própria, com todas as variáveis em equilíbrio, de forma contínua e definitiva, apenas no plano da utopia.

Link to post
Share on other sites
  • 9 months later...
  • 4 years later...

Please sign in to comment

You will be able to leave a comment after signing in



Sign In Now
×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.