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Bienal de Arquitectura de Veneza 2008 | Souto Moura e Ângelo de Sousa


JVS

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mas eu nao devo tar a perceber bem...leste um livro dum estrangeiro? sobre o nosso pais? pa perceberes que nao deves deixar os outros pensar o país por ti? ou vais pensar por esse men?


Bastava teres pesquisado um bocadinho para perceber que o autor não é estrangeiro e sim portugues... só porque os pais são estangeiros o nome é assim. Mas o autor nasceu em portugal e é português. :(

Mas suponhamos que era estrangeiro... não é bom ás vezes ouvirmos a opinião exterior? Tens uma empresa... só vais ouvir as ideias dos teus gerentes/socios/empregados? Não vais aceitar criticas e ideias exteriores?:)
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nuno, eu só nao acho é que para tu começares a desenvolver uma opinião autónoma do país, tenhas que ler um livro que te diga para o fazeres...porque a base da autonomia é contraditório com isso mesmo.... mas JAG no cinema é válido...agora na arquitectura...Casa de chá da boa nova, com 50 60 e tal anos...entras lá hoje em dia, arrepias te de cima a baixo...e acho que a maneira de Siza de abordar a arquitectura nunca saíu da hmmm modernidade, ou contemporaneidade, porque simplesmente ele aborda cada projecto em cada espaço temporal e no particular tao profundo de situaçoes, sem se influenciar maioritariamente por ismos....e é por isso que arquitectura dele de 20 30 anos pode ser contemporanea, e apesar de ele andar aki a outros 50, pode produzir arquitectura mais vá lida....acho que a velhice neste caso será experiencia...nao desactualização...

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sim... mas o livro não te obriga a desenvolver que opiniao seja... é apenas um conjunto de opiniões de outra pessoa... eu só dei o exemplo do livro porque me identifico com ALGUMAS das opiniões dadas nesse livro! É obvio que a minha opinião não baseada em mais nada a não ser em mim próprio:D

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  • 1 month later...

Espelhos lusos na 11.ª Bienal de Veneza

2008-09-03

A.V.

"Um objecto poderoso que é inqualificável", assim define o filósofo José Gil o projecto da representação oficial portuguesa na 11.ª Bienal Internacional de Arquitectura de Veneza, desenvolvido conjuntamente pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura e pelo artista Ângelo de Sousa, como o JN noticiou em Julho.

Esta dupla, que já anteriormente tinha trabalhado em parceria, concebeu para o espaço do Fondaco Marcello, o pavilhão português situado no Grande Canale, um projecto que, nas palavras de José Gil, "não é edifício nem instalação ou construção escultura" mas sim "algo mais do emblemático". O desafio proposto aos criadores materializou-se na concepção de "Cá fora: Arquitectura desassossegada".

A ideia consubstancia-se num conjunto de espelhos, dois deles cobrem a fachada do pavilhão português, oferecendo ao espectador um percurso de movimentos pendulares entre espelhos e reflexos. O projecto, que transforma o espaço numa espécie de "palácio infinito", nas palavras de José Gil, explora a dicotomia "dentro/fora".

O filósofo, que em parceria com o arquitecto Joaquim Moreno assumiu a curadoria do programa da representação portuguesa, explicou que a ideia apresentada partiu do tema geral proposto por Aaron Betsky, o director artístico da Bienal de Veneza, que decorre de 14 deste mês a 23 de Novembro sob o título genérico "Lá fora: Arquitectura para lá do edificado".

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1008513

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  • 2 weeks later...
Joaquim Moreno e José Gil


curadores

O tema geral da Bienal de Veneza – «Lá Fora: Arquitectura para lá do edificado» – pode, numa certa perspectiva, implicar que a dimensão do «Fora» se encontra de tal maneira integrada e activa num espaço interior que induz uma ilimitação do exterior no interior. A expansão incessante do «Lá Fora» garantiria assim o desenvolvimento da arquitectura. Neste caso, o problema não seria já o de encontrar um lar ou um abrigo no meio de um mundo em permanente mudança, uma procura sempre pronta a recair em neo-arcaísmos não além, mas aquém da contemporaneidade. Tão-pouco seria o problema de definir uma disseminação, ou um nomadismo do processo de edificação, que trouxesse o habitar para o espaço público e artístico da vida contemporânea – porque aqui, à multiplicidade dos elementos heterogéneos, caóticos, descontínuos, faltaria a consistência necessária à arquitectura para um tempo que «saiu dos eixos». Desta reflexão surgiu a ideia de um desassossego permanente, de um fora mais exterior que todo o fora porque se aloja no dentro, para além de todo o ponto assinalável. Assim: «Cá Fora: Arquitectura Desassossegada».




Este desassossego, este contínuo movimento entre o dentro e o fora, é fundamental para pensar os falhanços e os êxitos da arquitectura portuguesa. Sempre que se parou ou capturou esse movimento, a singularidade portuguesa abortou. Mas aqui e ali, um e outro arquitecto teceu linhas de fuga que partiam do intervalo e da intensidade do desassossego. Daí veio criação e reforço da consistência do nosso fora, «cá», aqui, para além de todo o «fora». E a abertura de um novo campo de experimentação que não pára de se alargar. O nosso «Cá Fora» abriu direcções insuspeitadas para o futuro da arquitectura portuguesa. A invenção de espaços em intervalos diferenciais (um «fora» em expansão «cá» dentro que põe este em movimento permanente e paradoxal), a experimentação, a coexistência e combinação de elementos heterogéneos, constituem alguns dos traços do trabalho singular de dois autores que, cremos, podem cruzar-se produtivamente para avançar na exploração desta «arquitectura desassossegada»: o arquitecto Eduardo Souto de Moura e o artista Ângelo de Sousa.


O interesse da formulação de um contraditório Cá Fora é a continuidade do movimento expansivo. Tal formulação substancia-se mais eficazmente numa experiência arquitectónica, na mobilização da representação portuguesa na Bienal como ambiente laboratorial, do que na documentação de eventos passados. Promover a transformação, inquirir no futuro – não tanto aceder ao presente ou ao passado recente – é um programa para o qual a experimentação arquitectónica é mais frutuosa que a re-prospecção cuidadosamente formulada, e este é o propósito geral desta representação portuguesa: materializar temporariamente o heteronímico desassossego num contraditório Cá Fora.


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Imagem colocada«Desassossego em Veneza»


Jorge Barreto Xavier
Director-Geral das Artes


A representação oficial portuguesa na Exposição Internacional de Arquitectura deste ano propõe uma abordagem singular à questão da arquitectura como arte do edificado, com as características de estabilidade e perenidade que lhe são inerentes. “Arquitectura desassossegada”, o enunciado dos dois comissários, o arquitecto Joaquim Moreno e o filósofo José Gil, contém uma provocação que esboçamos desta forma: como pode uma exposição de arquitectura interrogar a natureza fragmentária da contemporaneidade, feita de espaços instáveis e cambiantes, de fluidez e transitoriedade?



O desafio colocado aos dois representantes, Eduardo Souto de Moura e Ângelo de Sousa, além do diálogo entre arquitectura e artes plásticas, é o de reflectir sobre este paradoxo, não no sentido de o resolver mas de o problematizar, de forma a torná-lo uma experiência a ser vivida pelos visitantes. E essa possibilidade parece ser materializada na proposta de Eduardo Souto de Moura e Ângelo de Sousa, duas figuras cimeiras da cultura do nosso país, que embarcaram no traghetto de onde um qualquer transeunte pode tomar contacto com a superfície de um quadro movente que é o reflexo de uma paisagem urbana entre o céu e a água. Do canal, o visitante pode passar para o espaço do Fondaco Marcello – a que chamamos Pavilhão de Portugal – e prolongar uma experiência de alteridade, fragmentação e heteronímia, através da sua movimentação em frente a um conjunto de dispositivos especulares que abrem possibilidade de reflexo e de reflexão.


A qualidade desta proposta no interior é necessariamente diferente, acentuada pela obscuridade e pela prioridade dada ao visitante, ao sujeito. No espaço exterior, o protagonista é a envolvente, o aglomerado de património urbano carregado de história. Mas os traços desta paisagem que o espelho reflecte são sempre diferentes consoante a posição do observador; pode, portanto, afirmar-se que é o observador quem constrói a imagem que deseja ver. Evocando Fernando Pessoa e as suas elaborações “desassossegadas” em torno da experiência multíplice do sujeito, e indagando sobre a potencialidade especular de qualquer criação artística, a representação portuguesa na Bienal de Veneza 2008 reformula um problema secular, ao mesmo tempo que propõe uma hipótese de interpretação da arquitectura como experiência fundamentalmente subjectiva.


Por força da sua missão e atribuições, a Direcção-Geral das Artes do Ministério da Cultura é a entidade responsável pela organização e produção da representação oficial portuguesa. Cabe aos técnicos da DGArtes uma palavra de reconhecimento pelo seu contributo para o êxito desta iniciativa.



Mais informação em http://www.dgartes.pt/outhere/imprensa.htm

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  • 2 months later...

Dez mil pessoas viram projecto de Souto Moura em Veneza

Cerca de dez mil pessoas visitaram a intervenção arquitectónica de Eduardo Souto de Moura e Ângelo de Sousa na Bienal de Arquitectura de Veneza, que terminou no dia 23 em Itália, anunciou hoje a Direcção-Geral das Artes.
Situado no edifício Fondaco Marcello, junto ao Canal Grande de Veneza, o Pavilhão de Portugal acolheu o projecto «Cá Fora: Arquitectura Desassossegada», assinado pelo arquitecto Souto de Moura e pelo artista plástico Ângelo de Sousa.

O edifício foi transformado num imenso jogo de espelhos no interior e no exterior, com os dois artistas portugueses a interpretarem, desta forma, o tema geral da bienal: «Lá fora: Arquitectura para lá do edificado».

O espelho exterior reflectia os edifícios vizinhos ao Pavilhão de Portugal, a água e as gôndolas, enquanto que os nove espelhos e colunas colocados no interior obrigavam o visitante a confrontar-se com diferentes escalas e percepções.

A participação portuguesa na mostra de arquitectura de Veneza foi comissariada pelo filósofo José Gil e pelo arquitecto Joaquim Manso, e apoiada pelo Ministério da Cultura, através da Direcção-Geral das Artes, com um orçamento de 400 mil euros.

A 11ª Exposição Internacional de Arquitectura - Bienal de Veneza decorreu de 14 de Setembro a 23 de Novembro.

Segundo a direcção da bienal, cerca de 130 mil as pessoas visitaram os diferentes pavilhões e espaços expositivos do evento italiano.

Diário Digital / Lusa

in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=361061&page=1

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