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Arquitectura.pt


[Projecto] Angola | Moradia Unifamiliar | José Abílio Arquitectos


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... meus senhores... é facil criticar... "fazer bem", há pouco quem.... Afinal de contas o que é "fazer bem"???

Acho que o debate não deveria ir por estes caminhos... deveria sim ter criticas construtivas... como eu vos percebo....

Todos nós temos muito a aprender sobre arquitectura e vamos, espero, aprender muito para o resto da vida... mau dos que acham o contrario...

Acima de tudo devemos ser humildes, ter cuidado com o discurso que proferimos, e pensar duas vezes antes de nos expor-mos...

TEMOS PENA...

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... meus senhores... é facil criticar... "fazer bem", há pouco quem.... Afinal de contas o que é "fazer bem"???

Acho que o debate não deveria ir por estes caminhos... deveria sim ter criticas construtivas... como eu vos percebo....

Todos nós temos muito a aprender sobre arquitectura e vamos, espero, aprender muito para o resto da vida... mau dos que acham o contrario...

Acima de tudo devemos ser humildes, ter cuidado com o discurso que proferimos, e pensar duas vezes antes de nos expor-mos...

TEMOS PENA...


Concordo perfeitamente contigo. E quem nao percebe o que disseste desejo-lhe muita sorte na vida pois nunca ira perceber nada de nada sobre as coisas que rodeiam o mundo nem ha-de compreender porque razao ninguem lhe explica nada.
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Esta reflexões excelentes e bastantes consistentes de ideiaconcreta e JVS sobre o tema fulcral de este tópico, uns renders magníficos de uma moradia para Angola (sublinho Angola) em que alguns de nós criticamos (convém ler as críticas que dizem mais do que “vocês” afirmam) pela mais variadíssimas razões, isso sim é o que se entende de este tópico, mas como JVS está picado mais uma vez dá o exemplo de moderação!

Para acabar a minha intervenção neste tópico, os arquitectos não trabalham no vazio, os seus produtos são respostas a questões que surgem do ambiente, respostas que têm também um efeito retroactivo. Por isso não deveremos perguntar o que é que o ambiente exige ao arquitecto ou, melhor, o que deveria exigir-se e como pode chegar a definir-se uma boa solução. O arquitecto desenvolve-se em situações originadas de uma maneira determinada e que, aclara ou implicitamente, projecta problemas particulares. Estas situações compõem-se, por exemplo, de condições económicas, políticas e sociais, de tradições culturais, de factores físicos como clima e topografia e também, de seres humanos que “vem” o ambiente de maneira muito diferente. As situações não são estáticas, são sempre variáveis; a organização política da sociedade muda, as conjunturas económicas oscilam e o clima quase nunca oferece condições constantes. Estas flutuações estão sujeitas às profecias e ao controlo do homem, e o arquitecto tem que participar no planeamento que assegure estabilidade através das mudanças.

Para concluir a arquitectura é um produto humano cuja missão deveria ser ordenar e melhorar as nossas relações com a envolvente (genius locci).
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"Temos a obrigação de viver o sitio, sentir o sitio, o espaço, o vento, o sol, a chuva, a terra… e só assim podemos avançar para a arquitectura… para a busca do limite da perfeição, onde a simplicidade é a beleza…":poo: coitados do sítio, do espaço, do vento, do sol, da chuva e da terra... não sei porque foram aqui chamados !!

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O valor de uma obra não reside unicamente na aparência dos edifícios, mas, sim, em todos os detalhes nela implicados. Isto porque uma obra não é (ou não deveria ser) o resultado de uma forma definida pelo encantamento instantâneo provocado pelo observador, mas pelo seu conteúdo.


Isto porque a forma, enquanto aspecto exterior de um objecto, não pode ser julgada com base naquilo que se vê sem entender tudo o que está vinculada a ela. Fazer uma crítica dessa forma, com base na mera observação, sem que ajam outros elementos essenciais para uma boa análise, impõe, antes de tudo, criticar os modos pelos quais a pensamos. Essa crítica sensorial está completamente desligada do mundo pelo qual se deve basear uma obra arquitectónica (a cultura, a história, a tradição, o saber, o dever, bem como, até mesmo, as decisões). Desta forma o objecto passaria a residir, exclusivamente, no âmbito das aparências.


De facto, a realidade que se evidencia, é uma admiração por uma arquitectura para ser vista e não propriamente para ser vivida. Parece que existe o hábito de admirar os espaços à nossa frente, esquecendo que estes devem ser vistos como espaços de convivência, que devem desenvolver-se ao nosso redor, sugerindo relações e afectos, de modo a promover o bem-estar.


A arquitectura deve fazer face às solicitações da sociedade actual e suas necessidades. De modo que, se torna cada vez mais importante dar novos rumos à arquitectura, insistindo em espaços cada vez mais funcionais, mais adequados às novas técnicas e materiais, bem como às necessidades da vida contemporânea, em detrimento de uma arquitectura despojada de conteúdo, meramente aprazível aos olhos.


A arquitectura não deve ser feita para ser olhada de uma forma unicamente estéctica. Não deve ser feita para ser olhada como objecto artístico, agradável aos olhos, mas o modo pelo qual se apresenta resolvida a tríade vitruviana, tendo a capacidade, de resistir às “modernices”. E isto porque, a arquitectura envolve dimensões e implicações que ultrapassam em muito o que se está acostumado a ver.
De modo que, quem faz uma crítica, deve perceber que ela deve ter um objectivo, fundamentada, com base numa constatação atenta evitando qualquer interferência, desnudando-se de influências e esforçando-se a ver o que está por detrás de uma obra arquitectónica. Tentar fazer o contrário, após uma mera observação, sem outros elementos fundamentais, pode correr-se o risco de fazer uma crítica sem conteúdo, meramente especulativa, e demolidora.











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  • 2 weeks later...

ao ideiaconcreta que se registou para fazer estes 5 posts num só dia (ou re-registou, quem sabe) e ao JVS: a forma primeira de humildade, é a aceitação opiniões diferentes da nossa. e é também a forma mais fácil de ir aprendendo ao longo da vida, porque o "lalala, não estou a ouvir, não me atinge" também é arrogância, mas pior, é o orgulho da ignorância. eu acho que o projecto é francamente mau e acho que o texto é pretensioso e não tem nada a ver com as imagens apresentadas. é óbvio que o autor do projecto não achará o mesmo, porque críticas ao nosso trabalho são complicadas, sobretudo quando vêm de colegas de profissão. mas ainda assim prefiro-as ao cinismo das palmadinhas nas costas corporativas. ou seja JVS, nem sempre é preciso alguém para nos explicar as coisas. não saber criticar é que constitui uma forma de não ver o mundo que nos rodeia.

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gostava que me explicassem este texto com a proposta. 1º "Quando a arquitectura se transforma e se realiza toda a sua envolvente sofre alterações de integração, equilíbrio e harmonia… tudo em busca do limite da perfeição…!!!" _____Será que a harmonia e o equilíbrio está visível nesta obra? 2º "Num terreno bastante acentuado e rochoso, com uma paisagem deslumbrante onde a linha do horizonte se perde aos aproximados 60km, onde observamos no local a paisagem humanizada e natural em perfeita harmonia… Temos a obrigação de viver o sitio, sentir o sitio, o espaço, o vento, o sol, a chuva, a terra… e só assim podemos avançar para a arquitectura… para a busca do limite da perfeição, onde a simplicidade é a beleza…" _______Não seria possível aproveitar o terreno para desenvolver o projecto? ou o projecto foi desenvolvido para ver além da linha do horizonte de 60km. "Após analisando todos os factores do local e programa proposto pelo cliente o espaço foi moldado na simplicidade, funcionalidade e integração perfeita no terreno com todas as suas características naturais… Desenvolvendo a moradia em quatro níveis, dois acima da cota de soleira e dois abaixo, dando desta forma uma leveza à sua volumetria." Peço desculpa, mas só queria saber se muitas das vezes a teoria não é um pouco forçada, acho que um bom projecto muitas dessas vezes não necessita justificações. Não digo que este é mau, mas que o texto não condiz, não condiz não.

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Na minha opiniao nao basta criticar dizendo que o edificio eh mau. Ha que justificar. A diferenca entre o arquitectura.pt e os restantes foruns de arquitectura eh que aqui damos prioridade a uma justificacao. Faz toda a diferenca. Discordo que devemos aceitar todas as criticas. Serah que devemos aceitar todas as criticas de animo leve por mais estupidas que sejam. Ha que justificar para estimular o debate. Agora se acham que deve ser correcto dizer que o edificio eh feio e que devemos aceitar esse juizo soh porque sim entao este forum estah-se a tornar num forum Skyscrapercity. Coisa que alguns senhores deste forum consideram ser uma heresia. Portanto meus caros senhores... tentem justificar as vossas opinioes. A diferenca entre os barbaros e selvagens cidados e os senhores e senhoras arquitectas eh nos devemos saber dar uma opiniao. Se damos uma opiniao ah marceneiro entao estamos na profissao errada. Devemos destacar-nos pela positiva. Se nao concordam... por mim ... porque na realidade nao eh por isso que voces podem vir a serem famosos e serem internacionalmente reconhecidos. No fundo voces devem gostar e ateh sentir prazer de haver um professor ou um arq. da Camara que diz que o vosso projecto eh uma porcaria e voces ateh lhe beijam na boca de agradecimento. Fico feliz por isso.

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o vidro não me choca nada, não entendi essa adenda. há edifícios que não são fáceis de criticar, porque se afastam demasiado da realidade. é como eu pedir para me explicar porque é que uma bola de berlim não dá para ouvir um relato do benfica. edit: por acaso fiquei com vontade de dissecar o projecto agora, só para provar que esse não é o problema, mas não tenho tempo, talvez passe cá depois.

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Julgo não ter criticado o projecto, a única coisa que critiquei foi o facto do texto não condizer com o mesmo. Justificando-o. Quanto a um projecto ter obrigatoriamente um texto não concordo, pois as piscinas das mares em leça da palmeira do arquitecto siza vieira, não o necessitam sente-se tudo o que o arquitecto tentou transmitir. Não venho aqui para criticar ninguém nem projecto algum, só para dar a minha opinião sobre o que é colocado para tal. Se ofendi alguém peço desculpa.

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  • 2 weeks later...

Julgo não ter criticado o projecto, a única coisa que critiquei foi o facto do texto não condizer com o mesmo. Justificando-o.
Quanto a um projecto ter obrigatoriamente um texto não concordo, pois as piscinas das mares em leça da palmeira do arquitecto siza vieira, não o necessitam sente-se tudo o que o arquitecto tentou transmitir.
Não venho aqui para criticar ninguém nem projecto algum, só para dar a minha opinião sobre o que é colocado para tal.
Se ofendi alguém peço desculpa.


Boa Jotas.
É assim mesmo que se responde. Até agora foste o único que escreveste alguma coisa de construtivo. 1 crédito pra ti(...)
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  • 1 month later...

tirado de um qualquer livro... eu acredito no objecto integrado como valor e significado arquitectónicos. O lugar urge sempre como uma importante matriz conceptual de desenvolvimento de um projecto de Arquitectura.. não acredito que tenha sido o caso até pelo que as imagens demonstram. Ficam as intenções...(que nem sempre contam;) cumps.

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